LULLUDY

LULLUDY em suas apresentações como bailarina delineou incontáveis simbolismos ocultos de inenarrável esplendor.

SHAKTY SHALLA

SHAKTY SHALLA, bailarina e sacerdotisa, líder de cerimônias do sagrado feminino trouxe ao evento um pouco do seu poder e encanto.

HALOWEEN no Bazar Rede Vamp

No começo do mês de outubro/2016 tivemos mais uma edição do BAZAR REDE VAMP no estimado Templo Club. Desta vez abrimos as comemorações do Haloween na cidade de São Paulo e podemos dizer que foi uma das maiores edições destes 2 anos de atividades do evento. Primeiramente pela ampla adesão de expositores e atrações e em seguida pelo público que transitou por lá, superando tranquilamente  a margem de mais de 500 pessoas. O que nos leva a expressar nossa gratidão a todos expositores, artistas, nosso staff e ao público, bem como ao Grupo DJ Club por acreditar e nos permitir cristalizar um sonho como este. Já são dois anos de atividade, com a mesma equipe e ainda nos mantemos fieis e coerentes as palavras de nosso primeiro video sobre este evento. Agora é trabalhar na que vem em Dezembro/2016. Ah sim as fotos desta edição poderão ser vistas, aqui (na segunda-feira)

Expositores e artistas do Bazar Rede Vamp Haloween

Expositores e artistas do Bazar Rede Vamp Haloween

Novamente os parabéns ao nosso line up que desta vez contou com Carnac Vandon, Paulo Renato, Ives Morgen, Maia Guerra e a estréia de Tony Dragon nas pick up com um djset matador. Nosso DJ Diego Dracvs infelizmente não pode comparecer. Tivemos apresentações inesquecíveis do Grupo Rá, Alunas da Escola de Dança do Ventre Suhailah e a tradição Green Faery. Além disso as bailarinas Shamsha Maharani, Isis Máat, Cinthia Suhailah, Ana Garoffano e Emily foram um show a parte com suas apresentações solo. O encerramento ficou por conta do ilusionista Clayton Heredya, embaixador dos mistérios. Estamos preparando o video oficial do evento com todos expositores e cenas exclusivas do evento, nossa gratidão por acreditarem e incentivarem nosso BAZAR REDE VAMP neste segundo ano de atividade. Sim, em dezembro tem mais.

Autores Lord A e Giulia Moon palestram em escola sobre vampiros

Os autores Lord A:. (Mistérios Vampyricos, Madras Editora) e Giulia Moon (Escrevivendo, Kaori, Flores Mortais) também residente do Sarau Mistérios da Meia Noite realizaram uma palestra muito especial em pleno 26 de Maio 2015 a data oficial do World Dracula Day, campanha criada por Dacre Stocker, descendente direto do célebre autor de Dracula, estivemos na escola estadual Fausto Cardoso Figueira de Melo lá em São Bernardo do Campo a convite da professora Rita Bordoni para realizarmos uma palestra sobre vampiros na arte, na literatura e na cultura pop junto aos alunos do segundo grau de lá. Vai dizer que você não queria uma aula dessas no seu colégio?

WORLD GOTH DAY Só no BAZAR REDE VAMP!

O BAZAR REDE VAMP em parceria com a ACIDIC INFEKTION WEBRADIO realizaram o WORLD GOTH DAY OFFICIAL CELEBRATION no TEMPLO CLUB, na cidade de São Paulo em maio de 2016 – uma parceria bem sucedida que se repetirá nos próximos anos. Uma tarde desenvolvida pelos artistas, comerciantes, marcas, artesanatos, importadoras e muitos outros profissionais que mantêm a criatividade e a expressão cultural neste contexto. As fotos estão disponíveis na página da VOX VAMPYRICA no Facebook e são dos queridos Denis Oshy e Amanda MB da Sweet Nightmare.

