Diálogo interereligioso: Umbanda e Cosmovisão Vampyrica (atualizado 7.12)

Acreditamos na coexistência e no poder do diálogo entre todos que acreditam e vivenciam uma espiritualidade
ou religião.

 

Lord A e PH

Lord A:. e PH Alves durante os bastidores da entrevista

No Brasil vivemos tempos de bipolarização política e diversas expressões de radicalismo religioso, justamente por isso que incentivamos e apoiamos iniciativas como a CONARELI , Debate dos Trabalhadores Esotéricos, Dia do Orgulho Pagão e o desenvolvimento da coluna cidadania na Rede Vamp.

Recentemente Lord A:.  Patriarca e Líder do Círculo Strigoi foi o convidado do PH Alves Dirigente Espiritual do Templo de Umbanda Sagrada Arqueiros do Flecha Dourada para um agradável diálogo sobre suas vivências, trilhas espirituais, temas polêmicos e juntos estabelecem uma singular encruzilhada onde desenvolvem um diálogo muito especial e importante nestes tempos. Visitam a cultura das antigas deidades do mediterrâneo, da África e também a Umbanda Sagrada. Além disso tocam com respeito e vênia em questões controversas sempre oferecendo fontes para futuras consultas e pesquisas a sua audiência. A série está sendo partilhada aqui e também no EADEPTUS.

Segundo PH Alves: “A Umbanda é uma religião brasileira fundada por um brasileiro chamado de Zélio Fernandino de Morais, através da manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no dia 15 de Novembro de 1908 no Rio de Janeiro. é considerada uma “religião brasileira por excelência” com um sincretismo que combina o Catolicismo, a tradição dos orixás africanos e tradições de origem indígena.”

De acordo Lord A:. :” A Cosmovisão Vampyrica é uma espiritualidade que lida com a expressão do espírito caçador e do coração feral – cavalgar lado a lado com aquilo que lhe determina vivendo com transparência a própria integridade – desenvolvida e focalizada a partir da década de 70 nos Estados Unidos inicialmente pela Dinastia Sahjaza que encontra no arquétipo vampiresco uma figura de poder a ser explorada com base xamânica e influências da tradição ocidental do ocultismo e também do paganismo.”

GDF11: Seria o sangue a fonte da juventude? Condessa Bathory estava certa?

Existem assuntos que a abordagem leviana sempre causará mais danos do que contribuições. É bem verdade que nosso título para este artigo é bem extravagante e promete bem mais do que verdadeiramente oferece.

O que cada um fará com o conteúdo que segue pertence a cada um, trata-se de uma pesquisa científica realizada em laboratórios e com cobaias. Não de algum rito de famigerada “magia negra” ou de algum maníaco metido a “vampiro bebedor-de-sangue-da-vez” ou ainda algum fetichista atrás de bloodsports para fazer de conta que é um vamp. Na realidade é um artigo tão suave quanto novidades na área de pesquisa com célula tronco, transplantes e afins. Claro que os mais paranoicos (e sensacionalistas) já irão falar de crimes de magia negra e apelar para grimórios medievalescos ou ainda a mítica Condessa Elizabeth Bathory. Mas para o processo relatado no artigo funcionar é preciso de laboratórios, cientistas e de ainda muita pesquisa – não adianta só acreditar para dar certo.

A realidade brasileira é composta de conteúdos mais aterradores como falta de segurança pública, falta de remédios e postos de saúde para a população. Tudo isso é muito mais assustador do que nossa mídia caquética, adolescentes mal-informados e apresentadores de show de horrores da madrugada podem querer fazer parecer com este mero artigo. A REDE VAMP então compartilha o artigo a seguir originalmente publicado no UOL:

O nosso sangue (ou dos ratos) será o elixir para juventude?

O elixir da juventude pode estar no sangue. Pesquisas feitas nas Universidades de Harvard e de Stanford (ambas nos EUA) estudaram o sangue dos ratos para descobrir o processo de rejuvenescimento.

Os cientistas usaram uma técnica em que o corpo de um rato idoso e de um rato jovem foram conectados, literalmente unidos pela pele, para fazer com que o sangue de um animal circulasse pelo corpo do outro.

