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ASTROLOGIA E COSMOVISÃO VAMPYRICA

Acima dos mares e rios das paixões, além da ilha dos abençoados, sob o longo manto negro jazem os refulgentes salões zodiacais a cada solstício renovando a vitalidade e presença de espírito – com suas musas ou harpias.

[TEXTO DE LORD A : .] Na escuridão e vastidão do imaginário tendemos a nos esquecer que a chamada astrologia fala muito mais de marcações e sussurros que existem lá, simbolizadas por estrelas, constelações e planetas do que de algo que ocorra nos céus noturnos além de nós.

Nossa Cosmovisão Vampyrica fala de estâncias e de estações mais comuns e frequentes para alguns do que outros e segue esta via.

Tudo que existe sob a esfera lunar é inferno para os antigos e um selvagem jardim para os nossos, símbolos e metáforas para a ilusória matéria a sombra bem-amada da criação. Aliás matéria, escuridão, trevas, tempo, ciclos, formas, duração, floresta, águas, terra são representações do feminino, falamos disso aqui.

O artigo que desenvolvemos a seguir apenas customiza alguns termos e noções da astrologia para fins comparativos mas não consistem em nenhum tipo de novidade ou linhagem oculta astrológica. Vale pontuar que para nós do Círculo Strigoi e também da REDE VAMP os chamados horóscopos de jornal e até alguma eventual versão vampírica já feita sobre aquilo é no máximo uma curiosidade e brincadeira divertida, mas que nada tem a ver com astrologia de verdade; esta também é diferente da astronomia contemporânea, astrologia versa sobre arquétipos e funções importantes de nossa vida interior como sabem. Na antiguidade a astrologia e a astronomia andaram bem próximas e eram uma ferramenta fundamental no cultivo, coleta e também da navegação, disso falaremos em uma próxima oportunidade.

ORIGENS:

A própria noção mitológica de anjos caídos como transmissores desta arte e ofício assim como a astrologia, enquanto deidades, ancestrais, espíritos e inteligências mais próximas de nós do que outras é uma analogia válida – (quem são eles, porque caíram? Contaremos aqui).

No leste europeu inclusive termos como dragão, vampiro, lobisomem, cometa, anjo caído e afins se referem a todos capazes de emitirem seus espíritos através da noite tal como o xamã de toda espiritualidade mais bem fundamentada que já existiu. Debatemos este tópico longamente aqui!

E o que não é a Cosmovisão Vampyrica senão mais uma destas vias da arte invisível e sem nome que lida com tudo isso nos tempos de hoje? Para que serviria senão descobrir como seria você em perfeito equilíbrio e livre de tantas amarras, estranhos ritos e pactos diversos que assumiu ou herdou no decorrer da vida. Até mesmo por isso que formulamos um “Eu-Feral”, falamos sobre lobos e até mesmo dragões, além de outros processos singulares.
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ALGUMAS NOÇÕES BÁSICAS

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OS SIGNOS FIXOS:[space height=”20″ ]

As esfinges, as musas, os vampiros e as quimeras sempre irão devorar ou ainda drenar a vitalidade e a presença de espírito de quem não souber as contemplar, espreitar, caçar e as conquistar.

Não surpreende que possamos encontrar a própria noção do que temos hoje como vampirismo, na forma de algo ou de alguém polarizador de atenções na própria astrologia.

A própria noção dos chamados signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) eles concentram seus respectivos elementos (Terra, Fogo, Água e Ar) para fixa-los e quando entram em excesso do próprio elemento se tornam polarizadores de atenção e extremamente tóxicos para si, para os outros e também para o ambiente onde convivem.

É interessante verificar o posicionamento dos quatro pilares no mapa (os signos fixos, que abordamos neste artigo) e avaliar como pode funcionar o vampirismo (no caso parasitismo, mesmo!), simplesmente conhecendo o Ascendente e a presença deles em certas casas.

Os signos fixos marcam os meios das estações, são ligados a resistência para se deter e superar obstáculos; são voltados para dentro, para resistir exteriormente aos fatos.

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Decifra ou entenda minha expressão, minha energia ou senão lhe devoro 

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Eis a sentença desta esfinge ou quimera moderna, composta de 4 figuras singulares corpo de touro (Touro, A Terra), garras de leão (Leão, o Fogo), asas de águia (uma dimensão mais elevada de escorpião, as águas) e rosto humano (Aquário, referente ao ar). Tanto a esfinge quanto a quimera são uma representação para os quatro pilares do templo e um outro símbolo ocultista muito popular expresso na sentença “Saber, querer, ousar e calar” – muito apreciado e conhecido na Cosmovisão Vampyrica.

