Um Olhar Vampyrico:A atual febre Vampiresca

Artwork: Andrezza | Photo: Andre Olivetto

Artwork: Andrezza | Photo: Andre Olivetto

Vivemos um período interessantíssimo, anda praticamente impossível dizer a palavra “vamp…” que rapidamente você arranja assunto ou é indagado sobre as recentes produções do gênero nos cinemas e nas prateleiras das livrarias. Particularmente não via uma febre dessas desde a década de noventa.

VAMPIRISMO, REVIVAL, APROPRIAÇÃO X ARCAIZAÇÃO:

A atual febre vampiresca é um “revival” cíclico que acontece periódicamente a cada década.O próprio modelo mítico cultural do ocidente é um revival do padrão grego.De tempos em tempos, objetos são perdidos e reencontrados, supervalorizados, desvalorizados e revalorizados.Mas os clássicos sempre permanecem.Nossa cultura popular é simplesmente herdeira do modelo do classicismo.

O substituto sintético pós-modernista para “revival” é apropriação, pura e simples, significa quase sempre artista de talento limitado a misturar sem inspiração ou insight, referências irônicas a grandes obras do passado.Isto é algo bem desprezível pois a Subcultura Vampyrica tem como característica a admiração as grandes e expressivas obras de arte e arquitetura do passado romântico.

Apropriação, bricolagem, pastiche e variantes são noções imprópriamente concebidas e promovidas pelos mandachuvas sociais, desprovidos de um sentido de história.Concordo com a autora Camile Paglia (Vamps and Tramps,2004) quando afirma que pertencemos a uma idade Alexandrina de sincretismo, onde alusões multiculturais se fundem para produzirem novas totalidades excêntricas.Vivemos em um tempo decadente, um modo histórico complexo, uma fase posterior vibrante e sensacionalista da cultura dominada por temas de sexo e violência – mesmo que velados pelo ensolarado Rosseaunismo dominante.

Em tempos de decadência, o maior “revival” é o do primitivo justaposto com o supersofisticado.Aliás dois elementos tipicamente “Vamps” no mais estrito sentido que atribuímos a palavra.O Vamp inerentemente lida com a difícil arte da “sofisticação” sem perder de foco o Ecossistema.No “Vamp” tecemos referência ao presente através de toda e qualquer interpretação do passado…Penso que toda a popularidade e maior aceitação de elementos de estética “desviante”, parafernália e vestimenta fetichista, BDS&M, tattoo, bodyart, piercings, aesthesics e até mesmo Fangz – diluídas e mais aceitas na cultura dominante são as grandes representações destes tempos modernos de decadentismo.

Atualmente empresto o termo “arcaizar” da história da arte, ao invés de fazer o uso da insalúbre “apropriação” (que atualmente me soa como algo falsificado, competitivo e destrutivo) oríunda dos “malas” das ciências sociais (muito em voga quando o assunto é qualquer tipo de Subcultura).

Quando falamos em “arcaízar”, costuramos o presente ao passado.Oferecemos a toda criação artística a linearidade cronológica ao qual ela está inserida, sua descêndencia criativa e resgatamos as grandes obras do passado distante.No melhor sentido literal do termo “vamping”, onde também localizamos o termo vampiro: Tomamos aquilo que é antigo, remendamos com partes novas e modernas, sem descaracterizar o original e trazemos uma nova expressão artística, audaciosa e arrojada ao ecossistema.

Ao arcaízar nos mostramos reverentes ao passado cultural.Ao considerarmos a influência e a tradição remetemos ao “canône” – o corpo do trabalho que outros artistas consideram a pedra de toque da sua criação e inovação.Neste momento de “revival” da febre vampiresca, ao arcaízarmos reconhecemos um elemento intemporal em obras que antes pareciam datadas, confinadas ou limitadas a um período particular.Este atual revival é mais um grande momento crucial para o processo de definição da grandeza na produção artística que envolve o vampírico.Uma responsabilidade infelizmente negligenciada pelas “sumidades” da cena vampyrica atual.


AS SUPERPRODUÇÕES VAMPIRESCAS:

Há muito interesse das pessoas pelo que vem sendo mostrado na ficção de forma diluída e com prioridade no romance entre uma mortal e um vampiro na saga Crepúsculo.Mas a estética vampírica é muito mais ampla e heterogênea do que aquilo que está sendo mostrado.Desde os tempos de Christabel do Samuel Taylor Coleridge (ainda na metade do século XVII) o gênero vampiresco lida com os comportamentos tabús de cada sociedade, a imprevisibilidade e até mesmo a vingança de um ecossistema indiferente para com suas crias…um completo jardim selvagem.

Abaixo selecionei algumas matérias que apreciei sobre o olhar da cultura dominante em torno da atual febre vampiresca promovida pela série Crepúsculo e muitas outras produções do gênero.

Como você sabe, minha bandeira em relação ao vampírico consiste no resgatar e atualizar elementos de diversos elementos dos multiversos vampirescos ficcionais – revelando sua dignidade, histórica, contexto social e como estes símbolos podem servir como portões para um vasto jardim selvagem, onde podemos debater, expressar e trocar impressões sobre os tabús que assombram a cultura dominante.E neste processo despertarmos o interesse nas pessoas para aprenderem história da arte, história geral, geografia , literatura, artes e muito mais…

O vampiro nas artes fornece uma das melhores ferramentas de conexão de interesse para com as grandes obras de arte do gênero e também para com toda história da arte que reconheço na atualidade. O personagem vampírico bem constituído e “arcaízado” simplesmente conecta em sua história e perspectiva a grande arte, complexa e elusiva que assombram geração após geração.Artes plásticas, literatura, arquitetura, música e tantas outras que assombraram geração após geração, irradiando uma aura misteriosa além do bem e do mal, repleta de ambiguídade.Quando nos expomos a ela, só conheceremos seus efeitos mais profundos após anos ou decadas…

Recentemente escreví um pouco sobre esta febre e os filmes crepúsculo e lua nova neste texto!

Os textos abaixo não expressam na totalidade minha opinião, aprovação, concordância ou deste site. São apenas referências para pensarmos e inspirarmos novas questões a serem desenvolvidas por todos nós que apreciamos a temática vampiresca na cultura.

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Cena de “Lua Nova”

Há alguns meses, duas leitoras se queixavam na seção de cartas do “Guia da Folha” sobre a publicidade do filme sueco “Deixa Ela Entrar”. Uma delas dizia que, numa sessão no Espaço Unibanco Pompeia, cerca de dez pessoas levantaram; um casal resmungou: “Que lixo”. Segundo ela, a propaganda vendia gato por lebre, algo na linha: “Se você gostou de ‘Crepúsculo’, vai gostar desse”.

Nada mais justo que as leitoras e o público que foi “enganado” tenham se revoltado. Ainda que abordem vampiros adolescentes, “Deixa Ela Entrar” e a saga Crepúsculo caminham em direções opostas.

Não são apenas nos números: “Lua Nova”, o segundo episódio da saga, estreou em 142 salas, em São Paulo. “Deixa Ela Entrar”, em dez. À parte as questões mercadológicas, essa diferença é simbólica.


Cena de “Deixa Ela Entrar”

Os vampiros de “Lua Nova” são conciliadores, seguem uma lógica confortadora para o público educado em narrativas de telenovelas. A vampira de “Deixa Ela Entrar” e as questões que giram em torno dela são desagradáveis, desafiadoras, deixam o espectador com uma sensação desagradável ao sair do cinema. Ou seja, quem quer apenas se refugiar dos problemas do mundo e sonhar um pouco dentro da sala escura, se dará melhor com “Lua Nova”.

Para desfrutar plenamente a saga Crepúsculo é necessário ser adolescente, ou ao menos ter uma mente adolescente. É tudo uma questão de geração. Os filmes (não li os livros de Stephenie Meyer) têm relação direta com a geração emo e o romantismo exacerbado, a sensibilidade e o gosto por rostos pálidos.

