5ª Edição de Vampiro: A máscara – mudanças no cenário e sistema

Pois é, A White Wolf fez muito jogador de RPG se agitar com o anúncio da V5 ou 5ªed de Vampiro a Máscara e não é pra menos. Foi liberado um pré-alpha com uma aventura pronta para a comunidade testar (tipo uma demo) e dizer o que acharam das mudanças, o que demonstra um interesse muito grande deles em agradar o público (sim, isso é esperado de qualquer empresa séria, mas hey, eles abriram um senhor canal de comunicação).

Sabendo disso eu resolvi trazer para vocês o que muda no cenário e no sistema mais a título de matar a curiosidade de quem não achou ou não leu nada sobre a V5 até agora.

 

Cenário

 

A Camarilla é mais secreta agora: Como assim? Bem, aparentemente nem todo o vampiro é da camarilla, mas ela vai tentar manter o controle das coisas, só que no começo você nem vai saber que ela existe e nem vai ser parte dela. No geral todo o vampiro será um “anarquista” no começo, não por opção. É você no mundão com os seus amigos trevosos tentando sobreviver da melhor maneira, se vocês se mostrarem dignos da Camarilla talvez ela te convide para fazer parte da torre de marfim, tipo uma maçonaria.

 

O Sabá não é jogável: Isso é só na pré-alpha, provavelmente haverá material complementar que possibilite jogar com eles, mas não ainda. Mesmo nas edições antigas houve lançamento de material específico para se jogar com o Sabá. Complementos que traziam os “Antitribu” e a mão negra.

 

Os mortais vão revidar: Na V20 veio um suplemento de caçadores caçados que trazia muita coisa bacana e pelo visto a WW gostou e resolveu investir nisso. Agora as agências governamentais estarão de olho nos cainitas e em suas atividades. Sim, eles os caçarão ativamente, a esse movimento será dado o nome de “Nova Inquisição”. Lembrando que na V20 até as organizações criminosas sabiam que existiam seres poderosos, ainda que não soubessem exatamente o que eram.

A vida dos vampiros não ficou nada fácil e posso lhes afirmar que os desafios serão muito melhores.

 

 

Sistemas

 

Algumas coisas foram importadas de Vampiro: O Réquiem e isso pode desagradar alguns, mas sejamos sinceros, tem coisa que matematicamente funciona melhor lá do que aqui.

 

Atributos: Esquece aquela coisa de 9 atributos, 3 para cada grupo. Agora são só 3 que correspondem aos principais blocos, físicos, mentais e sociais. Esse modelo simplificado inclusive já é usado pelo pessoal do Live Action do One World by Night.

 

A dificuldade é 6: Sim, a dificuldade dos testes agora é sempre 6, só o que irá mudar é a quantidade de sucessos que você precisa para cada teste, essa será a verdadeira dificuldade. Imagine que antes para acertar um disparo com uma pisto em média distância você precisava de um sucesso no teste dificuldade 6 e para acertar um tiro na cabeça você precisava de um sucesso em um teste dificuldade 8. Agora seria 1 sucesso para acertar o disparo normal e 3 sucessos para acertar um disparo na cabeça, sacou?

 

Natureza e comportamento: Esquece isso, agora a coisa ficou mais filosófica. Quem curte filosofia aristotélica deve saber que esse velhinho grego falava sobre Vícios e Virtudes, creio que a ideia tenha vindo daí. Você vai escolher um vício (que tecnicamente seria um comportamento egoísta ou algo meio ruim, não simplesmente encher a cara de cerveja ou cocaína) e uma virtude (um comportamento valoroso e bom no sentido amplo). Uma vez saciado um vício se recupera 1pt de Força de Vontade e uma vez realizado o comportamento da virtude recuperam-se TODOS os pontos de FV.

 

FV de 1 a 5: A escala de força de vontade foi alterada para poder ser rolada junto com outros atributos e habilidades, mais do que isso, agora ficou claro que sempre que você tiver que usar como parâmetro a sua FV sempre será a que você tem NO MOMENTO e não o valor máximo. Isso vai fazer com que seja necessária administrar melhor a FV.

 

Fome: Sim! Ao meu ver foi a mudança mais interessante em termos de mecânica. Um vampiro é um morto-vivo amaldiçoado e isso não significa viver pra sempre e usar protetor solar fator 100, nãããããããã. Você está sempre com fome, muita ou pouco, mas sempre com fome. Tipo fazer dieta, só que pra sempre.

Fome será medida em uma escala de 1 a 5 e a pontuação que você tiver gerará “dados de fome” que substituirão os dados de atributos ou habilidades normais nas rolagens. Como assim? Seguinte, A e B estão lutando. A vai dar um soco em B com 6 dados (físicos 3 + 3 de briga). A está com fome 2. Então o que vai acontecer? Para cada sucesso com os dados de fome é normal, os efeitos da rolagem são normais, o soco vai e dá o dano dele, porém para cada falha crítica (1) que se rolar nos dados de fome o vampiro será um pouco afetado pela besta. Com uma falha crítica ele escutará os sussurros da besta (vai ouvir suas vítimas ou ter flashbacks dolorosos), com duas falhas críticas ele pode desenvolver uma compulsão leve. Essas perturbações da besta duram alguns turnos ou uma cena. Fora isso, quanto maior a fome mais chances de entrar em frenesi. Existe uma possibilidade de “zerar” a fome que seria se alimentar de um humano até sua morte, nesse caso o contador iria recomeçar do zero.