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“Saber”

Qualidade aquariana, elemento AR[/one_fourth]

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“Querer”

Qualidade Leonina, elemento FOGO

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“Ousar”

Qualidade escorpiana, elemento ÁGUA

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“Calar”

Qualidade taurina, elemento TERRA

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Tal sentença nada mais é do que a força concentrada de cada elemento. Prove na sua vida o poder destes quatro verbos e nos conte suas vivências nos comentários ao final deste “Post”. O vampirismo vulgar ou a tal da polarização de atenção surge quando os elementos destes signos de natureza fixa se encontram desarmonizados ou em notório excesso – expressão máxima de concentração daquele elemento. Desta maneira, ao invés do SABER, QUERER, OUSAR E CALAR passamos a ter o polarizador na sua expressão parasítica nas formas:  “O FALADOR, O AGRESSOR, A VÍTIMA E O INDIFERENTE “ ávidos por drenar a presença de espírito, a atenção, o foco e a vitalidade dos outros. Aliás, tudo a ver com nosso artigo sobre parasitismos do cotidiano, publicado aqui 

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O FALADOR: Associado ao princípio distorcido de Aquário, o falador fala até matar. Pergunta, questiona, quer respostas, quer racionalizar tudo, quer psicologizar tudo, e vem com chavões, frases feitas, clichês e formuletas prontas, analisando-nos até que não nos reste mais energia. Um mudo atrai outro mudo, ou um falador; o falador atrai um igual, ou um INDIFERENTE! Lembra do afim atrai afim? Ou do mais do mesmo, já falamos disso aqui.

A VÍTIMA: Associado ao simbolismo distorcido de Escorpião, a vítima vive em busca de situações que confirmem que ela é uma pobre miserável. Dentro da simbologia escorpiana há a capacidade horrorosa de fazer as pessoas se sentirem culpadas. Mexe com o emocional, elemento Água. É interessante observar que um agressor gera outro agressor, ou uma vítima; uma vítima gera outra vítima, ou atrai um AGRESSOR. Ainda há a vítima profissional como a criança flor ou o vampiro psiquico (PsyVamp).

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O AGRESSOR: Correspondente ao princípio distorcido de Leão, o agressor se faz valer da violência e da intimidação para manipular, controlar, esvaziar as energias alheias. Antes que alguém diga: “minha mãe faz isso e não é leonina!”, respondo: todos nós temos Leão em algum lugar do mapa. Um estudo apurado do mapa pode permitir compreender O QUE ativa o mecanismo agressor de sua mamãe. Além do agressor, temos o seu complementar psicológico: A VÍTIMA

O INDIFERENTE: Obviamente associado ao princípio distorcido de Touro, o indiferente mudo escangalha a energia alheia e chupa-a toda através do silêncio mortal, estilo “o que você tem meu bem?”; “nada…”, responde o vampiro, mergulhando em inenarrável silêncio. Isso perturba as pessoas, ou pode atrair/gerar o outro tipo, chamado: O FALADOR! Se você aprendeu estas quatro mecânicas, sua visão e padrão de escolhas na vida podem se tornar mais íntegros e plenos.

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Enquanto no grego termo Dragão fala de Clara Visão o termo Eidos fala da matéria sucetível a tal visão. Nossa vitalidade e presença pode se perder nos signos fixos

Os leitores e leitoras mais hábeis prontamente encontraram neste artigo uma importante ferramenta de espreita e de mensuração para sua jornada.

Evidentemente sempre teremos parasitas do cotidiano quando nos colocamos a mercê do olhar de terceiros, de sua aprovação ou ainda aceitamos medidas que não são as nossas – que nos arremessa aos “loopings” de repetição presentes em nossa “alma animal” ou ainda em nossas oitavas mais baixas, repletas de padrões de comportamento mecanicistas e que nos aproximam de um autômato, insensato e insensível.

Outro provocador de parasitismos no cotidiano vem quando deixamos o intelectual no lugar do emocional ou ainda do sensorial – as possíveis permutas de quando deixamos as coisas de um no lugar do outro inevitavelmente nos conduzem ao falador, agressor, vítima e indiferente ao invés da maestria do saber, querer, ousar e calar.

O Tópico dos signos fixos é uma re-leitura do artigo de Alexey Dodsworth e Roseane Debatin, publicado no conceituado site Constelar e um dos artigos mais fascinantes que já li sobre o tema.