Significados não faltam em Crepúsculo. O drama que move a saga dá a dica. Garota se apaixona por um vampiro. Ela quer ser mordida por ele, para viver eternamente ao seu lado. Ele, apesar de amá-la, titubeia. Não quer tirar sua alma, ou algo do tipo.

Em “Lua Nova”, surgem aos montes questões com as quais os adolescentes conseguirão se identificar. O pé na bunda que a moça leva, entre frases na linha “O problema não é você, sou eu”. A ideia de um amor eterno, em que os dois lados nunca envelhecerão. A sugestão de um amor “superior”, tão intenso que dispensa os “meros” prazeres carnais do sexo.

Se, por um lado, são os vampiros mais frouxos da história do cinema, não há como negar que são os vampiros mais transgressores, justamente por deixarem o apelo sexual de lado. Tome como exemplo os vampiros do cinema dos anos 80, época dos “pais” dos emos, os góticos.


Cena de “Fome de Viver”

“Fome de Viver” servia como metáfora para a Aids, e Catherine Deneuve era a vampira que colecionava e descartava amantes ao longo dos séculos. Ela escolhia um parceiro e lhe prometia uma falsa vida eterna.


Cena de “Os Garotos Perdidos”

Ou, então, “Os Garotos Perdidos” e seus vampiros adolescentes, que eram como estrelas do rock, amantes da desordem, da noite e do sexo. Não por acaso, o cantor Jim Morrison é referência no filme.

Não que Crepúsculo não tenha seus méritos. O público gosta de sonhar, e não foi essa série que inventou os príncipes encantados. Mas assistir a “Deixa Ela Entrar” é como encarar a outra face da moeda. É lembrar o quanto esse amor eterno pode ser cruel e pervertido. É imaginar que viver ao lado de uma pessoa pode ser uma prisão e um inferno. Coisas, enfim, que preferimos nem pensar e deixar de lado.


Diego e Harry, os criadores dos vampiros de “Abraços Partidos”

Levando em conta que “Lua Nova” é a segunda maior abertura da década no Brasil, atrás apenas de “Homem-Aranha 3”, vale retomar o assunto.

No post anterior eu falava sobre os castos vampiros de “Lua Nova” e os comparava a outros similares do gênero. Esqueci de falar que, no mesmo final de semana que assisti à segunda parte da saga Crepúsculo, “vi” o melhor filme sobre os sanguessugas dos últimos tempos (digo isso porque ainda não tive a chance de conferir a série “True Blood”, que fontes confiáveis dizem ser sensacional).

“Vi” entre aspas porque “Doe Sangue” não existe, ele é um filme dentro do filme “Abraços Partidos”, o mais recente de Pedro Almodóvar, que, assim como “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, é uma homenagem ao cinema.

Posso estar sugestionado e enganado, mas, para mim, soou como uma alfinetada de Almodóvar à saga Crepúsculo (aliás, uma das reclamações que mais tenho ouvido é sobre esse clima de “liberou geral” nas tradições vampirescas. Que história é essa de vampiro sair passeando em plena luz do dia?).

“Doe Sangue” não aparece em imagens dentro de “Abraços Partidos”. Ele é um roteiro em processo de criação feito por Diego (o filho da produtora) e Harry (o diretor cego); apenas ouvimos o diálogo entre os dois narrando a trama.

A história do filme imaginário é sobre um grupo de vampiros que trabalha num hospital onde pessoas vão doar sangue. Vou transcrever uns pedaços, baseado no que achei aqui:

DIEGO

Os vampiros seriam como um grupo étnico, completamente assimilados dentro da sociedade espanhola (…) Há vampiros que ocupam importantes cargos, mantendo segredo (como a Opus Dei). Mesmo vivendo nas sombras, eles conseguiram grande influência social e poder econômico.

HARRY

Eles controlam várias indústrias. Como a responsável pelos óculos escuros, por exemplo.(…)

HARRY

Protegidos por filtro solar, eles podem trabalhar durante o dia. A loção tem que ser tão densa quanto uma armadura.

DIEGO

(empolgado) A história poderia começar assim: uma mulher deslumbrante, totalmente pelada, passando o filtro solar no corpo antes de ir trabalhar no hospital.

HARRY

Que ótimo começo! Também precisamos de uma história de amor.

DIEGO

Uma história de amor híbrido, entre uma vampira e um cara normal.

HARRY

Como em “Cat People” , uma história de amor entre seres de diferentes espécies…

DIEGO

Ela trabalha em um desses laboratórios onde o sangue é doado e eles mesmo consomem. O cara vai fazer uma doação. Eles se gostam de imediato. Após a primeira picada de agulha em sua veia, ela fica completamente excitada. Então eles começam a namorar. Mas ela não quer transformá-lo num vampiro (…)

HARRY

Mas eles gostam de sexo, certo?

DIEGO

É claro. Este é um dos problemas, o casal se deseja desesperadamente. Mas, quando chega a hora do sexo, ela fica pudica.

HARRY

Por quê?

DIEGO

Porque ela tem medo de perder o controle ao ficar excitada e dar uma mordida na jugular dele. (…) Quando eles estão excitados, ela deixa ele fazer de tudo: pela frente, por trás, tudo que ele quiser, menos na boca

HARRY

E os peitos dela?

DIEGO

Também. Mas aí é um território de alto risco. Quando ele chupa os peitos dela, ela tem que proteger a boca com um travesseiro, que ela acaba retalhando com seus caninos.

*****

Bem, daí para frente eles descrevem como é o sexo oral, e como ela acaba usando uma focinheira nessas horas….

Travesseiros, focinheiras….Seria essa a solução para o drama de Bella e Edward?

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O crepúsculo de Drácula – Stephanie Meyer

Depois de inspirar obras-primas da literatura e do cinema, os vampiros são transformados em vegetarianos insossos pela escritora Stephanie Meyer, dando início à triste decadência da espécie

Klaus Kinski morde o pescoço de Isabelle Adjani na obra-prima Nosferatu (1979). O fotograma lembra um quadro expressionista Foto: Divulgação ( 						0)
Klaus Kinski morde o pescoço de Isabelle Adjani na obra-prima Nosferatu (1979). O fotograma lembra um quadro expressionista

Cada época tem o Drácula que merece. As histórias de vampiro se incluem naquela categoria de mitos duradouros que, recontados de forma diferente em cada era, dizem muito sobre o espírito de seu tempo. Seguindo essa linha de pensamento, como interpretar o sucesso da saga literária Crepúsculo, da autora americana Stephanie Meyer – cujo subproduto mais recente, o filme Lua Nova, está em cartaz nos cinemas brasileiros? O que vampiros vegetarianos, que usam seus caninos afiados para perfurar alface e rúcula, têm a dizer sobre os tempos atuais? Para responder a essas perguntas, é necessário ir às origens do mito. Os primeiros relatos sobre as criaturas que um dia seriam conhecidas pelo nome de “vampiros” surgiram por volta do século 12. Durante mais de 200 anos, a superstição sobre o homem morto que volta à vida após o pôr do sol se disseminou pela Europa. A lenda começou a virar objeto de interesse cultural apenas no começo do século 19, quando o ítalo-britânico John Polidori escreveu o conto The Vampyre para a publicação inglesa New Monthly em 1819. O nobre errante que atraía mulheres inocentes para se alimentar de seu sangue foi inspirado em um companheiro de viagens chamado George Gordon Byron. Sim, ele mesmo, Lord Byron, o poeta que escreveu a mais arrebatadora versão do Don Juan (outro mito que atravessa eras) – e que se tornou popstar em sua época tanto pelos versos quanto pela vida aventurosa. De onde se depreende que a figura literária do vampiro é, na origem, romântica.