 

Sem pontos de sangue: Essa mecânica de pontos de sangue como se fossem mana foi retirada. A nova onda agora é o “Despertar do sangue”. Não tem um limite de quantas vezes você poderá fazer isso, mas nada sai de graça nesse jogo. Cada vez que você usa vai uma anotação, ao final de cada cena, quando completar 5 anotações/usos ou antes de se alimentar, você vai rolar os dados de “Despertar do sangue”. Cada falha no teste aumenta a fome em +1.

 

Compostura/Calma: É uma nova mecânica que será utilizada como o autocontrole. Você vai rolar isso aí para suprimir a besta ou evitar entrar em frenesi.

 

Compulsões: Parece que ser imortal levar à problemas mentais. Ainda que exista uma lista de compulsões genéricas haverão compulsões próprias de cada clã. Toreadores tem que observar obras de arte ficando alheios ao mundo, Brujahs deem desobedecer uma ordem, Ventrues tem que dar uma ordem, etc.

 

 

 

Fora isso tudo há mudanças em algumas disciplinas como fortitude, rapidez e potência que passarão a ter um efeito específico para cada level (isso é outra coisa que já existe nos live actions).

Em linhas gerais podemos dizer que o horror pessoal volta com tudo. Ser vampiro deixa de ser algo foda e passa a ser verdadeiramente uma maldição. Talvez o VtM entre em uma era “Dark Souls” de mesa já que fica visível o aumento da dificuldade. O cenários está mais hostil e o jogo político ficará reservado à personagens realmente mais evoluídos, até você chegar nesse patamar vai ralar muito pra sobreviver. Eternidade será sinônimo de sofrimento.

É importante lembrar também que trata-se de um pré-alpha, muita coisa pode mudar e talvez nem sair, vamos ter que aguardar pra ver qual será a recepção da comunidade.

 

No mais eu gostaria de agradecer ao usuário Bispo Altobello do fórum de RPG que faço parte, eu praticamente dei uma arrumadinha nas informações mas o trabalho principal foi dele. Quem quiser conhecer o fórum eu vou deixar o link aqui embaixo.

 

E você? O que achou das mudanças? Comente!

        

Até a próxima e bons sonhos

 

Link do fórum de Vampire:  http://vampiros-a-mascara.forum-livre.com/forum

Se você quiser saber mais sobre Live Action

São Paulo by Night: https://www.facebook.com/spbynight/

One world by night: http://www.owbn.net/

Flores Mortais e RPG

 

 

Quem acompanha meus artigos já sabe que eu gosto muito de ambientar minhas crônicas no Brasil, justamente por me conceder uma liberdade na elaboração da estrutura política vampírica local (o pouco material oficial sobre a região tem suas vantagens), mas de onde tirar informação para melhorar a ambientação? A resposta é simples, a literatura nacional sobre vampiros.

 

 

Em se tratando de literatura nacional, especificamente sobre vampiros (e seres fantásticos no geral) algumas pessoas torcem o nariz ou se sentem restritas por não terem ouvido falar dos autores nacionais atuais. Sério, o Brasil é bem mais que Machado de Assis e Paulo Coelho. Existe todo um mundo literário que vai além dos autores de autoajuda e os clássicos para os vestibulares (indico os clássicos para ambientação em crônicas brasileiras de época). Existe toda uma frota de autores de terror e fantasia que estão esperando que gente como nós, jogadores de RPG que tem uma cabeça mais aberta para conteúdo cultural, os encontrem e apoiem seu trabalho que é tão rico, se não até mais que os de alguns escritores internacionais.

 

 

Giulia Moon é escritora e publicitária criadora da Lilica Ripilica (a personagem “propaganda” da marca de roupas)

Ok, essa é uma série nova. Eu não costumo e nem gosto de fazer resenhas de livros pois eu não sou um especialista em literatura, mas aqui vai a minha impressão sobre um título muito bacana de uma autora com fortes influências da Anciã da literatura romântica vampírica Anne Rice, estou falando do livro Flores Mortais da autora Giulia Moon.

 

Caro leitor, se você fuçar um pouco neste singelo blog vai encontrar outros artigos mais informativos sobre a Giulia, eu aqui irei falar do quão legal é ler esse livro para ter ideias para uma crônica.

 

A Maya engana com o ar fútil, ela acaba se mostrando mais do que uma vampira mimada

Flores Mortais é um livro de contos sobre vampirAs, sim, só mulheres. Se você curte essa vibe de empoderamento feminino fica a dica. Nada de donzelas indefesas, o negócio aqui são personagens profundas que lidam com as adversidades da imortalidade do seu próprio jeito como qualquer vampiro (que não reluz no sol) deveria fazer. Elas te deixam com vontade de saber mais sobre cada uma e caem como uma luva em qualquer crônica.

São 8 contos, sendo 2 divididos em partes por serem mais longos.

Se você tem experiência com VtM vai bater o olho e classificar as vampiras por clã fácil fácil.

 

Destacarei dois dos meus contos favoritos, Maya e Dragões tatuados.

 

Maya, ah Maya. Em linguagem do cenário VtM, ela é uma Toreadora típica. Julga tudo e todos com base no seu (bom) gosto, o mundo dos imortais é entediante para ela e os mortais são felizes passatempos. De longe o ponto mais interessante é a interação dela com seu mordomo (Stephen), um mortal que é o sonho de consumo de qualquer vampiro (ou ser humano). Sério, depois de ler o conto é impossível não imaginar como a vida seria mais fácil se cada um tivesse um Stephen em casa. O conto se passa em New York, acaba que pode ser uma personagem interessante para uma crônica clássica na grande maçã.

