O que nunca te contaram sobre Bram Stoker, Drácula e Sociedades Secretas! VoxVampyrica#22

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O que nunca te contaram sobre Bram Stoker, Drácula e Sociedades Secretas! VoxVampyrica#22

O que nunca te contaram sobre Bram Stoker, Drácula e Sociedades Secretas

O que nunca te contaram sobre Bram Stoker, Drácula e Sociedades Secretas? O dia 20 de Abril marcou o aniversário de morte do célebre autor irlandês Bram Stoker (1847-1912). Escrever sobre estes segredos é uma tarefa árdua, pois os “acadêmicos” brasileiros são extremamente limítrofes e sofrem de pouquíssima imaginação e fazem da sua amplitude e totalidade conteúdos toscos e já desatualizados há quase 2 décadas. Vamos começar elucidando a irrelevância dos tais e da academia por se voltarem exclusivamente ao “ideal” e não ao real. Depois vamos realizar uma jornada transmidia mais real e contemporânea sobre a obra principal de Stoker e suas ligações com sociedades discretas e temas associados ao ocultismo. Existe até um mapa astrológico bem interessante dele, cortesia do amigo Marcelo Del Debbio.

A criação mais conhecida de Stoker foi o romance Drácula e isso você já sabe (inclusive desde 2014 celebramos oficialmente o World Dracula Day no Brasil). Mas a vida de Stoker tem diversas passagens menos conhecidas e algumas que a gente do contexto ocultista ou Vamp percebe com evidente clareza. O personagem principal de Dracula foi contextualizado sobre a figura de Sir Henry Irving, grande ator britânico e patrono de Bram no Lyceum Theatre em Londres (também um importante líder da maçonaria britânica de olhar profundo e dotado de incomum magnetismo). Originalmente o personagem se chamaria Conde Wampyr mas a obra Land Beyond Forest de Emily Gerard apresentou o Voivoda Vlad III da Casa Bessarabi para Bram e assim Wampyr se tornou Dracula. Cada um desses nomes e seus backstages são detalhados no meu livro Mistérios Vampyricos: Arte do Vampyrismo Contemporâneo (Madras Editora, 2014) e tem vínculos com o obscuro muitissimo mais interessantes do que o contado por aí.

Como NÃO precisamos agradar o estabilishment e os “teóricos de gabinete” acadêmico. Tampouco priorizar a “narrativa partidária” da vez (Ex: O papo furado que vamps são os políticos, as classes dominantes e o tal de pôr a culpa em alguém ou alguma coisa…) E nem mesmo escrever a mesma coisa que já estava descontextualizada e desatualizada em 2002-2004 (Ex: Vamps são Parafilia, problema psicológico, adolescente de familia desestruturada, doenças não catalogadas em outros tempos, depressão, viciados e etcs). Este artigo pode ir muito além do “ideal” e das associações vulgares nos levando a uma verdadeira terra estrangeira e além da floresta.

Aqui na REDE VAMP nos arriscamos a falar de algo muito mais “vivo” e “verdadeiro” há quase pelo menos 5 décadas no hemisfério norte(propositalmente não mencionadas ou simplesmente tratado de forma vaga, imprecisa, vulgar e patológica pelos tais autores e as situações limítrofes que tocam no assunto em nome de seus fetiches e ideologias). Justamente por isso estamos além do espectro e fora do caixão que os universitários pensam terem enterrado e tentam forçosamente manterem a Comunidade Vamp como algo sepultado e concluído sempre a serviço dessas patifarias fetichísticas ideológicas e as ditas teorias de gabinete.

Enquanto isso, os VAMPS continuam por aí mortos para o mundo e vivos para o selvagem jardim. e muito, muito além da matriz(x) deles.

Primeira Parte da Palestra de Lord A no MIS Museu da Imagem e do Som, sobre Drácula e o Ocultismo

Stoker foi membro dos graus iniciais da Golden Dawn, uma discreta sociedade hermética britânica e esteve exposto ao seu rico simbolismo. A gente percebe isso claramente no romance “Drácula” e também no “The Lair of White Worm” e também no “Jewel of seven stars”. Mas para finalidades deste artigo focalizaremos Drácula.

A segunda parte da minha palestra no Museu da Imagem e do Som na cidade de São Paulo.

O pesquisador do tarô Robert M. Place é uma das vozes mais interessantes neste contexto com seu The Vampire Tarot. Publicado em 2015, basicamente ele projeta o romance Drácula nos 22 Arcanos Maiores do Tarô de forma genial – e só por aí já pegamos muita coisa que passa batido para os acadêmicos. Jonathan Harker é o “Tolo” (não exatamente o Louco) e assim começa a sua jornada do “herói”. Da ignorância á intimidade, submissão e posteriormente o enfrentamento de um “mal” ancestral. Se vamos tomar isso como simbolismo de uma jornada alquímica interior; se vamos encarar como uma narrativa fantástica é uma escolha pessoal. No meu livro “Mistérios Vampyricos: A Arte do Vampyrismo Contemporâneo (Madras Editora 2014) desenho um cenário mais amplo no contexto simbólico e também no psicológico para ambos os casos. Vou falar mais do trabalho de Robert Place num próximo artigo.