Em sua primeira encarnação literária importante, no entanto, o vampiro nada tinha de sedutor. Cada época, já se disse, tem o vampiro que merece, e o da era vitoriana é o Drácula, protagonista do romance de Bram Stoker escrito em 1897. Para confrontar a moral puritana daquele tempo, o autor criou um personagem que tinha mau hálito, pelos nas palmas das mãos e bigodinho branco. Todas essas características foram atenuadas na primeira versão cinematográfica do livro. O Drácula interpretado por Bela Lugosi no cinema, em 1931, tinha aspecto elegante, sotaque estrangeiro charmoso e modos formais. Apesar de ter formado a figura icônica do vampiro-mor, Bela Lugosi o interpretou desprovido de sexualidade. Essa pegada casta tem a ver com o fato de esse vampiro representar outra época, a da Grande Depressão. O filme não podia correr riscos financeiros em um mundo abalado pela crise de 1929.

O Drácula como conhecemos, de caninos afiados e mordidas no pescoço de belas mulheres, só ganhou esse aspecto no final da década de 50, quando foi encarnado no cinema por Christopher Lee. A força sexual do conde vampiro era evidente. Numa época em que o sexo era controlado por pensamentos autoritários, Lee mostrou suas presas antes de se debruçar no corpo entregue de sua amada, Mina Murray. Era a figura do libertino que a estudiosa Carol Fry, autora do artigo Fictional Conventions and Sexuality in Dracula (“Convenções Ficcionais e Sexualidade em Drácula”), publicado em 1972, dizia ser representada pelo homem que deixava marcas na mulher e a infectava a ponto de a vítima se tornar uma pária social. Mas o significado mais óbvio era o retrato do sexo enrustido da década de 50, um sexo reprimido sob a luz do dia, mas solto e tórrido no escuro do quarto.

Passado o período da revolução sexual, nos anos 60, esses seres românticos e calientes puderam finalmente se expressar livremente – e a figura do vampiro chegou a seu auge artístico em duas grandes obras-primas do cinema. A primeira é Nosferatu, O Fantasma da Noite, de Werner Herzog, de 1979. Poucas imagens são mais eróticas do que o corpo arfante de Isabelle Adjani no momento em que o vampiro de Klaus Kinski aproxima as presas da carne branquíssima de seu pescoço, num fotograma que lembra um quadro expressionista. “Não poder envelhecer é terrível. A morte não é o pior. Imagine durar séculos, vivendo a cada dia a mesma futilidade”, diz o personagem em sua fala mais famosa.

O outro é o Drácula de Francis Ford Coppola, de 1992. Com o fim da era Reagan, o cineasta decidiu equilibrar a sedução do elegante conde vampírico, agora na pele charmosa de Gary Oldman, com sequências sexuais picantes. Provocou o Jonathan Harker de Keanu Reeves com três voluptuosas vampiras — uma delas, a atriz Monica Bellucci, no começo da carreira -, criou uma cena de bestialismo entre o Drácula semitransformado e a garota Lucy Westenra (Sadie Frost) e até chegou ao ponto de imaginar Mina (Winona Ryder) seduzindo Van Helsing (Anthony Hopkins). Apesar do apelo sexual, Drácula era um vampiro com o sentimento humano em busca do amor eterno. Era o reflexo da juventude que abraçou o Nirvana, principal banda do movimento roqueiro grunge – um ritmo cru em sua forma, mas extremamente romântico em sua natureza e letras.

De certa forma, a autora Stephanie Meyer captou o espírito dos adolescentes do nosso tempo quando lançou o primeiro capítulo da tetralogia literária Crepúsculo. O romantismo do Drácula de Gary Oldman agora ganhava uma versão assexuada na adaptação do fenômeno para as telas em 2008. Edward (Robert Pattinson), o grande amor proibido da humana Bella (Kristen Stewart), não morde pescocinhos e tem o corpo brilhante como diamante ao se expor ao sol. Vampiros ecológicos, politicamente corretos e vegetarianos. Você consegue imaginar algo melhor para representar a adolescência emo, que procura respostas para a depressão pós-moderna em príncipes encantados que mudarão suas vidas chatas? OK, cada época tem o vampiro que merece, e os livros e filmes da série Crepúsculo até têm um ou outro momento divertido. Parafraseando Nosferatu, no entanto, pior do que morrer no auge é enfrentar uma longa e lenta decadência. Como essa dos vampiros que, privados de seu alimento vital – romantismo, sexo e sangue – parecem condenados a viver um eterno e tedioso crepúsculo.

Rodrigo Salem é jornalista, editor da revista Contigo!.

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Novo filme sobre ‘Drácula’ não abordará tema do vampirismo

Reprodução
Pintura com o suposto rosto de Vlad Tepes
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Desde que o cinema é conhecido como cinema, a história do príncipe romeno Vlad Tepes (1431-1476) sempre foi encarada como um caso típico de vampirismo. Mas, agora não. A produtora Summit Entertainment, a mesma de Crepúsculo, planeja lançar uma versão dessa história da forma mais real possível.

» Saiba mais sobre filmes que vêm por aí

O roteirista Charlie Hunnam disse em entrevista ao Entertainment Weekly que durante as filmagens de Cold Mountain, entrou em contato com a lenda de Vlad Tepes e ficou fascinado. Para ele, é possível contar a origem do mito dos vampiros, sem fazer com o que o personagem principal saia bebendo sangue.

Hunnam pretende fazer um filme muito mais histórico do que fictício e quer beber na fonte dessas lendas, sem deixar de lado, também, inspirações tiradas do livro de Bram Stoker, responsável direto pela lenda de Conde Drácula do jeito que a conhecemos hoje. Até o momento, nenhum nome do elenco foi divulgado. O filme ainda não tem previsão de estreia.

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Filme sobre Drácula da produtora de Crepúsculo não terá vampiros?

Charlie Hunnam explica como contará a história do mito em Vlad

11/12/2009Marcelo Hessel

No começo desta semana, a produtora de Crepúsculo, a Summit Entertainment, anunciou uma adaptação ao cinema da história do Conde Drácula, o filme de ação intitulado Vlad. As primeiras informações sobre a trama começam a sair – e aparentemente não tem nada a ver com vampirismo.

Foi o que disse o autor do roteiro, Charlie Hunnam, de 29 anos (ator conhecido pela telessérie Sons of Anarchy), em entrevista à EW. “Na versão atual do roteiro não tocamos no tema do vampirismo. Foi a única coisa que fiz questão quando desenvolvemos a ideia, e felizmente ninguém veio sugerir que entrássemos no tema. Mas dá pra ver claramente as coisas que Bram Stoker pegou… Vlad era um homem brutal, e o desafio é criar uma empatia entre ele e o público”, disse Hunnam.

O príncipe romeno Vlad Tepes (1431-1476), o empalador, serviu de inspiração para o clássico livro de Stoker, originalmente publicado em 1897, que definiu os alicerces do mito do Conde Drácula. Hunnam diz que passou cinco meses viajando pela Romênia durante as filmagens de Cold Mountain e foi então que entrou em contato com a lenda local.

“Minha ideia era fazer uma história mais para Coração Valente do que para 300, e acho que o texto evoluiu dessa forma, então temos uma boa mistura de ambos. Acho que desenvolvi mais a história do que 300. O que me interessa é a história real desse cara que se torna um mito, e por causa do comportamento dele é muito fácil mitificá-lo. A maior parte do filme enfoca Vlad como um jovem assumindo seu papel como príncipe, e cobrimos a vida inteira dele”, diz.

Hunnam relata o que se conhece da história clássica: o império otomano invade o território que inclui a Romênia (dividida em três principados, um deles a Transilvânia) e derrota o pai de Vlad, Vlad Dracul – em tradução literal, “Vlad, o dragão”. “Ao invadir, os otomanos oferecem ao rei a opção de continuar no poder, permitir que o catolicismo local florecesse, mas também permitir que os otomanos, muçulmanos, vivessem na região como iguais. O sultão otomano também queria os dois filho mais novos de Vlad, criá-los sozinho e torná-los devotos muçulmanos, para depois devolvê-los ao trono. Vão Vlad, que tinha 12 anos e um certo senso do que acontecia, e seu irmão, Radu, de sete. No fim das contas, na cabeça de Vlad, Radu é corrompido, tratado como um príncipe pelos otomanos, enquanto Vlad é trancado como um escravo. Oito anos depois o pai deles é assassinado e Vlad decide escapar, vingar o pai e assumir o trono – mas seu irmão se recusa a acompanhá-lo. Aí começa uma guerra de 17 anos entre irmãos, entre cristãos e islâmicos”, narra o roteirista.

