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Aforismo sobre Deus, Deuses e o “Sangue”

Algumas vezes partilho certos aforismos que bons daemons despertam perante minha percepção da vida e das coisas que acontecem no cotidiano. Nunca fui alguém que conseguiu julgar ou viver sob dogmas de nenhum tipo, acho estranho quem não faz uma coisa porque teme ser punido por fazer algo que aparentemente gosta ou lhe é comum. Isso me decepciona porque as vezes imagino as pessoas capazes de uma grandeza maior do que aquela que elas realmente vivem. As vezes me engano, mas a vida é assim – tal defeito é dos outros como dizem os memes das redes sociais. Por extensão desaprovo quem age na vida daquele jeito que se fizer isso acontece aquilo, se não fizer aquele outro acontece tal coisa. Penso que tudo isso seja só um jogo agônico de egos humanos e nada mais – a deidade é outra coisa.

[dropcap ]D[/dropcap]euses ou Deus ou Deusa NÃO TIRAM PARA ENTREGAR.O papo de deus tira para entregar é ego humano; e de quem quer faz um deus ou deuses a sua imagem e semelhança, para se recompensar com uma muleta de ego e desculpa para tudo aquilo que não assume em sua vida e insiste que jaz sempre nos outros. Sem mais. Deus, Deusa, Deuses são abundância! Já a privação, castração, retirada, perda e tal é expressão do ego humano e nada mais. Não há regras na arena do selvagem jardim ou no imaginário. Não há espaço para burocratas nestes reinos imaginários.

O Acesso, criar, criando, cristalizar e seu corpo e Sangue são os acontecimentos e expressões da deidade. Talvez o mais próximo de uma assinatura dos seus atos. Há apenas oportunidade. Penso que são estas as hashtags da deídade – em linhas gerais mas não absolutas de nenhum tipo. Antes de distribuir ou de ramificar tem que criar e isso vem do cerne. E  é um princípio incontestável, pois do contrário estaremos distribuindo algo de outro ou que não veio do nosso cerne. Logo sendo apenas uma empobrecida bricolagem distante de algo mais transparente e belo.  Não é “Sangue” é só moeda de troca, de popularidade ou de rejeição. Coisa instável, volúvel e transitória de qualquer forma.

Quanto aquilo que alimenta nosso espírito, o que nós consumimos como “Preciaux Sanguine” ou “Sangue” – e que assegura a continuidade de nossa insurreição pessoal – este é e pemanece imprevisivel, filosofal e pertence ao território da obra inacabada, a indestrutível força de viver! Visto que revolução é apenas trocar os donos das chaves da prisão e do arsenal, trocar os algozes e as vitimas. E isso aí é para os fracos e os mansos, sabe aqueles para os quais oramos e rezamos que nada tem a ver conosco. Não para os nossos e os do “Sangue”. Quem é do “Sangue” se banca e não dá desculpa! Você é do “Sangue”? Reflita sobre isso, pois não é a socialidade que lhe assegura tal direito.

Porque sim! Somos feitos daquilo que ressoa entre os ouvidos, mesmeriza atrás do olhar e pulsa atrás do peito; não somos só pão e carne, o que somos é feito da mesma matéria dos sonhos. E certos lugares espelham e tornam tudo isso de todos e coletivo. Enfim, só mais um aforismo de Cosmovisão Vampyrica para quem aprecia.

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