Para onde vai este mundo?VoxVampyrica#17

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Para onde vai este mundo?VoxVampyrica#17

Para onde vai este mundo? Para onde vai esta abstração chamada humanidade?

Para onde vai este mundo? Para onde vai esta abstração chamada humanidade? O mais interessante desta pergunta é que para muita gente o mundo deveria estar indo para algum lugar. Tais pessoas juram que o mundo deveria atender suas expectativas de alguma maneira.

O mundo é como um produto. Sendo um produto precisa atender demandas para ter validade. Talvez o mundo devesse ter um SAC. Para quem se ressentir poder cobrar pela expectativa não atendida. Para reclamar pela sua demanda nunca atendida. Um SAC para reclamações do que o mundo supostamente prometeu e não cumprido. Essa gente pressupõem um ombundsman para o mundo. Um gerente para a natureza. E até um dono ou proprietário responsável por atender e oferecer exatamente o que esperam. Pode ser uma dona também em alguns segmentos deste público. A mãe natureza dá a vida e também dá o cancer; a única igualdade que conhece é a da savana, com o sangue respingado na mandibula das leoas.

Veja, não pretendo entrar ou discutir este tema de nenhum viés religioso e tampouco ofender pessoas. Mas e quanto a
postura do povo de se ressentir e cobrar alguma coisa quando diz: “Para onde vai este mundo? Para onde vai esta abstração chamada humanidade?” Essa questão merece alguma meditação e já passou da hora de deixarmos isso na mão de terceiros.

Na vida real aprendi que cobrar, exigir e se ressentir pelo rumo que o mundo vai é uma abstração. Tampouco exigir que a natureza atenda sua sede de controle é besteira. Não resolve. O universo e a natureza não existem para atenderem suas expectativas e demandas. E se você se ofende com isso é melhor tomar conta desse resentimento ou birra.

A turma do “sou de uma espiritualidade independente de rótulos” tenta preencher esta lacuna do
Para onde vai este mundo? Para onde vai esta abstração chamada humanidade? com o papo do “merecimento”, havendo isso você deverá ser atendido sim. O tal merecimento pressupõe que o vouché de atendimento de suas demandas será agilizado se tuas energias forem equilibradas.

Há muita obsessão com esse equílibrio energético. A chamada vida interior é tempestade, som e fúria. É movimento ela é extática e jamais estática. Há uma idealização nesse lance de “paz” e ausência de conflito. Há uma compulsão ao redor desse equílibrio pautado em ignorar o “vazio” e os próprios conflitos. Se esconder deles só traz resentimento e parasitagem.

É preciso ganhar intimidade consigo. Vamos parar de tratar as próprias insuficiências como ilusões ou demônios pavorosos jogados em você por terceiros. A natureza é justa. Você precisa superar essa infantilidade presunçosa e parar de cobrar atendimento especial do universo alegando que tem um “merecimento”.

Para os povos do mediterrâneo isso se chamaria Hybriis ou presunção. Pecado para os católicos. Dano cognitivo para os filósofos e psicólogos. Na Cosmovisão Vampyrica o nome disso é a fissura por onde se esvai sua presença de espírito. É por ela que se vai sua força de atração. É exatamente dessa maneira que você sempre desperdiça toda a sua vitalidade durante o dia e a noite. Sem vitalidade, sem presença de espírito você é um autômato. Uma coisa e quase um objeto a mercê do seu ego e de atender terceiros.

Para o nosso motoboy que faz as entregas da loja pode ser resumido a besteira da “fadiga”. São as desculpas que as pessoas dizem para não fazerem aquilo que querem. Sempre inventam que estão cansadas e não tem tempo para mais nada. Segundo nosso motoboy: “Quem quer, chega e faz! E quem não quer dá desculpa!

Que raio de deídade, de espiritualidade ou de realidade não ordinária pode ter algo de sacro? Quando a deidade é retratada a exata imagem e semelhança do cultista, não temos algo indomável. Não há força. Só ego. O que resta ao sacro que é dos prados das possibilidades? Reflita a respeito!

Onde há apenas o “Eu” inexiste a “Graça”! Inexiste a serenidade para deixar as coisas se alinharem por afinidade no seu tempo e de maneira tercerizada. Queremos dizer que seja sem atender sua sede de controle, sua demanda, sua ânsia ou ainda expectativa. Sabe aquele adjetivo “indomável” tão usado aqui na Rede Vamp? Tem outro que é “Selvagem Jardim” e um outro “sob o longo e aveludado manto negro(…)

Vocês me perguntam: “Para onde vai este mundo? Para onde vai esta abstração chamada humanidade?” Eu lhes respondo não vai para lugar nenhum e jamais esteve indo para onde muitos esperam que vá. O bom é que não está indo para o inferno. Não vai para onde você tem certeza que deveria ir. Não vai para onde sua convicção espera copiosamente que vá. Não vai para onde estão suas expectativas. Sabemos que muitos esperam cativamente pelo inferno. Esperam pelo inferno para se justificarem diante de si. Para colocarem cada sucesso e infortúnio da vida sob a autoria de outros.

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