O que são as Qliphoth e a Árvore da Morte? VoxVampyrica#20

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O que são as Qliphoth e a Árvore da Morte? VoxVampyrica#20

O que são as Qliphoth e a Árvore da Morte?

O que são as Qliphoth e a Árvore da Morte? Árvore da Morte ou Árvore do Conhecimento e Qliphoth (coletivo de Qliphas) assunto explosivo e popular no ocultismo contemporâneo. Originalmente foi um tema mais frequente na Thelema, lá no começo do século 20. Isso se deve ao Líber CCXXXI de Aleister Crowley, publicado nas primeiras décadas do século XX. Eu guardo na minha biblioteca uma cópia dele na bela antologia capa dura Livros Sagrados de Thelema, organizada pela Ordo Saturnis e a Daemon Editora em 2018. Lá podemos ter um vislumbre inicial e um convite a prática ao se dominar operações mágickas apropriadas. Segundo consta é Um relato do processo cósmico na medida em que é indicado pelos Trunfos do Tarô. A sequência dos 22 Trunfos é explicada como uma fórmula de Iniciação. A obra delineia os gênios, as escalas da serpente e as Q!iphoth – incluindo os glifos e selos deles. Agora, mudando só um pouquinho rumo da prosa, antes de continuarmos, você deveria assistir este video sobre Livros Sagrados, Cabala e Vamps. Supondo que se interessou, experimente agora este aqui.

UM POUCO DA HISTÓRIA DAS QLIPHOTHS

Posteriormente o tema das Qliphoth se ampliou e ramificou para o grande público com a publicação do livro Nightside of Eden (das trilogias Tifonianas, pela Starfire Publishing) do magista e ocultista britânico Kenneth Grant, em meados de 1977. As 3 coleções nomeadas de Trilogias Tifonianas compilavam as práticas e descobertas do Lodge Nu Isis, de Grant e sua esposa (iniciado entre 1954-1955) que reuniram quase 20 anos de conteúdo e experiência nestes conteúdos.

Naturalmente e como era de se esperar o contexto das Qliphoth foi mais restrito em muitas ordens e sociedades discretas que o tratavam com a merecida vênia e resguardo no transcorrer do século XX. Encontraremos neste contexto a norte-americana Temple of Seth, de Michael Aquino e um de seus desdobramentos nomeados como Order of Vampyre no final da década de setenta. O trabalho do Doutor Stephen Flowers, da Universidade de Austin no Texas, também é uma outra referência neste contexto para uma pesquisa histórica graças a obra Lord of Left Hand Path.

Em meados de 1989 temos a fundação da Ordo Dragon Rouge, do PhD e Magista Dr. Thomas Karlsson, que virá a desenvolver e ampliar ainda mais a base de conhecimento neste contexto. Inclusive, temos uma entrevista exclusiva com ele na Rede Vamp. Seguindo seus fundamentos bem estabelecidos a DR e seus membros compilaram e mapearam tal universo sombrio, ao longo de 15 anos. Muito do que temos hoje sobre as Qliphoth através de websites e publicações tem suas raízes diretamente nestes trabalhos que em geral vem de ex-integrantes desta ordem. Em 2004, Doutor Karlsson publicou sua obra mais conhecida: “QABALAH, QLIPHOTH E MAGIA GOÉTICA” (originalmente publicada em 2004, pela Oroborus Produktion na Suécia e mais recentemente pela Penumbra Livros, 2019, no Brasil). A mítica da Ordo Dragon Rouge e seus conteúdos influenciaram as letras de bandas como a banda de metal sinfônico “Therion” (entrevistamos eles, inclusive!) e muitas outras bandas em diversos segmentos. Até mesmo a extinta banda finlandesa H.I.M fez canções como “Nightside of Eden” influenciada por tudo isso.