Segundo Hunnam, todo esse trecho é o primeiro ato do filme. Em futuras versões do texto tudo isso pode ser limado, mas a ideia é que a introdução termine com Vlad e Radu entrando na vida adulta. O roteirista diz que servirá de produtor-executivo no projeto. “E quando a seleção de elenco começar, vou colocar meu nome ali no meio. Adoraria fazer qualquer papel. O do irmão de Vlad me parece bom…”, insinuou.

Novamente o caso do vampirismo: “Vlad fazia o que achava certo. Era ele que estava sendo invadido, e cuja crença religiosa estava sendo apagada. A brutalidade dele vinha de necessidade militar – táticas de choque e de medo para dar uma vantagem. A pólvora tinha acabado de ser inventada, e Vlad estava lutando com espadas e flechas, enquanto os otomanos tinham armas de fogo. Mas Vlad lutava em casa e conhecia o terreno, então podia lutar à noite. Ele colocou seus homens para agir só à noite… Existem várias formas de mostrar a origem do mito do vampiro sem que ele saia por aí bebendo sangue”.

O fotógrafo e diretor de videoclipes Anthony Mandler, outro estreante, dirigirá o filme. A produtora de Brad Pitt, Plan B, cuida do projeto.

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Quem desejar deixar algumas impressões e idéias sobre estes textos é muito bem vindo!

Notas sobre Crepúsculo e Lua Nova

Notas sobre Crepúsculo e Lua Nova:
por Lord A:.

Sabe, andei a ler os quatro livros da série e assistí os dois longa metragens e penso que estamos a frente de mais um universo ficcional vampírico como muitos outros.Apenas porque ele está em evidência mais do que outros, não significa a extinção dos outros universos ficcionais vampirescos e nem a decadência do mito e tampouco do gênero literário ou da Subcultura.

Sou um Vampyro que cresceu na década de noventa saboreando as páginas de Anne Rice e assistindo coisas como Maldição Eterna, Fome de Viver e Drácula de Bran Stocker.Logo, sou de uma geração passada e meu paladar vampiresco demanda têmperos fortes, sabores mais intensos, sexualizados e um apêlo mais selvagem.Aprecio romances, principalmente vampirescos e bom, confesso ao leitor que a série de Stephane Meyer não me agradou dentro destes elementos que expresso aqui.

Isso significa que devo “detonar” a produção cultural de Stephane Meyer?

Claro que não.Aliás, considero fascinante esta nova febre vampiresca despertada por ela.Todo mundo que pegou a década de noventa e um pouco da década de oitenta, sabe que ciclicamente temos febres vampirescas na produção cultural.

Em geral, um determinado universo ficcional desponta nestes períodos e influência toda produção daquele período.No entanto, embora o universo em questão ganhe todos os “holofótes” – isso não significa a supressão ou extinção dos outros universos ficcionais do gênero vampiresco. Claro, sempre haverá gente aproveitando a febre para cravar estacas ou fazer declarações deslumbradas sobre o vampiro da vez.Mas enfim, eles fazem por merecer a luz do sol ou as pétalas de rosa.

Como já disse em algumas palestras para as quais fui convidado: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer colocaram o vampiresco novamente nas pautas jornalísticas e inspiram sonhos, suspiros e idéias para uma nova geração de leitores – assim como também para leitores veteranos.Esta abertura de mercado e de possibilidades, permite que novos escritores e escritores antigos possam mostrarem novos e velhos trabalhos para as editoras e preenche o mercado editorial e cultural com novas visões e obras sobre o vampiresco; além de despertar atração e novas possibilidades de mercado para os apreciadores e fãs.Isso não tem segredo algum.

Milhões ou milhares de pessoas passam a terem um “portão” para um primeiro contato ou retornarem a leitura de obras vampirescas durante estas febres cíclicas que se abatem sobre todos nós.É factual que uma grande maioria apenas consumirá Stephane Meyer e depois largará o gênero em busca de uma nova febre – como encontros com alienígenas existencialistas por exemplo.

No entanto, nos milhões ou milhares de leitores de Meyer, um número razoável irá sentir “sêde de mais”…E acabará descobrindo outros autores, outros universos e desenvolverá vínculos mais sólidos com a literatura vampiresca e também com o mito, com o folclore e com a Subcultura que está por aí.Quando mais este ciclo da febre passar, novas pessoas estarão por aí em nossa cena cultural – o que é estruturarante e renova a mesma.Até aí nenhum segredo.

Da minha parte, com Crepúsculo ou sem Crepúsculo, eu continuarei por aí mantendo sites sobre o gênero Vampyrico, vampiresco e gótico.Muitos escritores da cena nacional já existiam bem antes disso e continuarão por aí também a lançarem novas obras para encantarem e envolverem nossos sentidos.

Um engano muito comum, cometido pela maior parte das pessoas é tentarem engavetarem todos vampiros sob um mesmo gavetão do amplo armário que é o gênero.A coisa não funciona assim, cada universo ficcional é um universo ficcional com sua própria identidade, peculiaridades, características e afins.Então, nunca teremos um “tipo” ou uma “receita” vampiresca perfeita.No máximo temos algo que agrada subjetivamente a cada um de nós.Penso que um bom romance vampiresco na ficção seja ele um livro, um filme, uma música ou um videogame deva ter bem equacionado os elementos romantismo, sexualidade e sangue.

ROMANTISMO, SEXUALIDADE & SANGUE:

Vampiras

Vampiras

Dos três elementos que citei anteriormente o “romantismo” é indispensável, vampiros não são zumbis e nem mortos-vivos do George Romero.A história não precisa se passar nos tempos vitorianos ou na idade das trevas, no entanto realmente esperamos encontrar vampiros como homens-fatais e vampiras como mulheres-fatais.O teor dessa “fatalidade” pode variar do mais escrachado ao mais reservado.Porém, é uma zona de reconhecimento do gênero que deve ser respeitada pelos autores e artistas.

Quando falo “sexualidade” utilizo o termo no sentido mais amplo e até mesmo “Freudiano” que me é permitido.Não me refiro apenas a consumação do ato sexual. E sim a todo afeto e suas variâncias envolvidos na ambientação e nos personagens.Seja um Vampiro ou uma Vampira, seus dentes compridos estão lá para perfurarem e penetrarem seus alvos e vítimas.A metáfora é óbvia.E como diria o bom Lestat:”Não se envergonhe do que você é! Você é um Vampiro, Louie!”

O terceiro elemento na produção cultural vampiresca é o “sangue”.O mitógrafo norte-americano Joseph Campbell já apontava em sua obra que o grande público tinha dificuldades em compreender o metafórico e a não-literalidade dos símbolos.Quando falo em sangue, não falo do “splatter” e sim de sabor, de aroma, de ambientação, de textura, de espírito e presença na obra – capaz de emocionar e deixar marcas indeléveis em quem assistiu ou apreciou determinada obra.