Após um período “grudados”, os ratos foram separados para os cientistas analisarem quais eram as mudanças causadas pelo experimento. Acontece que os órgãos do animal idoso rejuvenesceram e o rato teve melhora no fluxo sanguíneo do cérebro, na cicatrização, no olfato, na geração de novos neurônios, na performance em exercícios, na cognição e até na memória.

Os resultados fizeram os pesquisadores descobrirem que a responsável pelos benefícios estava no plasma do sangue, uma proteína chamada GDF 11, que ajudou o cérebro e outros órgãos, incluindo o fígado, o coração e os músculos.

Com ratos funciona, mas e com humanos?

Kim Kardashian usa sangue em tratamento estético

Após a publicação dos artigos, Sakura Minami, pesquisadora da empresa Alkahest, que trabalha com terapias derivadas do sangue para melhorar a saúde na velhice, questionou se o plasma de jovens humanos traria o mesmo benefício.

Para descobrir, Minami e sua equipe injetaram amostras de sangue de pessoas com 18 anos em ratos idosos. Os animais receberam duas vezes por semana as injeções de plasma humano e após três semanas foram submetidos a uma série de testes.

E o sangue humano também rejuvenesceu! Os ratos tratados correram como ratos jovens e testes em labirintos provaram que a memória também melhorou.

“O plasma humano melhora a cognição dos ratos e preserva a memória”, afirmou Minami, que apresentou o trabalho em uma reunião anual da Society for Neurosciencie em San Diego, na Califórnia (EUA). “O tratamento pode aumentar o nascimento de novos neurônios, processo importante para memória e aprendizagem”.

A empresa Alkahest se concentra em tentar traduzir os resultados nos ratos para um tratamento em pessoas, para evitar os efeitos de envelhecimento no cérebro. Testes de sangue jovem em pessoas com Alzheimer já foram iniciados.

Achamos a fonte da juventude?

Pesquisas divergem se o sangue de ratos jovens pode realmente ajudar os idosos
Enquanto as descobertas soam promissoras, um estudo publicado na Nature Communications, nesta terça-feira (22) afirma que não é bem assim. De acordo com pesquisas feitas na Universidade de Berkeley, na Califórnia, o sangue jovem por si só não funcionará como um medicamento eficaz.
O estudo fez pequenas transfusões de sangue entre dois ratos, um idoso e um jovem, até que cada animal tivesse 50% de sangue jovem e 50% de sangue idoso sem precisar costurar um no outro. A técnica permitiu que os cientistas controlassem com maior precisão as respostas no corpo do idoso.

O rato idoso teve ligeiras melhorias. Já o rato novo com “sangue velho” teve piora no desempenho da maioria dos órgãos. Na produção de novos neurônios, por exemplo, o rato velho não mostrou nenhuma melhoria ao receber sangue novo, mas o rato jovem que recebeu sangue idoso tive uma queda duas vezes maior que o normal no desenvolvimento de células cerebrais.

“Está mais correto falar que existem substâncias no sangue idoso que levam ao envelhecimento do que dizer que o sangue jovem rejuvenesce”, afirmou Irina Conboy, professora associada ao Departamento de Bioengenharia de Berkeley.

“O sangue jovem não melhora a produção de células em idosos, é o sangue mais antigo que contém inibidores de saúde das células cerebrais. Precisamos identificar quais são esses inibidores e removê-los dos idosos, se realmente quisermos ajudar na memória. Sangue jovem não será a resposta”.

O Vermelho, O Negro e O Branco influências templárias na Cosmovisão Vampyrica

Não é segredo algum que a Cosmovisão Vampyrica herda incontáveis influências da tradição esotérica ocidental, aliás qualquer espiritualidade verdadeiramente séria encontra ressonâncias na chamada sabedoria perene (a verdadeira tradição em todo o seu esplendor). Da mesma maneira que as escalas Celsius e Fahrenait dialogam e as temperaturas podem ser convertidas de uma a outra de acordo o costume ou necessidade, procuramos expressar em alguns artigos postados aqui um pouco destas  singulares encruzilhadas. Novamente apresentamos um artigo de Wagner Veneziani Costa, da Madras Editora e também o editor responsável pela obra Mistérios Vampyricos. As cores negras, vermelha e branca também são caras a Cosmovisão Vampyrica e a Bruxaria Tradicional. Vamos conhecer um pouco dos seus significados na visão Templária.

