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Livros Sagrados, Cabala e Vamps

Lord A é Autor internacional e conferencista

Como vocês sabem muito do conteúdo associado a Cabala dos rabinos vem de uma experiência profunda de Deus e um conhecimento de cosmogonia e teologia bastante distinto. Neste sentido é indispensável dominar o idioma hebráico e a estrutura gramatical do texto. É preciso conhecer bem a Torá. O que também nos leva ao dominar o pentateuco e o antigo testamento da Bíblia católica. Não servindo como algo para apenas lhe deixar feliz. E situando o hebráico com um alfabeto senciente trato deste assunto no CODEX STRIGOI VOLUME 2 e também no VOLUME 3.

É interessante notarmos que as possíveis origens da cabala datam de 1500 AC e vem da compilação do livro dos mortos egípcio. O julgamento dos seus atos depois da morte preocupava bastante os moradores de Khem e uma passagem tranquila pelo além era uma de suas metas ainda em vida, inicialmente acessível apenas aos reis. Tais fórmulas eram nomeadas como “voltar a luz” e isso reunia os escritos sagrados de forma muito pragmática e pessoal pelos sacerdotes. Os judeus, os gregos e os africanos acabaram bebendo dessa mesma fonte. Cabala para os judeus, deuses para os gregos e orixás para os africanos. Kabbalah significa “receber”ou ainda “tradição” uma ciência que se renova, se atualiza através do resgate do passado, da criação no presente e do preparo da transmissão para os que vierem depois. Acredito que a obra Kabbalah Hermética do Marcelo Del Debbio, apresentada neste video seja fundamental para quem curte tudo isso – e tem sede de mais!

Da minha parte imaginei este artigo sob um ponto de vista estético e não exatamente teológico para ampliar a perspectiva e a visão destes assuntos. Meu interesse e foco neste campo se concentra mais na chamada Kabbalah Hermética que se desloca por uma trajetória diferenciada do extrato religioso. E graças aos deuses é um estudo para uma (ou mais) vida(s). Como um esteta não me prendo ao teológico ou ao campo religioso, isso me deixa livre para contemplar e reconhecer a imanência em diversas expressões ao longo da vastidão e dos tempos neste selvagem jardim. O video que postei acima marca algumas conclusões de um assunto maior e que compartilho neste artigo, onde busco uma espiritualidade (com doses razoáveis de espirituosidade) priorizando sempre o simbólico, o metafórico e alegórico do Antigo Testamento e não o literal ou o vulgar de nenhuma estância.

UM INIMIGO DE DEUS?

Focalizando o assunto na questão da cabala, uma boa parte da minha jornada foi constatar que nunca tive nenhum problema com Deus, Javé, Jove ou Jeová e qualquer nome dado a Ele; tampouco o problema foi com a totalidade dos seus representantes e representações, como talvez já possa ter transparecido ou sido entendido ao longo da minha obra. Fui bastante crítico aos excessos do Cristianismo em diversos sentidos enquanto movimento secular. No final das contas o problema sempre foi com representantes religiosos que pregavam os sentidos mais convenientes da ideologia e dogma, alimentando o rancor e ressentimento dos seguidores e lhe oferecendo indulgência se atuassem como extensão, bateria ou rebanho dos seus cartéis com foco nos objetivos políticos e seculares. Enxerguei isso no convívio com a fauna humana ao longo da minha vida nos ambientes profissionais e estudantís por onde passei e foi preciso um tempo para discernir, distinguir e colocar as coisas nos devidos lugares. Atravessar o abismo ou aprender a esquecer de si, largar mão do ego e abraçar o self, expressam um pouco desta jornada ao longo da adolescência e de parte da vida adulta. É preciso colocar as coisas em ordem e a Kabbalah Hermética me ajudou neste sentido.

Claro, ainda sou pagão e Vampyro. Naturalmente morro de vontade em postar algo mais conturbado como Xristo (de onde vem o termo Cristo) quer apenas dizer “Iniciado” nos símbolos e sabedorias de uma sociedade esotérica, repare naquele tau com uma pele de serpente pregada em sua madeira no monte de pedras; um messias ofídico por conhecer sobre vórtices… serpentes eram a forma da deídade nos tempos que se compilaram os escritos egípcios e de outros povos que já falamos aqui. Elohim quer dizer deuses e deusas. Isso levaria a falar algumas coisas sobre o apocalipse, mas já o fiz no ano anterior( Leia Aqui) Mas isso desviaria o foco do que vim refletir aqui hoje. 