DRÁCULA E A CABALA

Robert M.Place facilmente projetou o romance de Stoker sob uma base de tarô, algo fácil dada a familiaridade e exposição do escritor irlandês com a temática e a simbologia da Golden Dawn.Um dos exercícios mais conhecidos da ordem era o integrante desenhar seu próprio deck de tarô. Outros símbolos bastante escancarados que se ligam nesta temática facilmente é a presença do imponente desfiladeiro ou Abismo de Borgo logo nos primeiros capítulos, antecedendo a chegada ao castelo de Drácula. É bem sabido que só mesmo a partir de 2012 surgiram pesquisas de referência que o tal desfiladeiro tinha outro nome e não estava próximo nem do Condado de Arges e menos ainda de Brasov. Quem apresenta isso é o autor suéco Hans des Roos em um artigo muito especial que permitiu inclusive localizar onde ficava o castelo do romance de Bram Stoker, com base nos apontamentos crípticos e de rodapé do próprio autor. Abordamos este assunto inexistente em idioma português neste artigo. Mas a verdade é que por bem mais de um século os acadêmicos (por falta de fontes ou comodidade) entraram em parafusos com isso. O principal argumento era desqualificar o autor e a obra com citações sem fim sobre a comprovada inexistência do tal lugar e como isso era um desconhecimento de Stoker e que ele usou fontes folclóricas demais e bla-bla-bla. Errado. Ele sabia muito bem o que fazia.

Do nosso lado já vemos que o tal “abismo” é referência cabalística mesmo (Daath, no caso e se você desconhece o que é isso, experimente a série de livros CODEX STRIGOI). A presença de uma estrutura que remete a árvore da vida (se você não está familiarizado com isso, assista estes videos) e mesmo de seu contraste como árvore da morte (tema delicado, leia mais aqui) é bastante interessante. A estrutura simbólica destas “árvores” representam uma interessante e notória relação binária entre polaridades, forças opostas, contrastes e seus desenvolvimentos posteriores. O espírito associado ao fogo (e o logos) ilumina o vazio e a escuridão deste abismo, oferecendo a visão de um horizonte que requer coragem para ser alcançado. Tais árvores mostram os tratos entre as polaridades do fogo e gelo, calor e frio, luz e escuridão – e o espírito como aquele que torna em experiência (unicidade) o que alcança nos contrastes. Como diria o filósofo Luiz Felipe Pondé:“Tal espírito é a forma que cresce em meio à consciência esmagadora da efemeridade de tudo. Aí reside sua beleza rara. Este crescimento é a vida espiritual em si mesma.”

Nunca me cansei de apontar que o Drácula de Stoker é quase um avatar saturnino (curiosamente abismo e dragões simbolizam Saturno na astrologia clássica e na hermética). Importando muito mais a imagem e o que é velado por esta principalmente diante do ocultismo britânico – com foco no conteúdo da Golden Dawn. Existindo aptidão nos leitores e leitoras deste artigo, haverá uma recompensa bastante régia se dedicarem um novo olhar para a obra Drácula de Bram Stoker após tal apreciação. Inclusive a Darkside Books está oferecendo uma versão primorosa do romance em capa dura e recheada de extras. Mas que a pesquisa de “ponta” falhou em nome de escolhas politizadas de informar os leitores sobre a descoberta do castelo do romance e sua localização real – ou melhor onde foi inspirada. Já havia material disso desde 2012. Ponto negativo mas que não compromete a obra.

BRAM STOKER, DRÁCULA, PARALISIA DO SONO E SONHO LÚCIDO

O Mistério do Vôo Noturno é um tema interessante, se quiser saber mais a seu respeito venha a este curso. Outro ponto relevante é que uma das bases do romance de Stoker foram experiências e relatos vividos por ele e pessoas conhecidas ligadas a paralisia do sono. O que remete também aos efeitos dos chamados sonhos lúcidos, nestes tempos associados aos casos de incubus e succubus. Outro ponto de notável interesse da Golden Dawn e outras sociedades como a Teosófica e posteriormente a Thelema. O Scrying uso da vidência para espreitar oponentes através de espelhos mágicos e a jornada astral ou mistério do vôo noturno eram outros assuntos em alta naqueles tempos. O próprio autor conta sobre os casos de paralisia do sono em uma entrevista para um jornal britânico nos tempos de lançamento de Drácula. Existem ainda muitos outros paralelos neste sentido que guardaremos reservardos para futuros eventos. Aqui mesmo na REDE VAMP temos um artigo interessantíssimo do escritor Wagner Veneziani Costa sobre a simbologia de Drácula no ocultismo.

BRAM STOKER E A ORDEM DO LÍRIO NEGRO!

Uma das passagens mais interessantes da primeira década do século 21 envolveu a atribuição de Bram Stoker como integrante da ordem monástica chamada de Lírio Negro. A segunda parte do boato é que o seu romance Drácula guarda uma narrativa velada sobre a cerimônia e os segredos da iniciação nela para quem conhecesse o código. Abismo, martelo, estaca, imortalidade e longa vida seriam símbolos importantes entre suas estâncias e estações neste processo. Mas o tempo passou e tudo isso se confirmou como mais um dos muitos rumores sazonais ao redor do trabalho de Stoker. Na Vox Vampyrica exploramos este assunto com gravidade e densidade.


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