“Como a fênix que renasce de suas cinzas, o espírito encarna em um corpo negro, branco e vermelho.” Santo Alberto Magno

(Assim expressou-se o santo filósofo cristão que viveu na Baixa Idade Média [1200-1280], difusor da doutrina escolástica nas universidades de Paris, Pádua, Estrasburgo e Colônia, em clara referência à Ordem do Templo.)

Foram três, portanto, as tonalidades usadas pelo Templo: negro, branco e vermelho; em representação da morte, da ressurreição e do triunfo, respectivamente. Do mesmo modo, os dois primeiros correspondem às cores iniciática fundamentais, enquanto o vermelho é o símbolo da vida eterna que, por sua vez, outorga o conhecimento de todo o sagrado e secreto. Porém, falemos da importância de cada uma dessas cores em seguida e de seu vínculo estreito com os Templários. O estandarte negro e branco – o Baussant – dos Templários está inspirado nos pilares de acesso aos templos do Egito Antigo, que representam os diferentes deuses. Joana D’Arc, 117 anos depois da morte de Jacqhes B. de Molay na fogueira, em Paris, não vacilou em hasteá-la ao vento, para animar aos franceses durante a Guerra dos Cem Anos (1327-1453) contra os ingleses.

O preto

O preto, como tonalidade, representa o valor simbólico do absoluto. Para a psicologia profunda é a cor do inconsciente completo, do aprofundamento no obscuro, das trevas, do luto (o luto negro é, poderíamos dizer, a dor sem esperança), para as concepções ocidentais do mundo medieval. Para Hans Biedermann, na alquimia, o enegrecimento (nigredo) da matéria primária que se transforma na pedra filosofal constitui o requisito prévio para a ascensão futura. O negro, simbolicamente, é geralmente entendido em seu aspecto frio, negativo, associado às trevas primordiais, à diferenciação original. Cor de condenação, o negro se converte também na cor da renúncia à futilidade deste mundo, razão de os mantos negros constituírem uma proclamação de fé tanto no Cristianismo como no Islamismo. O mesmo simbolismo se reflete no famoso verso do Cântico dos Cânticos: “Sou negra e, contudo, formosa, filhas de Jerusalém”. No arcano XIII do tarô aparece uma Morte orgulhosa de seu destino; trata-se de uma morte iniciática que prenuncia um nascimento verdadeiro. Com uma foice vermelha, está disposta a ceifar uma paisagem pintada de negro; com isso, depois de ceifar o nada, abre caminho para uma vida mais real que a anterior, porque o número 13 é a renovação. Não é por acaso, portanto, que as virgens negras evocaram as grandes deusas da fertilidade em virtude de suas origens tectônicas, porque essas virgens negras medievais substituem a Ísis, Demeter, Cibele, aos Aton, e às Afrodites negras. O negro está relacionado com a noite, entrar na noite é voltar ao indeterminado, onde se mesclam pesadelos e monstros, as ideias negras. Na concepção céltica do tempo, a noite é o início da jornada.

O negro, tonalidade que transmite peso, ao mesmo tempo, é um signo de limitação, melancolia, decomposição. É a cor de Saturno que se move nas trevas. Anúbis, conselheiro de Ísis e filho de Osíris, a divindade egípcia com cabeça de “cachorro” e corpo de homem, porta um caduceu em sua mão esquerda. Em sua promessa de luz, é portador da chave que transmite todas as tonalidades, para acabar vencendo as trevas, depois de 40 dias de obscuridade. “O templário dorme entre as dobras de seu hábito de lã grosseira negra, recostado sobre o eixo norte-sul, e sonha com um Oriente vigiado pelo cão de Deus, o cinocéfalo, que vigia quando todo mundo dorme e cochila depois de saudar a luz”, ressalta René Lachaud.

