CASTLEVANIA – A QUARTA TEMPORADA COROOU A SÉRIE ANIMADA?

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CASTLEVANIA – A QUARTA TEMPORADA COROOU A SÉRIE ANIMADA (2)

CASTLEVANIA – A QUARTA TEMPORADA COROOU A SÉRIE ANIMADA?

CASTLEVANIA – A QUARTA TEMPORADA COROOU A SÉRIE ANIMADA? Hoje nosso convidado é o querido Dylan Pegoretti, que vocês já conhecem dos artigos do nosso blog RPG, Board e card Games de Vampiros.

As temporadas da série animada do Castlevania conquistaram muitos fãs nestes últimos anos e surpreenderam a todos nós pela violência gráfica e os desfechos inesperados. Aqui na Rede Vamp não só o desenho animado quanto os games ganharam muitas postagens, confiram algumas também!

Então vamos deixar a partir de agora o post de hoje nas mãos do Dilan Pegoretti – que recentemente ele assistiu a temporada final de Castlevania!

CASTLEVANIA – A QUARTA TEMPORADA COROOU A SÉRIE ANIMADA (2)
CASTLEVANIA – A QUARTA TEMPORADA COROOU A SÉRIE ANIMADA (2)

Na primeira temporada seguimos os passos de Trevor Belmont, o último membro da família Belmont, um clã de caçadores de monstros que dedicou seus dias a estudar, classificar e desenvolver formas de combater criaturas sobrenaturais, tendo como seu maior inimigo o vampiro mais famoso da literatura, Drácula.

Quando a Netflix anunciou que faria uma série animada da aclamada e consagrada franquia de jogos “Castlevania”, confesso que fiquei um tanto apreensivo, visto que esse tipo de adaptação costuma ser ruim ou péssima, mais do que isso, depois de “Death Note” (material original é um mangá), a Netflix ficou com uma fama terrível com adaptações ao ponto de gerar memes.

Contudo, eu tive uma feliz surpresa, não só pelo fato da animação ser extremamente fiel ao produto original no quesito design, como também pela qualidade narrativa ser sensacional.

Diferente do que se imagina, não se trata de uma simples novela de cavalaria em que o mocinho combate as forças do mau, mas sim uma obra de fantasia sombria com várias críticas religiosas, sociais e filosóficas.

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Assim, ao longo das quatro temporadas vamos entendendo o motivo de as personagens sempre estarem em um estado de espírito deprimido, bem como somos confrontados com os pensamentos mais sombrios e desesperançosos, alguns contemporâneos do mundo medieval e outros aplicáveis aos dias atuais.

De fato, a primeira temporada dá o tom da obra que mantêm a qualidade até o final, não só pela própria fluidez da animação, mas também pelas escolhas de cores, as sequências de lutas
extremamente plásticas e os resultados viscerais dos combates que vão ficando melhores a cada temporada.

Além disso, outro ponto forte é o enredo dinâmico que te dá informações na hora e medida certas, o que faz o enredo não ficar arrastado e instiga muito o espectador a ir para o próximo episódio.
Apesar disso, essa definitivamente não é uma série animada para crianças por conta do alto grau de violência gráfica, visto que em quase todos os episódios há desmembramentos e eviscerações,
bem como pelas esporádicas cenas sensuais e pelo conteúdo filosófico muito denso em alguns momentos que se não for compreendido adequadamente pode acabar por se tornar enfadonho ou, na pior das
hipóteses, gerando um entendimento deturpado e perigoso.

Nesse sentido, a quarta e última temporada traz uma série de questionamentos sobre vingança, redenção, ação e inação, ao mesmo tempo que demonstra que a ausência de uma figura de poder não quer
dizer o final de uma estrutura, mas sim um vácuo que culminará pela reposição de outro ser na posição de poder antes vaga, da mesma forma que ocorre em nosso mundo quando observamos as estruturas do crime organizado ou mesmo grandes corporações e grupos empresariais, em outros aspectos pode-se inclusive fazer paralelos com os pensamentos de Michel Foucault em “A microfísica do poder”.

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Deste modo, nota-se que os questionamentos apresentados ao longo da série tem um reflexo perfeito na realidade nos levando a olhar nossas próprias vidas e nossa posição na sociedade, bem como nossa forma de agir (ou reagir) ao mundo no nosso entorno.

Assim, a quarta e última temporada de “Castlevania” fecha com chave de ouro a série, mas você não precisa ficar triste, a própria Netflix disse que essa temporada é a última, mas que pretende fazer novas séries animadas no mesmo universo, tendo a possibilidade de abraçar histórias de outros jogos da franquia.

Por fim, essas quatro temporadas foram equivalentes ao primeiro jogo da franquia de jogos que conta com aproximadamente dez títulos para diversas plataformas (contando spin-off’s), o que nos enche de esperança de ver as adaptações de muitos outros jogos da franquia e personagens mais profundos.

Castlevania é uma das melhores séries animadas de vampiros e seres sobrenaturais da atualidade, mesmo que você não seja um fã da franquia de jogos vale muito a pena conferir pois é garantia de entretenimento.

Oferecer acesso e visões com fontes privilegiadas e muitas vezes exclusivas é uma rica tradição da REDE VAMP desde seu início em 2003. Nesta entrevista vocês poderão conhecer um pouco mais dos nossos nobres convidados dentro de um bate-papo fora da curva sobre muitos temas apreciados por vocês. Oferecer estes conteúdos para vocês é um prazer! Mas se vocês tem sede de ainda mais ou mesmo de legendas e traduções em nossos novíssimos conteúdos, apoiem nosso Campus Strigoi!

EMPORIUM VAMP NO AR DESDE 2006

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