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Precisamos falar sobre Vamps

Existem aqueles que acreditam em vampiros ao pé da letra e aqueles que negam sua existência denotativa. Pessoas que passam suas vidas provando e outras renegando pois reduzirem todo o assunto em termos de verdadeiro e de falso. Acham que apenas exista aquilo que for denotativo e exatamente ao pé da letra, tais exemplos beiram o patológico pois restringem o contexto a exibições públicas de evidente estupidez. Tanto no lado da turma que acredita existir a qualquer custo quanto no lado da turma que defende não existir nada disso.

Ambos os casos são exemplares de óbvia cegueira mental e seus embates apenas mantem o contexto dividido e se confrontando a troco de nada. Uns juram que só existe de verdade o que viram no cinema, nos livros, nos games e na produção cultural. E outros renegam e repudiam tudo isso.

Nenhum destes dois casos está correto.

O vampiro existe em uma terceira via que é a “Arte”, o simbólico e o metafórico. Pode ser abordado sob diversos olhares e expressões. Acaba sendo uma afirmação de que é o totem e o tabu do mundo ocidental. Nem morto, nem vivo e um paradoxo por onde passa.

Sim existem pessoas que apresentam como Vamps em suas vidas, de alguma maneira o símbolo é o que melhor traduz ou lhes permitem interpretar algo em suas naturezas e o transformar em uma força produtiva, útil e prática no seu cotidiano. Para alguns é uma escolha filosófica ou fashionista e para outros uma complexa espiritualidade ou cosmovisão.

Este contexto Vamp se desenvolve pontualmente ao redor do mundo há quase 50 anos e encontra paralelos e convergências com diversos movimentos pagãos, contraculturas, subculturas e outras coisas. No livro MISTÉRIOS VAMPYRICOS, Lord A apresenta uma elaborada linha do tempo sobre o desenvolvimento deste contexto.

Os Vampyros Contemporâneos podem apreciar trajes de época, roupas escuras, de couro ou ainda vinil; bem como longas capas acetinadas ou aveludadas e ainda jóias em prata e presas alongadas como seus pares no imaginário e na produção cultural. Podem curtir e apreciarem uma estética musical mais sombria – porém nem sempre andam dessa maneira no cotidiano e você só poderá descobrir um deles quando for tarde demais…

Segundo estes Vamps é o charme, a densidade emocional, a reflexão, a sensualidade e um olhar mais grave e espiritualizado da realidade ao seu redor. O Romantismo como desafio e oposição ao racionalismo e uma vida industrial, mecânica e de relações superficiais. Uma sede de viver e de se expressar com seus próprios recursos e viver juntos de pessoas afins e de sonhos convergentes harmonizam com os Vamps de hoje e acabam sendo os pontos de agregamento do contexto. Seres de uma moral peculiar, espírito igneo e apreciadores de uma simbologia distinta.

Esta terceira via expressa algo bem mais amplo e vasto do que prega a turma que acredita cegamente na existência de vampiros como viram no cinema e seriados ou ainda da turma que repudia tudo isso como algo que só existe na ficção ou ainda no folclore.

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