Kiss of the Damned(2012), a resenha

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Kiss of the Damned(2012), a resenha

No ano passado incluímos este filme na lista daquelas produções promissoras do gênero mas que infelizmente nenhuma distribuidora brasileira se interessou. Ainda assim, ao lado de Only Lovers Left Alive, Byzantium, Mrs Christine e Styria certamente pode ser emoldurado como um promissor representante dos filmes vampirescos mais legais desta década.Em breve vocês poderão assistir Kiss of the Damned no telão do Fangxtasy The Authentic Vampyric and Gothic Night ou mesmo no Carmilla Le Salon Noir que em breve terá uma nova edição em um novo espaço.Na resenha a seguir, nosso colaborador Kchintarus Drakul conta um pouco mais sobre a obra…

KOD2Já vimos vampiros de todos os jeitos, cores e tamanhos. Normalmente são criaturas vis, sedentas de sangue, das quais a maioria dos mortais nutre medo (ou fascínio). São sempre personagens envoltas em mistério, magia, ou maldições, ambientando num contexto solitário, sofrido com aquela penumbra gótica. Correto?

Errado. Não neste filme… A história gira em torno de Djuna, uma vampira solitária que decidiu se isolar em uma casa de campo e se alimentar exclusivamente dos animais que caça na proppriedade. Apegada à vida, ela se exforça para manter uma vida “normal”.

Isto posto, conhece Paolo – um escritor promissor mas ainda em início de carreira – em uma loja de conveniência e acaba se envolvendo com ele. Na realidade ela resite algum tempo até que decide, ao ver que ele não desistia de investir naquele relacionamento, contar para ele que é uma Vampira. Mais do que isso. Ela decide MOSTRAR a ele que é uma vampira e se entrega numa noite de sexo que resulta na transformação dele em vampiro.

A perfeição da relação dura apenas até a chegada de Mimi, irmã de Djuna, que também é uma vampira, mas que encara sua “condição” de uma maneira muito diferente. Ela vê os vampiros (nesse filme eles possuem uma comunidade bem estabelecida e bastante atuante) como o topo da cadeia alimentar e entende que humanos são brinquedos eróticos e alimento apenas. Por essa razão a vampira acaba sendo imprudente muitas vezes e testa os limites não só de sua única familiar, como também de Paolo, iniciando um conflito entre vampiros que só poderá terminar em sangue. Mas paro aqui para não dar ainda mais spoilers.

O que posso sugerir daqui por diante é que esqueçam tudo o que vocês já viram sobre os vampiros modernos (principalmente aquelas fadinhas de Crepúsculo). Kiss of the Damned resgata aquelas regras clássicas, que fizeram essas criaturas fantásticas tão queridas mundo afora.

O filme certamente tem de tudo para ser reconhecido como uma das obras mais originais dos últimos tempos, resgatando diversos pontos aclamados desse subgênero. Ainda que tenha um formato clássico, a obra não deixa de ser atualizada, apresentando alguns benefícios da atualidade, mas também descartando algumas características que se tornaram ultrapassadas, como o pavor de alho dos vampiros e o fato deles não aparecerem em espelhos.

O clima todo do filme é excelente. Aliás, me fez lembrar um “De olhos bem fechados” (Kubrick) só que com vampiros. É uma produção cheia de erotismos e cenas quentes. As locações são certamente o maior trunfo da produção, assim como a trilha sonora. Que em alguns momentos chega a transportar a gente pra dentro da cena.

Enfim… Fica a dica para quem quiser fugir dos clássicos, ou que está sedento por coisa original desde a saga de Anne Rice, ou de Anjos da Noite.O único ponto que não gostei é que o filme acaba meio abruptamente, em um desfeixo meio tosco…

KOD1

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