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Black Star: David Bowie e o Ocultismo

A leitura deste artigo combina com o sabor de REDIVIVO Vinho tinto Vampyrico

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A morte de David Bowie lançou uma enigmática conclusão a sua obra e a sua carreira pontuada por diversos alter-egos sobrenaturais e vasto simbolismo esotérico. Neste artigo oferecemos a primeira parte de nossa homenagem ao grande artista e nos concentraremos no significado da música “Blackstar” no contexto da carreira de David Bowie. O artigo inicialmente é uma tradução livre do original do site “Vigilant Citzen” traduzido pelo nosso parceiro Marco Antônio Sechi da Luna Revisões e Traduções.

Enquanto publicávamos este artigo soubemos do lançamento de UNBOUND inspirada na obra Black Star como uma minisérie inovadora no Instagram.

Poucos artistas tiveram a longevidade de David Bowie na indústria fonográfica, sua carreira durou mais de cinco décadas e produziu 28 álbuns. Através das décadas, Bowie migrou de um gênero musical para outro, até mesmo de uma persona para outra, mas uma constante permaneceu: ele estava cercado por uma aura sobrenatural.

Através deste trabalho, Bowie se transformou em um “mestre ascendido” musical, uma figura Gnóstica Cristã que alcançou um alto nível de iluminação e que buscou comunicar mensagens enigmáticas para a humanidade. Enquanto muitas das excentricidades de Bowie poderiam ser atribuídas as drogas e rock and roll, ninguém pode fazer uma pintura completa desta artista sem mencionar sua mais duradoura obsessão: ocultismo ocidental.

Luna

David Bowie, nascido como David Robert Jones em 1947, é visto por alguns como uma espécie de “Homem Renascentista” que professou “universalidade” em uma tentativa de mostrar o ápice da evolução ao montar os fragmentos de nossa sociedade, assim, lembrando muitos ocultistas.

No entanto, ao contrário de muitos ocultistas, Bowie possuía considerável riqueza, aclamação pública, inteligência incisiva e boa aparência duradoura; ele parece pronto para alcançar conquistas ainda maiores. Qual o próximo passo, a divindade? Existem um elemento de Fausto/Mefistófeles aqui. Qual outra razão para explicar o zênite absoluto da trajetória mundial deste homem? De fato, existem pessoas convencidas de que seu sucesso veio com algum tipo de ajuda sobrenatural (…)

Mesmo assim, não é possível ignorar que Bowie construiu sua persona pública de várias partes de um quebra-cabeças que são as raízes do ocultismo moderno. Ele estava trazendo várias destas peças na tenra idade de 16 anos.– Peter R. Koenig, The Laughing Gnostic – David Bowie and the Occult

[dropcap ]A[/dropcap]través de sua carreira, Bowie usualmente se transformava em um mero receptáculo para diversas personas que falavam por ele, muitas vezes comunicando mensagens de profundo significado oculto.

O álbum final de Bowie, Blasckstar, não é excessão. De fato, é um capítulo “meticulosamente planejado” para o “Livro de Bowie”, um que confirma os verdadeiros significados de seu trabalho e a inspiração oculta por trás dele. Portanto, para entender Blackstar, é preciso primeiro entender algumas das suas imagens mais icônicas.

BOWIE E O OCULTO

Se alguém pudesse selecionar uma citação que resumisse adequadamente o David Bowie Oculto, seria provavelmente essa aqui:

“Estou mais próximo da Golden Dawn
Imerso no uniforme de Crowley
Não sou um profeta e nem um homem na idade da pedra
Apenas um mortal com o potencial de um super-homem”
– Quicksand

Nestas quatro linhas, Bowie revela a fonte de seu ponto de vista esotérico: a sociedade secreta Golden Dawn.

 “A Golden Dawn era uma sociedade mágica secreta, uma coroação da glória da revitalização do oculto com o florescimento do final do século 19, ensinou uma mistura única de misticismo judaico (chamado Cabbala ou Kabbalah, também encontrado no simbolismo de Bowie), viagem astral, magia, yoga (também praticada por Bowie) e como se comunicar com anjos e demônios. Para esta última comunicação era necessário primeiro esvaziar sua mente, deixando espaço para o desconhecido entrar – algo que possui forte semelhança com método “segmentado” de escrever suas letras.– Ibid.

