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DRACULA (DA NETFLIX) O VEREDITO!

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O Professor e o Rei dos Vampyros dissecam Drácula da Netflix

Dracula (Netflix) O Veredito: Neste video reunimos os veneráveis Lord A (Rede Vamp) e Alexander Meirelles (Fantasticursos) para apresentarem suas opiniões e firmarem o veredito sobre o seriado Drácula da Netflix. A contribuição de ambos na produção cultural vampiríca, na criação de conteúdos e influência nas áreas da literatura fantástica, do terror, do horror é notória e bastante extensa aqui no Brasil e oferecem para nossa audiência 2 horas inesquecíveis através dos prados sem fim dos mortos-vivos – como se não houvesse amanhecer! Chegou a hora de Dracula (Netflix) O Veredito

Alexander Meireles e Lord A: O Veredito sobre Drácula da Netflix

Vamos falar rapidamente dos integrantes deste agradável colóquio no video acima, afinal de contas não é todo dia que reunimos pessoas assim:

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CARMILLA NOITE DE GALA SOMBRIA, GARANTA SEU CONVITE ANTES QUE ACABE

Lord A : . – Criador da Rede Vamp e Fundador da Comunidade Vamp do Brasil há 18 anos! Eletem mais de vinte anos de estrada na senda do vampyrismo. Respeitado não apenas no Brasil, mas também no cenário vampyrico internacional, é rei da Dinastia Sahjaza e desenvolve o Círculo Strigoi. Como autor, é um criador de mundos, tendo escrito o sucesso Mistérios Vampyricos e a série internacional Codex Strigoi com 7 livros. Também organiza encontros, eventos, festas e passeios culturais. Apresenta o programa de rádio semanal Vox Vampyrica, agora em formato podcast. Conheça seu novo livro aqui!

Professor Alexander Meireles – Criador da da Fantasticursos com Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa na UERJ (2003) e o Doutorado em Literatura Comparada na UFRJ (2008). Autor da obra Literatura Inglesa para Brasileiros: curso completo de Literatura e Cultura Inglesa para estudantes brasileiro, obra seminal em diversas universidades brasileiras. Além das aulas de graduação na Universidade Federal de Goiás no curso de letras, também é orientador de mestrado sobre Gótico, Ficção Cientifica e cultura pop. Seu trabalho mais recente é o curso online de criação literária Dissecando Vampiros.

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REDIVIVO VINHO VAMPYRICO ARTESANAL

Gary Oldman como Dracula no filme de Coppola, ainda o melhor de todos!

Para Lord A:. “Drácula: A versão de Coppola permanece imbatível há quase 3 décadas, mesmo não sendo a mais fiel ao contexto do livro (mas dentro dos filmes quase nenhuma realmente o foi – e meus leitores sabem que temos um Drácula dos Filmes, um dos livros e um que foi a persona histórica associada por Bram Stoker ao contexto de sua obra). Então vamos apreciar cada um destes universos pelo que são e nos fazem sonhar! Inclusive é bem sabido na Comunidade Vamp do Brasil, que a obra oficial de Stoker tem uma prequel e uma sequência oficiais. Ambas já publicadas no Brasil e organizadas por seu descendente Dacre Stoker (executor e testamentário do legado) ao lado de dois grandes romancistas, apresento elas aqui. aonde você também encontrará sequências não oficiais igualmente fantásticas.

ALIÁS PARA UMA EXPERIÊNCIA AMPLIADA E EXCLUSIVA SOBRE DRÁCULA, LEIA TAMBÉM:

Entre 2010-2020 não tivemos nenhum Drácula marcante nos filmes e seriados (espelho e eco) dos tempos que vivemos onde o “mal” é abordado quase sempre de maneira desidratada e higienizada, pois todo mundo é sempre inocente (ou incompreendido e vítima de perseguição social e campanhas negativas de seus detratores) no final das contas – assim fica dificil um “MAL VERDADEIRO” dessa maneira. Notem que focalizo Drácula nos cinemas neste artigo. Porém a versão da vampira Carmilla apresentada em Styria (ou ainda Curse of Styria, 2014) é fantástica em todos os sentidos na atmosfera daquele espírito da ausência sufocante. Mas focalizemos Drácula nos cinemas e porque aparentemente o personagem não funcionou tão bem ao longo da última década.

Vai lá que a hipocrisia seja a substância de todo e qualquer coletivo social. Assim como a negação, quase patológica das pessoas ao fato de ser a sua própria insuficiência e o ressentimento que vem disso quando estão diante de pessoas mais aptas ou hábeis do que elas – um mal mais próximo e real em todos os sentidos. Mas são poucos que aguentam saber que o mal vê o mundo com seus olhos, escuta com seus ouvidos, toca com a ponta dos seus dedos e caminha por ai com seus sapatos. Justamente por essa negação fica difícil algo mais expressivo e elaborado, o “mal” é só alguém vitima de um marketing negativo ou sobre algum transtorno psicológico.