 

Kaori, bela e mortal, talvez a que melhor se encaixe no título de “Flor mortal”

Dragões tatuados traz um conto breve sobre a Kaori, uma vampira adolescente oriental e cortesã (prostituta). Kaori é apaixonante e pra minha sorte (e dos outros fãs da autora) é a personagem dela com mais livros, são eles: Kaoria: Perfume de vampira, Kaoria e o Samurai Sem Braço e Kaoria 2: Coração de vampira. Nesses outros títulos é contada toda a trajetória da vampira desde seu abraço até os tempos atuais (cerca de uns 400 anos) e outras muitas aventuras que ela vive nesse mundo sombrio, tem até uma agência brasileira de observação de seres sobrenaturais. No conto por outro lado só temos um gostinho do que será melhor contado nos livros. Uma linha sedutora proíbida que a vampira usa é muito interessante pra quem gosta de contos mais sensuais.

 

Nem todas as vampiras dos contos são delicadas e manipuladoras, algumas são mais físicas, outras são ferais, tem pra todo o gosto. Eu diria que Flores Mortais é um título excelente para quem não tem saco para livros longos ou que quer experimentar a literatura vampírica nacional (sim, ela existe).

 

Mas e os pontos negativos? Como eu disse, Giulia Moon tem grande influência da Anne Rice, então os contos são romantizados e a ação é muito pontual, não é um livro de pancadaria, é um livro com mistério e sensualidade, ainda que tenha cenas de ação e uma ou outra luta que até empolga, mas não é um ponto forte.

É uma obra consistente e uma excelente fonte de ideias para crônicas.

Já imaginou ter a Kaori ou a Maya em suas crônicas?        

 

   

Até a próxima e bons sonhos

Escape Hotel – Drácula me matou

 

Na última sexta-feira (19/05) tive o prazer de participar junto com a galera aqui da RedeVamp de um escape game na sala do Drácula no Escape Hotel. Eu nunca tinha participado e confesso que fiquei super empolgado com a ideia, desde já deixo meu agradecimento para o pessoal do Escape Hotel que nos recebeu super bem e ao Lorde A. pelo convite.

 

Já logo na recepção podemos notar que o Escape Hotel é um tanto diferente de outras lojas de escape games, pois desde o balcão de atendimento até os corredores das salas a ambientação de hotel não para, de fato é como se cada quarto daquele hotel fosse um mundo mágico diferente. Os corredores para as salas dos jogos tem portas de quartos com numeração toda caprichada. A recepção tem aqueles painéis com chaves dos quartos (que no caso é do guarda volumes), relógios com o fuso horário de outras capitais, carrinhos com malas, etc.

 

Por motivos óbvios não darei spoilers de como é a sala do Drácula, mas já antecipo que a decoração é fantástica!

 

O que é um escape game? Bem, é um estilo de jogo onde você e alguns amigos entram em uma sala com um tema e uma história “X” e devem juntos resolver alguns enigmas e puzzles para conseguir sair dela em no máximo 60 minutos.

 

Lá no Escape Hotel tive o prazer de conversar com o Patrick, um dos Game Masters (GM’s). Ele está com o pessoal do Escape Hotel há um ano e começou como ator.

 

Dylan – Como funcionam os jogos? Quais os tipos de puzzles?

Patrick – São jogos de lógica, principalmente associação

 

Dylan – Percebi que de fato não existem pistas que envolvam grandes fórmulas matemáticas, nem é preciso conhecer previamente a história do livro “Drácula”.

Patrick – Sim, a ideia é divertir então não são feitos quebra-cabeças cansativos, o foco é mais na ambientação. Todas as respostas estão na própria sala

 

Dylan – Quem cria a temática das salas? Como é esse processo?

Patrick – Geralmente quem tem a ideia é a própria Vanessa (uma das proprietárias), ela tem a ideia e com a ajuda de um roteirista (que é da TV Cultura) é feita a história base da sala e os quebra cabeças, mas tem também todo uma parte de robótica que precisa ser implementada em alguns quebra-cabeças

 

Dylan – Quando surgiu essa onda dos escape games?

Patrick – Na verdade eles são baseados em jogos virtuais japoneses

Dylan – Tipo Sub-machine, que rodava em flashplayer?

Patrick – Não conheço esse, mas creio que sim. Muitos desses jogos de fuga são japoneses e começaram a ser explorados como uma experiência real.

 

Dylan – E o que vem por aí?

Patrick – Para esse ano creio que não teremos nenhuma sala nova já que a própria sala do Drácula foi lançada esse ano e geralmente mudamos uma ou duas salas por ano, mas pro ano que vem com certeza tem coisa nova, mas só a Vanessa sabe!

 

Atualmente o Escape Hotel está com as salas do Drácula, da Loira do banheiro, O templo maia, Uma cena de crime e a sala da máfia.

O preço para participar de qualquer jogo é R$79,00 lembrando que leitor aqui da RedeVamp tem 10% de desconto.

 

É um programa bem família, tranquilo e divertido. Rende alguns sustos mas nada terrível, excita a mente e diverte. Vale lembrar que não é um jogo que exige força, você não precisa mover nenhum móvel ou levantar nada, mesmo os cadeados abrem facilmente (desde que você não faça que nem eu e coloque a sequência correta do lado errado).