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DIMENSIONANDO E MENSURANDO A ENERGIA

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A Caçada Selvagem se dá nos céus noturnos em noite com ou ainda sem lua. sob a guarda das constelações fixas há muito a ser descoberto, apropriado, levado para onde lhe é mais afim ou exterminado… boas vindas aos prados das possibilidades… fatos que viveu mascaram essências que persistem na sua vida…

Agora é o momento de você espreitar e caçar sob o longo e aveludado manto negro da noite ou ao menos delinear um mapa ou representação que possa lhe ser mais funcional e proveitoso para entender onde se encontram seus parasitas pessoais. O mapa pode ser feito com o app Aquarius 2 Go disponível na playstore e afins. Note que este tutorial não exclui e tampouco simplifica a arte e o ofício da astrologia – sendo muito mais proveitoso se você tiver acesso a um profissional da área (neste caso indico o Marcelo Del Debbio, que além de vocês já conhecerem pelo trabalho sólido e respeitoso já partilhado em artigos na REDE VAMP, realiza uma ação social muito bacana onde desenvolve o contexto astrológico e cabalístico, neste link).

Os signos fixos marcam os meios das estações, são ligados a resistência para se deter e superar obstáculos; são voltados para dentro, para resistir exteriormente aos fatos. TOURO é ligado a valores pessoais e estabilidade; LEÃO conserva a personalidade e firmeza pessoal; ESCORPIÃO mantêm o sensorial, intuições e sentimentos; AQUÁRIO banca as ideias e sustenta as diferenças. O excesso de planetas nos signos fixos alimenta a teimosia e padrões que não deram certo, resistência a mudança. Já a falta (ausência) de planetas nos signos fixos mostram a falta de estabilidade, dificuldade de concluir coisas e de sustentar ideias e opiniões. Tipos de parasitismo bem evidenciados e danosos.

Obtido seu mapa astrológico verifique em que casas ou signos há a maior concentração de planetas; em especial as casas chamadas “Sucedentes”:

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CASA 2

O Ter, as Posses, os Ganhos e as Perdas-TOURO regido por Vênus

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CASA 5

O Ser, os Jogos, as Diversões, os Namoros-LEÃO regido pelo Sol)

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 CASA 8

A Morte, as Transformações, as Heranças e o Oculto-ESCORPIÃO regido por Marte

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 CASA 11

As Amizades, o Coletivo, o Humanismo, a Excentricidade-AQUÁRIO regido por Saturno

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Verifique também onde se localizam o signo solar, a lua no signo e o ascendente e se por ventura estão ligados aos signos fixos e sua relação, isto conta mais pontos do que o estágio anterior para mapear aquilo que te rouba presença de espírito e vitalidade – mas que oferece lições de transformação e transmutação relevantes para a vida prática.

[two_fourth class=”” last=”no” ] Neste exercício os 7 astros clássicos: Sol, Lua, Mercúrio, Marte, Vênus, Júpiter e Saturno – Sete grandes imersos em radiante escuridão, como dito nos ritos da Cosmovisão Vampyrica – são aqueles que mais tem a falarem sobre o contexto abordado neste artigo. Cada um deles tem características específicas nos quais a simbologia pode ser estuada em obras como “Kabbalah Hermética” de Marcelo Del Debbio (Daemon Editora, 2016), “Liber Null & Psiconauta” Peter J. Carol (Penumbra Livros, 2016) e ainda “Sistemagia” Adriano Camargo Monteiro (Madras Editora, 2006) e “Rituais de Aleister Crowley” Marcos Torrigo (Madras,2001) são alguns dos meus livros nacionais favoritos sobre o tema[/two_fourth]

[two_fourth class=”” last=”yes” ]Para fins interpretativos pessoais se você tiver uma ênfase dos “astros” (Vênus, Sol, Marte e Saturno) nas chamadas casas angulares, deverá trabalhar a temática dos signos fixos em assuntos cruciais como o “eu”(casa 1), família (casa 4), relacionamentos (casa 7) e ofício (casa 10). Se a ênfase planetária estiver nas casas cadentes (3, 6, 9 e 12 dos signos mutáveis) aconselhamos trabalhar a constância, nas crenças e ideias. Outro jogo, outro mapa se a ênfase vier com “astros” mutáveis (Mercúrio e Júpiter) nas casas sucedentes (2, 5, 8 e 11 a dos signos fixos) deverá ser trabalhada a instabilidade e a inquietação nos assuntos que pedem definição regidos pelos signos fixos. [/two_fourth]

Tais observações são apenas anotações básicas e iniciais que requerem a posterior meditação e reflexão de cada leitor ou leitora deste artigo. Espreite como perde vitalidade ou presença de espírito nos tópicos que encontrar e as lições e conquistas que provêm de tal caçada e o que pode ser estocado. Os conteúdos observados e anotados podem ser trabalhados nos ritos de contemplação e de espreita da Cosmovisão Vampyrica.

Retornaremos a esta parte do labirinto futuramente e expandiremos alguns assuntos.

 

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