Em relação a um “MAL VERDADEIRO” penso que a natureza encarna muito bem esta visão de “MAL” ao não dar a mínima e matar indiscriminadamente sua própria criação e repovoar ou ainda reflorestar o local destruído. Nunca será bom ou bonito para quem morreu sob suas leis automáticas e implacáveis. Seja em regiões ermas ou nas tragédias ambientais urbanas. Isso dificilmente é encarado por quem a trata apenas como “mamãe-natureza” e não percebe que é ela mesma, que por exemplo, dá o câncer e outras epidemias para suas proles. Isso nos remete a uma interessante visão sadeana, explorada neste podcast da Vox Vampyrica – ofereço o link dele como degustação e se você apreciar e quiser mais conteúdos assim, apoie o #Campus Strigoi!

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E Drácula é sobre este embate entre nossos imperativos e nosso aprendizado na vida de até onde podemos ir. O quanto aguentamos de vivermos nossas pulsões, o quanto expressamos e pagamos o preço do que somos e o quanto também renegamos em notáveis hipocrisias – como no marketing existencial nas redes sociais. Aliás é interessante a relação do vampiro e do espelho neste sentido, afinal as nossas virtudes não são vistas ou percebidas pela gente ou em nosso reflexo; e este ainda é a última coisa que comprovadamente somos. Apenas os outros podem contemplar ou falarem de nossas virtudes, pois comprovadamente não as enxergamos e quando nos metemos a falar estamos presumindo. É uma visão agostiniana. Mas isso fica para outra noite.

Drácula é sobre o que se alimenta e se nutre daquilo que escolhemos as claras – ou daquilo que escolhemos por inércia e o custo disso. Quem vê ali só um morto vivo em busca de sangue ou só de um amor perdido – está perdendo uma visão muito mais ampla e interessante… toda força é uma consequência de quem a exerce, onde poucos obtêm ouro a maioria só encontra chumbo por conta de seu próprio viés.

Mas vamos ser justos, penso em pelo menos 3 menções honrosas de Drácula nestes últimos 10 anos. Vou me concentrar apenas em Drácula nos filmes e seriados, combinado? Deixarei Carmilla (no filme Styria, da década passada, que era o filme que não lembrei o nome durante o video) e outros vampiros como Selene e afins para outros artigos.

A primeira referência a Drácula da última década que apreciei foi do anime Castlevania exibido pela Netflix. Gostei, um pouco exagerado como uma opera de Puccini nos poderes, mas funcionou bem dentro daquele contexto.

Já o ator Luke Evans (Dracula Untold) acabou se destacando por expressar “o mal” necessário, mas faltou ser “monstro” além do CGI ou dos efeitos especiais. Assim como o de Castlevania exageraram nos graus de poder dele mas dentro do contexto e do imaginário oferecido combinou – dá até uma tristeza saber que não haverá sequência.

Jonathan Rhys Meyers (Drácula,NBC) ainda assim foi o melhor dos três nesta década, sempre levando em conta a relação do personagem com o universo estabelecido ao seu redor. Foi só uma pena que a série descontinuou por problemas pessoais do protagonista.

Dracula 3D de Dario Argento
Rutger Hauer (Van Helssing) desafia Dracula (Thomas Kretschmann)

Talvez a menção negativa ao Drácula desta década fique para o filme Drácula 3D que apesar de contar com o mestre do terror Dario Argento na direção, não adiantou muita coisa e a película não decolou. Drácula foi interpretado por Thomas Kretschmann e teve como nemesis Van Helsing na pele do ator Rutger Hauer – falamos disso tudo aqui neste outro post. O roteiro não criou aderência e o gafanhoto gigante que aparece em certa parte do filme bota tudo abaixo. No entanto, o porte, a figura autoritária e hierárquica de Kretschmann provavelmente influenciou a escolha de Claes Bang, no Drácula da Netflix.

Claes Bang como Drácula na Netflix
Claes Bang como Drácula na Netflix

Em relação ao novo seriado da ABC, estreado por Claes Bang (exibido na Netflix) podemos dizer que é bom e tem um sabor de velhas HQs de terror e os 2 primeiros episódios são bem estruturados, excelentes diálogos e os embates entre o morto vivo e sua rival (nada de provocação gratuita e sim um disputa de supremacia e de quem está certo no final das contas) satisfaz a contento, como nos clássicos de Lugosi e Christopher Lee.

O elemento que depõem contra é o terceiro episódio, infelizmente. Isso se deve a falta de labor, de mão e conteúdo na estruturação e narrativa. Acabou oferecendo um desfecho sem graça e apático diante do que foi inicialmente oferecido nos episódios iniciais. Algumas pessoas irão dizer ah mas teve pontos para serem refletidos, teve filosofia vampyrica e olha – com um olhar afetivo até dá para sim encontrar posicionamentos e ideias que harmonizam com tudo isso. Só que o desenvolvimento delas ficou muito, muito fraco. Mas não escrevo tudo isso para irritar fãs. Podiam ter caprichado mais, mas dá para assistir e curtir a série!

Enfim, Drácula é sobre estar certo e o jogo agônico envolvido neste processo, é sobre o que ressurge e demonstra que o enfrentamento e a angústia – tal como a vida – nunca desaparecem – assim como o “MAL” ou talvez tudo aquilo que não temos como cobrar da própria natureza e nos desvela a nossa própria (e sempre negada) insuficiência diante de tudo que nos sufoque e roube o chão debaixo de nossos pés.

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