NÃO HÁ BUSCAR, APENAS ENCONTRAR

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NÃO HÁ BUSCAR, APENAS ENCONTRAR

“Não podemos escolher as alegrias e terrores que devemos encarar, mas podemos escolher encará-los calmamente. Esta é nossa liberdade.”A Irmandade de Odin, de Mark Mirabello

Na Cosmovisão Vampyrica a idéia é que não Há Busca de Sí – Apenas Encontrar e Reconhecer Aquilo que Encontrou e se está lá é porque você deixou ficar onde está. O segredo resíde no olhar e não naquilo em que deitou o olhar.Está na forma como você olha, que expressa como você sente, carrega, desenvolve – bem como o grau, densidade, tamanho, qualidade, sabor e outros atributos.Estes muitas vezes não correspondem ao que podemos presumir e idealizar, daí há uma reação de fuga e de não aceitação ou ainda a costumeira ação de culpar terceiros ou eleger agentes fisícos ou metafisicos para culpar por tais mazélas e reclamar punições para os tais…mas porque eleger inimigos e oponentes que nada mais são do que o próprio olhar e a forma como escolhemos nos aproximar daquilo que pensamos ser acusados. Enfim, a chave jaz no decidir o que fazer a respeito.O Veneno de um é a Cura do outro, ou viceversa…A meditação budista Vipasama tem conceitos interessantes sobre “buscas”:Vipassana é um caminho de autotransformação que utiliza a auto-observação. Foca a profunda interconexão entre mente e corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que, por sua vez, constituem a vida do corpo e continuamente se interconectam e permitem a vida da mente. É essa jornada de autoconhecimento baseada na observação — que objetiva a raiz comum da mente e do corpo — a responsável pela dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.

As leis científicas que regulam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações se tornam claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz ou se liberta do sofrimento. A vida começa a se caracterizar por consciência, libertação de ilusões, autocontrole e paz cada vez maiores.

“Somos todos prisioneiros, cumprindo prisão perpétua, presos em nossas próprias mentes”.

Sempre buscando algo somos prisioneiros de nossa raiva, de nossos medos e desejos.Existirá alguém que não corra de um ponto ao outro, para conseguir algo que não é seu?Existirá alguém que não deseje, pelo menos uma vez, ferir quem lhe feriu?Há uma linha tênue que nos separa dessas pessoas que nos encaram de dentro de suas celas.A mesma coisa que não vamos além dos limites que nos foram ensínados – o limite da ação.Dentro de nossas mentes somos criminosos em potencial.

4Sensação corporal como forma de acesso e chave para entender a mente; perceber virtudes, vícios, alegrias; concentrado abaixo das narinas pode ir para dentro e sentir as sensações – consciência continua mas sem reagir a elas. Encontrar aquilo que o mundo faz ecoar em sí.Observar aquilo que vai e vem – e como nada é permanente – observar objetivamente todas as sensações do corpo quaisquer que sejam e não reagir, afinal tudo é impermanente. Aprender na própria medida através das sensações fisícas, manifestas pelas emoções/afetos – não são seres abstratos, mas são impermanentes – a forma como você reage automáticamente a eles pode mudar.Entre Expressão ë Supresão existe a auto-observação;

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Deixando as belas paisagens do distante oriente e explorando agora o oriente médio em uma outra época temos a atraente noção dos sufís (místicos muçulmanos) a respeito do Futuwah, um código de ética e também uma regra de cavalaria.Primeiro observamos que este código prioriza a atividade do cavaleiro como, observemos a visão islâmica: “(…)O esporte no ocidente é uma atividade comercial, competitiva, que infla o egoe propõe uma ascensão social materialista. Até mesmo o desenvolvimento físico,inerente da prática esportiva, está comprometido pelo uso de suplementos químicos ehormonais.A prática da “ furusiyya”na tradição islâmica, prioriza a honra, a colaboração, o companheirismo, a generosidade. Trabalha com artes voltadas para odesenvolvimento interno e a participação da comunidade. Além disso, as atividades recomendadas desenvolvem a intuição, a percepção (“ fitra”), qualidadeshumanas necessárias ao aperfeiçoamento da Adoração ao Criador. Um exemplo evidente se encontra na arquearia. No Ocidente o arco é um mecanismo altamente aperfeiçoado, e o objetivo da arte é acertar no alvo derrotandoos outros competidores.Na Tradição do Profeta de Deus, nos remete a uma arquearia intuitiva, e não competitiva.

“Qualquer um que atirar uma flecha no caminho de Deus, tanto se elaatingir o alvo ou não, mereceu a mesma recompensa…” Relatado por at-Tabarani,ouvido por Anas ibn Malik.

O termo “furusiyya” tem dois significados complementares. No primeiroessencialmente abrange a Sunna do Profeta de Deus (SAWS) em relação as habilidadesguerreiras em equitação, esgrima, arquearia, corrida a pé, natação e luta sem armas. No segundo significado, considerado em um sentido abrangente, o desenvolvimento dequalidades como a honra, a percepção (“fitra”), a generosidade, o valor, o altruísmo, ocompanheirismo, qualidades inatas no Profeta de Deus (SAWS), em seus Companheiros eseus seguidores nos tempos do início da expansão islâmica. Estas qualidades foram, num período posterior, institucionalizadas em dois códigos:“futuwwah”- código de conduta cavalheiresca; e “khushdashiyya” código de lealdade – que englobava virtudes como coragem, valor, magnanimidade e generosidade. Já a “Fitra” palavra árabe de difícil tradução, significa intuição, percepção, inspiração, senso comum. Virtude inata da natureza humana, concedida por Deus, o Benevolente, que quando não obscurecida pelos pecados do homem, lhe permite, com a Ajuda de Deus, ler o Livro da Natureza, e chegar à adoração do Criador pela observação de Seus Sinais na criação.

De fato tudo que pertence a “Futuwwah”, na tradição islâmica, esta conectado com o Conhecimento Supremo. “Entretanto, a verdadeira “Futuwwah” é nada mais mas nada menos que arealização da radical indigência ontológica do homem, com a destruição do ego ilusório, desvelando, o que é e sempre será, a Realidade Única.Junto com o caminho que leva a este fim, o cavaleiro precisa primeiro aprender a não amar seu ego, e por isto durante seu noviciado, o sheik ensinará ele a amar os outros acima de seu amor próprio, e Deus acima de tudo. Mas assim que o objetivo é alcançado, ele descobre que o segredo do aprendizado é que ele não tem ego, e que se estava apegando a um sonho. O ídolo é reduzido a uma insignificância,tanto o “eu” como os “outros” cessam de existir. Para ele, os desafios do combateespiritual se tornam agora , como a fornalha para Abraão descanso e paz.”

“A maioria das pessoas são outras pessoas. Seus pensamentos são as opiniões de outra pessoa, suas vidas uma mímica, suas paixões uma citação.” Oscar Wilde

*Trechos em itálico remixados desta obra!

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