Os clãs no Brasil (e América do Sul) – Parte 2

 

Vamos continuar com a história de alguns clãs no Brasil e América Latina…

 

Nosferatu – É muito importante ressaltar que no final da primeira parte do livro do clã (parte histórica) quem narra é um nosferatu brasileiro. Sim, ele mesmo vai dar muitas dicas.

Ele diz que no Brasil já existiam nosferatus antes mesmo da chegada dos outros clãs e que eles viviam bem, a chegada da Camarilla trouxe só problemas para eles, além dos povos europeus  sobrepujarem os indígenas a quem eles controlavam.

Nesse caso temos um membro brasileiro com grande participação no livro do clã, vale muito a pena você ler, pois no final do trecho dele há um plot twist interessante.

 

Talvez a melhor imagem do Backett que eu já tenha encontrado

Gangrel – Outro clã que por natureza já pode estar presente em território brasileiro, uma vez que é um dos poucos que consegue viver em território Lobisomen (vale lembrar que o Brasil é território Garou, mesmo nos tempos atuais a presença deles é forte aqui).

No livro do clã gangrel há uma menção à um membro que vive na amazônia e se parece com um sapo gigante (pensa num Murlock vampiro), ele tem atacado os trabalhadores de indústrias de exploração de recursos naturais. Estaria ele contra a Pentex?

Não para nesse único membro, há também a história da linhagem urbana do clã Gangrel. Essa linhagem vem de Olaf, um Gangrel meio viking que veio para a as américas logo após a convenção dos espinhos. Olaf é um membro de 7ª geração e atualmente está em torpor em qualquer lugar do continente, a única coisa que se tem certeza é que o lugar deve ser muito protegido. Ocorre que Olaf achava mais interessante ensinar para suas crias os dons da ofuscação e da rapidez ao invés da fortitude e do animalismo. Ele acreditava que isso os tornava caçadores melhores. Se levarmos em conta que a convenção aconteceu há mais de 500 anos atrás, quantas crias de Olaf não estão espalhadas por aqui? Quantas já não vieram com ele? quantas crias de suas crias não estão por aí?

 

Doktor Totentanz – Tzimisce anti-semita da Mão Negra… Sim, era um cara e moldou seu corpo pra o de uma… Mulher, acho…

Tzimisce – Esse é um clã interessante. Sabemos que Tzimisce vagou pelo mundo antes de se fixar na região onde aprenderia o Koldunismo com Kupala e ele deixou uma cria no continente africano, que ele mesmo consumiria em um frenesi anos depois, mas nada é dito sobre as crias dessa cria.

Em uma passagem no livro do clã é falado de aldeias de Tzimisce vivendo na américa central, especificamente no México, nesse caso é dito explicitamente que são Tzimisce independentes que seguem as linhas Koldun. Talvez sejam dissidentes da época pós dilúvio, já que como foi dito no artigo sobre Kupala, houve um dilúvio e as aldeias sob comando dos Tzimisce permaneceram isoladas no ponto alto das montanhas de Kupala e após a água baixar muitas famílias saíram de lá e foram vagar pelo mundo guiadas por seus senhores, já que o território era pequeno de mais para tantos Tzimisce e mortais, além de que as disputas territoriais que se iniciaram após a água baixar e um imenso vale se revelar. Nada impediria que algum Tzimisce dessas aldeias no México saísse por aí e se juntasse ao Sabá ou acabasse abraçando alguém de fora, fica a critério da sua criatividade.

Nas citações dos capítulos encontramos uma carta de um membro do Sabá para um Bispo perguntando sobre os Tzimisces alemães que foram para o Brasil depois da 2ª Guerra. Parece que são cientistas e só se alimentam de arianos, não se fala muito sobre eles, apenas que vivem em algum tipo de colônia.

 

E aí pessoal, gostaram? Comentem e digam quais clãs vocês querem saber de sua interação com o Brasil.  

 

   

Até a próxima e bons sonhos

OUTLAST 2

Digam “oi” pra Marta. Sim, isso é uma picareta gigante.

Desenvolvido e distribuído pela Red Barrels, Outlast revolucionou o gênero terror em 2013 e o mais impressionante, é um título indie. Os gráficos são bonitos, a trilha sonora envolvente, mas de longe o ponto forte é a ambientação e o enredo, mas este vocês já conhecem bem, vamos falar do atual…

 

Não te lembra “Olhos famintos” ou aqueles filmes com espantalhos?

