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APRESENTANDO DARKSHADOWS…

“Toda Família tem seus Demônios: Darkshadows a la Tim Burton”
de Lord A:.

“Não é muito pelo seriado em si, mas pelo clima que ele passava, pela dinâmica meio estranha, pelo menos pra mim. Queríamos muito capturar aquele tom, então por isso escolher o elenco era muito importante, e nós trabalhamos aqui com um ótimo elenco”. Não só como protagonista, mas também como co-produtor do filme, Depp emenda: “Eu me fascinei com essa novela gótica quando era criança, assistia depois da escola. Sempre ficou na minha cabeça essa ideia, de como seria legal se isso virasse filme, e um dia Tim e eu, na época de Sweeney Todd, estávamos conversando que deveríamos fazer um filme de vampiros, e de uma hora pra outra já estávamos numa sala com Seth discutindo o projeto”.Extraído da Coletiva de Imprensa do Lançamento do DarkShadows;

 Como outras centenas de resenhas a minha também começa citando o novelão norte americano sessetista/setentista chamado “Darkshadows” que se tornou uma das mais notáveis febres vampirescas midiáticas de todos os tempos.A temática de romance gótico predominava sobre vampiros bastante inspirados no Dracula de Christopher Lee e Bela Lugosi.Eram um verdadeiro sucesso entre os fãs muitos anos antes de Lestat e sua turma que foram criados por Anne Rice nos anos setenta, bem como seus primos moderninhos de “True Blood” da Charlane Harris e bem como da infâme franquia “Crepúsculo” da Stephanie Meyer. Milhares de pessoas paravam para assistir as desventuras do vampiro Barnabas Collins e sua família amaldiçoada nas télinhas quando a televisão ainda era preto-e-branco.Vale contar que originalmente, nos primeiros episódios a série era só um novelão gótico que recordava aquele “climinha” de contos da Anne Radcliffe onde todo efeito sobrenatural era desmascarado como algum truque de algum farsante (a la ScoobyDoo…em geral a culpa era sempre de alguma traquinagem do David Collins..rsss…) talvez um fato responsável pelo baixo índice de audiência, então os produtores e o estúdio decidiram que o “sobrenatural” deveria ser realmente “sobrenatural”…tudo começou com a aparição de fantasmas revelando quem havia sido os autores de seus assasinatos.(quem não adora histórias de vinganças pós-túmulo?) Dentre eles o fantasma de Josette DuPréss Collins foi ganhando cada vez mais importância na trama e preparando a entrada grandiosa do vampiro Barnabas Collins no episódio 210 (inicialmente ele era só um artíficio para aumentar a audiência da trama e que seria retirado após uns poucos espisódios…mas o resultado foi tão bom que se tornou personagem fixo e o “frontman” da série)CONTINUE LENDO>>>

O seriado original foi criado por Dan Curtis baseado no sonho que ele teve de uma garota misteriosa chegando a uma casa proibida.As tramas criadas por Dan e sua equipe foram repletas de bruxaria, ciganos, possesões espirituais, licantropia e fantasmas.Os roteiristas do original lançaram mão de uma vasta gama de subtramas com viagens no tempo por regressão de memória (ou transferência física!), voodoo, adaptações insossas de romances góticos de autores como Mathew Gregory Lewis, Lord Byron, Colleridge e muitos outros.Não poderíamos ainda ficar sem citar os encontros da família Collins, capitaneada por Barnabas em diversas épocas da narrativa e seus confrontos com os “Leviatanos” criaturas inspiradas nos mitos de Chtullu de H.P Lovecraft.Embora muitas das tramas e momentos épicos sempre girassem em torno da amargurada e vingativa bruxa Angelique contra o vampiro Barnabas, interpretado pelo ator shakesperano Jonathan Fridd (bem menos amigável que a versão de Jhonny Depp).

A série original teve cerca de 1245 espisódios(!), dois longa metragens House of Darkshadows(1970) e Night of Darkshadows(1971).Houveram ainda uma tentativa de uma nova versão do seriado com cerca de treze episódios gravado nos anos noventa.E uma ampla gama de livros, jogos de tabuleiro e videos de bastidores – bem como inúmeros fã-clubes na américa do norte e europa.Sendo uma das franquias vampirescas mais antigas e pioneiras no cultivo de fãs que a veneram até os dias de hoje.

Através do seríado Darkshadows podemos assistir a transição do personagem vampiresco através dos anos que antecederam a revolução sexual, de monstro matador de pessoas a anti-herói romântico quase que uma década antes da grande diva literária de New Orleans iniciar suas crônicas vampirescas.Factualmente, a tal construção vampiresca de antiherói romântico que vai tendo sua história aprofundada e se tornando mais densa psicológicamente – ao menos para as “massas” – aconteceu primeiramente em DarkShadows.E aprimorada e refinada na década seguinte nas obras de Anne Rice como Entrevista com Vampiro que irá despotar entre 1974 e 1976.Embora em minha opniã leiga eu pressinto a principal influência de Darkshadows não própriamentenas Crônicas Vampirescas de Anne Rice e sim na “Saga das Bruxas da familia Mayfair” apenas deslocando do Maine para New Orleans e adicionando um têmpero cajun à história.Não preciso sequer citar toda a influência desta transição de imagem nos tempos da proto-subcultura Vamp, conforme a sexualidade foi deixando de ser demonizada e banída das artes, gradativamente o arquétipo do vampiro tornou-se uma interface para se abordar estes temas na arte, atualmente vemos tal questão escrachadamente retratada no seriado True Blood da HBO.Confira agora como foi a pré-estréia do filme de Tim Burton no Brasil e a participação da grife Fetishe Furry no evento!

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