VAMPIROS NO BRASIL 172 ANOS (trajetória 1845-2017)

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VAMPIROS NO BRASIL 172 ANOS (trajetória 1845-2017)

Só no Brasil já são mais de 172 anos de livros, poesias e os 60 anos mais recentes de peças teatrais, filmes, novelas, quadrinhos e etcs

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Cinco décadas antes do escritor irlandês Bram Stoker publicar o célebre romances Drácula os vampiros já circulavam não só no velho mundo europeu e o Brasil já tinha seus personagens Vamps atuando por aí

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Os mistérios de Chavin de Huantar

[UM TEXTO DE LORD A:.]Só no Brasil já são mais de 172 anos de livros, poesias e os 60 mais recentes de peças teatrais, filmes, novelas, quadrinhos e etcs. A contagem se inicia com a publicação de Olavo e Branca ou a Maldição Materna lá em 1845 mais ou menos (falamos destes primeiros vampiros brasileiros, aqui) Cinco décadas antes do escritor irlandês Bram Stoker publicar o célebre romances Drácula os vampiros já circulavam não só no velho mundo europeu e o Brasil já tinha seus personagens Vamps atuando por aí.

Se por ventura especularmos a presença dos xamãs trajados como morcegos, sacrifícios de sangue para aplacarem o El Ninõ nas cordilheiras e deidades de caninos alongados esculpidas nos templos e lugares sagrados das culturas pré-colombianas a coisa se torna bem mais antiga. Nossos leitores romenos, transilvanicos e valaquianos que nos perdoem, mas a terra dos vampiros está aqui na América do Sul e na América Central. Onde mais a fauna pode comportar tantos morcegos vampiros e a espiritualidade tantas deídades murciélagas como Moxica, Camazots, Exú Morcego e tantos outros?[space height=”10″ ]

E só nos últimos 15 anos nos tornamos um dos maiores mercados editoriais onde o tema VAMP se destaca e impressiona outros países europeus e norte-americanos. Embora o mais correto seja dizer que foi quando recuperamos o fôlego, pois entre as décadas de 60 a 80 os números de impressos em quadrinhos e livros vendidos em bancas de jornais sobre Vamps ainda impressiona e dificilmente alcançaremos tais quantidades.
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Os vampiros retornam com maior enfase por volta dos anos sessenta com o trabalho de R.F.Luchetti, roteirista de filmes, quadrinhos e um dos maiores autores de Pulps sobrenaturais brasileiros e internacionais com muitas vampiras e vampiros na sua criativa e fantástica trajetória. E só nos últimos 15 anos nos tornamos um dos maiores mercados editoriais onde o tema VAMP se destaca e impressiona outros países europeus e norte-americanos. Mas se inventarmos de contar as quantidades expressivas de livros e quadrinhos vampirescos vendidos entre as décadas de 60 a 80 nas bancas de jornais, diremos que apenas retomamos o fôlego como mercado, pois dificilmente alcançaremos tais quantidades de vendas hoje (eles vendiam em média de 40 a 80 mil exemplares naqueles tempos).

O livro “Noturnos” da autora Flávia Muniz é literatura presente na rede pública e particular de ensino desde os anos 90, sendo um dos livros mais re-editados do gênero em nossas terras. Ainda na mesma década (os anos 90) temos autores como como o bestseller André Vianco (Os Sete, O Sétimo), Marcelo Del Debbio (Principia Discordia, Vampiros Mitológicos, Arkanum, Trevas). Na década seguinte foi a vez dos contos e romances vamps de Giulia Moon, Martha Argel e outros autores do grupo internético chamado Tinta Rubra; da coletânea Necrópolis Histórias de Vampiros de Gianpaollo Celi e cia;  também da antologia Voivode Estudos sobre Vampiros de Cid Vale Ferreira e Carlos Primati (voltada para a produção cultural) e do pesquisador Marcos Torrigo e sua obra seminal “Vampiros” que abordava a questão do ocultismo e espiritualidade do contexto com propriedade e nobreza. Os livros de pesquisa sobre vampiros publicados por brasileiros merecem um destaque na figura dos autores Andrezza Ferreira (História dos Vampiros, Madras 2012), Arturo Branco (Origens de Drácula, 2013) e Mayte Vieira (Sombras e Sangue, 2016). Mantemos uma página especialmente dedicada aos livros aqui.[space height=”10″ ]

