#Resenha: LIVROS DE SANGUE – 1º conto – O Livro de Sangue

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#Resenha: LIVROS DE SANGUE – 1º conto – O Livro de Sangue

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O primeiro conto funciona como um prólogo para todos os contos e livros que virão a seguir.

Acontece que existe uma casa mau assombrada e que ninguém consegue morar nela, nem ao menos ficar por muito tempo dentro dela. Barulhos são ouvidos e coisas sinistras acontecem por ali. E em um dos quartos, coisas estranhas são escritas nas paredes.

A fama da casa corre, claro, todos se interessam por esse tipo de coisa – tá aí Amityvlle pra provar que é verdade -, é então que uma equipe de pesquisadores resolve passar um tempo por ali pra ver qual é da residência, rsrs.

Para esta aventura medonha vão uma pesquisadora de eventos paranormais, um médium e um cara que vai filmar todas as aparições.

“Então sua concentração enfraqueceu, e ela viu o mundo invisível, com Simon dependurado no ar, enquanto os mortos escreviam em seu corpo por todos os lados, arrancando punhados de cabelo da sua cabeça e do seu corpo para conseguir mais espaço na página, escrevendo nas axilas, escrevendo nas pálpebras, escrevendo nos órgãos genitais, no rego entre as nádegas, nas solas dos pés.”

 

Acontece que o tal médium que foi para a casa com o intuito de ajudar na comunicação com os tais fantasmas, é um charlatão. Ele não é médium coisa nenhuma e só quer ser famoso mesmo (como muitos que a gente vê por aí).

Só que quando é descoberta a farsa do médium, coisas muuuiiiito sinistras acontecem na casa, como se a casa quisesse provar para eles que sim, há mesmo algo paranormal ali. Os mortos querem provar que eles estão ali e que não querem ser incomodados… É muito pesada a forma com que os mortos resolvem dizer que estão lá.

É então que os mortos começam a escrever no corpo do médium… Todas as escrituras. Tudo que os mortos precisam falar está sendo descrito na pele dele. O médium então passa a ser o próprio Livro de Sangue.

 

“E depois de algum tempo, quando as palavras no corpo dele fossem feridas fechadas e cicatrizes, ela o leria. Traçaria, com amor e paciência infinitos, as histórias contadas pelos mortos no corpo dele.”

 

Mary, a pesquisadora, sabe que o médium não vai morrer. Ela o leva para cuidar dos seus ferimentos com a intenção de ler as cicatrizes que se formarão na pele dele.

“Este devia ser usado para registrar seus testamentos. Ele seria a página, o livro, o veículo das suas autobiografias. Um livro de sangue. Um livro escrito com sangue.”

 

“Mary via as marcas, os hieróglifos da agonia em cada centímetro do seu corpo, do rosto, dos braços e das pernas.”

 

É exatamente esses escritos na pele do médium que iremos ler daqui pra frente e durante toda a série de livros.

Cada um dos contos é uma história contada pelos mortos.

A narrativa do Clive é absurdamente visceral. Eu amo o jeito com que ele descreve e conta sua história, é como se ele estivesse aqui do lado lendo pra mim, eu chego a ouvir uma voz contando. É hipnotizante.

Existem duas pessoas que quando eu leio, penso “Nossa, queria escrever assim”; Clive é um deles, a outra é Ana Paula Maia; que consegue ter o mesmo poder.

 

Logo eu volto com o 2º conto 🙂

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