Mangá!? Que fruta é essa?

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Mangá!? Que fruta é essa?

Nihao!

Como prometi em meu post anterior (ah, você não leu? Procura ali nos arquivos!), voltei pra falar um pouco sobre a cultura pop oriental e sua ligação com a cultura Vamp.

Antes de começar a falar sobre os mangás e animês que tem como tema vampiros, achei que seria uma boa ideia dar uma pequena explicação, afinal, nem todos os leitores estão familiarizados com a cultura japonesa e isso poderia dificultar o entendimento dos próximos posts. Para ninguém ficar boiando nem falar besteira, vamos do começo…

Mangá: é o nome que se dá as histórias em quadrinho japonesas. Esse termo foi criado em 1814 por Katsushika Hokusai e pode ser traduzido como “desenho sem limites” (man = sem limites, ga = desenho). Porém, foi Osamu Tezuka , na década de 50 que começou a estabelecer um padrão que depois viria a se tornar a definição do estilo: narrativa cinematográfica, traços estilizados e os famosos olhos grandes e expressivos.             O mangá no Japão é todo segmentado, com histórias voltadas para crianças, jovens e adultos, e para ambos os sexos. As histórias são longas e podem durar anos, mas ao contrário das HQs americanas, sempre terão início, meio e fim. Os temas abordados variam ao infinito, indo do dia a dia de colegiais a mirabolantes sagas no espaço e até mesmo a Revolução Francesa! O mangá é predominantemente editado em preto & branco e em papel jornal (apenas as capas são coloridas). As revistas japonesas são grossos calhamaços (cerca de 400 páginas), nas quais são publicadas semanalmente várias séries em capítulos produzidas por dezenas de artistas diferentes. Posteriormente, são lançadas coletâneas de cada série em formato menor, os chamados tanko-hon. É a versão traduzida destes tanko-hon que podemos encontrar nas bancas brasileiras hoje em dia.

Evite a gafe! Por que os personagens de mangá têm olhos grandes? – Quando Osamu Tezuka começou a desenhar os primeiros mangás, lá na década de 50, os desenhos que faziam sucesso ao redor do mundo eram Mickey Mouse, Gato Felix, Betty Boop… todos com seus olhos enormes. Mestre Tezuka era um homem antenado ao estilo de sua época e tratou de produzir seus desenhos de acordo com o que havia de mais moderno! Como ele obteve sucesso em suas produções, os demais desenhistas da geração seguinte se inspiraram nele e temos a tradição perpetuada até os dias atuais.

Animê: é a palavra usada mundialmente para se referir ao desenho animado japonês. Ela surgiu da forma abreviada da palavra animation (do inglês “animação”) e da necessidade de se dar um nome para identificar os desenhos animados produzidos no Japão. Um animê geralmente tem sua origem no mangá: as histórias que fazem mais sucesso nas revistas não tardam a serem convertidas em animações, sendo minoria os animês que não vieram de uma versão em quadrinhos. Há três tipos de animê: as séries para TV, geralmente bastante comerciais, visando gerar consumo de subprodutos como brinquedos, miniaturas, jogos, etc. Os OAV (Original Anime Videos), que são desenhos lançados diretamente para o mercado de vídeo/DVD e geralmente têm uma qualidade visual mais apurada, pois há mais tempo e dinheiro disponíveis para a produção e por fim os Movies, que nada mais são que desenhos animados de longa metragem lançados para o cinema (e posteriormente relançados em DVD).

Evite a gafe! Desenho animado não é mangá; é animê! Com ênfase no Ê! Não diga aníme, muito menos ânime, que além de ser errado é desanimador! = *x*=

Animou? Então prepare sua fantasia, que no próximo post vamos falar sobre cosplay e descobrir se você é um otaku de verdade!

 Khysses  =^o^=

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