Quando Bowie disse estar “imerso no uniforme de Crowley”, estava se referindo a Aleister Crowley, britânico ocultista do século 20 que era um membro da Golden Dawn e fundador da O.T.O. (Ordo Templo Orientist). Ele era mais conhecido por seu trabalho na esfera de Magika Sexual, Magia Negra e sua filosofia, a Thelema.

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Técnicas mágikas se tornaram populares através dos escritos de Aleister Crowley que era um membro da Golden Dawn, e mais tarde da Ordo Templi Orientis (O.T.O.), que era (e ainda é) altamente envolvida com magia sexual. As percepções públicas de ambas eram de organizações pseudo-maçônicas onde os aspirante (ou membros) passavam por estágios de iniciações cerimoniais vestindo roupas semi-egípcias – similares às que Bowie vestiu para a sessão de fotos com Brian Ward em 1971.– Ibid.

Aleister Crowley (esquerda) e David Bowie (direita) no encarte da versão em CD de Space Oddity.

Aleister Crowley (esquerda) e David Bowie (direita) no encarte da versão em CD de Space Oddity.

Em 1976 Bowie disse:

“Meu interesse era intenso na Kabbalah e Crowleismo. Toda aquela terra do nunca sombria e amedrontadora no lado errado do cérebro. ” – David Bowie, de “Bowie on Bowie: Interviews and Encounters with David Bowie” by Sean Egan

Em uma entrevista de 1983, Bowie adicionou:

“Eu tinha mais que um interesse passageiro em Egiptologia, misticismo e Kabbala. Naquele tempo parecia transparentemente óbvio qual era a resposta para a vida. Toda a minha vida seria transformada neste mundo fantasioso niilista bizarro de destino iminente, personagens mitológicos e totalitarismo iminente. ” – David Bowie, Musician, May 1983

Considerando a importância do ocultismo na vida de Bowie, as mais icônicas personas de sua carreira adicionaram um outro nível de significância, um nível que é reforçado em Blackstar.

MAJOR TOM

Em 1969, Bowie lançou Space Oddity, um single que foi inteligentemente lançado apenas nove dias antes da aterrisagem na lua da Apollo II, fazendo com que fosse o tema não oficial deste evento histórico. A música apresentou Major Tom, um astronauta que foi lançado no espaço e cujo destino permanecia encentro. A música finaliza com estas palavras:

“Aqui estou eu flutuando ao redor da minha pequena lata
Muito acima da Lua
Planeta Terra é azul
E não existe nada que eu possa fazer”
– Space Oddity

Em um nível esotérico, Major Tom representa a ascensão dos mortais para a divindade – uma interpretação que é aparentemente confirmada no vídeo de 2015 para a música Blackstar. Em 1972, Bowie apresentou o seu novo alter ego que desceu para a Terra vindo do paraíso.


Ziggy Stardust

 As duas formas de Ziggy Stardust.A esquerda enfatiza o sinal de um olho (de Alladin Sane) e a outra enfatiza a glândula píneal, o terceiro olho (do álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars)


As duas formas de Ziggy Stardust.A esquerda enfatiza o sinal de um olho (de Alladin Sane) e a outra enfatiza a glândula píneal, o terceiro olho (do álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars)

Para seu quinto álbum, Bowie apresentou seu alter ego Ziggy Stardust, um alien andrógino, estrela do rock, que foi enviado pelos “Infinitos” para anunciar a chegada do homem estelar (Starman) na Terra.

Na performance visionária de Bowie, a civilização iria ruir e os “Infinitos” chegariam. Ziggy Stardust viria anunciar a chegada destes “homens das estrelas” trazendo esperança. Ziggy é seu profeta, o messias que o leva para incríveis níveis espirituais, e é mantido vivo pela devoção de seus discípulos. Quando os homens das estrelas finalmente chegam, ele pega pedaços de Ziggy para que possam se manifestar como seres físicos reais. Eventualmente acabam por destroçar ele em pedaços durante a performance da música ‘Rock’n Roll Suicide’. No momento da morte de Ziggy, os homens das estrelas se tornam visíveis.– Ibid.

The-Secret-TeachingsCom Ziggy Stardust, Bowie empodera o arquétipo de “deus divino”, um salvador enviado de cima que acaba sacrificando sua vida.