Outlast 2 segue a mesma fórmula do 1, uma ambientação muito boa e envolvente, mas existem novidades. Agora a câmera, além das funções do primeiro como visão noturna e zoom ela agora possui um microfone que te permite captar sons distantes e inclusive perceber inimigos ao redor. É importante ressaltar que dessa vez os documentos encontrados pelo cenário (e que te ajudam a entender a história do game) agora são “obrigatórios”. Como assim? Agora existe um menu só para os documentos e filmagens (sim, são momentos únicos em que você deve captar com a câmera e um rodinha vai carregar, você pode perder esses momentos, então fique esperto), você pode rever as filmagens e Blake (o protagonista) fará um comentário, lembrando que no momento da filmagem ele já faz um comentário e ambos são interessantes. Alguns diálogos são únicos e podem ser captados com o microfone, mas infelizmente não ficam gravados, de toda forma eles servem para explicar o enredo também. O cenário agora é mais aberto, pois se trata de um clima de fazenda incluindo milharais que dão um clima muito tenso nas perseguições.

Uma novidade é que agora existem ataduras ou esparadrapos que servem como kit médico e recuperam sua saúde. As pilhas continuam presentes e agora o uso do microfone faz a bateria baixar bem rápido o que vai exigir uma certa administração das pilhas (boa sorte nas fugas desesperadas quando a bateria acabar e você estiver no escuro).

 

Esse é o pastor Jim Jones, líder de uma seita cristã com a ideologia distorcida. O enredo central do jogo pode ter inspiração na história dele e de sua seita.

Os gráficos estão sensivelmente melhores, a textura está belíssima (isso era algo que de fato era mais fraco no primeiro game) e o enredo continua muito envolvente.

O Jogo continua apelando para o gore em muitos momentos e se você já jogou o primeiro game talvez não se choque tanto com muitas das coisas presentes neste.

 

A história começa com Blake e Lynn Langermann, dois repórteres investigativos que estão indo investigar o caso de assassinato de uma garota no Arizona, quando de repente um clarão ofusca todos e o helicóptero em que eles estão caí. Quando Blake acorda Lynn desapareceu e a poucos metros dali ele encontra o piloto morto, mas não por conta do acidente. Indo mais adiante a coisa só piora, vilas com cultos macabros, corpos de animais, crianças e diversas pessoas que provavelmente cometeram suicídios.

O local tem como líder o padre/profeta Sullivan Knoth, um líder religioso insano que abusa das suas fiéis e faz lavagem cerebral nos membros da seita. Ele acredita que Lynn dará a luz ao anticristo (e Blake nem sabia que ela estava grávida). Ah, sim, ele usava crianças em sacrifícios e você encontra em trechos (inclusive na demo) vários corpos de crianças e bebês.

 

Não acho que uma que da de helicóptero retire sua pele e te pendure amarrado com arame farpado… Só acho

Blake tem momentos de flashback/alucinação em que lembra da época de escola de uma amiga de infância chamada Jéssica, os mistérios quanto isso são revelados no decorrer do jogo.

 

Pessoal, comentem a matéria, digam o que acharam e o que querem de tema para os próximos artigos, eu ando pensando em fazer alguns sobre o enredo completo de alguns jogos e queria saber se vocês gostariam disso e quais jogos seriam. Fico feliz com a participação de vocês.

 

   

Até a próxima e bons sonhos

Mais notícias de Code Vein

 

Já faz uma semana que saiu o trailer com gameplay sobre Code Vein ou como alguns estão brincando, Dark Souls desu, como dito em um artigo anterior, o game é um J-RPG de ação e com fortes inspirações em Dark Souls e no trailer isso fica claro.

 

Nos foram dadas novas pistas do enredo no  trailer. Aparentemente o mundo é pós-apocalíptico como no caso de Dark Souls (em DS o mundo está em ruínas devido a proximidade do fim da era do fogo) e a forma que a humanidade encontrou de sobreviver foi a transformação em vampiros, os chamados revenants e assim como em DS um revenant que não se alimenta se perde em sua natureza sombria e sede por sangue, por fim enlouquecendo e se tornando um lost, um  vampiro sem louco, um monstro deformado.

 

As semelhanças não param por aí, o sangue traz o poder e meio que os vampiros se alimentam uns dos outros para conseguir mais poder, assim como em Souls e em BloodBorn em que o jogador matava os adversários em busca de poder.

