O grande amor de Drácula

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O grande amor de Drácula

E finalmente desvendamos quem era a misteriosa musa da capa do livro Mistérios Vampyricos
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O grande amor de Drácula: Vlad III da Casa Bassarabi, mais conhecido pela história como “O Empalador” e inspiração para o “Drácula” do irlandês Bram Stoker teve uma amante desconhecida da história. Ainda hoje em pleno século 21 a história deles ainda é cercada de muitos segredos.

Nas páginas do meu primeiro livro Mistérios Vampyricos Arte do Vampyrismo Contemporâneo (Madras Editora, 2014) falamos vagamente sobre uma de suas primeiras amantes. Ela não teve nome para a história. Tal affair aconteceu quando ele fugiu dos Turcos na juventude. Infelizmente, no Brasil as fontes pesquisadasnas obras de Radu Florescu, Raymond Mc Nally do final dos anos 70; Gordon Melton entre 90 e 2003 pouco ou nada disseram delas.

Mas houve uma jovem amante de Vlad que mexeu com seu coração e o seu ciúmes. Foi o affair mais longo dele e se iniciou nos tempos que ele esteve ligado a cidade de Brasov. Era uma jovem chamada Katharine Siegel, de família saxã, que mexeu com o coração e o ciúmes do Voivoda.

A CAPA DE MISTÉRIOS VAMPYRICOS

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O Editor Wagner Veneziani Costa, Lord A e a Rainha Xendra Sahjaza na Bienal do Livro de 2014 no lançamento de Mistérios Vampyricos

De volta ao ano de 2014 , recebi um E-mail do Alexandre Holanda e do meu Editor Wagner Veneziani Costa com a capa escolhida por eles para o livro. Na ocasião não entendi quem era a jovem loira da capa, era bacana, mas barganhei outras possibilidades de capa. Wagner irredutível e confiante, disse algo como “confia em mim” lembra em 2010 na Bienal quando falei para me trazer seu livro? Vocês vão descobrir… Escolhí acreditar no amigo e foi uma boa escolha. Mistérios Vampyricos foi um sucesso editorial!

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Detalhe da capa de Mistérios Vampyricos e da persona misteriosa, para nós ficou sendo a Katharina Siegel de Brasov

Mas a pergunta que ficou para mim e a Xendra era: afinal quem é essa loira na capa? Como lidamos com arquétipos e magia, concluímos um dia a gente descobriria que “persona”, “representação” ou “deídade” poderia ser ela. O romance de Bram Stoker tem laços com o ocultismo e sociedades secretas interessantíssimos. Infelizmente o Wagner faleceu na sexta-feira 3 de Maio de 2019 e nunca deu tempo de nos contar. Fica a lembrança de um amigo sempre sorridente que encontrávamos nas bienais e nas missas templárias da Catedral Anglicana de São Paulo.

Estranhamente na terça 7 de Maio um amigo da Romênia me enviou uma cópia do material que resultou neste artigo. Alguns outros eventos particulares nos levam a enxergar uma sincronícidade especial.

Quanto ao Wagner ele foi um dos editores que mais publicou obras de pesquisa sobre ocultismo, espiritualidade, fashionismo e produção cultural indispensáveis para a nossa Comunidade Vamp do Brasil, através da Madras Editora. Tudo começa com o seminal “Vampiros Rituais de Sangue, do Frater Piarus/Marcos Torrigo em 2002, o primeiro livro de ocultismo e vampiros, sério e denso produzido no Brasil.

Aqui na Rede Vamp, temos este belo e rico artigo sobre Drácula e o Ocultismo, publicado na introdução do romance Drácula editado pela Madras e de autoria do nobre amigo Wagner Veneziani Costa – fica nossa homenagem a ele!