O branco

O branco, por outro lado, é o inverso da sombra. A cor branca constitui a união completa de todas as cores do espectro da luz; símbolo da inocência, ainda não influenciado pelo pecado ou, como objetivo final da pessoa purificada na qual se restabeleceu esse estado. Recordemos que os cristãos primitivos portavam vestidos brancos – candidus – no momento do batismo por imersão. Dessa mesma tonalidade surgem representadas as almas dos perdoados depois do Juízo Final. Como valor-limite, na linha do horizonte, na coloração dos pontos cardinais, o leste e o oeste são representados pela cor branca; os dois pontos extremos e misteriosos, onde o astro rei nasce e morre a cada dia. O branco atua sobre nossa alma como o silêncio absoluto; porém, não se trata de um silêncio morto, mas rico de possibilidades vivas, porque, em todo pensamento simbólico, a morte é a antessala da vida, já que todo nascimento é um renascimento. Como símbolo do nascimento, devemos considerar o branco como uma tonalidade de morte, a cor do sudário, a ausência de cor… Para Mircea Eliade, nos ritos de iniciação, o branco é a cor da primeira fase, a da luta contra a morte. Em sua acepção diurna, como cor iniciadora, o branco se converte na tonalidade da graça, da revelação, da transfiguração que deslumbra. É a cor da teofania, daí a auréola de luz branca que circunda a cabeça de todos aqueles que conheceram a Deus. Também, entre os antigos celtas, o branco era a cor reservada à casta sacerdotal. Apenas os druidas, os outros sacerdotes e os reis podiam vestir-se de branco, a cor mais elevada para contatar as divindades.

Na alquimia, o branco (albedo) é a representação que vem em seguida ao negro (nigredo); porque a matéria-prima se encontra no caminho que leva à pedra filosofal. Para René Guénon, enquanto ars regia o branco corresponde à primeira fase iniciática, ou seja, seria uma linguagem própria da iniciação cavalheiresca e a ela encaminhada.

O branco é, portanto, a cor dos seres sobrenaturais, que se purificam nas chamas do espírito. É a tonalidade do astro mutante, da lua brilhante, cujo reflexo de luz transmite sabedoria, recompensa e relaxamento. Por isso, o templário venerava a tonalidade do branco heráldico, evocadora de um cristo banhado em luz zenital.

O vermelho

Tonalidade que representa o fogo e o sangue, o vermelho é, para muitos povos, a cor primária, ao estar mais ligada à vida. O homem pré-histórico já soube obtê-lo em forma de óxido de ferro (almagre), e, em forma de substância corante, pintava o rosto dos mortos, para devolver-lhes a cor cálida do sangue e da vida. Também é a cor da ciência, do conhecimento esotérico, aquele que está vedado aos não iniciados e que os sábios ocultam sob seu manto. O vermelho transmite a ideia de vida eterna que outorga o conhecimento das coisas secretas. Trata-se de um vermelho matricial, por não ser licitamente visível senão no decurso da morte iniciática onde adquire um valor sacramental. O sangue e o segredo são suficientes para estabelecer e delimitar o campo do vermelho. O cavaleiro templário vertia sobre a terra seu sangue vermelho no combate contra os infiéis, tendo acesso, desse modo, à realeza iniciática. “E obras no final como no começo. A morte é a causa da vida e o começo e o final, veja negro, veja branco, veja vermelho. É tudo. Pois esta morte é a vida eterna, depois da morte gloriosa e pefeita.” (La nueva assamblea de los filósofos alquimistas, de Claude d’Ygé).

Para os primeiros cristãos, o vermelho era a cor do sangue do sacrifício de Cristo, e também dos mártires, o das chamas do Espírito Santo no Pentecostes e do amor fervoroso, como se depreende ao ver a vestimenta de João, o discípulo predileto de Jesus. Precisamente, no Apocalípse de João, destacamos vários fragmentos de interesse: “Vem e te mostrarei a grande prostituta que está sentada sobre as grandes águas” (17,1); “Levou-me ao deserto e vi uma mulher sentada sobre uma besta vermelha, cheia de nomes de blasfêmia, a qual tinha sete cabeças e sete chifres” (17,3). Tratava-se, sem dúvida, de uma hidra horripilante (monstro de sete cabeças, animal surgido do inferno de cor vermelho-escarlate cheio de blasfêmias). Daqui é fácil deduzir que o vermelho também se relacione tanto com o inferno como com o Diabo.