 

Code Vein no entanto parece ter personagens já fixos, mas isso só vai ficar claro mais adiante.

 

A ambientação parece de primeira, realmente os cenários mostrados no trailer são sombrios e decrépitos. A movimentação é um pouco mais rígida o que aumenta a dificuldade e faz com que ao entrar em combate você deva pensar duas vezes em cada movimento e administrar a stamina (Em God Eater – game da mesma produtora – é usado o sistema de stamina).

 

 

 

Code Vein promete ser um bom jogo com a temática de vampiros (coisa rara ultimamente), só nos resta aguardar novas informações que devem rolar na E3 desse ano.

 

   

boa noite, neófito(a).

 

LINK do trailer legendado em PT/BR:  https://www.youtube.com/watch?v=UCs0JL38bIE

As festas temáticas para se inspirar

 

 

Faz pouco tempo que eu comecei a frequentar o cenário gótico e minha paixão pelo cenário do Vampiro a Máscara contribuiu muito para isso, eu confesso. A primeira vez que fui a uma festa gótica foi no início de 2015 ou final de 2014, não me lembro ao certo. Na época eu não queria ir sozinho e convenci dois amigos do fórum a irem na aventura comigo. Eu já costumeiramente me vestia com roupas escuras e por vezes extravagantes (usava chapéu, camisa social e colete), mas esse era eu em um sábado a noite bebendo com meus amigos em um bar qualquer, traduzindo, esse era meu normal, então quando eu fui para a festa eu não me sentia deslocado, ainda que eu não estivesse vestindo nenhum sobretudo com correntes ou camisa vitoriana como alguns no ambiente, eu me sentia adequado, mas esse não era um problema, eu realmente não estava preocupado com isso, só queria fazer o que eu chamo de “turismo social”. Coincidência ou não, essa festa era uma edição do Fangxtasy, promovido pelo hoje meu amigo e idealizador do blog, Lord A.

 

Eu e meus amigos ficamos cautelosos a princípio, você pode se achar uma pessoa livre de preconceitos, mas eles estão em nossa natureza (não quero me aprofundar nisso), sim eu estava receoso com o que encontrar, mas eu estava empolgado, meus amigos estavam com medo e para a nossa feliz surpresa, nós tivemos uma das noites mais legais e divertidas de nossas vidas. Sentimos o ambiente, bebemos e conversamos, curtimos um som (que por sinal é muito bom), sabe, meu gosto musical casava bem com o lugar, então era a primeira vez que eu ia até uma balada e curtia o som, simplesmente estar lá ouvindo já era legal. A experiência que a princípio poderia ter sido uma furada (tínhamos até um plano B) foi na verdade ótima e só saímos de lá quando o metrô abriu. Foi divertido.

 

Ah, mas eu não estou escrevendo o artigo para falar sobre minha experiência pura e simplesmente. Quero compartilhar e dar um relato do quão legal pode ser você simplesmente explorar um ambiente novo e especialmente as duas festas que eu costumo frequentar, o  Fangxtasy aqui em São Paulo e a Vamp no Castle of Vibe no Rio de Janeiro.

 

Fangxtasy – Esse é o ambiente gótico e aqui você pode ter uma boa inspiração para o contexto Punk Gótico do cenário que a muito vem se perdendo nas mesas. Sim, as ilustrações nos livros ajudam, as dicas de leitura, filmes e músicas (sério, todo o livro de VtM tem isso, preste atenção que você pode estar perdendo uma bela fonte de inspiração), mas aqui você pode sentir algo mais, a atmosfera realmente te puxa para algo meio Camarilla em alguns momentos e em outros meio Sabá (calma, não é violento). Visitar uma edição do Fangxtasy pode ser uma excelente maneira de quebrar a rotina e ao mesmo tempo encontrar uma inspiração para um a crônica de iniciantes. Hoje o Fang mudou de endereço e sua próxima edição será no Subterrâneo Toronto, perto do metrô Marechal Deodoro (linha 3 vermelha), com a temática de baile de máscaras.