Com base nestes três conceitos, que para mim fornecem a consistência ideal para uma boa obra da produção cultural vampiresca – o universo de Stephane Meyer estaria automaticamente desequilibrado e sem o tipo de tempêro e sabor que eu aprecio no gênero vampiresco.Penso que os dois longa-metragens (Crepúsculo e Lua Nova) não atingiram o teor que apreciei na leitura dos respectivos livros.Isso significa que apreciei mais os livros do que dos filmes.Mas não significa que tomo os livros como parta da minha estante de favoritos do gênero vampiresco.Como já disse anteriormente, no gênero literário vampiresco, tenho que pagar meu tributo a toda minha “formação” cultural, degustando Christabel e Ryme of Anciet Mariner de Samuel Taylor Coleridge, Polidori, Byron, Shelley, Poe, Anne Rice, Giulia Moon, André Vianco e Poppy Z. Brite;

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Por mais que Stephane Meyer tenha acertado no “mood” de criar uma personagem que reflete o espírito arquetípico de muitas meninas e meninos da atual geração – com um caráter mais observador, reservado e intimista – eu continuo sentindo Geraldine (a vampira de Christabel), Miriam Baylock (interpretada por Catherine DeNevue em Fome de Viver),Claude (de Entrevista com o Vampiro), Carmila (interpretada por Ingrid Pitt), Theda Bara e Lumidora como minha visão do feminino vampiresco.

Em relação ao Edward Cullen (Interpretado pelo Robert Pattison nos filmes), posso entender o lirismo e o romantismo do personagem.Há o despontar de uma beleza lírica, quando na cena que se passa na Câmara dos Volturis, a Bela diz algo sobre a beleza da Alma de Cullen;Mas este despontar é rapidamente afogado ao final de Lua Nova durante o embate entre o vampiro e o Lobisomen – separados da briga por uma argumentação e presença de espírito bastante fraca, pela protagonista Bela.Ainda falando em Cullen, se estou em uma tarde generosa até delineio nele traços bem leves de um personagem “Byroniano”.

Mas confesso que minha visão de vampiro mais “sutíl” é irremediavelmente relacionada a David Bowie no filme Fome de Viver e até mesmo no melancólico vampiro Louie Pont Du Lac interpretado pelo Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro.Ainda dentro desta temática o vampiro Akai do curta metragem homônimo produzido em 2006 aqui no Brasil, também atinge este grau ideal de melancolia e selvageria…

Estes três últimos, mesmo expressando sua vulnerabilidade emocional e tormentos com sua “condição” – permanecem mais convergentes com minhas observações e dosagens certas de Romantismo, Sexualidade e Sangue (conforme expliquei neste texto) em uma obra vampiresca.

Sobre o lobisomen Jacob, achei bem interessante a utilização de uma lenda indígena norte-americanda para explicar as origens do personagem e seu conflito com os vampíricos.Não me recordo de outras obras que tenham resgatado tal elemento e isso provavelmente deve-se ao interesse “histórico” da mórmon Stephane Meyer.Afinal os integrantes desta religião norte-americana são conhecidos pelo apreço e respeito para com a história de seu país.Lembrando que em Crepúsculo temos apenas utilizações estéticas e láicas de versões de mitos nativos norte-americanos.Em nenhum instante trata-se de qualquer forma de apologia ou fundamentação secreta de Vampyricos ou Otherkins.

Quando falamos em lobisomens, minha história ficcional favorita vem de uma série de filmes de terror oitentistas com seis episódios chamados “Grito de Horror”.Até hoje nunca mais encontrei estes videos na internet ou em locadoras especializadas.Mas penso que ela soberbamente ilustrou o lado selvagem,  sexualizado, cruel, feroz – e quente – de humanos-lobos-humanos.Outros filmes que modelam minha visão sobre os “peludos” são “Na Companhia dos Lobos”, “Pacto dos Lobos” e o moderninho “Sangue e Chocolate” – que merece um dia desses uma resenha exclusiva por aqui.Mas enfim, Jacob nos seus momentos humanos antes da transformação foi “interessante”.Já os efeitos e a computação gráfica dos lobos, eu penso que deixou a desejar…Destoaria bastante do universo de Crepúsculo umas pitadas apimentadas de “Um Lobisomen Americano em Londres”.

Há noções perenes de romantismo nos personagens Bela e Edward Cullen.Assim como também há no lobisomen Jacob.E o foco dos livros de Stephane foi abordar e priorizar o romance destes personagens em detrimento da sexualidade e do sangue.Isto é bem claro e explicado claramente em toda a estética dos livros e dos filmes.Não deixo de achar irônico tal fato.Geralmente as pessoas queixam-se do excesso de apêlo a sexualidade em filmes vampirescos ou de lobisomens.Quando é apresentado um filme e uma obra, onde o apêlo é ausente ou mínimo…elas queixam-se também.Vivemos em um país estranho, onde moças que usam minisaias, em pleno século XXI são quase linchadas em faculdades.

Tanto Edward quanto Jacob, a priori não podem ter sua noite de amor com Bela.O primeiro é um vampiro e pode ficar excessivamente excitado e mata-la bebendo o sangue dela.Já o segundo pode literalmente virar uma fera e devora-la para valer.Ambos não exitam em tomarem decisões por Bela.O lobo mente no telefone para afastar o vampiro.O vampiro arranca o motor e o fio do telefone da amada para ela não ir atrás do lobo.E a pobre Bela, não tem um projeto de vida mais consistente como fazer uma faculdade ou ter uma carreira profissional – apenas quer casar-se e virar vampira junto do seu amado.Mas enfim, não é um projeto de vida tão ruím, pelo menos na ficção romântica.

Para mim, a personagem mais interessante deste universo ficcional vampiresco Crepuscular foi a vampira Alice Cullen, seu jeito e seu poder de enxergar o futuro dos outros personagens e o dela própria.Creio que Stephane Meyer tenha acertado o tom e o maneirismo de Alice.

aliceNão tenho como negar que a vampira Alice, foi minha inspiração para apreciar toda a obra e curtir o que viria a acontecer na sequência.Desde sua primeira aparição entrando pela janela da residência dos Cullen, foi bastante marcante trazendo refrescância e um sabor mentolado e energia para o texto de Meyer. Afinal haviam momentos em que os trechos do diário de Bela Swam eram tão enfandonhos quanto o do personagem Jhonatan Harker no livro Dracula de Bran Stocker.

Muito bem, eu considero trechos do livro de Stocker um tanto quanto chatos.Assim como acho entediante a primeira metade do livro Menoch de Anne Rice.E falando na Grand Dame dos romances vampirescos, até hoje considero tedioso o livro “A História do Ladrão de Corpos”.Ele parece um “entre-meio” sem fim, escrito apenas para agradar editor e manter o público cativo, até uma história mais relevante das Crônicas Vampirescas.Bom, foi um tanto herético revelar tais impressões – mas sou alguém justo para com o que escrevo e para com quem está aí lendo.

Apenas para finalidades de referência temos o universo ficcional do Drácula de Bran Stocker, das Crônicas Vampirescas de Anne Rice, do vampiro-heróis St.German da Chelsea Quinn, da Marvel e da DC comics, de Vampiro a Máscara do Mark Rein-Hagen, True Blood da Charlane Harris e algumas outras centenas só no exterior.

Aqui mesmo no Brasil temos o universo ficcional vampírico do André Vianco, da Giulia Moon, da Liz Vamp, do Antônio Calmon, do Eugênio Colonesse de Mirza a Vampira, Denise MG, do Adriano Siqueira, Martha Argel, Nelson Magrini, J. Modesto, do Kizzy Ysatis e muitos outros.Em todos eles encontramos elementos de sexualidade, romantismo e sangue – em doses próprias e peculiares de cada um destes autores.

Espero não ter ofendido ou magoado aos fãs de Crepúsculo (e nem das obras que comentei três parágrafos acima) com estas anotações e observações.Pois quem leu o texto, percebe claramente que esta não é a idéia e nem o intento dele.Trata-se de mais uma viagem através do roteiro e da apreciação do que é criado dentro do gênero vampiresco.

Sou alguém que mantêm o mesmo olhar franco e objetivo com outras obras deste segmento.Até mesmo, se a série Crepúsculo for o primeiro contato do leitor com o gênero vampiresco, espero tê-lo inspirado com este artigo para conhecer outros universos vampíricos, suas obras e autores.Afinal, todos aqui gostamos da produção cultural que envolva vampiros, lobisomens e outros terrores noturnos…

Feliz Caçada!