 

O Patrick também comentou comigo que cada jogo tem uma toada única, pois existe uma certa interação entre o GM e os participantes, alguns ficam presos em uma determinada pista e o GM solta uma ou outra dica, mas até nisso é preciso ter muito cuidado pra não dar a pista cedo demais e desmotivar os participantes e nem tarde demais a ponto deles torrarem tempo demais em uma única pista.

 

DICAS:

 

Até na espera eles tem uma decoração poética

Ha! Você achava que eu não ia falar nada da sala? De fato, não posso dar detalhes dela, mas posso te dar dicas que valem para qualquer escape game.

 

I – Olhe debaixo das mesas. Pode ter uma inscrição, um papel, qualquer coisa…

 

II – Ache a lanterna o mais rápido possível. Essas salas são geralmente escuras e é imprescindível o uso da lanterna, muitas vezes vai ficar rolando um rodízio da lanterna, mas faz parte do trabalho em equipe

 

III – Cuidado com a paranóia. Sim, atenção é fundamental para encontrar pistas, mas muitas vezes você pode cismar com um determinado elemento e ele não vai servir agora e talvez nem sirva depois, descarte a ideia a vá adiante, afinal você tem menos tempo agora.

 

IV – Cordas, correntes, quadros, estatuetas, qualquer coisa no cenário pode ter utilidade, examine, se não serve agora pode servir depois.

 

 

Os desafios vão ficando cada vez mais difíceis, mas essa é toda a graça.

Vale muito a pena participar de um escape game principalmente pra sentir na pele o quão importante é pra qualquer narrativa a imersão e ter ideia de puzzles para os amiguinhos na mesa.    

 

   

Até a próxima e bons sonhos

Os clãs no Brasil (e América do Sul) – Parte 2

 

Vamos continuar com a história de alguns clãs no Brasil e América Latina…

 

Nosferatu – É muito importante ressaltar que no final da primeira parte do livro do clã (parte histórica) quem narra é um nosferatu brasileiro. Sim, ele mesmo vai dar muitas dicas.

Ele diz que no Brasil já existiam nosferatus antes mesmo da chegada dos outros clãs e que eles viviam bem, a chegada da Camarilla trouxe só problemas para eles, além dos povos europeus  sobrepujarem os indígenas a quem eles controlavam.

Nesse caso temos um membro brasileiro com grande participação no livro do clã, vale muito a pena você ler, pois no final do trecho dele há um plot twist interessante.

 

Talvez a melhor imagem do Backett que eu já tenha encontrado

Gangrel – Outro clã que por natureza já pode estar presente em território brasileiro, uma vez que é um dos poucos que consegue viver em território Lobisomen (vale lembrar que o Brasil é território Garou, mesmo nos tempos atuais a presença deles é forte aqui).

No livro do clã gangrel há uma menção à um membro que vive na amazônia e se parece com um sapo gigante (pensa num Murlock vampiro), ele tem atacado os trabalhadores de indústrias de exploração de recursos naturais. Estaria ele contra a Pentex?

Não para nesse único membro, há também a história da linhagem urbana do clã Gangrel. Essa linhagem vem de Olaf, um Gangrel meio viking que veio para a as américas logo após a convenção dos espinhos. Olaf é um membro de 7ª geração e atualmente está em torpor em qualquer lugar do continente, a única coisa que se tem certeza é que o lugar deve ser muito protegido. Ocorre que Olaf achava mais interessante ensinar para suas crias os dons da ofuscação e da rapidez ao invés da fortitude e do animalismo. Ele acreditava que isso os tornava caçadores melhores. Se levarmos em conta que a convenção aconteceu há mais de 500 anos atrás, quantas crias de Olaf não estão espalhadas por aqui? Quantas já não vieram com ele? quantas crias de suas crias não estão por aí?

 

Doktor Totentanz – Tzimisce anti-semita da Mão Negra… Sim, era um cara e moldou seu corpo pra o de uma… Mulher, acho…

Tzimisce – Esse é um clã interessante. Sabemos que Tzimisce vagou pelo mundo antes de se fixar na região onde aprenderia o Koldunismo com Kupala e ele deixou uma cria no continente africano, que ele mesmo consumiria em um frenesi anos depois, mas nada é dito sobre as crias dessa cria.

Em uma passagem no livro do clã é falado de aldeias de Tzimisce vivendo na américa central, especificamente no México, nesse caso é dito explicitamente que são Tzimisce independentes que seguem as linhas Koldun. Talvez sejam dissidentes da época pós dilúvio, já que como foi dito no artigo sobre Kupala, houve um dilúvio e as aldeias sob comando dos Tzimisce permaneceram isoladas no ponto alto das montanhas de Kupala e após a água baixar muitas famílias saíram de lá e foram vagar pelo mundo guiadas por seus senhores, já que o território era pequeno de mais para tantos Tzimisce e mortais, além de que as disputas territoriais que se iniciaram após a água baixar e um imenso vale se revelar. Nada impediria que algum Tzimisce dessas aldeias no México saísse por aí e se juntasse ao Sabá ou acabasse abraçando alguém de fora, fica a critério da sua criatividade.

Nas citações dos capítulos encontramos uma carta de um membro do Sabá para um Bispo perguntando sobre os Tzimisces alemães que foram para o Brasil depois da 2ª Guerra. Parece que são cientistas e só se alimentam de arianos, não se fala muito sobre eles, apenas que vivem em algum tipo de colônia.

 

E aí pessoal, gostaram? Comentem e digam quais clãs vocês querem saber de sua interação com o Brasil.  