 

Vamp (as festas temáticas de clãs) – Essa aqui é muito divertida. Para quem mora no Rio de Janeiro, a Lapa esconde muitas coisas boas, ela é o conceito festivo de inferno, quente e cheia de pecado e nesse quesito me refiro a diversão. Em alguma rua desse bairro fervente se esconde o Castle of Vibe, um lugar que serve de casa para as festas temáticas de clãs. A decoração é boa, a recepção é bacana e provavelmente o lugar com mais jogadores do mundo das trevas por metro quadrado. Aqui a música varia mais, mas não foge do rock em geral, é um ótimo lugar pra curtir um som também, mas péssimo para conversar, a não ser que você fume, pois é na área de fumantes onde a galera bate papo e isso é muito legal (se você não se importar com a fumaça). Sempre rola uma roda punk no fim da noite e nenhuma das vezes que eu fui eu voltei sem ficar pensando quando seria a próxima, porém ela vai te dar mais do mesmo em quesito inspiração.

 

Essas são as duas festas que eu frequentei (e frequento sempre que posso), hoje no meu armário há um sobretudo com correntes e uma camisa vitoriana, é engraçado, nunca achei que fosse curtir tanto uma vibe, mas foi experimentando que eu gostei, se você achar que não era bem isso que você queria é só beber uma ou duas doses de absinto e te garanto que isso vai te fazer curtir mais do que se tivesse enchido a cara de sangue de garou.

 

Deixo minhas dicas de rolê nas duas cidades. Quem sabe você não me encontra no baile de máscaras que vai rolar dia 10 de junho?

 

   

boa noite, neófito(a).

 

 

Links úteis

 

Vamp:   https://www.facebook.com/festavamp/

 

Fangxtasy:    https://www.facebook.com/Fangxtasy/

Os novos games sobre vampiros

 

 

Quem já teve um Playstation 1 deve ter jogado ou ao menos ouvido falar da série Soul Reaver. Sim, aquele jogo em que você controla um vampiro que viaja entre o plano espiritual e o material. Eu morria de medo do jogo!

 

Ele rendeu uma trilogia muito bacana e com um enredo bem rico, mas e depois? Quais outros games sobre vampiros apareceram e que realmente foram bons? Bom, para você que aguardava algo com essa temática mas que prestasse pode se animar pois agora em 2017 está previsto o lançamento do game Vampyr (da produtora de “Life is Strange”) para Xbox One, Playsatation 4 e PC.

 

Vampyr conta a história de um médico do início do século XX que acaba infectado por uma doença que o transforma em vampiro e desde então terá que lidar com a fome por sangue, o fato de ser um monstro assassino (haverão decisões sobre quem matar e reza a lenda que será possível zerar o jogo sem matar ninguém, mas que isso tornaria o jogo consideravelmente mais difícil) e os caçadores.

Vampyr é um RPG de ação com visão em terceira e uma proposta cativante, cada NPC terá uma história e qualquer pessoa que você matar terá impacto no universo, a intenção é pressionar a moralidade do jogador.

 

Nesse embalo temos um teaser anunciado pela Namco Bandai (distribuidora da franquia Souls) com a hashtag #PrepareToDine, fazendo clara alusão à Dark Souls.

Trata-se de Code Vein, um J-RPG de ação da mesma produtora de God Eater. J-RPG é mais um estilo estético de RPG em que a aparência das personagens lembra os animes e mangás. Aparentemente o jogo tem inspirações em Dark Souls em algumas partes do enredo, mas nada no visual.

 

Essa uma das screenshots que foram divulgadas nos últimos dias. O visual é bastante enérgico como de costume nos J-RPG.

No game você controla um revenant (vampiro) que vive em uma sociedade com outros revenants chamada de Vein e luta contra monstros enormes e lots (vampiros que “morreram”). Você irá sorver o sangue de seus inimigos e o usará para melhorar suas habilidades e armas (Bloodborne mandou lembranças).

 

Por hora o negócio é esperar pela E3 desse ano para ver o que vai ser falado sobre esses jogos, acredito que na própria convenção deva ser anunciada a data de lançamento do Vampyr, só nos resta aguardar mesmo.

 

   

boa noite, neófito(a)

O Live Action RPG Mundial


Quando eu comecei a jogar RPG eu não fazia ideia do quão maravilhoso era. Eu sou filho único e sempre fiquei muito sozinho em casa, se não bastasse isso eu sempre me mudei muito o que me fez morar em diversos lugares e não ter aquelas amizades de infância, tão pouco coleguinhas de prédio ou vizinhança, já que quando eu começava a criar laços de amizade eu acabava me mudando novamente, então eu ficava refém de videogames e da minha imaginação, já que eu brincava sozinho na maioria das vezes.

