Vampyros, Vampyras e Espelhos: Reflexos e Transparências

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Vampyros, Vampyras e Espelhos: Reflexos e Transparências

14Dizem que o vampiro das histórinhas e do folclore não tem reflexo no espelho e que também não tem sombra.Muito já foi escrito sobre isso.Alguns contos muito recomendados sobre este tema integraram a obra Vampiros no Espelho da escritora paulista Giulia Moon publicado no começo do século XXI.Uma obra que merece a leitura de neófitos e veteranos da Subcultura Vamp pelo lirismo e delicadeza da autora em cada sentença…Mas neste artigo irei abordar outros temas…

Penso que aspirantes e integrantes da Cosmovisão Vampyrica possam buscar algumas palavras a respeito deste tema de Espelho, Reflexo e Transparência.Então, armado de algum lírismo e boa prosa digo que chega um tempo nas escolhas da vida, que devemos simbólicamente aprender a não mais nos refletirmos nos espelhos dos outros.Devemos aprender a pararmos de buscar a sí em terceiros, espelhos tão deslocados e desfocados…

Não precisamos fazer de conta que aquilo que temos de mais íntegro ou fragmentado esteja em outras pessoas.Não precisamos mais de agentes e no final das contas é isso.Claro, ainda assim seremos espelhos para terceiros mas quem sabe assim possamos aprender que aquilo que alguns culpósamente insistem em refletirem e jogarem sobre nós, é apenas e tãosomente deles.É como aprender a recusar presentes e tirarmos de nossas vidas pessoas que não sentimos afinidade, convergência ou concordância com seus valores e atitudes depois de termos provado, vivenciado e reconhecido seus padrões.

No Jardim-Selvagem que vivemos, a vida muitas vezes se compara a um mercado de escolhas boas e ruíns, sortes e revérsis – causados por nossas escolhas mais íntegras ou mais fragmentadas.Deuses e Deusas, Dragões e Daemons apenas abençoam ou amaldiçoam para que as coisas venham no devido momento.Mas se pararmos para esperarmos será conformismo e este traz apatia – e logo vêm a barbárie…se tentamos passar sobre tudo também é uma desmesura.Em tons líricos (e que falam ao meu coração de forma Dracônica) uso palavras mas prefiro as imagens e as ressonâncias que evocam, falo para a alma de cada um (quem tem, tem!).

Através da antiguidade (ou daquilo que sinto como raízes da minha vida) vivêncio que valores imortais como o amor, honra, caráter e virtude são sinônimos uns das outros.E que vem ao nosso encontro e que podemos escolher cultivar e assim alçarmos alguma integridade e capacidade de nos integrarmos com afins e convergentes.É aquilo que aglutina e só permite que fique o que tem transparência.O que não tem se esvai.

A transparência nada mais é do que um jeito oriental para nomearmos o que é nomeado como vontade dos místicos ocidentais ou pulsões dos mapeadors da mente moderna.E outras palavras como destino, sína e fádo nada mais são do que a complementaridade daquilo que é sustentar em nossa velocidade, intensidade, peso, carga e expressão o nosso amor, honra, caráter e virtude com transparência perante sí…e reconhecendo que percebemos mais e mais – ou que ainda recebemos mais e mais – em nossa vida aquilo que cultivamos conscientemente ou inconscientemente…como guardar uma chama através da noite…

Aliás posso lhe assegurar que o sabor de viver com transparência perante sí é doce como o do mel vermelho-sangue.Aquele que nunca azéda em nossa vida mesmo quando nos jogamos nos redemoinhos azedos e amargos das encruzilhadas da vida que temos que passar – por escolhermos vir-a-ser e assim protagonizarmos nossa vida.Um dia a morte vêm, o destino se cumprirá e o que teremos e deixaremos é apenas o que fomos e do jeito que acabamos sendo…sem culpas e sem arrependimentos.Aprender a viver é aprender a morrer como diria DaVinci.

Que amor, honra, caráter, virtude e transparência possam encontrar a cada um de vocês, como também me encontrou nesta vida.Alguns podem imaginar, mas são tais inspirações e expressões que nos encontram ou seremos nós que devemos buscar pelas tais?Enfim, Vampyros e Vampyras vamos aprendendo a desenvolver nossa transparência e deixando de buscar reflexos, recompensas e culpas em tantos espelhos de terceiros…afinal de contas cada espelho é pessoal – e para cada um -mas ainda assim um espelho.

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