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11 Anos do Ankh do Luar Negro

Foto de Anayal Sahjaza – Estados Unidos

A entrada do sol no signo de leão, o despontar da estrela Regulus, marcou um momento muito especial para todos nós do Círculo Strigoi, agora o Ankh do Luar Negro foi nomeado e sancionado como o Ankh oficial da Dinastia Sahjaza por sua grande matriarca e fundadora Goddess Rosemary nos Estados Unidos. Se por mais de uma década ele simboliza o trabalho que desenvolvemos na América do Sul, agora ele comprova sua natureza transregional e que fronteiras são uma ilusão e eterno ciclo vicioso de primatas belicosos e territorialistas.

Quando acontece a nomeação de uma arte tão cara a todos nós transcendendo os limiares do nosso país só podemos comemorar uma história de realizações grandiosas partilhada por todos nós que carregamos tal símbolo – somos partes indeléveis de algo muito muito mais amplo.

Toda arte é um pouco de quem a aprecia e um pouco também do seu criador. Sonhos, inspirações e a arte comprovadamente vencem o tempo – assim como o vampiro que apreciamos.

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Enquanto Vampyro, artista e a outra metade responsável pela criação do The DarkMoon Ankh, acredito que minhas ideias e inspirações importem e merecem um espacinho no coração de quem aprecia esta linda criação minha e do mestre alquimista aqui da América do Sul. Você gosta do Ankh? Tem sua vivência com ele e uma história que é apenas sua. Há sociedades grupos que se formam e se desenvolvem ao seu redor dos mais variados tipos e isso é fantástico. Nunca irei tomar isso de ninguém. Mas gostaria de ver nossa criação e seu contexto e o que ilustra ser lembrado e mencionado quando for o assunto de um debate.

Mas de verdade quero contar hoje um pouquinho da minha visão.

O símbolo do vampiro é apresentado na maior parte do tempo como um verdadeiro paradoxo, uma deidade menor nem viva e tampouco morta em busca de vitalidade para continuar através da eternidade. O que não é a arte e o trabalho inspirado de um artista destruindo para dar origem ao novo? Da fogueira consumindo a lenha? Granizo ou chamas trazidas por uma tempestade. A contemplação da arte intoxica e expele o tempo oferecendo a alguém uma noção das musas e do sublime que levou alguém a criar algo mesmo séculos e séculos depois. Influenciando, importando e desviando de certezas, idealizações e dogmas. Nem vivo tampouco morto e tomando um pouco de seu tempo e vitalidade. Um arrebatamento pagão eu diria.

Ankh do Luar Negro um artefato indispensável para todo peregrino da Cosmovisão Vampyrica

Os Gregos, os egípcios e os herméticos (bem como muitos outros povos) falavam sobre a separação do céu e da terra realizada pelo tempo, um eixo vertical e hierárquico cruzado por um eixo horizontal, espelhado e de ressonâncias que se anulavam mutualmente. Acima deles haveria a totalidade para os mais hábeis em lidarem com a vida e a transformarem em algo que lhes concedesse imortalidade através do legado que deixassem. Poderia ser uma letra “Tau” com uma serpente enroscada, poderia ser um Oroborus alquímico e até um símbolo astrológico invertido de Vênus como o da medievalesca Ordem do Dragão de Sigismund, Barbara Von Celj, do mago que compilou e utilizou o grimórium de Abramelin ou ainda do Voivoda Vlad II da Casa Bessarabi. Um círculo divididos em 4 setores que podem ser estendidos até 16 sudivisórias e falarem verdadeiramente muito sobre a totalidade da psiquê humana. Mas respeitando uma tradição que vem desde os anos noventa nos Estados Unidos e simbolismos menos convencionais do ocultismo escolhemos que fosse um Ankh mesmo. Desta tradição e outros simbolismos falarei em outro vindouro artigo. Se gostou do que leu até aqui…

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Ao invés de um círculo no topo da cruz ou do ponto de encontro do eixo vertical e horizontal preferi um arco ogival, marcando uma passagem para o “Outro Lado” – que sempre será de natureza esotérica e de quem vive sob o luar. Para o que vem de lá como sonho se cristalizar em “Sangue” e realidade aqui; e o que encontrarmos disso se transmutar em algo mais sutil e volátil podendo retornar. Nos tornando mais íntegros e transparentes diante do que carregamos. É ogival pois isso remete a algo muito sacro e caro para mim a beleza, o áltero e a diversidade das fractais que formam e espelham o todo, da assimetria imprevisível da floresta e do esplendor das ruinas de outros tempos tomadas pela natureza – contrastando o geométrico, idealizado e linear de quem vive sob a lei solar. Representando a vitória da natureza sobre toda e qualquer ideologia e dogma. A própria árvore da vida da Kabbalah Hermética pode ser resumida no símbolo de Vênus ou de um Ankh. Outro dia falarei dos outros símbolos e do nosso desenho singular.

Todavia os regentes deste portal somos cada um de nós e nossa compreensão para determinarmos sobre o que nos determina com maior presença e nobreza de espírito. É pontiagudo como uma espada para cravar, marcar e estabelecer raízes e se ramificar como toda arte venusiana e vosso consorte marciano sempre almejam – mas além todo pânico e medo trazido pelo novo, inevitavelmente grotesco ao primeiro olhar – vem a harmonia! Eu acrescento que também vem a Vitória tal como uma “Imperatrix”!

Eu caminho nisto que lhes digo. Sempre em insurreições!Jamais revoluções de nenhum tipo estas apenas servem para trocar a posse das chaves do arsenal, da prisão e do manicômio das gangue de primatas que precisam disputar território e provarem sua belicosidade – tal como Hamsters na roda de Samsara. Prefiro as passagens e portas que oferecem acesso ao desconhecido e o que encontro destas caçadas. E vou adorar conhecer suas visões e suas ideias. Se você quiser adquirir o seu e fazer parte de nossa história, clique aqui!
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São 11 anos desta incrível criação da gente e estou muito feliz com o reconhecimento obtido de cada um de vocês que adquiriram este lindo pingente e assim nos auxiliam a desenvolver todo nosso trabalho por mais de uma década na REDE VAMP.

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