 

O RPG pra mim foi a oportunidade de usar a minha imaginação para me divertir com meus amigos (a internet me ajudou a cultivar laços de amizade), mas eu não parei aí. Eu tinha muita curiosidade de participar dos famosos Live Action RPG’s, esses que são um pouco diferentes dos de mesa, já que você não interpreta sentadinho e rola dados, é preciso um jogo mais imersivo e pessoas dispostas a deixar a vergonha de lado, pois o teatro reina. Sim, eu encontrei no LARP (Live Action Role Play) um hobby bem interessante, você pode ser ator e a platéia é você mesmo e os outros atores, justamente pensando na imersividade da atmosfera do jogo é que Dziobak Larp Studios lançou vários projetos.

 

Os jogos organizados por eles tem uma duração de 3 dias no qual você fica no personagem durante todo esse tempo. Eles possuem vários eventos no ano que se passam em um castelo na Polônia e esse ano, lá pelos dias 19 a 22 de outubro, vai rolar a Convenção dos Espinhos. Sim, o evento que precede o surgimento da máscara e tudo mais, talvez o momento de transição do Dark Ages para A Máscara (podemos ver dessa forma).

 

Ah, mas isso é caro? Depende, isso varia de pessoa pra pessoa, mas eu vou lançar uma luz nos valores…

A maquiagem é boa!

A participação custa de 610/670 euros, é possível alugar fantasias por mais 150 euros (por pessoa). Isso inclui toda a estadia (3 dias), alimentação, participação em workshops e etc. O ônibus do aeroporto de Berlin até o castelo custa 60 euros (ida e volta), até aqui temos um custo de aproximadamente R$2.500,00 (esse cálculo varia de acordo com a cotação do euro, atente para esse detalhe), soma-se a essa modesta quantia o valor da passagem que irá variar quanto a antecedência que se  compra a passagem e mais uma vez quanto a cotação do euro. Em valores aproximados, o jogador que quiser participar do live magnífico no castelo polonês vai desembolsar uma bagatela de R$5.000,00 aproximadamente.

 

Não tem uma alternativa mais barata e próxima? Tem sim! Existem inúmeros grupos de live action pelo Brasil, aqui em São Paulo especificamente há o pessoal do São Paulo by Night que é ligado ao One World by Night. É em um castelo? Claro que não, mas a simpatia e a atenção é bem brasileira, o que torna tudo muito tranquilo até pra quem é iniciante em RPG no geral. Vale ressaltar que os jogos da Dziobak são estritamente em inglês, você irá encontrar pessoas de várias nacionalidades mas é muito difícil que você encontre um brasileiro e possa soltar um “eae man, kkk”, já com a galera do São Paulo by Night você já pode chegar falando assim com os organizadores.

 

Um baile de máscaras da Camarilla para ilustrar

O pessoal do São Paulo by Night faz seus jogos uma vez a cada dois meses, o custo para participar é de R$10,00 e se passam (geralmente) em uma hamburgueria próxima da avenida paulista. Em maio o jogo ocorrerá no dia 27, mas pra você que ainda não conhece sobre cenário e quer informações ou só conhecer o pessoal, dia 13 de maio tem um encontro para cuidar de atualização de fichas e  da elaboração de fichas novas bem como a recepção de jogadores novos, esse encontro vai ocorrer no bar Limoeiro, de frente para o Centro Cultural São Paulo, próximo ao metrô vergueiro.

 

Ah, mas eu tenho medo! Relaxa, LARP é algo muito bom pra trabalhar a timidez e exercitar o raciocínio, os benefícios não param aí, justamente por isso vale a pena ao menos visitar e conversar com os participantes e membros da organização do São Paulo by Night (Raul Costa ou o Julio César Nicolodi) ou comigo (sou só um jogador mas adoro dar boas vindas), vai por mim, você não vai se arrepender.      
boa noite, neófito.

 

Links interessantes

https://www.facebook.com/larp.studios/  –  Dziobak larp studios

 

https://www.facebook.com/spbynight/   –  Sp by Night

Os clãs no Brasil (e América do Sul) Parte 1

 

Muitas vezes eu fiz personagens brasileiros nas crônicas, seja como NPC ou meus próprios como jogador. É difícil encontrar conteúdo oficial sobre o Brasil nos livros de VtM, mas tudo bem, o cenário é mais focado nos EUA e no antigo continente (Europa), o que explica a falta de informação sobre o Brasil. Foi pensando nisso que eu reuni algumas informações oficiais esparsas de alguns livros de clãs e meio que encontrei uma proporção de vampiros de cada clã para um cenário Brasileiro.