 

   

Até a próxima e bons sonhos

OUTLAST 2

Digam “oi” pra Marta. Sim, isso é uma picareta gigante.

Desenvolvido e distribuído pela Red Barrels, Outlast revolucionou o gênero terror em 2013 e o mais impressionante, é um título indie. Os gráficos são bonitos, a trilha sonora envolvente, mas de longe o ponto forte é a ambientação e o enredo, mas este vocês já conhecem bem, vamos falar do atual…

 

Não te lembra “Olhos famintos” ou aqueles filmes com espantalhos?

Outlast 2 segue a mesma fórmula do 1, uma ambientação muito boa e envolvente, mas existem novidades. Agora a câmera, além das funções do primeiro como visão noturna e zoom ela agora possui um microfone que te permite captar sons distantes e inclusive perceber inimigos ao redor. É importante ressaltar que dessa vez os documentos encontrados pelo cenário (e que te ajudam a entender a história do game) agora são “obrigatórios”. Como assim? Agora existe um menu só para os documentos e filmagens (sim, são momentos únicos em que você deve captar com a câmera e um rodinha vai carregar, você pode perder esses momentos, então fique esperto), você pode rever as filmagens e Blake (o protagonista) fará um comentário, lembrando que no momento da filmagem ele já faz um comentário e ambos são interessantes. Alguns diálogos são únicos e podem ser captados com o microfone, mas infelizmente não ficam gravados, de toda forma eles servem para explicar o enredo também. O cenário agora é mais aberto, pois se trata de um clima de fazenda incluindo milharais que dão um clima muito tenso nas perseguições.

Uma novidade é que agora existem ataduras ou esparadrapos que servem como kit médico e recuperam sua saúde. As pilhas continuam presentes e agora o uso do microfone faz a bateria baixar bem rápido o que vai exigir uma certa administração das pilhas (boa sorte nas fugas desesperadas quando a bateria acabar e você estiver no escuro).

 

Esse é o pastor Jim Jones, líder de uma seita cristã com a ideologia distorcida. O enredo central do jogo pode ter inspiração na história dele e de sua seita.

Os gráficos estão sensivelmente melhores, a textura está belíssima (isso era algo que de fato era mais fraco no primeiro game) e o enredo continua muito envolvente.

O Jogo continua apelando para o gore em muitos momentos e se você já jogou o primeiro game talvez não se choque tanto com muitas das coisas presentes neste.

 

A história começa com Blake e Lynn Langermann, dois repórteres investigativos que estão indo investigar o caso de assassinato de uma garota no Arizona, quando de repente um clarão ofusca todos e o helicóptero em que eles estão caí. Quando Blake acorda Lynn desapareceu e a poucos metros dali ele encontra o piloto morto, mas não por conta do acidente. Indo mais adiante a coisa só piora, vilas com cultos macabros, corpos de animais, crianças e diversas pessoas que provavelmente cometeram suicídios.

O local tem como líder o padre/profeta Sullivan Knoth, um líder religioso insano que abusa das suas fiéis e faz lavagem cerebral nos membros da seita. Ele acredita que Lynn dará a luz ao anticristo (e Blake nem sabia que ela estava grávida). Ah, sim, ele usava crianças em sacrifícios e você encontra em trechos (inclusive na demo) vários corpos de crianças e bebês.

 

Não acho que uma que da de helicóptero retire sua pele e te pendure amarrado com arame farpado… Só acho

Blake tem momentos de flashback/alucinação em que lembra da época de escola de uma amiga de infância chamada Jéssica, os mistérios quanto isso são revelados no decorrer do jogo.

 

Pessoal, comentem a matéria, digam o que acharam e o que querem de tema para os próximos artigos, eu ando pensando em fazer alguns sobre o enredo completo de alguns jogos e queria saber se vocês gostariam disso e quais jogos seriam. Fico feliz com a participação de vocês.

 

   

Até a próxima e bons sonhos

Mais notícias de Code Vein

 

Já faz uma semana que saiu o trailer com gameplay sobre Code Vein ou como alguns estão brincando, Dark Souls desu, como dito em um artigo anterior, o game é um J-RPG de ação e com fortes inspirações em Dark Souls e no trailer isso fica claro.

 

Nos foram dadas novas pistas do enredo no  trailer. Aparentemente o mundo é pós-apocalíptico como no caso de Dark Souls (em DS o mundo está em ruínas devido a proximidade do fim da era do fogo) e a forma que a humanidade encontrou de sobreviver foi a transformação em vampiros, os chamados revenants e assim como em DS um revenant que não se alimenta se perde em sua natureza sombria e sede por sangue, por fim enlouquecendo e se tornando um lost, um  vampiro sem louco, um monstro deformado.

 

As semelhanças não param por aí, o sangue traz o poder e meio que os vampiros se alimentam uns dos outros para conseguir mais poder, assim como em Souls e em BloodBorn em que o jogador matava os adversários em busca de poder.

 

Code Vein no entanto parece ter personagens já fixos, mas isso só vai ficar claro mais adiante.

 

A ambientação parece de primeira, realmente os cenários mostrados no trailer são sombrios e decrépitos. A movimentação é um pouco mais rígida o que aumenta a dificuldade e faz com que ao entrar em combate você deva pensar duas vezes em cada movimento e administrar a stamina (Em God Eater – game da mesma produtora – é usado o sistema de stamina).