A PRODUÇÃO CULTURAL VAMP NA CIDADE DE SÃO PAULO SURPREENDE NOS EVENTOS E NA QUALIDADE DAS PUBLICAÇÕES E CRIATIVIDADE TRANSMIDIATICA
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Há pouco mais de uma década temos o programa de webradio semanal Vox Vampyrica com mais de 300 edições e uma base fiel de mais de 5000 ouvintes  e no último ano até mesmo uma revista impressa com tiragem de 500 exemplares sobre nosso contexto (lançada em setembro/2016 rumo a terceira edição!). E segundo estrangeiros que regularmente passam por aqui temos um dos cenários mais promissores  para encontros e eventos ligados ao contexto VAMP (Fangxtasy, Carmilla, Bazar Rede Vamp, Academia Fantástica, São Paulo Maldita,Sarau Mistérios da Meia Noite e Sarau Jardim de Perséfone) que nada ficam devendo a comunidades mais estabelecidas como as de Nova Iorque, Los Angeles e Londres. Toda esta rica história é contada com detalhes no terceiro capitulo do livro Mistérios Vampyricos (até o ano de 2014).

Outro destaque interessantíssimo são as festas abertas promovidas pelo casal Bela Lugosi (Vampire Haus) atualmente na praça da república no centro velho da cidade. Saindo do ramo de baladas, conferências eventos e festas até mesmo o RPG Vampiro a Máscara e seu Live Action São Paulo by Night há mais de duas décadas tem um cenário perene e contínuo de atividades por aqui, atualmente sob a tutela do organizador Raul Costa. A década atual também é marcada pelo retorno dos quadrinhos vampirescos graças aos sites de financiamento coletivo e destacam nomes como André Freitas (Ozman), André Farias e Paulo Cesas Santos (Draconian) e Chairim Arrais (Mare Rosso). Mantemos esta página sobre quadrinhos vamps! Aliás, o melhor lugar para se informar mais sobre produção cultural Vamp é aqui! Podemos ainda falar dos últimos 15 anos de filmes e curta-metragens vampirescos produzidos por aqui, assistam alguns deles neste link. E também do bem organizado contexto Vamp que se formou em Brasilia, graças os esforços da Dj e vocalista Kell Kill.[space height=”10″ ]

São Paulo também é a única cidade do mundo que tem uma data oficial no seu calendário há 15 anos chamada
Dia Dos Vampiros! [space height=”10″ ]

São Paulo também é a única cidade do mundo que tem uma data oficial no seu calendário há 15 anos dedicada ao contexto VAMP chamada Dia Dos Vampiros! Criada pela cineasta Liz Vamp onde apreciadores do tema se encontram para doar sangue em bancos de sangue públicos e fazerem algo útil e que comprovadamente salva muitas vidas. A cidade também celebra o World Dracula Day, criado por Dacre Stoker e também oferece suporte a campanha World Goth Day. A comunidade Vamp daqui inclusive participa e está ativamente engajada em diversas causas ligadas a cidadania e direitos a liberdade de pensamento e de expressão – além de sua contínua preocupação com a pauta cultural da cidade que sofreu um pesado corte no começo do ano corrente.[space height=”10″ ]

Este artigo existe com a finalidade de ampliar a visão de quem está chegando por aqui sobre o contexto “VAMP” e que sua “realidade” definitivamente transcende o idealizado ou dogmatizado ao seu respeito
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Este artigo existe com a finalidade de ampliar a visão de quem está chegando por aqui sobre o contexto “VAMP” e que sua “realidade” definitivamente transcende o idealizado ou dogmatizado ao seu respeito. Deixando de lado e na algibeira concepções herdadas culturalmente e desenvolvidas por seus detratores através do cristianismo e do poder secular como um todo. O vampiro fala sobre o contexto pagão contrariando normas, protocolos e vãs filosofias urbanas que perante a natureza nada são. Em termos “semânticos” somos muitas coisas e a maior parte dos termos e nomes foram dados ou cunhados como rótulos para desviantes, indignos, vanguardistas, questionadores e politicamente incorretos para o poder reinante – isto não vem a nos tornar a caricatura que eles exigem ou demandam de nós. O que “somos” ou que “estamos” é mais denso, clandestinamente aceitável e saborosamente muito mais interessante em todos os sentidos do que o que nos é oferecido como senso comum sobre vampiros. Aliás, eu não deixaria de ler este artigo se você tem dúvidas sobre o que é ser um VAMP![space height=”10″ ]

“Sobre Vampiros o mundo se divide nos que acreditam tolamente, naqueles que se recusam a acreditar e nos que vivenciam o poder de sua Arte”.
Lord A:.

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