Na alquimia, segundo Hans Biedermann, o vermelho está relacionado com o branco; ambos mesclados dão lugar ao um sistema dual, simbolizando o principio material enxofre, o que queima. Ambos os tons, branco e vermelho, simbolizam a criação, segundo a antiga teoria da procriação, ou seja, a obtenção de vida a partir do sangue, o vermelho (menstruação) e o branco (esperma). No Rito Escocês da Maçonaria, o vermelho estabelece o sistema de altos graus, em oposição ao azul da Maçonaria de São João, caracterizada por seus três graus (Aprendiz, Oficial e Mestre).

Essa virtude da cor vermelha, exposta à luz, inverte a polaridade do símbolo que, de fêmea e noturna, converte-se em macho e solar, concordam Jean Chevalier e Alain Gheerbrant. A partir disso, surge uma nova tonalidade de vermelho, consequência da união do branco com o dourado que nos leva ao símbolo essencial da força vital, que encarna o ardor e a beleza, a força impulsiva e generosa, o eros livre e triunfante. Na Roma antiga, o vermelho era a cor dos generais, da nobreza e dos patrícios. Os imperadores bizantinos, por exemplo, vestiam-se só de vermelho, inclusive chegaram a ditar leis que proibiam as classes populares de vestir vermelho. Essa cor havia se convertido no símbolo da cor suprema.

Mais tarde, já na Idade Média, o vermelho e o branco foram às cores consagradas a Jeová, como Deus do amor e da sabedoria, recorda Fréderic Portal.

Tampouco a alquimia se livra do vermelho, posto que esta fosse a cor da pedra filosofal, cujo nome significa “a pedra que leva o signo do sol”. O fogo celestial abrasa o coração e purifica; da mesma forma, a pedra dos filósofos é pura, posto que esteja composta dos raios concentrados do sol.

Em algumas construções templárias (Caravaca, Múrcia) e também em outros edifícios que estiveram de algum modo, vinculados aos Templários (catedral de Tortosa, Tarragona), o leitor descobrirá um curioso vitral em forma de óculo – conhecido pelos historiadores como janela da Aparição –, o qual está relacionado com o mítico yin-yang da filosofia oriental ou, o que é o mesmo, o poder dos contrários.

Fraternalmente e em Nome de NSJC, Eu vos Saúdo…
Wagner Veneziani Costa
GRÃO-MESTRE past DO GRANDE PRIORADO DO BRASIL – Das ordens Unidas, Militares, Religiosas, Maçônicas do Templo de São João, de Jerusalém, Palestina Rodes e Malta

The Mindscape of Alan Moore

alanmooreThe Mindscape of Alan Moore é uma documentário realizado por Dez Vylenz e Moritz Winkler, lançado em 2005 que nos permite conhecer um pouco mais sobre as ideias extremamente relevantes deste grande artista. Embora a contribuição vampiresca de Moore mais conhecida seja a vampira Mina Murray da Liga Extraordinária – sem dúvida ele é um mago e ao nosso ver, conhecer os conteúdos deste documentário e por extensão dos trechos destacados aqui é algo basal e fundamental para todos que trilham a COSMOVISÃO VAMPYRICA e incontáveis “Artes” que apreciamos e desenvolvemos.

Trabalho e salto

“Deixar o meu trabalho e começar minha carreira como escritor foi um tremendo risco. Aquilo foi como um salto do precipício, um tiro no escuro. Mas qualquer coisa que tem valor nas nossas vidas – seja uma carreira, uma obra de arte, uma relação – começará sempre como num salto desses. E para estar capacitado a dá-lo, você tem que deixar de lado o medo de cair e o desejo de obter êxito. Tem que fazer essas coisas completamente puras, sem medo, sem desejo. Por que as coisas que fazemos sem luxúria ou ambições são as mais puras ações que podemos fazer.”
Magia como arte (e o uso publicitário do xamanismo)

“Em meu quadragésimo aniversário, em vez de aborrecer meus amigos com algo tão mundano como uma crise da meia idade, eu decidi que seria muito mais interessante aterrorizá-los ficando totalmente louco me autoproclamando um mago. Isto era algo que vinha se desenvolvendo há algum tempo e que parecia ser um passo lógico na minha carreira de escritor.