Lord A:.
[autor do site www.vampyrismo.org & apresentador do Vox Vampyrica Podcast]

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peter_christian_anubis1No próximo dia 30 de junho estreia a terceira parte da Saga Twilight “Eclipse”Um dos recém chegados vampiros é nada mais nada menos que o cantor Peter Murphy (a foto que ilustra este post foi postada pelo próprio em seu Facebook! Peter Murphy é ex-vocalista do Bauhaus).A notícia foi confirmada por Billy Burke, um dos atores do filme, à MTV Europa.Sobre o papel de Murphy, Burke disse: “Ele fará um vampiro numa sequência de flashback”.

Não vi nada, mas o diretor e todos os que viram dizem que ele está fantástico. Ele começa como um vampiro espanhol.“O Billy Black está contando a história da evolução dos lobisomens e como eles conheceram os vampiros. É nessa sequência que ele aparece”.

Particularmente, posso dizer que não sou o fã numero um deste filme, mas acho que desta vez, vale a pena conferir, creio que assim como já aconteceu anteriormente no filme The Crow – City of Angels de 1996 em que o tambem cantor Iggy Pop rouba cena, Peter fará com certeza os nostalgicos fãs de Bauhaus “em sua maioria góticos” irem ao cinema e comer uma boa pipoca na manteiga.

De Christian Anubis, publicado em DarkSP

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LIZ VAMP É AGREDIDA DURANTE SEU ANIVERSÁRIO EM SP!


Nesta última madrugada do 4 de setembro Liz Marins (cineasta e atriz que interpreta a personagem Liz Vamp e é a fundadora do Dia dos Vampiros, uma importante campanha humanitária) e o escritor Kizzy Ysattis (autor de Clube dos Imortais entre outros livros) foram agredidos por seguranças do clube “Lôca” aqui em São Paulo – ao final da comemoração do aniversário da cineasta celebrado lá, junto a alguns amigos e amigas – quando a maior parte deles já não estavam mais presentes.

Foi um verdadeiro ato criminoso de brutalidade gratuita e que revela o
despreparo de integrantes da equipe de segurança e de integrantes da própria gerência da casa – no trato com o seu público.Uma atrocidade sem tamanho, que desfigurou sevéramente a face de Kizzy e feriu corporalmente a cineasta Liz Marins.

O pai de Liz, José Mojica Marins (conhecido por interpretar o personagem Zé do Caixão e ser um dos pioneiros do cinema nacional) manifestou sua indignação com o ocorrido e alegou publicamente que a agressão lhe recordou os tempos da ditadura.Ele acredita que se tivesse estado presente no evento, tal fato triste não teria acontecido. (Recentemente ele foi passou por uma delicada cirurgia, e por ordens médicas não podia sair de casa)

Nós do REDE VAMP conversamos com Liz Vamp nesta sexta feira próximo da meia noite e ela nos informou que tanto ela quanto Kizzy estarão tomando todas as medidas judiciais cabíveis para processar a casa e os funcionários envolvidos – e levarão estas ações até o fim.

O estado de saúde de Kizzy já encontra-se estabilizado e aparentemente fora de perigo – embora ainda precise aguardar a opinião de médicos especializados e a alta do hospital onde está internado desde a agressão.Segundo foi contado por Liz, ele ainda tem dificuldades para abrir um dos olhos e perdeu alguns dentes – e está muito ferido corporalmente.

[5 de setembro, 11h48]Neste sábado cinco de setembro ás 11h48 o escritor Cláudio Brites(Terracota Editora) amigo de Kizzy divulgou que ele encontra-se aparentemente bem e foi realizar o exame de corpo delito.Em sua nota pública Cláudio confirma que:”[Kizzy] está indo fazer corpo de delito. Não está mais no hospital.Está bem. A parte interna da cabeça está intacta. Houve traumatismo craniano na testa que agora tem uma fissura. Haverá acompanhamento.[Já foram indicados] alguns nomes de peso na proteção dos direitos humanos […]para ajudar no caso.As matérias nos jornais atenuaram a violência hoje, como se tivesse sido um simples revide, briga de rua. E não foi.Mas vai dar tudo certo, a pior parte já foi.”Segundo Cláudio Brites.

SEGUNDO A CINEASTA E AUTORA LIZ MARINS:

“Atos de covardia como este que sofremos, precisam ser denunciados e punidos por lei – tanto por quem foi vítima da violência, como também por aqueles que testemunharam tamanha bárbarie.Hoje fomos nós, amanhã pode ser você.” conta a cineasta Liz Marins.

“Tamanha violência vai contra tudo aquilo que defendo publicamente.Todos os anos realizo o Dia dos Vampiros que é uma campanha que além do incentivo a doação de sangue tem como bandeiras públicas o combate ao preconceito, incentivo a diversidade e a produção cultural alternativa.Na hora, mal podia acreditar, que eu e meu amigo havíamos sido atacados com tamanha violência naquele local, onde sempre fui muito bem recebida e encontrava pessoas que simpatizavam com as idéias que defendo publicamente.”…”defendí meu amigo, como defenderia qualquer pessoa num momento como aquele.”complementa Liz Marins.

Infelizmente tamanha atrocidade foi cometida ao final do festejo do aniversário da cineasta, atriz e escritora quando seus convidados e amigos já haviam ido embora.Liz não sente-se a vontade e nem cultiva a fama de “baladeira” – saindo  pouco para eventos e baladas assim devido a suas múltiplas ocupações profissionais.

Nós do Rede VAMP conhecemos a presença de espírito e a força pessoal de Liz Marins e temos certeza que logo ela estará recuperada e na ativa novamente.Recentemente ela organizou mais uma edição do Dia dos VampiroS com o Cortejo dos VampiroS, participou de diversos programas de tv defendendo as causas e bandeiras do dia – e esteve presente na matéria do programa Mulheres exibido na última terça-feira.

SOBRE A CASA: A “Lôca” era uma respeitada e tradicional casa que recebe uma grande variedade de públicos desde apreciadores da música alternativa, do poprock e da cena GLBT paulistana – ao longo desta década.Até esta data, a casa cultivava uma imagem de segurança e de tolerância, de incentivo as artes e sempre teve intenso engajamento cultura.

No entanto, a partir do instante em que mantêm em seu quadro de funcionários, agressores e criminosos que covardemente e em grupo cometem um ato  de violência desta envergadura contra alguém – a imagem da casa, do ambiente e dos seus produtores, ficou sevéramente abalada frente a todo público.E indignação é muito pouco para descrever o que é sentido neste momento…

O ato de violência de funcionários da casa contra o escritor Kizzy Ysattis e com a cineasta Liz Marins – não deve passar impune perânte a sociedade e nem perante qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso e de sensibilidade.Se ontém duas pessoas engajadas com a produção cultural foram agredidas covardemente por integrantes da equipe da casa – os próximos a serem agredidos podem ser outros frequentadores.

EM 8 DE SETEMBRO HOUVE UMA RESPOSTA DA CASA:Recentemente nosso colega Jhony Nastri do site Vitrine de idéias obteve uma resposta por email da casa “a Lôca” sobre a violência criminosa que vitimizou a autora e cineasta Liz Vamp e o escritor Kizzy.

Nesta nota a direção da casa alega: [conforme publicado emVitrine de idéias ]

vitrinedeideias

Independente de qualquer discussão, o fato concreto é um escritor foi sevéramente agredido, espancado por alguns funcionários da segurança da casa e teve seu rosto desfigurado.Isso sem falarmos na cineasta Liz Marins, igualmente agredida pelos mesmos criminosos.

O autor Kizzy sofreu traumatismo craniano comprovado por exames realizados na Santa Casa de Misericórdia em SP – durante sua internação. Segundo um dos neurologistas que o atenderam, mais um golpe desferido no local afetado o levaria ao óbito…a agressão sofrida por ele teria um desfecho trágico.

A comanda de Liz estava paga no cartão de crédito e carimbada com ordem de saída.Ela apenas aguardava seu amigo que estava pagando a comanda dele lá no caixa do estabelecimento.