 

 

 

Code Vein promete ser um bom jogo com a temática de vampiros (coisa rara ultimamente), só nos resta aguardar novas informações que devem rolar na E3 desse ano.

 

   

boa noite, neófito(a).

 

LINK do trailer legendado em PT/BR:  https://www.youtube.com/watch?v=UCs0JL38bIE

As festas temáticas para se inspirar

 

 

Faz pouco tempo que eu comecei a frequentar o cenário gótico e minha paixão pelo cenário do Vampiro a Máscara contribuiu muito para isso, eu confesso. A primeira vez que fui a uma festa gótica foi no início de 2015 ou final de 2014, não me lembro ao certo. Na época eu não queria ir sozinho e convenci dois amigos do fórum a irem na aventura comigo. Eu já costumeiramente me vestia com roupas escuras e por vezes extravagantes (usava chapéu, camisa social e colete), mas esse era eu em um sábado a noite bebendo com meus amigos em um bar qualquer, traduzindo, esse era meu normal, então quando eu fui para a festa eu não me sentia deslocado, ainda que eu não estivesse vestindo nenhum sobretudo com correntes ou camisa vitoriana como alguns no ambiente, eu me sentia adequado, mas esse não era um problema, eu realmente não estava preocupado com isso, só queria fazer o que eu chamo de “turismo social”. Coincidência ou não, essa festa era uma edição do Fangxtasy, promovido pelo hoje meu amigo e idealizador do blog, Lord A.

 

Eu e meus amigos ficamos cautelosos a princípio, você pode se achar uma pessoa livre de preconceitos, mas eles estão em nossa natureza (não quero me aprofundar nisso), sim eu estava receoso com o que encontrar, mas eu estava empolgado, meus amigos estavam com medo e para a nossa feliz surpresa, nós tivemos uma das noites mais legais e divertidas de nossas vidas. Sentimos o ambiente, bebemos e conversamos, curtimos um som (que por sinal é muito bom), sabe, meu gosto musical casava bem com o lugar, então era a primeira vez que eu ia até uma balada e curtia o som, simplesmente estar lá ouvindo já era legal. A experiência que a princípio poderia ter sido uma furada (tínhamos até um plano B) foi na verdade ótima e só saímos de lá quando o metrô abriu. Foi divertido.

 

Ah, mas eu não estou escrevendo o artigo para falar sobre minha experiência pura e simplesmente. Quero compartilhar e dar um relato do quão legal pode ser você simplesmente explorar um ambiente novo e especialmente as duas festas que eu costumo frequentar, o  Fangxtasy aqui em São Paulo e a Vamp no Castle of Vibe no Rio de Janeiro.

 

Fangxtasy – Esse é o ambiente gótico e aqui você pode ter uma boa inspiração para o contexto Punk Gótico do cenário que a muito vem se perdendo nas mesas. Sim, as ilustrações nos livros ajudam, as dicas de leitura, filmes e músicas (sério, todo o livro de VtM tem isso, preste atenção que você pode estar perdendo uma bela fonte de inspiração), mas aqui você pode sentir algo mais, a atmosfera realmente te puxa para algo meio Camarilla em alguns momentos e em outros meio Sabá (calma, não é violento). Visitar uma edição do Fangxtasy pode ser uma excelente maneira de quebrar a rotina e ao mesmo tempo encontrar uma inspiração para um a crônica de iniciantes. Hoje o Fang mudou de endereço e sua próxima edição será no Subterrâneo Toronto, perto do metrô Marechal Deodoro (linha 3 vermelha), com a temática de baile de máscaras.

 

Vamp (as festas temáticas de clãs) – Essa aqui é muito divertida. Para quem mora no Rio de Janeiro, a Lapa esconde muitas coisas boas, ela é o conceito festivo de inferno, quente e cheia de pecado e nesse quesito me refiro a diversão. Em alguma rua desse bairro fervente se esconde o Castle of Vibe, um lugar que serve de casa para as festas temáticas de clãs. A decoração é boa, a recepção é bacana e provavelmente o lugar com mais jogadores do mundo das trevas por metro quadrado. Aqui a música varia mais, mas não foge do rock em geral, é um ótimo lugar pra curtir um som também, mas péssimo para conversar, a não ser que você fume, pois é na área de fumantes onde a galera bate papo e isso é muito legal (se você não se importar com a fumaça). Sempre rola uma roda punk no fim da noite e nenhuma das vezes que eu fui eu voltei sem ficar pensando quando seria a próxima, porém ela vai te dar mais do mesmo em quesito inspiração.

 

Essas são as duas festas que eu frequentei (e frequento sempre que posso), hoje no meu armário há um sobretudo com correntes e uma camisa vitoriana, é engraçado, nunca achei que fosse curtir tanto uma vibe, mas foi experimentando que eu gostei, se você achar que não era bem isso que você queria é só beber uma ou duas doses de absinto e te garanto que isso vai te fazer curtir mais do que se tivesse enchido a cara de sangue de garou.

 

Deixo minhas dicas de rolê nas duas cidades. Quem sabe você não me encontra no baile de máscaras que vai rolar dia 10 de junho?

 

   

boa noite, neófito(a).

 

 

Links úteis

 

Vamp:   https://www.facebook.com/festavamp/

 

Fangxtasy:    https://www.facebook.com/Fangxtasy/

Os novos games sobre vampiros

 

 

Quem já teve um Playstation 1 deve ter jogado ou ao menos ouvido falar da série Soul Reaver. Sim, aquele jogo em que você controla um vampiro que viaja entre o plano espiritual e o material. Eu morria de medo do jogo!