O problema é que com a magia – que é em muitos aspectos uma ciência da linguagem – você tem de ser muito cuidadoso com o que diz. Porque se repentinamente declara a si mesmo como um mago, sem ter o conhecimento que isto implica, é provável que um dia você desperte e descubra que isso é exatamente o que você é.

Existe alguma confusão a respeito do que a magia é realmente. Penso que isto pode ser elucidado se você apenas olhar as mais velhas descrições de magia. Magia na sua forma mais antiga é referida como “A Arte”. Creio que isto seja completamente literal. Creio que a magia é arte, e que essa arte – seja a escrita, a música, a escultura ou qualquer outra forma – é literalmente magia.

A arte é, como a magia, a ciência de manipular símbolos, palavras ou imagens para operar mudanças de consciência. A verdadeira linguagem da magia trata tanto da escrita como de arte e também sobre efeitos sobrenaturais. Um grimório, por exemplo, um livro de feitiços, é um modo extravagante de falar de gramática. Conjurar um encantamento é somente encantar, manipular palavras para mudar a consciência das pessoas.

Eu acredito que um artista ou escritor são o mais perto que você poderia chamar de um xamã no mundo contemporâneo. Creio que toda cultura deve ter surgido de um culto. Originalmente, todas as facetas de nossa cultura, sejam as ciências ou as artes, eram territórios dos xamãs. O fato, nos dias atuais, é que este poder mágico se degenerou ao nível de entretenimento barato e manipulação. É, eu penso, uma tragédia.

Atualmente, quem usa o xamanismo e a magia para dar forma à nossa cultura são publicitários. Em lugar de despertar as pessoas, o xamanismo é usado como um opiáceo, para tranquilizar as pessoas, para fazê-las mais manipuláveis. A sua caixa mágica da televisão, como suas palavras mágicas, seus slogans, pode fazer com que todos no país pensem nas mesmas palavras e tenham os mesmos pensamentos banais exatamente no mesmo momento.”

O poder das palavras

“Um mago pode te amaldiçoar, coisa que poderia fazer com que tuas mãos movessem-se graciosamente ou poderia ter um filho com um pé de pau. Um bardo não te amaldiçoaria, faria uma sátira, coisa que poderia te destruir. Se fosse uma sátira brilhante, não te destruiria apenas aos olhos dos teus sócios, te detruiria ante aos olhos de tua própria família e te destruiria ante teus próprios olhos. E se fosse uma sátira finamente elaborada e muito astuta, o bastante para sobreviver e ser recordada durante décadas, inclusive por séculos, então anos depois de tua morte, as pessoas a leriam e ririam de ti, de tua ruína e do teu absurdo.

Os escritores e as pessoas que podiam controlar as palavras eram respeitados e temidos como gente que manipulava a magia.

Nos últimos tempos, creio que os artistas e escritores têm permitido serem vendidos, sendo levados pela maré. Aceitaram a crença dominante de que a arte e a escrita são apenas formas de entretenimento. Não são vistas como forças transformadoras que podem mudar um ser humano e uma sociedade. São vistas simplesmente como entretenimento, coisas com as quais podemos ocupar 20 minutos ou meia hora enquanto esperamos para morrer.

Não é o trabalho do artista dar ao público o que o público quer. Se o público soubesse o que precisa, eles não seriam o público, eles seriam o artista. É o trabalho do artista dar ao público o que ele precisa.”