Lord A recebe o Vereador Adolfo Quintas no Bazar Rede Vamp, evento foi inspiração da Semana de Arte e Cultura Alternativa

O evento tem entrada gratuita para todos oferecendo uma tarde especial para os apreciadores e para quem está descobrindo tal contexto agora oferece um primeiro contato amigável que desmistifica e desfaz muitos preconceitos e distorções. A cada edição passam mais de 500 pessoas que assistem as performances, compram presentes e conhecem um pouco mais de tudo isso. Reencontro de amigos, novas amizades e pessoas afins por toda parte passando bons momentos. Que inclusive trazem a sua família para recordarem bons tempos ou mostrarem aos mais novos que tudo isso não é só uma fase.

Outro destaque do evento é o line up dos DJS, muitos deles conhecidos dos eventos da REDE VAMP e alguns convidados que mantêm programas de webradio na ACIDIC INFEKTION, sendo integrado nesta edição por  Ives Morgen (The Dark Night), Maia Guerra (Scorpion Flowers), Paulo Renato (Subúrbia e Frenesi) e Diego Dracvs (residente do Bazar Rede Vamp). As apresentações e performances desta edição ficaram por conta das bailarinas Shamsha Maharani, Trio Gayatri e do ilusionista Clayton Heredya o Embaixador dos Mistérios. A diversidade dos expositores e apoios vocês podem conferir no video oficial desta edição (a ser publicado).

O evento contou com a visita do Vereador Adolfo Quintas, criador da SEMANA DE ARTE E CULTURA ALTERNATIVA da cidade de São Paulo. Conheça mais da história e significados desta data em nossa postagem (onde resgatamos a história da jovem Sophie Lancaster e o crime bruta que inspirou a campanha) e também neste outro artigo da Via Escarlate que aprofunda a questão ainda mais.

 

This Makes Me: Novo álbum ajudará pessoas com Câncer

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Michael Aliani vocalista do Chiron e Ikon se apresenta no sábado 12 de Novembro no Madame Underground Club

Que tal curtir boa música e ainda ajudar o instituto Care a manter suas atividades cuidando de pessoas menos favorecidas com câncer? Pois é 50% do valor de cada álbum será revertido para o instituto Care. Esta é a proposta do álbum This Makes Me do selo/gravadora brasileira Wave Records que celebra 10 anos de atividades no próximo sábado 12 de Novembro com presença e show de Michael Aliani (atual Chiron e Ikon) e também da banda brasileira In Auroramno MADAME UNDERGROUND CLUB 

A ideia de cidadania e o universo alternativo vem caminhando juntos na cidade de São Paulo e permitindo muitas ações bacanas como o apoio do Grupo DJ CLUB incentivando os frequentadores a dorarem agasalhos para esta campanha organizada pelo governo estadual. Outro exemplo são o DIA DOS VAMPIROS, da cineasta e escritora Liz Vamp que há 15 anos incentiva a doação de sangue, as artes e campanhas contra o preconceito. Existem também ações sociais organizadas por ativistas como o VAMPIRO LOURIVAL (no extremo da Zona Leste) e o PROJETO TERROR EM ENGELBLUT (na Zona Sul). Isso sem mencionarmos a participação e co-criação da REDE VAMP na SEMANA DE ARTE E CULTURA ALTERNATIVA e no DEBATE DO TRABALHADOR ESOTÉRICO.

PRE-VENDA – AJUDE QUEM PRECISA – Instituto Care
Estamos lançando o cd THIS MAKES ME…-FIFTY – limitado em 500 cópias.

This Makes MeLançamento número 50 da Wave Records, THIS MAKES ME… é um projeto de quase 2 anos. Será lançado no dia 13 de novembro as 19 horas no Madame Club em SP. O Instituto Care, estará no local ajudando a vender e arrecadar além de aceitarem doação de cabelo também, pois eles confeccionam perucas para pacientes quimioterápicos! Evento com 2 shows sendo 1 internacional CHIRON/ IKON (AUSTRÁLIA) + IN AURORAM (SP)

Se puder compre mais de 1, temos até opção de compra de 3 cds.Compre já e pague com cartão pelo Paypal. Dê para um amigo de presente, o mais importante é a ajuda que você dará ao Instituto Care / Projeto Sansão

São mais de 25 pessoas envolvidas, artistas de várias partes do mundo, que cederam seus talentos para gravar uma música com outro artista que nunca teve contato antes, e para comemorar os 10 anos da Wave Records, e para uma causa mais importante: ajudar o Instituto Care (ajudam os menos favorecidos para tratamento do câncer e também com o projeto Sansão – arrecadando cabelos para confecção de perucas para pacientes quimioterápicos)

50% DOS LUCROS DA VENDA DO CD doados ao Instituto Care!

