Não acredite em bonzinhos e salvadores do mundo! VoxVampyrica#19

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Não acredite em bonzinhos e salvadores do mundo! VoxVampyrica#19

Não acredite em bonzinhos e salvadores do mundo!

Na Cosmovisão Vampyrica sabemos que uma espiritualidade mais íntegra e séria vem da intimidade e do enfrentamento de nossas insuficiências que reconhecemos diante da sensação de vazio e vacuidade da vida. Nomeamos tudo isso como “Sede” ou “fome de alma” e é até mesmo pelo fato dos Vamps lidarem objetivamente (em sua espiritualidade) ou subjetivamente (no fashionismo ou produção cultural) que levam uma grande vantagem prática sobre muitas outras práticas de espiritualidade e de espiritualistas.

Grandes filósofos e místicos verdadeiros de todos os tempos nunca se esquivaram ou correram desta vivência diante do vazio e da lida com as próprias insuficiências. Eles sabiam que era ai, nesta sensação de perdido que mais se aproximavam de algo sacro e noético. Aliás, assista este conteúdo.

Os primeiros astronomos ou astrólogos entravam em fossos e valas pois contavam com a escuridão destes lugares para enxergar mais claramente as estrelas. Algumas gravuras alquímicas sobre a melancolia e o tom saturnino que rege tais artes estelares retratavam exatamente isso. Inclusive este assunto da melancolia e do saturnino foi abordado aqui. Não era sobre não sentir medo e sim sobre viver pelas próprias medidas e não as dadas por outros.

Já o “Vampirismo para Idiotas” é aquela que investe e insiste em privar seus integrantes de terem intimidade com suas insuficiências e que mascara a sensação de vazio sentida no decorrer da vida com narrativas partidárias, dogmas e ideologias como “mudar o mundo” e qualquer coisa que torne o “mal” ou a “dor” como algo que vem sempre de outros e de terceiros. E logo querem fazer de conta que podem tomar alguma coisa de volta dos outros, nem que seja a atenção por meio do “drama” ou da irritação e frustração. Discutimos este tema, aqui.

Não acredite em bonzinhos e salvadores do mundo! Deixe de lado gente que não tem “culpas” e “pecados” ou “danos cognitivos”. Até porque ao dizerem não terem nada disso, estão mentindo. Eu particularmente não acredito em nenhum deles. Quando surgem os tais dos criadores do “mundo melhor” ou que sabem o “melhor para você” é melhor correr. Aliás este aí é um assunto e uma prática extremamente ligado ao contexto das Qliphoth, falamos disso aqui.

Somos muitissimo mais responsáveis pelo que criamos, emanamos ou irradiamos. Somos mais responsáveis pelo que alimentamos ou substanciamos na gente. Somos ainda mais responsáveis pelo que deixamos ficar na tal da nossa vida interior e nas conclusões que tiramos a partir dela. Temos algum alcance no até onde deixamos se estender e crescerem nossas insuficiências e o quanto intoxicam e custam para a gente, terceiros e o ambiente. Mas e quanto ao que os outros escolhem fazer com aquilo que entendem do que nós expressamos ou do que fazemos? Aí qualquer noção de controle recai em nossa presunção e ressentimento. Mas não tome isso como receita ou fórmula, não estou aqui para fornecer tais coisas.

Se por ventura você descobrir que é o tal “salvador do mundo”, o bonzinho ou a boazinha que sabe o melhor para todos mesmo eles preferindo outros caminhos? Você incorre no caminho da presunção, chamada de Hybriis no velho mediterrâneo. Era o equivalente do pecado para os hellênicos e o dano cognitivo mais comum dos dias de hoje. Presunção e ressentimento caem irremediavelmente no “parasitismo” ou o tal do “vampirismo para idiotas”. O que fazer neste caso? O melhor conselho é o de aprender como esquecer de si. Aprenda a se afastar principalmente do que você nomeia como “EU”. Afaste-se de tudo que lhe pareça inegociável. A partir dessa medida é que você passa a emitir decrétos tendo como medida o infame “SEGUNDO EU”. Esquecendo este “EU” pode ser que prove do “Sangue” e comece a se libertar da presunção e do ressentimento. Você pode refletir isso com o conteúdo deste video mais antigo.


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