SE EU ESCOLHESSE 4 LIVROS INDISPENSÁVEIS FICARIA ASSIM:

Já que o assunto é cabala o primeiro e mais interessante livro que escolho é a cosmogonia ou o de onde tudo veio que é o Genesis para dar um ponto de origem e de sentido a tudo. A sequência é composta por livros que irão ensinar como viviam e o que você deveria aprender daquilo que viveram seus ancestrais, você é o herdeiro do seu legado e eles são a fonte dos traumas e das marcas que vai carregar. Quanto a isso só lhe restará respeitar ou perdoar e deixar de praticar aquilo que acha inaceitável, boa parte da sua agressividade, territorialismo e belicosidade contra quem é ou pensa diferente de si irá minguar. Muito do seu rancor e ressentimento deixará de servir como matéria prima para terceiros.

Naturalmente o próximo livro e seu conteúdo falará sobre leis e costumes importantes os quais você estará sujeito por vir daquele grupo e aliança. Isso fala sobre o que é perene ou seja a tradição e é coisa séria que não se muda facilmente ou removendo a deídade e os sacerdotes do seu lugar trocando todo mundo pela matéria escolar ou universitária da história e fazendo do historiador (ou professor de história) o novo sacerdote para reescrever tudo a imagem e semelhança do seu próprio discurso. É o tal do “mundo melhor” pregado por bonzinhos, conscientões e pessoas que alegam inexistir o mal ou atrasos de todos os tipos em si (algo meio neurótico e bipolar que oscila entre uma pomba da paz e um chiuaua rabioso, falo deles neste artigo lá na minha página no FB) A metafísica política reinante no meio acadêmico e escolar brasileiro acredita neste disparate e ao invés de se estudar e se praticar a história se investe tempo em disseminar metafísica (dogma e ideologia) de sua vertente para quem ainda está em formação. Não acho que história e identidade sejam paisagem.

Outro livro importante é o que traz a história de Jó e trata sobre a provação, a ordalia e sua lida com o vazio, com o fato de que a humanidade é um produto fabricado em série e que logo não é o epicentro ou o ponto mais importante de nada. Ele destaca que o humano tem parte com o nada, com o vazio e o abismo.É o momento que o sofrimento é apresentado pelo seu valor real que é nenhum, nada ou coisa alguma. É transitório. É o livro que ensinará você a esquecer de si para ser feliz e ter parte com a unicidade ou ainda a totalidade, que é apresentada com esplendor e exuberância no livro seguinte: “O Cântico dos Cânticos”. Se você esquece o ego geralmente abraça o ser ainda que momentaneamente. Quando esquecemos de si vivemos os dias mais felizes de nossa vida, recorde na sua própria vivência. Depois desta jornada através de uma sabedoria definitivamente não-ascética você chega a “Terra Prometida”. Só quando você aprende sobre o nada, cruza o abismo aprendendo a esquecer de si que chega a unicidade ou totalidade. Para o oriental o “Nada É Tudo” ou ainda o Todo. Mas aí falaremos de TAO e de como o símbolo se divide nos 4 elementos filosóficos… Só que essa fica para outro dia. 

Se até mesmo Dante Aligheri na sua obra DIVINA COMÈDIA só encontrou a via para o purgatório e o céu, depois de ter se perdido na floresta escura da vida e descido as profundezas do seu inferno para achar seu eixo ou axis-mundi…que jaz em meio do turbulento, caótico, espinhento, quente como fornalha e agourento como tudo que é basal e inicial. imagina os devotos da metafísica política brasileira e todo seu mi-mi-mi e ausência completa de observarem a realidade e não apenas dados e estátisticas em suas teorias de gabinete com ar refrigerado.

Eu escrevo sobre mitologia comparativa e outros conhecimentos proíbidos e não convencionais, conheça meus livros em: http://redevampyrica.com/categoria-produto/ead/

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