QLIPHOTH E COMUNIDADE VAMP INTERNACIONAL

Na década de noventa as Qliphoth ganham alguma vazão e evidenciação na Cosmovisão Vampyrica. Acaba sendo algo que se dissemina parcialmente, meio que com aqueles conteúdos de segunda e terceira mão. Era uma receita feita de orelhada. Nela se misturava aquilo que se ouvia falar sobre o chamado “Inner Circle do Black Metal Norueguês” mixado com a febre midiática causada pelos filmes Drácula de Bram Stoker, Entrevista com o Vampiro de Anne Rice e também do RPG Vampire The Masquerade. Saiu aquele verniz e sofisticação típicamente europeu e restou um produto embrutecido e amplamente superficial. Inclusive critiquei isso longamente no mei primeiro livro Mistérios Vampyricos, Arte do Vampyrismo Contemporâneo (Madras Editora, 2014).

Muito desse conteúdo empobrecido e embrutecido sobre as Qliphoth se diluiu na febre de livros norte-americanos (2000-2010) em sua maioria hoje rotulados como “crap books” ou ainda o que chamamos de “vampirismo para idiotas” no Brasil. São nomeados assim por misturarem numa salada só pessoas de índole tóxica e outras severos problemas afetivos e as rotularem como praticantes de vampirismo psiquico, energético, prânico ou astral. Neste caso o que temos é o tal do “parasitismo” e da “parasitagem” e isto não condiz com a nobreza e dignidade das práxis e do Ethos da Comunidade Vamp. O assunto é extenso, então vá neste link, depois neste e se ainda quiser mais tem este outro. Ainda hoje no Brasil “Bruxões” e terapeutas holíticos ainda repetem todo “besteirol” desses livros e juram que estão arrasando nos seus canais de Youtube e seus portais holísticos. O que aliás é bem “Qlifótico” na vida como ela é.

COMO FUNCIONAM AS QLIPHOTH? COMO USAR AS QLIPHOTH?

Assim como o mal, falo bastante dele neste outro post. Você não precisa procurar por elas, não precisa chamar e nem cultuar – são elas que vem ao seu encontro (inclusive neste momento). O que você vai fazer? Como tudo na vida as “coisas” são na medida como escolhemos nos aproximar e como decidimos agir e o que fazer a respeito. Inclusive dizer que é do “bem”, que sabe o que é bom e melhor para o outro independente do que ele queira e afirmar que você só tem o bem dentro de si – é extremamente qlifótico. Então, convêm espreitar, ganhar intimidade e enfrentar suas próprias insuficiências sempre descobertas diante do “vazio”. Sério, falo bem disso, neste link aqui, então assista!

Aqui no Brasil temos nobres ocultistas que trabalham a questão das Qliphoth com aprofundamento e densidade. Muito dos seus trabalhos me influenciaram bastante na condução deste e de um próximo artigo. São eles A.C Mont (Adriano Camargo Monteiro) dos livros Cabala Draconiana, Sistemagia e Rituais para o Cotidiano (publicados originalmente pela Madras Editora na década passada) e a revista Sitra Ahra; outro grande nome é o Marcelo DelDebbio e seu curso específico Qliphoth Arvore da Morte que requer uma formação nos seus cursos de Kabbalah e Astrologia Hermética. Um outro nome brasileiro é o Damien Vorhess, que além dos contos e romances darks, publica o complexo blog Arauto do Chaos que oferece diversos viés sobre o tema.

Meu novo livro “DEUS É UM DRAGÃO: COSMOVISÃO VAMPYRICA” oferece uma visão deste contexto em nossas práticas até onde podemos abordar publicamente.

Para uma boa leitura sobre o contexto indico “QABALAH, QLIPHOTH E MAGIA GOÉTICA” de Thomas Karlsson (Penumbra Livros, 2018). Outros dois nomes que aprecio bastante a abordagem e a densidade nestes assuntos são Edgar Kervai (que inclusive participa do Volume 5 da Revista Rede Vamp, reserve a sua aqui) e a ocultista Arsenath Manson. Por hoje já está bom sobre o contexto das Qliphoth, retomo o assunto futuramente.

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