A natureza andrógina de Ziggy Stardust representa no oculto um estágio de alto nível espiritual. No ocultismo, o mais alto o estágio de iluminação é alcançado através da internalização da dualidade e equilíbrio entre forças opostas – bom e mau, ativo e passivo, macho e fêmea. Este conceito é simbolicamente representado pelo deu chifrudo e hermafrodita Baphomet. Também é representado em símbolismo alquímico como o Andrógino Alquímico.

Ziggy Stardust também empodera a oposição do mundo material e espiritual: enquanto representa um alto grau de iluminação espiritual, também é bissexual, estrela do rock promíscuo dependente do uso de drogas pesadas.

Contrariamente ao Major Tom ascende da Terra para os céus, Ziggy Stardust descende do “paraíso”. Ele é um “ser superior” que toma a forma humana para comunicar sua mensagem, não sendo diferente de Jesus Cristo.


 

Station to Station

Em 1976, Bowie lança Station to Station, um álbum que clama lembrar muito pouca de gravar, muito devido ao grande uso de cocaína. Ele até mesmo disse que este era o trabalho “de uma pessoa totalmente diferente”.

Seguindo a trilha descrita por Bowie, Kether para Malkuth descreve a descida da deídade ao reino das formas.O tema decendo dos céus sempre esteve no centro das criações de Bowie.

Seguindo a trilha descrita por Bowie, Kether para Malkuth descreve a descida da deídade ao reino das formas.O tema decendo dos céus sempre esteve no centro das criações de Bowie.

“Bowie em si lembra quase nada da produção deste álbum, admitindo mais tarde que nem mesmo do estúdio. ‘Sei que foi em LA porque li que foi lá’. “

Apesar deste fato, o álbum lida com simbolismo oculto forte. A música Station to Station se refere à viagem através da Árvore da Vida Kabbalística.

“Aqui estamos
Um movimento mágico
De Kether para Malkuth”
 –  Station to Station

“Kether” e “Malkuth” eram dois dos 10 elementos da Árvore da Vida Kabbalística – as partes mais altas e baixas, respectivamente.

Em uma entrevista de 1997, Bowie expandiu o significado “mágiko” de suas músicas e como nenhuma fonte convencional se dirigiu a elas.

 “A faixa ‘Station to Station” em si é muito interessada com a travessia das estações. Todas as referências na peça possuem relação com a Kabbala. É o álbum mais próximo a um tratado mágiko que escrevi. Nunca li uma crítica que abordasse isso. É um álbum extremamente sombrio. Tempo miseráveis para viver, devo dizer. ”– Q Magazine, ChangesFiftyBowie”, 1997

Na arte de capa do álbum encontramos Bowie desenhando a Árvore da Vida Kabbalística:

bowiecaballah

Muitas décadas mais tarde, em 2015, Bowie é confrontado com sua própria mortalidade e sente que precisa oferecer aos seus fãs uma oferenda final. “Blackstar” pega todos os elementos mencionados acima (e mais) para criar um drama ritualístico, enigmático e final.

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Blackstar

Lançado apenas dois dias antes de sua morte, Blackstar é o gesto final de David Bowie em que ele finaliza a mitologia que cultivou por cinco décadas. O vídeo de mesmo nome é uma trama de imagens sombrias. No centro de tudo: um humano se tornando um deus.

O video se inicia com um astronauta morto e um planeta distante

O video se inicia com um astronauta morto e um planeta distante

Seria este Major Tom? Estamos vendo seu local final de descanso? Uma jovem garota abre o capacete do astronauta e descobre uma caveira ornamentada.

A caveira encrustada de jóias representa o astronauta tendo alcançado a deídade

A caveira encrustada de jóias representa o astronauta tendo alcançado a deídade

A caveira é então reverenciada como algum tipo de artefatos dos deuses.

A grande sacerdotisa segura o crânio entre duas fileiras de mulheres que tremem e convulsionam na sua presença.

A grande sacerdotisa segura o crânio entre duas fileiras de mulheres que tremem e convulsionam na sua presença.

Cantada da maneira de uma encantação, a letra do primeiro verso fazem alusão ao ritual oculto:

Na vila de Ormen, na vila de Ormen
Fica uma solitária vela, ah-ah, ah-ah
No centro de tudo, no centro de tudo
Seus olhos

No vídeo, o homem e mulher são separados, que transmite a ideia de duas energias opostas (macho e fêmea). Ambos os grupos acabam fazendo com que testemunhemos um ritual sexual mágiko indireto.