14291832_1585129515124395_2489515130845719319_nA ideia deste projeto de estúdio, surgiu do clássico da gravadora 4AD (THIS MORTAL COIL) em agrupar músicos diversos em parcerias inusitadas, porém neste caso, também para comemorar os 10 anos do selo e ajudar pessoas que necessitam de ajuda no combate ao câncer! A sonoridade do álbum fará você relembrar os áureos tempos de 4AD, ethereal e melancólico, mas ao mesmo tempo harmonioso e mágico!

Algumas das parcerias neste álbum:

Michael Aliani (Chiron / Ikon)+ Ricardo (In Auroram), Paulo Beto (Anvil Fx) + Astéria (In Auroram), Geert Coppens (Twilight Ritual) + Alex Twin (3 Cold Men / Individual Industry), Philipp (Bleib Modern) + Marcelo Gallo (Pitch Yarn of Matter), Koen (Northern Sadness) + Audret (Scarlet Leaves), Andrella e James (The Veil) + Michael Alioni(Chiron / Ikon), Philipp (Bleib Modern) + Alex Twin (3 Cold Men) + Damon Fries (Boudoir), Leo Skiadas (Cinemascope) + Audret (Scarlet Leaves), Ana (Kriistal Ann) + Martin Bowes, (Attrition), Franck Lopez (OMS / 3 Cold Men) + Jean-Christophe (Collection d´arnell Andrea), Darrin Huss (Psyche) + Philipp (Bleib Modern), Airton (Plastique Noir) + Fernando (Nahtaivel), Eric Baert, entre outros… Este Projeto será lançado em 500 cópias limitada e numerada, trazendo um excelente álbum, com 15 músicas e parcerias inéditas!

Ouça e compre aqui!

Entre Lobos e Dragões (Lord A:.)

“O inferno é o lugar escondido – o buraco ou salão dos mortos; sendo os “mortos” as imagens esquecidas de nossas existências passadas, que respondem ao encantamento e ressuscitam na carne do presente. O inferno é a região que os antigos Egípcios chamavam de Amenti – o local do Sol Oculto. A palavra Amen significa “o escondido”, e ta significa “terra” ou “morada”. Amenta ou Amenti é, portanto, o local dos espíritos dos mortos; mortos, isto é, para a mente consciente, mas muito vivos para o subconsciente.”
Kenneth GrantO Renascer da Magia

 

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Ilustração de guerreiros Dácios, levando seu peculiar estandarte composto de cabeça de lobo e corpo de dragão

A vivência prática e a funcionalidade demonstram que o chamado vazio, vácuo, vórtice corresponde a penumbra, escuridão e o desconhecido, região da obra inacabada e dos mistérios que aguardam pela vivência dos mais hábeis. A terra dos mortos ou dos entes feéricos (fadas) e as incontáveis visitas a estes e muitos outros reinos lidam diretamente com isso. Não admira que o senhor do inferno ou dos feéricos, mais especificamente dos “elfos” fosse o mesmo segundo algumas contrações semânticas de certos idiomas das regiões ao norte da Europa.

Aliás para certos mapas culturais e alguns padrões de consciência, quem rege as belezas do alto e as nefastas profundezas são as mesmas forças apenas em oitavas diferentes segundo a consciência/compreensão do observador.  Falando em nas oitavas mais elevadas quanto nas mais baixas confirma-se como incorreto nomeá-las em termos dicotômicos, eles têm suas próprias agendas e metas. Apenas indo além da escuridão, nos descolando da pele, que encontraremos verdadeiramente algo, visto que religiões são para quem teme jornadas assim.