As informações à seguir contêm um pouco da minha interpretação, vale lembrar também que você pode dar ao cenário a cara que quiser, isso aqui é só para dar um suporte pra quem quer algo dos livros oficiais.

 

Brujah

 

Um clã descontentes ou rebeldes. Você encara como quiser, mas uma coisa é fato, eles não queriam baixar a cabeça para seus anciões e quando as grandes navegações estouraram os Ancillae do clã aproveitaram a chance para, literalmente, zarpar para o novo continente e assim construírem seus impérios e se livrarem da influência de seus senhores. Mas o Brasil? Bem, o nosso país é um dos mais antigos do continente (ainda que fosse só uma colônia ele tem os seus 500 anos como território “descoberto”). Não preciso nem mencionar que muitos Brujah eram piratas e chegaram aqui comando seus navios ou mesmo como passageiros clandestinos. Um exemplo desses Brujah piratas é o Smiling Jack (Jack Sorridente), há rumores de que ele seja o Barba Negra, mas segundo a wiki da White Wolf ele era só um marujo.

 

La sombra

 

O clã tem origem espanhola e tem entre os seus membros muitos piratas (mais do que os Brujah), inclusive a familiaridade dos La sombra com o mar é tão grande que se traduz em qualidades e defeitos específicos descritos no clãbook. Os motivos para eles são semelhantes aos dos Brujah, ou seja, expandir território para o novo mundo. Contudo o clã trouxe em suas embarcações muitos membros de outros clã que seriam filiados ao Sabá. Sim, se alguém é responsável por trazer a espada de Caim até o novo mundo, esse alguém é o clã La sombra.

Não me lembro ao certo, mas acho que li algo sobre o Holandês Voador (temido navio fantasma) ser de um La sombra, mas a informação não é tão confiável, talvez seja algo que eu ouvi por aí.

Como se trata de um clã espanhol devemos levar em consideração as expedições espanholas feitas na América do Sul. Lembrem que muito do território que hoje é do Brasil já foi da coroa espanhola, o que impede que um ou outro La sombra tenha se infiltrado no território brasileiro?

 

Seguidores de Set/Serpentes da Luz/Tlacique

 

Os setitas são um clã predominantemente egípcio e por tanto africano. Seus membros vieram para cá em larga escala com os navios negreiros, num período em que a colônia portuguesa já tinha um funcionamento mais estável.

Vale lembrar de duas linhagens. Os serpentes da Luz que são das ilhas do caribe (Cuba, Porto Rico e República Dominicana por exemplo). Diferente dos setitas, os serpentes acreditam terem vindo do deus da luz, um  loa da luz (loas são as divindades haitianas). Há também os Tlacique, vampiros aztecas que veneravam Tezcatlipoca, o deus azteca da escuridão e feitiçaria. Os tlacique possuem metamorfose ao invés de serpentis e podem desenvolver uma linha taumatúrgica própria chamada nahuallotl. Por óbvio podemos entender que os Tlacique são cainitas nativos da América Central, nada impede que um ou outro tenha migrado para os países mais ao sul do continente americano. Essa migração é perfeitamente justificada, já que os Tlacique tiveram apoio do Sabá para vencer os Seguidores de Set, para que estes últimos não os subjugasse e absorvessem em seu clã, mas o Sabá após a ajuda que deu queria que os Tlacique se unissem à causa deles, não deu certo por uma questão ideológica já que os Tlacique não gostavam da excessiva violência pregada pelo Sabá e no fim foram caçados e mortos por quem os ajudou a não serem caçados e mortos antes, irônico.

 

Nas próximas semanas eu trarei mais informações sobre outros clãs.     
boa noite, neófito.

O diário de Nero Bertoli Parte 3

27/08/2016

Nossa, acordei com uma ressaca terrível, mas minha bebedeira rendeu belos versos.
Passarei a limpo essa poesia, tomarei um banho e rumarei ao Fasano. Usarei meu melhor chapéu, um colete preto, gravata preta, camisa branca, calça social preta e sapatos igualmente pretos. Esse estilo Coco Chanel nunca me fez passar vergonha.
Questão interessante, não encontrei nada na internet sobre meu anfitrião, bem, nem todos nós somos relevantes, mas isso é um tanto estranho, mas irei mesmo assim. Na pior das hipóteses darei de cara na porta.

