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EXISTIAM VAMPIROS ANTES DE DRÁCULA?

EXISTIAM VAMPIROS ANTES DE DRÁCULA?

EXISTIAM VAMPIROS ANTES DE DRÁCULA? A resposta é sim e existe um livro maravilhoso sobre isso dos autores nacionais Martha Argel e Humberto Moura publicado pela Aleph Editora lá em meados de 2009. Você encontra ele nos sebos e entre colecionadores. E se você ama tudo isso tem que ter! E há quem vai dizer que escrevi este artigo só para frisar isso. Eu esclareço – isso é parcialmente verdade, mas não foi só por isso. O povo que curte tudo isso sem muitas pretensões os chamam de Vampiros Vitorianos (o título é um pouco anacrônico) mas é como um jargão no final das contas. Inclusive são o tema da nossa Fangxtasy Festa Online de 29 de Maio de 2022 – garanta seu acesso, aqui.

Drácula é inevitavelmente um tema dominante quando falamos de vampiros. Pelo menos desde 1897 isso se deve ao grande romance de Bram Stoker, Aliás homenageamos ele e sua criação todos os anos no World Dracula Day, leia mais aqui.

Poucos sabem, mas Vlad Tepes, o terrível voivoda que inspirou Stoker foi encenado nos palcos germânicos quando ainda estava vivo. O roteiro das encenações vinham dos panfletos contrários a ele da época. Estes eram patrocinados pelos saxões e comerciantes alemãos os quais ele botou para correr de suas terras. Segundo consta ele não era um vampiro nessas peças. Aliás, que tal você assistir agora mesmo nossas entrevistas com Dacre Stoker, sobrinho bisneto de Bram Stoker o criador de Drácula e entender melhor tudo isso? Olha o link aqui e aqui também.

AONDE HÁ FUMAÇA, HÁ CHAMAS ATÉ MESMO NEGRAS

Sejamos francos e breve os fatos que dispararam a febre midiática vamp do século 19 acabam sendo as histerias vampíricas de quando o Império Otomano devolveu algumas terras para os húngaros. O tema é longo, leia mais aqui e principalmente nos links que oferecemos neste outro artigo.

Este autor também argumentaria que o chamado mistério do vôo noturno (vide a Divina Comédia ou obras religiosas como o Apocalipse de São João ou mesmo o Corão) e temas como o duplo etéreo ou corpo de glória. Pentecostes não é só um feriado. Hoje estes temas são conhecidos como viagem astral, sonho lúcido, paralisia do sono e projeção de consciência. Harmonizam com extratos mais xamânicos e predatórios de povos das montanhas do leste europeu. E como as coisas eram bem diferentes do que hoje no 18 e 19 eram muito mais temidos e passivos de utilizações militares. Artigo de interesse portanto para a nobreza (e as sociedades discretas) daquele tempo. Aliás, não só daquele tempo – como demonstram certas agências e departamentos governamentais norte-americanos e russos dos tempos da guerra fria. Eram os vampiros psiconautas ou alienígenas? Nãoooooo…

Bem antes da publicação de Drácula convêm lembrar que houveram muitos outros imortais assombrando as páginas dos Penny Dreadfuls ingleses e Blue Books germânicos no mesmo século dezenove. Aliás o tal século foi marcado por uma extensa e expressiva febre midiática vampírica. Não havia capital europeia que se prezasse sem peça teatral ou opera e opereta vampírica. Tudo isso é descrito com mais esmero e detalhamento nas páginas do meu livro Mistérios Vampyricos (Madras, 2014) tem link para ele.

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OS PRIMEIROS VAMPIROS LITERÁRIOS

Para mantermos o decoro (e a simpatia com a academia) devemos mencionar o poema alemão O Vampiro (1748) de Heinrich August Ossenfelder. Na língua inglesa vem Thalaba, o Destruidor de Robert Southey, Thalaba, o Destruidor (1801). É claro que ao menos para este autor a poesia Christabel de Samuel Taylor Coleridge seria o ponto alto ao apresentar a vampira Geraldine bem no finalzinho do século 18. E o poeta pagou um preço caro por trazer a existência tal personagem. A própria história das VAMPS formam uma linha paralela interessantíssima e toda a sua mística explorei neste outro livro Sob Tuas Asas, compre o seu aqui.

Já para a daemônica pesquisadora de Yale, a grande Camile Paglia) the Rhyme of Anciet Mariner de Coleridge trouxe uma deusa vampira muito mais emblemática, lemos isso tanto em Personas Sexuais e também no Vamps and Tramps. Porém como Christabel só foi publicada depois da famosa história do Polidori, já viu né. Aliás contamos esta história melhor aqui e aqui também. Todo o poder para as Vampiras!

Aliás falar de Christabel em 2021 sem mencionar a bela versão que ela ganhou nos cinemas pelo olhar do cineasta Alex Levy Heller – é um verdadeiro crime. O filme conseguiu ficar mais de três semanas em cartaz e é muito poético e oferece um corajoso desfecho para a poesia nunca concluída de Coleridge. Assista a entrevista com ele, aqui.

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CONHEÇA OS MAIS FAMOSOS VAMPIROS E VAMPIRAS ANTERIORES A DRÁCULA

Aqui mesmo na Rede Vampyrica oferecemos artigos sobre vampiros anteriores a Drácula, olha eles : Geraldine a Vampira de Christabel, 200 Anos de The Vampyre de John Polidori, The Black Vampyre de Uriah D´Arcy outro vampiro clássico que não poderia faltar é Varney de James Malcolm Rymer (as vezes atribuída a Thomas Preskett Prest) de por hora ele ganha uma menção honrosa nesta entrevista com Cid Vale Ferreira. Outro bom momento para falarmos de vampiros foram as entrevistas e colabs com o magnífico Alexander Meireles do Fantasticursos – uma referência literária e tanto neste segmento.

Talvez o melhor e mais memorável nome de todas as vampiras do século 19 seja Carmilla, criada pelo escritor francês Sheridan Le Fannu. Inspirada na Geraldine (eu sei há controvérsias na academia sobre isso… eu sei…) ela é homenageada e muito lembrada em nosso evento anual Carmilla Noite de Gala Sombria, saiba mais dele e compareça em 2022. Aliás, se engana quem acha que a personagem sumiu dos cinemas depois da sua grande intérprete Ingrid Pitt! Ela retorna em Styria do cineasta Maurice Chernovetzy, assista nossa entrevista com ele! A vampira também é mencionada na temporada de True Blood que se passa em Dallas. E mais recentemente ela foi a grande vilã da prestigiada animação Castlevania da Netflix!

E ainda existe também a querídissima Ligéia de Edgar Alan Poe (a pauta se torna quente e controversa dizendo isso) e claro alguns outros vampiros menos populares que receberão um conteúdo especial em breve. Uma orquídea vampírica senhor Wells, façame o favor! E o que nunca devemos esquecer é que muito antes de Drácula o Brasil já tinha histórias de vampiros produzidas por aqui, temos 172 anos ou mais delas!

Oferecer acesso e visões com fontes privilegiadas e muitas vezes exclusivas é uma rica tradição da REDE VAMP desde seu início em 2003. Nesta entrevista vocês poderão conhecer um pouco mais dos nossos nobres convidados dentro de um bate-papo fora da curva sobre muitos temas apreciados por vocês. Oferecer estes conteúdos para vocês é um prazer! Mas se vocês tem sede de ainda mais ou mesmo de legendas e traduções em nossos novíssimos conteúdos, apoiem nosso Campus Strigoi!

EMPORIUM VAMP NO AR DESDE 2006

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