CHRISTABEL GANHA OS CINEMAS! Entrevista com o diretor Alex Levy-Heller

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CHRISTABEL GANHA OS CINEMAS! Entrevista com o diretor Alex Levy-Heller

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Nessa edição recebemos o cineasta Alex Levy-heller diretor de Christabel, filme magnífico que adapta para os cerrados a poesia vamp de Samuel Taylor Colleridge. O clássico gótico ganha traços caboclos e se torna uma fábula sobre descoberta, entendimento, transgressão e sexualidade. Inclusive o filme estréia em salas de cinemas e logo nos streamings. Nós da Rede Vamp já assistimos e recomendamos! Assista agora a entrevista com o cineasta e leia este “post” especial sobre a importância de Christabel para o Arquétipo e o Imaginário Vamp de todos os tempos. E logo postaremos um review do filme nos próximos posts.

Oferecer acesso e visões com fontes privilegiadas e muitas vezes exclusivas é uma rica tradição da REDE VAMP desde seu início em 2003. Nesta entrevista vocês poderão conhecer um pouco mais do nosso nobre convidado dentro de um bate-papo fora da curva sobre muitos temas apreciados por vocês. Oferecer estes conteúdos para vocês é um prazer! Mas se vocês tem sede de ainda mais ou mesmo de legendas e traduções em nossos novíssimos conteúdos, apoiem nosso Campus Strigoi!

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EXPERIMENTE REDIVIVO E O SABOR DA IMORTALIDADE

ASSISTA AO TRAILER OFICIAL DE CHRISTABEL

Nossa generosa audiência sabe a importância da poesia Christabel para o imaginário e o Arquétipo Vamp. Sabe de toda a sua influência e inspiração em grandes obras tais como a Carmilla, de Sheridan Le Fannu. Definitvamente a imagética da “Vamp” rende ao menos 3 séculos de história, mas na real é ainda mais antiga. Assim constatamos que ela é bem anterior ao cinema dos anos vinte. E mais adiante nesta mesma postagem falaremos disso.

VAMP É UM VOCÁBULO, UMA PALAVRA DE PODER EM MUITOS IDIOMAS JAMAIS UM NOME PRÓPRIO

The Vampire ou simplesmente The Vamp de Sir Philip Burne Jones

Vamp é uma palavra poderosa em muitos idiomas. Jamais um mero nome e tampouco algo que só exista em português. Nunca foi algo que só despontou na mídia do século XX. Vem do francês mediano, de Avant. Um vocábulo da vanguarda, do novo e daquilo que vem e dificilmente pode ser contido. Aquilo que impressiona. Uma agente transgressora do conformismo reinante e que deixa marcas indeléveis por onde passa. O próprio autor de Christabel se viu assombrado e gradativamente sufocado por sua personagem a vampira Geraldine.

Ainda no final dos anos oitenta e começo da década de noventa do século XX, a PhD Camile Paglia da Universidade Norte Americana de Yale em suas obras de fôlego como – Personas Sexuais e Vamps and Tramps – já apontava o tom vanguardista do termo Vamp e a importância de Christabel. Uma poesia composta ainda no final do século XVIII que ressoou através de toda Arte e Literatura do gênero vampiresco. Ela antecedeu em décadas ao The Vampyre de John Polidori, o famigerado Varney the Vampire e o misterioso The Black Vampyre (deste último romance, falamos mais aqui).

Aproveitando a deixa, você sabia que personagens VAMPS existem na literatura brasileira há mais de 170 anos, muito antes de Bram Stoker publicar o clássico Drácula? Conheça a história que muita gente não quer que você conheça, aqui!

UM POUCO MAIS DA ORIGEM DAS VAMPS NO SÉCULO XIX

Christabel portanto é a primeira e mais importante obra dentro do contexto VAMP na literatura inglesa. E como sabem foi escrita entre 1797 e 1800. Foi a base da Carmilla de Sheridan Le Fannu, que basicamente a temperou mais e a adaptou em prosa por volta de 1860. Indiretamente e subjetivamente influenciou a escrita de Stoker em Drácula e isso é notável para os leitores e leitoras mais aptos – bem como existe farta literatura especializada a respeito. E é claro que Kipling surfou nessa onda. De volta ao final do século XIX, tempos da publicação de Stoker. A primeira “Vamp” se torna famosa na pintura de Sir Philip Burne Jones e também na prosa de Rudyard Kipling a imortalizando como uma mulher de vanguarda dotada de um magnetismo sobrenatural. Há ainda quem diga que a pintura de Jones seja uma releitura das populares artes da India com a deusa Kali dançando sobre Shiva. Tal país era colônia inglesa naqueles tempos.

Inexiste dúvidas de que VAMP também é um um abreviativo charmoso para vampiros. Na real as pessoas misturam tudo numa coisa só. A mulher de vanguarda e a vampira. Mas é interessante para o maior portal em língua portguesa sobre Vamps ressaltar essas características. Fato é que a Vamp, enquanto personagem nas produções norte-americanas, européias e de outros países também irá refletir e perdurar até o advento da femme fatalle no cinema de Holywood.

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A diferença entre a Vamp e a Femme Fatale é que a segunda é muitas vezes só uma personagem ressentida disputando espaço com os protagonistas. Já a primeira é uma agente sobrenatural – muito mais rica e interessante sob todos os prismas. Mas vale sempre pontuar também que a primeira grande Vamp do cinema sempre será a atriz Alice Hollister. Talvez pelo fato de os filmes nos quais ela interpretou uma Vamp serem de um estúdio menor ela tenha ficado esquecida para a história, mas nós a lembramos. E ressaltamos sua importância e como seu primeiro filme foi amplamente baseado na obra de Kipling e até mesmo a célebre pintura de Jones foi incluída lá. A mítica Theda Bara e outras como a magnífica Lumedora e tantas ainda virão bem depois. Mas essa história eu conto melhor no meu livro Sob Tuas Asas: Mística Vampyrica para Adultos!

Sob Tuas Asas o novo livro de Lord A

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