A AMANTE DE VLAD TEPESH

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Vlad III Tepes da Casa Bassarabi e Catharina Siegel de Brasov

O grande amor de Drácula começou quando ele a conheceu nos festejos do natal de 1455 na cidade de Brasov. Katharine era filha de um tecelão de Brasov (Kronstadt, fortificação militar naquela época). Era uma das cidades saxônicas mais famosas da Transilvânia. O encontro deles foi aparentemente inesperado. Katharine e algumas amigas tentavam empurrar um trenó cheio de suprimentos para ajudar uma tropa de soldados. Os militares ficavam próximos a morada de Vlad, que era o governador militar da cidade naquele tempo. Ele passava a cavalo e desceu da montaria para ajuda-las e não tirou mais os olhos dela. Enfim, Vlad não era conhecido por ser gentil pelos moradores de lá.

Sobre Katharine Siegel, a amante de Drácula: Originalmente a jovem vinha de família rica. Devido a um incêndio em suas propriedades eles perderam tudo que tinham. Ela cresceu no mosteiro franciscano em Mahlersdorf. Posteriormente, a família mudou-se para a casa Tartler. A casa ainda existe na Rua Poarta Schei, número 14. Enfim, Vlad naquela época Príncipe, Governador Militar e Duque de Fagaras e Amlas iniciou seu affair com uma das mais belas empregadas da cidade. Frequentemente visitada pelo amante recebia os mais finos vestidos de seda e renda de Veneza e dos Flandres. Quando não estava com ele passava a maior parte do tempo fiando e tecendo no andar térreo da casa.

VLAD TEPES QUASE INCINEROU BRASOV POR KATHARINA

Segundo a Crônica da Transilvânia datada do século XVIII, a história de amor entre o príncipe e a bela saxã iniciou uma rebelião na cidade. Foi entre os pretendentes da moça, que figuravam entre a nobreza e os ricos da região. Contam que as crises de ciúmes de Vlad foram violentas. Contam que ele andava pela cidade balançando, cutucando e espetando coisas e pessoas com a ponta da sua espada. Também dizem que seguia por aí desforrando em pessoas próximas e até um padre acabou ferido numa dessas. Nas proximidades do famigerado massacre de São Bartolomeu, os mercadores da cidade atacaram a casa onde Katharine morava. E ainda por cima espancaram a jovem e a dependuraram no pílar da infâmia na praça do conselho da cidade. A cidade de Brasov foi quase incendiada por esta afronta.

OS FILHOS BASTARDOS

O relacionamento entre Vlad e Katharina durou quase 20 anos. Rendeu alguns belos bastardos: Vladislav (1456), Catherina (1459), Christian (1461), Hanna (1463) e Sigismund (1468). No verão de 1460, Vlad Tepes teve uma intensa troca de cartas com o recém-empossado Papa Pio II. Tudo que o Voivode mais queria era uma carta de indulgência para anular seu primeiro casamento. Sim aquele casamento com Anastasia Holszanska, neta de Sofia da Polônia. Vlad queria se casar com Katharina mas a Igreja não permitiu. Interessante ele procurar isso com os católicos romanos e não com os ortodoxos. Mas é assim que a história foi contada nesta fonte chamada Crônicas da Transilvania.

A PRINCESA QUE SE SUICIDOU

Segundo as fontes locais, Anastassia (a primeira esposa de Vlad) cometeu suícidio em 1462. Você conhece a história. Ela se jogou da alto da torre da fortaleza de Poenari após um ataque otomano.

Daí vem aquela abertura épica do filme de Coppolla. Logo após este ataque otomano, o Voivoda teve que fugir e acabou sendo capturado.

Ele acabou ficando sob o julgo do Rei húngaro Mathias Corvin, outrora seu aliado. Esta prisão durou anos, a história eu conto nas páginas do Mistérios Vampyricos. Corvin só o libertou anos mais tarde se ele casasse com Elisabeth Corvin de Hunyadi. Contam que Katharina mesmo distante permaneceu fiel ao Voivoda até o fim. Infelizmente Vlad foi traiçoreiamente assassinado no campo de batalha entre dezembro de 1476 ou janeiro de 1477. Segundo a historiadora romena Bertha Diana Krauser, acredita-se que bela Katharina, aos 39 anos, teria retornado ao mosteiro. Ela foi o grande amor de Drácula!

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