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ASTROLOGIA E O RPG VAMPIRO A MÁSCARA

Nota do Autor: Desenvolvi este artigo como entretenimento. É um ponto  interessante para criar um diálogo entre cultura pop (no caso a franquia World of Darkness) e a astrologia. Para um estudo mais sério a respeito de Astrologia e Cosmovisão Vampyrica, leia este outro artigo.

No distante ano de 2001 a White Wolf publicou o Clanbook dos Seguidores de Set, linhagem vampírica egípcia do seu universo ficcional de Vampiro a Máscara. Lá eles apresentaram os demais clãs da Camarilla, Sabbat e Independentes sob um viés astrológico segundo os Setitas. Vamos deixar de lado que estes personagens descendentes do Deus Set se considerem regidos pela constelação de Ophiucco (o MDD explica porque não existe o décimo terceiro signo, melhor aqui).

Como muitos dos leitores de nossa Vampyrica Comunidade Brasileira, Sul Americana e Lusitana não conhece ou tenha jogado tal RPG (aliás conheça a história e a importância cultural deste universo ficcional neste video), linkei cada um dos “Clãs” com as suas respectivas histórias e descrições oferecidas por nosso especialista Dylan Pegoretti aqui da Rede Vamp.

Segundo o Clanbook dos Setitas, considerados os melhores astrólogos do universo ficcional da franquia “World of Darkness” a lista ficaria assim:

  1. Aries – Lasombra  
  2. Touro – Nosferatu
  3. Gêmeos – Tremere/Salubri
  4. Cancer – Malkavian
  5. Leão – Gangrel
  6. Virgem – Cappadocian/Giovanni
  7. Libra – Brujah
  8. Escorpião – Tzimisce
  9. Sagitário – Assamite
  10. Capricórnio – Ventrue 
  11. Aquarius – Ravnos
  12. Pisces – Toreador

*A listagem acima é de autoria da própria White Wolf.

Uma possível alternativa ao tal esquema que apresentamos hoje seria atribuir cada um dos 12 signos as personalidades dos chamados Vampiros Antidiluvianos que fundaram cada clã, mas essa é uma tarefa hérculea ou cainita para apreciadores e leitores da franquia World of Darkness; até mesmo porque é dito que o clã Toreador (leonino como só eles podem ser) foi criado supostamente por gêmeos… enfim, não deixa de ser divertido poder ler e refletir sobre astrologia e sua relação com a cultura pop.

UM PAPO MAIS SÉRIO SOBRE ASTROLOGIA E COSMOVISÃO VAMPYRICA

Enquanto no grego termo Dragão fala de Clara Visão o termo Eidos fala da matéria sucetível a tal visão. Nossa vitalidade e presença pode se perder nos signos fixos

Agora saindo da ficção e do entretenimento a Cosmovisão Vampyrica estuda a Astrologia e oferece alguns insights primorosos sobre o tema. A propósito você é nascido sob algum signo fixo? Por onde anda o planeta Netuno no seu mapa astral? Tudo isso tem bastante a ver com a figura vampiresca retratada na Cultura Pop – e naquilo que nossos leitores nomeiam como Realidade Espelho. Você pode até ser cético em relação a horóscopos de jornais, nós também somos e desacreditamos neles. Mas certamente você se insere sob certos tons e qualidades de alguns arquétipos mais do que outros. E neste ponto falamos de uma dimensão mítica e interior que não tem correlação com algo além do planeta onde vivemos. E a luz das estrelas nada mais é do que um mapa para a escuridão em seu interior – seu acesso a uma dimensão mítica; uma maneira de trabalhar e lapidar mais e mais aquilo que carrega em si.

WORLD OF DARKNESS X COMUNIDADE VAMPYRICA: ESTRANHEZAS DE NOVA IORQUE

Na cidade de Nova Iorque a loja de Fangsmith (o que é isso?) chamada Sabretooth produziu LARPS e Live Actions por anos a fio (entenda melhor, em inglês) e até mesmo existiu um grupo de frequentadores que passou a se nomear como “Ventrues” na comunidade Vamp de lá, inspirados pelos seus personagens de VtM e houve relações de grupos menores e transitórios que assumiram alcunhas do universo ficcional da White Wolf também na comunidade Vamp, mas estes são casos isolados e datados do finalzinho da década de noventa e comecinho do século 21. Naturalmente isso gerou evidente confusão interna e mesmo externa ao contexto tanto para a comunidade VAMP quanto para o RPG. Mais ou menos similares quando no Brasil pessoas realizavam Live Actions em baladas góticas na mesma época e quem estava na festa e não era  informado (e sequer sabia de que se tratava de um jogo de encenação de papéis) achava que aquele povo era só um bando de louco. No Brasil ainda tivemos alguns agravantes (como o crime de Mariana/MG) que depuseram bastante contra a imagem do RPG por aqui e comprometeram bastante o desenvolvimento brasileiro deste cenário.

O mais a importante  que deve ficar é que a Comunidade Vamp (Rede, Contexto, Coletivo, Cena ou até Subcultura) vem desde os anos setenta apreciando e desenvolvendo o arquétipo VAMP (entenda melhor neste video) em diversas expressões e sempre acolhendo o melhor da produção cultural ligadas a tudo isso para alguns como fashionismo ou produção cultural e já para outros como uma rica cosmovisão e espiritualidade beirando cinco décadas de história e identidade própria em diversas expressões. O universo ficcional de Vampiro A Máscara/Masquerade ou Requiem (leia mais deles aqui) é o que o próprio nome já anuncia um contexto ficcional muito bem articulado e desenvolvido pelo autor e analista político Marc Rein-Hagen e uma editora que foi uma grande febre midiática durante a década de noventa e hoje em dia ainda resiste para seus fãs e apreciadores em número bastante reduzido do que já foi no passado.

Aqui no Brasil um dos principais representantes de Masquerade é o grupo paulista São Paulo By Night que mantêm suas atividades e encontros regulares onde jogam Live Actions bem organizados e tem amplo domínio deste cenário ficcional.

 

 

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