 

Ele rendeu uma trilogia muito bacana e com um enredo bem rico, mas e depois? Quais outros games sobre vampiros apareceram e que realmente foram bons? Bom, para você que aguardava algo com essa temática mas que prestasse pode se animar pois agora em 2017 está previsto o lançamento do game Vampyr (da produtora de “Life is Strange”) para Xbox One, Playsatation 4 e PC.

 

Vampyr conta a história de um médico do início do século XX que acaba infectado por uma doença que o transforma em vampiro e desde então terá que lidar com a fome por sangue, o fato de ser um monstro assassino (haverão decisões sobre quem matar e reza a lenda que será possível zerar o jogo sem matar ninguém, mas que isso tornaria o jogo consideravelmente mais difícil) e os caçadores.

Vampyr é um RPG de ação com visão em terceira e uma proposta cativante, cada NPC terá uma história e qualquer pessoa que você matar terá impacto no universo, a intenção é pressionar a moralidade do jogador.

 

Nesse embalo temos um teaser anunciado pela Namco Bandai (distribuidora da franquia Souls) com a hashtag #PrepareToDine, fazendo clara alusão à Dark Souls.

Trata-se de Code Vein, um J-RPG de ação da mesma produtora de God Eater. J-RPG é mais um estilo estético de RPG em que a aparência das personagens lembra os animes e mangás. Aparentemente o jogo tem inspirações em Dark Souls em algumas partes do enredo, mas nada no visual.

 

Essa uma das screenshots que foram divulgadas nos últimos dias. O visual é bastante enérgico como de costume nos J-RPG.

No game você controla um revenant (vampiro) que vive em uma sociedade com outros revenants chamada de Vein e luta contra monstros enormes e lots (vampiros que “morreram”). Você irá sorver o sangue de seus inimigos e o usará para melhorar suas habilidades e armas (Bloodborne mandou lembranças).

 

Por hora o negócio é esperar pela E3 desse ano para ver o que vai ser falado sobre esses jogos, acredito que na própria convenção deva ser anunciada a data de lançamento do Vampyr, só nos resta aguardar mesmo.

 

   

boa noite, neófito(a)

O Live Action RPG Mundial


Quando eu comecei a jogar RPG eu não fazia ideia do quão maravilhoso era. Eu sou filho único e sempre fiquei muito sozinho em casa, se não bastasse isso eu sempre me mudei muito o que me fez morar em diversos lugares e não ter aquelas amizades de infância, tão pouco coleguinhas de prédio ou vizinhança, já que quando eu começava a criar laços de amizade eu acabava me mudando novamente, então eu ficava refém de videogames e da minha imaginação, já que eu brincava sozinho na maioria das vezes.

 

O RPG pra mim foi a oportunidade de usar a minha imaginação para me divertir com meus amigos (a internet me ajudou a cultivar laços de amizade), mas eu não parei aí. Eu tinha muita curiosidade de participar dos famosos Live Action RPG’s, esses que são um pouco diferentes dos de mesa, já que você não interpreta sentadinho e rola dados, é preciso um jogo mais imersivo e pessoas dispostas a deixar a vergonha de lado, pois o teatro reina. Sim, eu encontrei no LARP (Live Action Role Play) um hobby bem interessante, você pode ser ator e a platéia é você mesmo e os outros atores, justamente pensando na imersividade da atmosfera do jogo é que Dziobak Larp Studios lançou vários projetos.

 

Os jogos organizados por eles tem uma duração de 3 dias no qual você fica no personagem durante todo esse tempo. Eles possuem vários eventos no ano que se passam em um castelo na Polônia e esse ano, lá pelos dias 19 a 22 de outubro, vai rolar a Convenção dos Espinhos. Sim, o evento que precede o surgimento da máscara e tudo mais, talvez o momento de transição do Dark Ages para A Máscara (podemos ver dessa forma).

 

Ah, mas isso é caro? Depende, isso varia de pessoa pra pessoa, mas eu vou lançar uma luz nos valores…

A maquiagem é boa!

A participação custa de 610/670 euros, é possível alugar fantasias por mais 150 euros (por pessoa). Isso inclui toda a estadia (3 dias), alimentação, participação em workshops e etc. O ônibus do aeroporto de Berlin até o castelo custa 60 euros (ida e volta), até aqui temos um custo de aproximadamente R$2.500,00 (esse cálculo varia de acordo com a cotação do euro, atente para esse detalhe), soma-se a essa modesta quantia o valor da passagem que irá variar quanto a antecedência que se  compra a passagem e mais uma vez quanto a cotação do euro. Em valores aproximados, o jogador que quiser participar do live magnífico no castelo polonês vai desembolsar uma bagatela de R$5.000,00 aproximadamente.

 

Não tem uma alternativa mais barata e próxima? Tem sim! Existem inúmeros grupos de live action pelo Brasil, aqui em São Paulo especificamente há o pessoal do São Paulo by Night que é ligado ao One World by Night. É em um castelo? Claro que não, mas a simpatia e a atenção é bem brasileira, o que torna tudo muito tranquilo até pra quem é iniciante em RPG no geral. Vale ressaltar que os jogos da Dziobak são estritamente em inglês, você irá encontrar pessoas de várias nacionalidades mas é muito difícil que você encontre um brasileiro e possa soltar um “eae man, kkk”, já com a galera do São Paulo by Night você já pode chegar falando assim com os organizadores.