Minha nossa, fui até a cozinha e perto do lixo há DUAS GARRAFAS DE VINHO! Minha mãe vai me matar! Hahahaha.

Sonhei com algo estranho esta noite. Eu matava alguns garoto em uma praia deserta a noite, usei de tudo, de facas e armas de fogo até minhas próprias mãos. Eu os enterrei próximo de uma cabana que havia na mesma praia. Me lembro do sentimento forte de vergonha misturado com satisfação. Era como se eu detestasse aqueles garotos, mas eu não os conhecia. Para Freud sonhos são uma manifestação de desejos reprimidos em nosso subconsciente, entendo que o desejo de matar não é sinal de insanidade, mas confesso que o fato de não haver um motivo do qual me lembre causa um certo desconforto, principalmente pela cena ainda nítida em minha mente em que descarrego uma metralhadora na cabeça de um deles.

Droga, estou atrasado.

O diário de Nero Bertoli – parte 2

26/08/2016

Nada de muito relevante ocorreu nos últimos dias, exceto que eu notei o desaparecimento de minha flauta, pelo visto terei que apelar para a poesia. Não me julgo um grande escritor, mas alguns colegas dizem que sou bom, sendo assim eu arriscarei.

Estou a alguns dias com um bloquei literário, não consigo escrever nada que não seja triste e depressivo. Cada vez que a caneta dança na folha eu deixo minha dor fluir e consigo revivê-la em cada instante torturante, mas não em minha própria pele e sim como um espectador, um observador soturno de mim mesmo. Seria este o auto-julgamento que costumam falar?

Me sinto um tolo cada vez que observo e analiso a minha história. Tantas vezes eu me deixei abater por coisas que poderiam ser facilmente superadas com persistência, tantos tropeços devido minha imprudência, me envergonho de minha última empreitada, é claro, mas ela foi só a cereja no topo do bolo. Tenho um histórico longo de choramingos e desistências fúteis. Agora que provei do sabor amargo porém verdadeiro da vida não posso mais deixar o controle da minha vida para os outros.

Há uma moça na faculdade, uma amiga pra ser sincero. Venho fazendo dela minha musa secretamente, escrevo algumas coisas sobre ela, mas não tenho o intuito de lhe mostrar nunca, na verdade me sinto como um pai pra ela. Dou conselhos amorosos e falo sobre a vida, me sinto mais confortável desta forma, mas confesso que às vezes queria provar de seus lábios.

Chega, estou divagando e não trabalhando. Preciso de uma poesia pra amanhã!

 

 

A página parece manchada com algo vermelho.
Não há data, somente um texto solitário em caneta azul com algumas rasuras ilegíveis.

O que a dor faz?
Ela nos mata;
Nos faz sofrer;
Nos enlouquece;

Mas o que mais a dor faz?
Ela nos amadurece;
Nos ensina;
Nos lápida;

O que é a dor?
É veneno que mata o amor;
É remédio que cura a estupidez;
É droga que vicia o louco.

Mas afinal, que droga não é veneno ou remédio dependendo de sua dosagem?
Em nosso mundo nada é gratuito, pagamos com dinheiro, suor ou lágrimas;
Compramos sustento, conforto ou prazer.

A dor me transformou e hoje vendo minha alma;
Sou o menestrel da desgraça;
Me embriago de vinho e escrevo com o sangue de minhas feridas aquilo que quero esquecer.

 

 

 

 

O diário de Nero Bertoli

Este texto é de cunho meramente lúdico

 