Então, a mulher assume a posição

Então, a mulher assume a posição

Aparentemente animados por tal força profana, espantalhos movem suas cinturas de maneira sugestiva.

Aparentemente animados por tal força profana, espantalhos movem suas cinturas de maneira sugestiva.

A combinação de mágika sexual com a deturpação da crucificação de Cristo fornece ao vídeo uma forte direção “Crowleniana”.

Em uma entrevista, o diretor do vídeo, Johan Renck, debate Crowley.

“Bem, eu sou um grande fã de Crowley, sempre tenho sido. Tentei fazer o filme de sua vida alguns anos atrás, mas não conseguimos. Adoro Crowley por um homem audacioso até certo ponto de sua vida. Penso que ele é altamente incompreendido. Era um bom rapaz, mas foi retratado como um homem maligno que não era. ”– Vice News, Behind “Blackstar”: An Interview with Johan Renck, the Director of David Bowie’s Ten-Minute Short Film

O nome do álbum em si, Blackstar, se refere a um importante conceito oculto: o Sol da Meia Noite.

“Apuleius disse quando descrevia sua iniciação (vide ante): ‘A meia noite eu vi o sol brilhando com uma esplêndida luz. ’ O sol da meia noite também era parte dos mistérios da alquimia. Ele simbolizava o espírito no homem brilhante através das trevas de seus organismos humanos. Também referência o sol espiritual no sistema solar, que um místico poderia ver tão bem a meia noite quanto no meio do dia, sendo o planeta material sem poderes para obstruir os raios desta esfera divina. As misteriosas luzes que iluminavam os templos dos mistérios egípcios durante as horas noturnas dizem ser reflexos do sol espiritual coletado pelos poderes mágicos dos sacerdotes. As luzes estranhas eram vistas a dez milhas abaixo da superfície da Terra pelo EU-SOU-O-HOMEM em uma notável alegoria maçônica. Etidorfa (Afrodite escrita ao contrário) pode referenciar o misterioso sol da meia noite dos ritos antigos.” – Manly P. Hall,(1750) The Secret Teachings of All Ages

Lembre-se da morte iminente de Bowie, as letras destas músicas levam um profundo significado pessoal:

“Algo ocorreu no dia que ele morreu
O espírito ascendeu um metro e deu um passo ao lado
Alguém tomou seu lugar, e bravamente chorou
(Eu sou uma estrela negra, eu sou uma estrela negra) ”
– Blackstar

Estaria Bowie se referindo a própria morte? Está se referindo a seu corpo sem um espírito sendo tomado por uma estrela negra? Esta é outra alusão de Bowie a ser “tomado” pelo ser misterioso que diz:

Eu sou o Grande, eu sou (eu sou uma estrela negra)

“Eu sou o que sou” é a resposta que Deus utiliza na bíblica hebraica quando Moisés pergunta por seu nome.

Neste vídeo, Bowie joga com o papel de três personagens diferentes.

O seguidor cego, vendado por gazes e com botões de abotoar ao invés de olhos, representa o homem simples e ignorante

O seguidor cego, vendado por gazes e com botões de abotoar ao invés de olhos, representa o homem simples e ignorante

O pregador em ação com o livro da Estrela Negra, com seguidores tolos atrás dele.

O pregador em ação com o livro da Estrela Negra, com seguidores tolos atrás dele.

 O “flamboyant trickster” possuindo o corpo de Bowie e agindo com excêntricos maneirismos.


O “flamboyant trickster” possuindo o corpo de Bowie e agindo com excêntricos maneirismos.

O vídeo portanto mostra diversas camadas associadas ao conhecimento oculto. Existem aqueles que estão em contato direto com a “verdadeira fonte” enquanto as massas cegas são fascinadas pela versão bastarda dela, vendida por figuras carismáticas. David Bowie indica que ele é, simultaneamente, um simples homem cego e um iniciado no oculto – uma estrela negra.

Lazarus

The Raising of Lazarus” by RembrandtO vídeo final de Bowie possui o nome de uma significante figura bíblica: Lazaro.