 

Um baile de máscaras da Camarilla para ilustrar

O pessoal do São Paulo by Night faz seus jogos uma vez a cada dois meses, o custo para participar é de R$10,00 e se passam (geralmente) em uma hamburgueria próxima da avenida paulista. Em maio o jogo ocorrerá no dia 27, mas pra você que ainda não conhece sobre cenário e quer informações ou só conhecer o pessoal, dia 13 de maio tem um encontro para cuidar de atualização de fichas e  da elaboração de fichas novas bem como a recepção de jogadores novos, esse encontro vai ocorrer no bar Limoeiro, de frente para o Centro Cultural São Paulo, próximo ao metrô vergueiro.

 

Ah, mas eu tenho medo! Relaxa, LARP é algo muito bom pra trabalhar a timidez e exercitar o raciocínio, os benefícios não param aí, justamente por isso vale a pena ao menos visitar e conversar com os participantes e membros da organização do São Paulo by Night (Raul Costa ou o Julio César Nicolodi) ou comigo (sou só um jogador mas adoro dar boas vindas), vai por mim, você não vai se arrepender.      
boa noite, neófito.

 

Links interessantes

https://www.facebook.com/larp.studios/  –  Dziobak larp studios

 

https://www.facebook.com/spbynight/   –  Sp by Night

Os clãs no Brasil (e América do Sul) Parte 1

 

Muitas vezes eu fiz personagens brasileiros nas crônicas, seja como NPC ou meus próprios como jogador. É difícil encontrar conteúdo oficial sobre o Brasil nos livros de VtM, mas tudo bem, o cenário é mais focado nos EUA e no antigo continente (Europa), o que explica a falta de informação sobre o Brasil. Foi pensando nisso que eu reuni algumas informações oficiais esparsas de alguns livros de clãs e meio que encontrei uma proporção de vampiros de cada clã para um cenário Brasileiro.

As informações à seguir contêm um pouco da minha interpretação, vale lembrar também que você pode dar ao cenário a cara que quiser, isso aqui é só para dar um suporte pra quem quer algo dos livros oficiais.

 

Brujah

 

Um clã descontentes ou rebeldes. Você encara como quiser, mas uma coisa é fato, eles não queriam baixar a cabeça para seus anciões e quando as grandes navegações estouraram os Ancillae do clã aproveitaram a chance para, literalmente, zarpar para o novo continente e assim construírem seus impérios e se livrarem da influência de seus senhores. Mas o Brasil? Bem, o nosso país é um dos mais antigos do continente (ainda que fosse só uma colônia ele tem os seus 500 anos como território “descoberto”). Não preciso nem mencionar que muitos Brujah eram piratas e chegaram aqui comando seus navios ou mesmo como passageiros clandestinos. Um exemplo desses Brujah piratas é o Smiling Jack (Jack Sorridente), há rumores de que ele seja o Barba Negra, mas segundo a wiki da White Wolf ele era só um marujo.

 

La sombra

 

O clã tem origem espanhola e tem entre os seus membros muitos piratas (mais do que os Brujah), inclusive a familiaridade dos La sombra com o mar é tão grande que se traduz em qualidades e defeitos específicos descritos no clãbook. Os motivos para eles são semelhantes aos dos Brujah, ou seja, expandir território para o novo mundo. Contudo o clã trouxe em suas embarcações muitos membros de outros clã que seriam filiados ao Sabá. Sim, se alguém é responsável por trazer a espada de Caim até o novo mundo, esse alguém é o clã La sombra.

Não me lembro ao certo, mas acho que li algo sobre o Holandês Voador (temido navio fantasma) ser de um La sombra, mas a informação não é tão confiável, talvez seja algo que eu ouvi por aí.

Como se trata de um clã espanhol devemos levar em consideração as expedições espanholas feitas na América do Sul. Lembrem que muito do território que hoje é do Brasil já foi da coroa espanhola, o que impede que um ou outro La sombra tenha se infiltrado no território brasileiro?

 

Seguidores de Set/Serpentes da Luz/Tlacique

 

Os setitas são um clã predominantemente egípcio e por tanto africano. Seus membros vieram para cá em larga escala com os navios negreiros, num período em que a colônia portuguesa já tinha um funcionamento mais estável.

Vale lembrar de duas linhagens. Os serpentes da Luz que são das ilhas do caribe (Cuba, Porto Rico e República Dominicana por exemplo). Diferente dos setitas, os serpentes acreditam terem vindo do deus da luz, um  loa da luz (loas são as divindades haitianas). Há também os Tlacique, vampiros aztecas que veneravam Tezcatlipoca, o deus azteca da escuridão e feitiçaria. Os tlacique possuem metamorfose ao invés de serpentis e podem desenvolver uma linha taumatúrgica própria chamada nahuallotl. Por óbvio podemos entender que os Tlacique são cainitas nativos da América Central, nada impede que um ou outro tenha migrado para os países mais ao sul do continente americano. Essa migração é perfeitamente justificada, já que os Tlacique tiveram apoio do Sabá para vencer os Seguidores de Set, para que estes últimos não os subjugasse e absorvessem em seu clã, mas o Sabá após a ajuda que deu queria que os Tlacique se unissem à causa deles, não deu certo por uma questão ideológica já que os Tlacique não gostavam da excessiva violência pregada pelo Sabá e no fim foram caçados e mortos por quem os ajudou a não serem caçados e mortos antes, irônico.

 

Nas próximas semanas eu trarei mais informações sobre outros clãs.     
boa noite, neófito.