Por normas da profissão, seguranças masculinos não deven tocar e nem agredir mulheres. Liz Marins foi arremessada ao chão e paralisada violentamente – por um segurança de porte gigantesco.Ela apenas tentava em vão libertar-se para salvar o amigo da morte eminente.As marcas da violência feitas a Liz, são comprovadas em exame de corpo delito.Tal barbárie só foi interrompida quando uma viatura policial chegou ao local.

Em qualquer estabelecimento sério, seguranças não formam nenhum tipo de exército pessoal do gerente onde trabalham – e fontes da internet confirmam que agressões parecidas tornaram-se comum lá na casa há pouco tempo.

Quantas agressões como essas não podem ter acontecido com pessoas “anônimas” e por isso não chegaram ao público.Esta vez aconteceu com um autor e com a cineasta Liz Marins criadora e interprete da personagem Liz Vamp, na próxima pode acontecer com qualquer um de nós.Temos por obrigação denunciar tais atos e cobrar justiça das autoridades competente tanto com este caso, quanto qualquer outro caso parecido que venha a ocorrer.


A INDIGNAÇÃO TOMA CONTA DA CENA: Desde o amanhecer desta sexta feira quatro de setembro os diversos apreciadores dos trabalhos de Liz Vamp e de Kizzy vem utilizando os meios digitais como Orkut, Twitter, Blogs, Messengers e tantos outros – como importante ferramenta de denúncia e conscientização para a bárbarie ocorrida para com os dois amigos e renomados produtores culturais.Escritores, leitores, integrantes da Subcultura Vampyrica, produtores culturais e muitos outros estão bastante ativos e não deixarão tamanha violência ser esquecida ou ficar impúne.Demonstrar apatia ou descaso para com a violência sofrida por nossos colegas, é abrirmos as portas para este tipo de violência continuar se propagando pela noite…

FANGZMITHING: A ARTE DA CRIAÇÃO DE DENTES E PRÊSAS VAMPÍRICAS CINEMATOGRÁFICAS

“Fangs [= presas, em português] é o símbolo básico dos Vampyros, eles representam o grito primordial erótico e selvagem que existem no interior de todos. Em Gotham [Nova Iorque] é considerado ser iniciado na cena vampyrica obter seu par de presas e vou lhe contar algo…A primeira vez que uma pessoa veste o seu par de presas e se olha no espelho é uma experiência mais poderosa do que 1000 palavras!”
Father Sebastiaan V, Fangsmither

Fangsmith = Forjadores de Presas, este é o nome dado a estes artistas que forjam presas teatrais comuns a cena vampyrica, desde antes do surgimento da internet “e que são considerado um dos primeiros pontos de união e estruturamento da mesma cena”…

Os primeiros fangsmiths foram Tsarvak de Seattle e Greggor da Strangeblades, eles também foram os primeiros indivíduos a ostentarem publicamente seus belos pares de presas e venderem seu serviço a todos aqueles que estivessem interessados no underground norte-americano.

Com o advento da internet e a fascinação mundial com seus sites sobre vampirismo, a posterior febre de filmes mundanos sobre vampiros, as pessoas ficaram extasiadas com o surgimento de uma “cena” ou “comunidade” vampyrica;

“Vale contar que o surgimento da cena vampyrica na América do Norte foi uma verdadeira apoteose midiática, tudo quanto era programa de TV e de Rádio exageraram nas doses de sensacionalimo sobre o assunto e mais confundiram as pessoas do que explicaram algo de relevante sobre o que veio a se estruturar como Cena Vampyrica”. As presas vampíricas ou Fangs se tornaram muito populares nos clubs góticos, Convenções de ficção-científica e até mesmo entre os apreciadores da chamada Body Modification. “Afinal de contas, nem todas as presas são de resinas.Algumas pessoas implantam caninos alongados em suas bocas, estes trabalhos são feitos por dentistas especializados em estética bucal, este é um exemplo simples de Body Modification.” [segundo Wednesday, na Vampyre Almanac de 2006] [CONHEÇA A HISTÓRIA DO FANGSMITHING]
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Lançamento do Vampiro da Mata Atlântica

capaEra noite – ele sabia que era noite – mas por que ele podia ver a floresta com tanta clareza, como se o sol estivesse brilhando alto no céu? Por que o ar estava tão cheio de ruídos e de cheiros? Ele ouvia pequenos animais, ratos silvestres talvez, andando pelo chão da floresta, ouvia até suas respirações e os corações minúsculos batendo rápidos em seus corpos. A brisa quase inexistente trouxe um cheiro de bicho do mato, e ele soube com surpreendente certeza que uma jaguatirica trotava por um carreiro a uns bons duzentos passos de distância. E ele se sentia mais forte, mais cheio de energia do que nunca.


Não, ele não estava morto.Ou estava? De repente lhe ocorreu que já tinha ouvido histórias demais sobre assombrações e mortos-vivos para que não houvesse uma gota de verdade por trás delas.


Passando os dedos sobre o sangue seco – seu sangue – que cobria a barriga intacta, ele teve a certeza de que morrera naquela emboscada, e que voltara como algo do outro mundo. Algo capaz de encher de terror a alma das pessoas.Ficou algum tempo matutando sobre aquilo, até que um espasmo súbito, violento, contraiu-lhe o estômago. Curvando-se, ele apertou as mãos contra a barriga, num esforço vão de atenuar a dor.Fome. Uma fome implacável.


Um instinto recém-despertado disse-lhe exatamente o que precisava para saciá-la. E onde fazer isso.
Ele pegou a trilha de volta para o bairro do Alto dos Lacerdas. A espingarda Boito ficou esquecida no fundo da cova. Não era a carne de paca, tenra e saborosa, que ia satisfazer seu apetite a partir de agora.

Logo vocês vão conhecer o vampiro da Mata Atlântica!

O Vampiro da Mata Atlântica, de Martha Argel
Idea Editora
Capa: Billy Argel

O EVENTO:

O lançamento do livro contou com uma palestra informativa de Martha Argel sobre sua trajetória e o cenário onde a trama do livro é ambientada.

Podemos dizer tranquilamente que Martha Argel é uma das pioneiras do gênero literário vampírico no Brasil, ao lado de Giulia Moon, Adriano Siqueira, André Vianco e tantos outros no começo desta década.

Parabéns por mais este lançamento Martha!

Vamos as imagens, infelizmente, não temos os nomes dos fotógrafos. Se por ventura você tiver, nos informe nos comments abaixo…


LANÇAMENTO DE KAORI PERFUME DE VAMPIRA

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Século XVII: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.

Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos sanguessugas.

De um lado, a magia das sagas heróicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrita por Giulia Moon.

ENTREVISTA NA TV GAZETA:

O lançamento de Kaori: Perfume de Vampira conquistou uma pauta bem abrangente sobre a produção cultural do gênero vampírico em português, sobre especificidades artísticas e temáticas fashionistas da Subcultura Vampyrica.

Este bate-papo foi exibido durante o programa Mulheres da TV Gazeta da terça feira, apresentado por Kátia Fonseca.

Estiveram presentes a autora Giulia Moon, a cineasta e atriz Liz Vamp, Lord A:. do site Vampyrismo.org e  Vox Vampyrica Podcast.Em breve você assiste a matéria aqui mesmo no site da Vamp TV. “Tivemos um espaço de tempo bem extenso, uma pauta bem didática e uma apresentadora interessada e bastante receptiva a um tema tão incomum” comentou Lord A:.

A FESTA DE LANÇAMENTO:

…E na quinta feira 3 de Setembro pontualmente as 19h30 começou a festa de lançamento do romance “Kaori Perfume de Vampira“.O evento aconteceu na Saraiva Mega Store do Shopping Pátio Paulista e reuniu os fãs, amigos, integrantes da subcultura Vampyrica e a imprensa especializada em Literatua Fantástica – principalmente no gênero Vampírico…

O evento contou com a participação de autores como Martha Argel,  Adriano Siqueira, J.Modesto, Nelson Magrini, Ademir e Elenir Pascale, Sérgio Pereira Couto, Chris Sevla entre muitos outros; O lançamento de “Kaori Perfume de Vampira” atraiu também a atenção de jornalistas do Japão e também de jornais especializados da colônia Nipo-Brasileira.