20/08/2016

Um ano atrás eu tomei uma decisão que mudou minha vida pra sempre. Larguei tudo e fui atrás daquilo que amava, ou melhor, de quem eu amava. Fiquei sem trabalho, parei os estudos, briguei com minha família e meti o pé pra outro Estado.
Por meses fui o homem mais feliz do mundo e apesar das cicatrizes que já carregava na alma eu perseverei. Altos e baixos ocorriam mas com quem não ocorre? Aprendi a me virar e a cuidar de uma casa e o quão difícil era isso. Não demorou e comecei a me sentir pra baixo e infeliz, aparentemente sem motivo (depressão era um ótimo motivo). Busquei ajuda e me deparei com o fato de se você está doente no Brasil você está fodido.
Trabalhava e estudava, ela por sua vez ficava cada vez mais distante e percebia uma sombra a cobrindo ou seria eu que estava sendo engolido por essa sombra? O mundo se tornava cada vez mais frio e sem vida, acho que posso dizer que essa é a definição de vazio. Alguns dizem que o inferno é assim, ausente de tudo, sendo assim eu vivi meu inferno logo após ir ao paraíso, contraditório? Era como se Deus tivesse descoberto que eu havia falsificado minha lista de pecados X boas ações.
Bem, não dava pra ficar daquele jeito. Numa madrugada o que eu achei que não fosse piorar finalmente melhorou, pois chegou à uma definição e acabou. Sofrimento foi a única coisa que conheci durante alguns dias, mas eu meio que já havia me preparado psicologicamente para aquilo. Mais uma vez eu tinha que desfazer minha vida e começar tudo de novo. Sem trabalho e sem estudo, retornei ao ninho onde fui paparicado pela minha família e me recuperei, ainda que tudo isso tenha sido como queimar a língua, eu perdi o paladar para relacionamentos, a diferença é que eu não sei quando irei recuperá-lo, mas mesmo queimando a língua nunca deixei de tomar café, o mesmo vale para relacionamentos, ainda que estes não sejam tão profundos, dependendo do ponto de vista.
Levar uma vida sem sal nos últimos meses fez bem pra mim, na verdade me faz já que ela permanece assim.
Tô procurando um novo emprego e voltei a estudar, fiz alguns juramentos como todo ser humano após uma desilusão,aprendi algumas duras lições e isso tudo me modificou,se pra melhor ou pior? Não sei,afinal, o que sabemos ser bom ou ruim de verdade? Posso afirma que estou estável e controlado, cheio de esperança no meu futuro, até resolvi escrever um diário! Sinto que consigo ser uma pessoa mais controlada e centrada agora, talvez eu realmente precisasse desse impacto, talvez fosse isso que eu buscava com aquela aposta arriscada, encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris ou cair na real de vez.

Essa semana eu recebi uma carta bem estranha. Sério, se liga nos detalhes, primeira coisa que percebi foi o aroma, sim a carta era perfumada, um belo aroma eu diria, algo amadeirado e com um toque meio “natureba”. Virei a carta e pude sentir a textura ligeiramente incomum do papel porém mais incomum que isso era o selo vermelho nas costas da mesma, meu primeiro pensamento foi que eu estivesse sendo chamado pra algum encontro ocultista já que eu ando me metendo muito nesse meio ultimamente (quando você fica muito desocupado seus hobbys podem ficar cada vez mais profundos e bizarros)já que eu andei trocando informações com uma galera pela internet sobre diversos assuntos desde rituais até simbologia, mas nada muito além de teoria e história. Meus dedos correram e rasgaram o envelope com cuidado pra não danificar o conteúdo. Me deparei como uma caligrafia que talvez minha avó dominasse mas a muito não via, na verdade nunca vi nos tempos atuais que não fosse uma reprodução de máquina, eram letras clássicas feitas com cuidado à base de tinta nanquim e provavelmente uma pena (reconheci pois já havia visto um amigo utilizar a técnica pra desenhar). Era surreal, esse povo do ocultismo leva muito a sério essas coisas – eu pensei – mas o texto levou essa ideia de minha mente:

“São Paulo, 13 de Agosto de 2016 da era comum
Caro Senhor Nero Bertoli,
É com imenso prazer que te convido a participar de um petit comité, que se realizará às vinte e duas horas da noite de 27 de Agosto, sábado, no Hotel Fasano.
Teremos uma vernissage com obras dos novos expoentes da família de Lamare, além da exposição de um seleto acervo de pinturas famosas expostas no MASP e na Pinacoteca de São Paulo. Haverá também um sarau, onde todos os presentes poderão apresentar o que há de mais profundo em suas artes próprias – compartilhar, afinal, também é o que nos mantém vivos. Aproveitando deste espaço, faremos anúncios importantes para todos os que vivem, visitam ou representam essa comarca.
Apenas os convidados terão acesso ao evento, mas se necessário levar algum acompanhante, farei as vezes de anfitrião e resolveremos pontualmente. No entanto, adoraria contar com a vossa gentileza em manter este evento restrito, para que possamos aproveitar de um momento intimista e voltado para as artes.
Estou ansioso por sua resposta.
RSVP
Hagnar Faur de Lamare”

Era um convite pra um sarau, talvez fosse das vertentes góticas da cidade. Em todo o caso o evento parece promissor e eu irei conferir, estou pensando até em fazer uma apresentação de flauta doce.