Runas, Vikings e Vampiros qual a relação?

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Runas, Vikings e Vampiros qual a relação?

Runas, Vikings e Vampiros qual a relação? A pergunta surgiu inocentemente durante um evento há alguns anos atrás e a resposta agradou. Hoje resgatamos e ampliamos ela no artigo de hoje – como um feitiço especial, rúnico sem dúvida para mantermos afastados de nós e da nossa comunidade toda espécie de “neo puritano” e outros narcisistas com aquela índole totalitarista que existem nas redes sociais. Enfim, o que runas, vikings e vampiros tem em comum?

Em comum, nos dias de hoje vampiros e vikings se encontram na Voragem, Vertigem e na Visagem que transbordam no imaginário da cultura ocidental e na contemporaneidade.

Essa é uma das perguntas mais interessantes que chegaram. Se olharmos com a visão dos nossos dias a única relação disponível é como Runas e os Vampiros atuam (à sua maneira) como símbolos e mediadores entre a realidade não-ordinária e a realidade comum.

Ambos tem seus marcadores, variáveis, percursos e um repertório bastante amplo e sofisticado para falarmos daquilo que transborda da nossa dimensão interior, não é verdade? É claro que nessa resposta decapitei as cabeças de pobres acadêmicos que sentem um pouco de “nojinho” e desalento desse papo de dimensão interior, não é verdade?

Mamíferos são animais que buscam e correlacionam sentido em tudo.

Enxergam constelações em pontos díspares no céu noturno, contam histórias deles, estocam saberes e técnicas para serem transmitidas nessa memória, desenham e atribuem sons, catalogam coisas e suas variáveis nisso,  medem o tempo, navegam em oceanos turbulentos, encontram localização e construíram impérios dessa maneira. Uma outra encruzilhada. 

Nossa mente parece funcionar por associações, marcadores com suas variáveis e um vasto repertório. Coisa que todo povo do passado que desenvolveu um alfabeto “senciente” entendeu muito bem. As runas, os alfabetos hebráico e chinês partilham disso; tal como os alfabetos enoquiano e o do desejo.

Deixando de lado essa visão…

Historicamente, pesquisadores alegam que o termo Vampiro descende do Uppyr dos tempos pré-cristão. Provavelmente um gravador de runas ou sacerdote, de traços xamânicos que uivava ou quem sabe entoava o som delas nos seus ritos. 

Colagem Digital Lord A:.

Eles desciam para o norte da Rússia junto com os Varrengues (“primos” dos vikings, do século VIII em diante) através dos rios de lá e supostamente vinham de Gotland e até mesmo de Uppsala. Tinham lendas sobre Draugrs e a Caçada Selvagem. Chegaram até Constantinopla onde serviram por uns séculos ao imperador de lá como sua guarda especial. Gigantes no meio de nanicos bizantinos.

É interessante que nos dias de hoje o historiador italiano Carlos Ginzbourg, na obra História Noturna catalogou os nomes usados como tipos de vampiros que eram ritos e agremiações de traços xamânicos no final das contas. Só mudava o totem. Você sabe, Lobo, Coruja, Cavalos e outros de cores negras. No Leste Europeu não era incomum portanto que os videntes ou xamãs de povos como os Dácios adoradores de Zálmoxis e outros povos, fossem clientes e convivas dos corsários e mercadores Varengues – constando inclusive nos relatos de ambos. 

Naturalmente tribos como Strigois, Vurkolaks, Vurdolaks, Vrykloakas, Mazzeris, Taltos e muitos outros estavam entre eles.

Nas terras da Valáquia e da Transilvânia o termo usado para vidente, xamã, estrela cadente ou dragão – era o mesmo que vampiro, conto essa história com detalhes no meu livro Mistérios Vampyricos (lá na Amazon)

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Enfim, o Rugido das Runas não era tão estranho para todos estes povos, todos tinham seus marcadores, nos cantos, encantos e posteriormente grafias para cuidarem do tráfego e da feitiçaria com o mundo não visível. Aí a gente entra no grande problema de haver coisas não visíveis tais como a alma e o espírito, do tipo que só percebemos naquilo que transborda no jeito de pessoas, que simplesmente são assim e que nos fazem sentir sua presença como algo mágicko.

Exatamente aquelas pessoas que são um problema tão grande, mas tão grande que terceiros precisam se sentarem diante delas para explicarem (com mais ou menos verniz) a sua própria superioridade, inteligência e que são melhores do que as tais a todo e qualquer custo. Precisam ouvirem a própria voz mais e mais alta decretando a inexistência dessas pessoas tão prosaicas, tolas e “involuidas”.

Como nesta vida desconheço quem chute cachorro morto por chutar, o ressentimento é sempre dedicado ao que parece melhor e portanto, impossível de conviver ou coexistir. Aquilo semelhante a boa fortuna ou ainda a uma graça, de raíz draconiana. Se você alega merecer, não merece. Se alega o justo destinatário dela por méritos, esta simplesmente vai para outro

Penso que sim, existe uma gente muito especial por ai, herdeiros de um legado espiritual daemônico, aptos para o mistério do vôo noturno e que por comodidade chamamos de vampiros. Gosto do que se encontra nos marcadores da Voragem, Vertigem e Visagem que transbordam no imaginário da cultura ocidental e na contemporaneidade. Acho mais honesto e transparente do que o marketing pessoal das redes sociais.

Mas isso já é assunto para estes outros dois posts:

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