Mente, exploração e tradições espirituais

“Como seres humanos, habitamos dois mundos distintos e separados, duas paisagens. Habitamos o mundo físico, mas ao mesmo tempo sendo que nós só podemos experimentar verdadeiramente nossa percepção desse mundo, parece que na realidade nós mais vivemos em um mundo puro de consciência e ideias. E me supreende os territórios que devem existir neste espaço mental que devem ser compostos inteiramente de ideias e conceitos. Em lugar de ilhas e continentes devem existir grandes sistemas de crenças e filosofias. O marxismo pode ser uma ilha. As religiões judaico-cristãs podem constituir outras terras ou continentes.

As mentes humanas interagem, embora debilmente, de formas limitadas, com o espaço-ideia a cada momento do dia apenas para levar adiante nossas vidas. Se quer realmente ideias únicas, se é um artista ou inventor ou alguém que trabalha com ideias únicas e novas, deverá submergir diretamente nos subterrâneos, na profundidade do espaço-ideia para encontrar essas ideias que nunca foram pensadas antes.

Se assumirmos que o espaço-ideia ou algo assim existe, então podemos decidir que queremos explorar esse espaço. Seja por razões artísticas ou talvez por razões científicas ou talvez como magos, ocultistas. Agora, se estamos por nos aventurar neste território hipotético e mais ou menos desconhecido, parece sensato traçar mapas com as rotas feitas pelos exploradores anteriores. Agora, quando se fala em território da mente, e talvez do espírito, os únicos mapas disponíveis são os sistemas mágicos da antiguidade. Você está falando de sistemas como a Cabala, com seu mapa de qualquer estado humano concebível. Fala de sistemas como o tarot, um panteão de imagens arquetípicas que provêm a cartografia para um mapa da condição humana.”

*Os trechos em destaque foram originalmente apontados neste artigo do Blog Papo de Homem.

Lilith Awakening: Cineasta Brasileira arrasa no clima!

14708141_514625838734654_5572082985081137769_nNovidade na área para todos que apreciam a mitologia e a potência conhecida como Lilith,  trata-se do novo filme “LILITH´S AWAKENING” dirigido e estrelado por Bárbara Eugênia. A produção será exibida no FESTIVAL BOCA DO INFERNO entre os dias 19 e 20 de novembro, concorre como melhor filme – e nós da REDE VAMP desejamos sucesso ao filme!

Segundo o Carlos Primati, especialista no terror brasileiro: Um dos maiores destaques da TRASH – Mostra Internacional de Cinema Fantástico será o longa “Lilith’s Awakening”, escrito e dirigido por Monica Demes e estrelado por Bárbara Eugênia. O filme tem um irresistível clima lynchiano, e não é por acaso: Monica contou com uma providencial colaboração de David Lynch no desenvolvimento de seu primeiro longa-metragem. É um filme lindo e envolvente, mais um indício de que o horror é um gênero em franca ascensão no Brasil, e que esse caminho “lynchiano” – que comento já faz alguns anos que talvez fosse o estilo mais interessante dos cineastas brasileiros experimentarem – parece que está se confirmando. Temos muitos (ótimos) filmes com essa pegada.

E outra característica peculiar da atual geração de cineastas brasileiros dedicados ao horror presente também em “Lilith’s Awakening” é o olhar feminino: uma parcela significativa dos grandes filmes do gênero feito por brasileiros nos últimos anos tem mulheres no comando, e isso está criando um contorno interessantíssimo na filmografia contemporânea. Fiquem ligados em “Lilith’s Awakening” e em toda a programação da TRASH!

Shamsa Maharani

Tatiana Lamas

A bailarina Tatiana Lamas encantou o Fangxtasy revivendo o charme de Dead Can Dance com o tom sublime da Belly Dance conduzindo a todos por uma jornada através do rio Nilo.

Trupe Gayatri

A TRUPE GAYATRI com seu American Tribal Style foram o primeiro trio deste estilo a se apresentarem no Fangxtasy e posteriomente encantaram nosso Bazar Rede Vamp.

 

Cinthia Suhaialah

CINTHIA SUHAILAH, bailarina profissional e professora de Dança do Ventre Tradicional encantou diversos eventos da Rede Vamp com apresentações inesquecíveis.

 

Tary Belmont

TARY BELMONT, cosplayer profissional que já encenou diversos personagens apresentou uma performance inspirada no filme “O Exorcista”.