“A prosa e as narrativas de Giulia Moon, fascinam a todos nós, desde os tempos do grupo de autores Tinta Rubra no começo desta década.Este é seu primeiro romance, onde os leitores são rapidamente envolvidos em uma trama deliciósamente inteligente e em um bélissimo trabalho visual que envolve a capa e a abertura de cada cápitulo – Seja bem vinda Kaori ao universo das vampiras do imaginário luso-brasileiro!”

Vamos as fotinhos… [cortesia de Fernando Erlantz do Vish.net]


LANÇAMENTO DE DRÁCULEA O LIVRO SECRETO DOS VAMPIROS

draculealivrosecretodosvampiros

Romênia, 1456. Um grande cavaleiro cristão torna-se temido agente contra os turcos. Conhecido pelos romenos como Vlad Draculea, o filho do dragão, empalava cruelmente seus derrotados inimigos. Considerado pelos oponentes e próprios súditos a encarnação do demônio, devido aos atos de crueldade cometidos contra ambos. Como esse servo da Igreja transformou-se no mais sanguinário entre os homens de sua época? Quais segredos guardou por tantos séculos?

Em 1897, o escritor irlandês Bram Stoker inspirou-se em Vlad e criou a personagem principal do romance “Drácula”, popularizando o mito do vampiro. Seriam apenas fragmentos da imaginação criativa de um escritor? Ou há uma verdade oculta nesse relato?

Quais mistérios eles escondem por gerações? Descubra em Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros, uma antologia de contos escrita por alguns dos melhores autores do gênero. Mas, antes de abrir estas páginas, um aviso: após lê-las, você nunca mais será o mesmo. O conhecimento tem seu preço, e eles ficarão furiosos com a sua descoberta.

Ademir Pascale

LANÇAMENTO: 22 DE AGOSTO/2009 (SÁBADO)
À partir das 18h00

Local: Bardo Batata
Rua Bela Cintra, 1333 – Jardins – SP/SP –
Convênio com Estacionamento em frente.
Fones: 11-3068-9852

LISTA OFICIAL DOS SELECIONADOS

Prefácio: Nelson Magrini

Contos:
1 – Draculea – Ademir Pascale
2 – O Missionário – Estevan Lutz
3 – O Relato do Capitão BlackBurn – César Almeida
4 – Marcas Eternas – Luciana Fátima
5 – O Guardião – J.P. Balbino
6 – Emplumado – Duda Falcão
7 – O Filho da Escuridão – Almir Pascale
8 – Comida de Vampiro – Pedro Vicentini (Tagobar)
9 – Noites de Trevas – Elenir Alves
10 – Aprender Para Dominar – Simone O. Marques
11 – Trágica História – Ricardo Delfin
12 – Os Segredos do Pergaminho – Bruno Resende
13 – Sabor de Absinto – Dione Mara Souto da Rosa
14 – Beijo de Sangue – Alexsandre Moro (MMEA)
15 – Filosofia Vlad – Adriano Siqueira
16 – O Velho Vampiro – M.D. Amado
17 – Fantasmas Vivos – Danny Marks
18 – Andarilhos Noturnos – Felipo Bellini
19 – O Rito do Caminho – Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica
20 – Rinaldo – Christian David
21 – O Mal Busca a Verdade – Jean Felipe Felsky
22 – A Descoberta de um Segredo – Raphael Albuquerque Cavalcanti
23 – Nas Profundezas do Coração – Daniele Helena Bonfim
24 – Imagem – Henrique Cananosque (Vampiro Triste)
25 – Marcela – Evandro Guerra
26 – Tormento – Mario Carneiro Jr.
27 – Escrituras – Ana Dominik

Comunidade Draculea no Orkut, acesse: www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=83487941


O EVENTO:

E rapidamento o sábado 22 de Agosto chegou…uma noite de sábado geladinha em nossa cidade que veio a reunir muitos autores e leitores apreciadores da temática vampírica!

Vamps e Apreciadores são pictóricos, então vamos  logo as imagens desta grande noite. Tivemos muitos fotógrafos, então se cometermos algum engano, por favor notifique aqui nos comments.

Créditos das Imagens:

Adriano Siqueira do Adorável Noite

Ravens House Brasil

Ademir Pascale

DIAS CONTADOS: CONTOS DO FIM DO MUNDO

No sábado 15 de agosto aconteceu um evento interessantíssimo no Empório São Francisco no bairro do Ipiranga, foi a tarde de autógrafos com o autor Gilberto X e Cíntia Lira, participantes da coletânea “Dias Contados: Contos do Fim do Mundo”.Esta antologia de contos sobre o final dos tempos foi organizada por Ricardo Delfim e Danny Marks;

No decorrer do evento tivemos leitura de poesias, de alguns contos participantes e muito batepapo entre os frequentadores do espaço. Regularmente o empório está organizando tardes com atividades culturais e quem quiser conhecer mais pode visitar o site deles ou a própria loja na Rua Xavier Curado, 542. Ipiranga, São Paulo/SP – Tel: (11) 2063-3415

ALGUMAS  FOTINHOS DO EVENTO  [cortesia de Kléber]

SETE VELAS E UMA SOMBRA

setesombrasumavela

RELEASE: Livro de poesia, do autor Sr. Arcano. Contendo poemas sombrios bem ao estilo do autor, como pode-se notar em seu soneto de abertura, “A Vela de Sete Dias”: Sete dias de maldição, Sete noites de loucura, Nessa ritualização Criando sombras, minha cura! Possessões me acompanhando, Sentindo emoção e dor Em minha poesia, queimando… Iluminando o pavor. Realizando a liberdade Por sete dias de vontade, Por noites que eu libertava Espectros de minha cela, Fumaças de minha vela, Sombras que eu aprisionava.

Alexandre Souza nasceu no Rio de Janeiro, Capital, em 1980. Adota o pseudônimo “Sr. Arcano”, que é como muitos o conhecem. Adora um bom vinho, músicas góticas e darks, e poesia.

Publicou vários contos e poemas na Internet, entre eles os Contos do Fauno, uma novela disposta em vários capítulos em forma de contos, além de administrar um site de literatura e arte sombria conhecido como Sombrias Escrituras.Também administra o blog de nome Natasha, onde publica seus textos vampíricos, ambientados num caso de amor com uma vampira de mesmo nome.Administra o blog Contos Sombrios, onde se reúne uma equipe de escritores para publicações de contos de terror.

Autor de “Anjo Vadio” (poesia) e “Sete Sombras e Uma Vela” (poesia).

Blog Oficial: clique aqui

Contato: [email protected]

RODA DOS VAMPIROS NO SESC IPIRANGA

Na Sexta 14 de Agosto aconteceu a Roda dos Vampiros no Sesc Ipiranga um evento que reuniu autores de Território V e também do Livro Vermelho dos Vampiros entre outros e contou com a mediação de Marcelo Maluf.

Estiveram presentes Claudio Brites, Kizzy Ysatis, Luiz Roberto Guedes, Luiz Bras, Flávia Muniz, Giulia Moon.

Na platéia estavam presentes Martha Argel, Adriano Siqueira e a cineasta e atriz Liz Vamp.

Dentro de um clima descontraído e de intimidade os autores falaram sobre o vampiro nas letras, suas visões, impressões e leram alguns trechos de suas obras mais recentes.O evento aconteceu sob os ventos noturnos do belo jardim do Sesc Ipiranga como parte da série de atividades multimídia intitulada “MALDITOS”;

VAMOS  AS FOTINHOS DESTA NOITE
[cortesia de Adriano Siqueira]