No Novo Testamente, Lázaro morre de uma doença e é ressuscitado quatro dias depois por Jesus Cristo. No contexto da doença terminal de Bowie, o título Lazarus convenciona a ideia de imortalidade, enquanto joga com a constante ideia de ser alguém de “outro mundo”.

No vídeo, Bowie possui o papel dos mesmos personagens que em Blackstar.

Olhe aqui para cima, estou no paraíso
Possuo cicatrizes que não podem ser vistas
Possuo drama. que não pode ser roubado
Todos me conhecem agora
– Lazarus

Do guarda-roupas no canto do quarto (possivelmente simbolizando um portal para outra dimensão), emerge outro Bowie, o extravagante, eternamente jovem Bowie. A roupa usada por Bowie se refere a uma relíquia específica de seu passado. Como dito acima, de acordo com Bowie, seu álbum de 1976 foi escrito “por outra pessoa totalmente diferente. “

 Interpretando "o cego" ele é um humano envelhecido e fraco fisicamente, no leito de morte e temendo o por vir.


Interpretando “o cego” ele é um humano envelhecido e fraco fisicamente, no leito de morte e temendo o por vir.

Em Lazarus, ele testemunha o retorno de seu ser imortal.

 Este Bowie não está morrendo e até arrisca alguns passos de dança


Este Bowie não está morrendo e até arrisca alguns passos de dança

 

 Cheio de maneirismos teatrais, este Bowie escreve fervorosamente, animado por uma força maior.Será esta a fonte de inspiração de Bowie por tanto tempo?


Cheio de maneirismos teatrais, este Bowie escreve fervorosamente, animado por uma força maior.Será esta a fonte de inspiração de Bowie por tanto tempo?

 Neste ponto vemos a caveira de Blackstar, implicando que Bowie possua tal conhecimento secreto e oculto.


Neste ponto vemos a caveira de Blackstar, implicando que Bowie possua tal conhecimento secreto e oculto.

Apesar do corpo mortal de Bowie sucumbir à doença física (que é o destino final de todos os humanos), outra parte dele continua a viver, um ser sobrenatural que tomou conta do corpo por toda a sua carreira.

O video se encerra com o oculto Bowie retornando através do portal

O video se encerra com o oculto Bowie retornando através do portal

Em Lazarus, Bowie portanto oferece o adeus para o mundo físico mas nos lembra que uma parte dele continua a viver… a mesma parte que ascendeu no espaço como Major Tom e desceu à Terra como Ziggy Stardust. Este Bowie viaja através do mundo físico e espiritual com a mesma facilidade que viaja de “Estação para Estação” através da Árvore da Vida Kabbalística.

PARA FINALIZAR

 Note que o traje vestido pelo oculto Bowie é o mesmo visto na capa de “Station to Station” no qual ele desenha a Árvore da Vida.


Note que o traje vestido pelo oculto Bowie é o mesmo visto na capa de “Station to Station” no qual ele desenha a Árvore da Vida.

Apesar da carreira de David Bowie ter durado diversas décadas, produzido 28 álbuns, e explorado todos os tipos de conceitos enigmáticos, um aspecto continuou constante: ele projetou a aura de um ser sobrenatural, um que não pertencia à Terra, mas algumas vezes parecia ser espiritualmente iluminado ou possuído “daemonicamente”.

Seu álbum final, Blackstar é uma continuação dos “mitos de Bowie”. Meticulosamente planejado para transformar sua morte em uma obra de arte, o imaginário de Blackstar  junta diversos momentos icônicos da carreira de Bowie em uma narrativa final, uma que confirma a extrema importância do ocultismo em seu trabalho. Lazarus, o presente de despedida de Bowie, transmite uma importante mensagem: Bowie era um recipiente para algo maior, algo mais profundo, algo mais sombrio, e algumas vezes mais intenso do que muitos podem perceber. Clamando “Eu sou o Grande eu sou”, este ser deu a Bowie a inspiração para se tornar um ícone imortal que liderou seus fãs a se manifestarem perante a declaração que “Bowie é Deus”.

Foi Bowie verdadeiramente influenciado por forças ocultas ou era simplesmente um apresentador brilhante com uma propensão ao dramático? Bowie respondeu esta questão a muito tempo atrás:

“Estou mais próximo da Golden Dawn

Imerso no uniforme de Crowley

Não sou um profeta e nem um homem na idade da pedra

Apenas um mortal com o potencial de um super-homem”

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