Os segredos e mistérios que verdadeiramente valem são aqueles que dependem inteiramente da vivência e sua memória. Do nosso lado acreditamos que o acúmulo destas caçadas e sua estocagem ampliam o poder de reconhecimento de certas realidades sublimes – evidenciando uma hierarquia de espírito. Flechas solares, “sparks” criativos, luz da consciência, centelha ou fagulha divina que inspiram e se delineiam através dos sonhos são ocorrências comuns e necessárias para se alcançar um estado de “insurreição”.  Assim como um caçador a vida espreita e caça por aquilo que tem vida. Tais poderes que permitem cair, deslizar ou quem sabe voar através da matéria negra ao cerrar seus olhos e iniciar a caçada. Aquilo que emana é o que impregna a tez desta força sútil e lhe permite espelhar e ressoar, atrair para si na proporção do que cultiva no seu cotidiano. Lá ninguém se interessa pela sua história ou feitos e sim pelo que exala de ti, reze para que seu coração não o traia.

O dragão descansa na fisiologia do nosso cérebro que em vão os procuramos nas cavernas ou nos céus.

draco5O dragão descansa em nosso cérebro que em vão os procuramos nas cavernas ou nos céus. Peter J. Carroll nas páginas do seu livro “Psiconauta” não hesita em dizer que a evolução nos deixou com três cérebros, ao invés de uma completa reestruturação do cérebro a cada etapa do avanço evolutivo, novos pedaços foram simplesmente acrescentados para cobrir novas funcionalidades. Sendo assim o que torna ou associa alguém como humano é novo e fresco na plástica cerebral. O sábio autor então afirma que em nosso crânio temos um humano (sem muitas utilidades, nos aproxima dos símios no final das contas), um lobo (que nos aproxima de todos os outros mamíferos) e um crocodilo (ou dragão, se preferir) que nos aproxima dos répteis, talvez por isso que toda mitologia que se preza tem seres reptílicos e serpentes antes de deuses e deusas. É o que há de mais antigo, enterrado sob todas as evoluções e modificações posteriores, a base ou fundamento de tudo. Até mesmo por isso que nas tais mitologias os deuses e heróis sempre precisam derrotar os titãs e dragões da consciência mais antiga – mas que eventualmente continuam por lá veladamente desafiando os feitos dos deuses e heróis… chamamos isso de “aquilo que permanece” e que eventualmente ressurge, outros chamam isso de “atavismo” e se não me engano até Kenneth Grant posiciona isso como a fórmula de ressurgimento da “Fera”.

O que associa e remete ao lupino ou os lobos é o estágio do meio e a parada mais comum e frequente das trilhas. Um vasto e rico universo muito popular nos antigos ritos de fertilidade da terra e nas antigas guildas de profissões marginais. Muito disso foi traduzido e estocado pela linguagem humana no folclore ligado aos lobisomens. O lobo é um espírito totêmico poderoso e ancestral, na plástica cerebral equivale ao… e merece respeito e uma análise bem como uma síntese que lhe honre apropriadamente.

Enquanto o lupino carrega um tom amigável ou certo “calor”, compaixão e consciência de bando o dragão apenas premedita como suprir necessidades de caçar, alimentar e reproduzir. O domínio e maestria destas  estâncias é o que destaca os hábeis – dos mansos e fracos.

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Achei a ilustração na internet, interessante como ela remete as noções mais básicas de Ying e Yang e o Tato; síntese interessante dentro do contexto deste artigo.

Os graus mais profundos pertencem ao dragão, na plástica cerebral equivale ao sistema límbico (reptiliano) e a simbologia das serpentes. Tanto a correspondência da simbologia “Humana”, quanto a do “lobo” e a do “Dragão” delineiam pontos de vista e da compreensão daquilo que processamos ou estocamos das jornadas além do véu que desenvolvemos. Enquanto o lupino carrega um tom amigável ou certo “calor”, compaixão e consciência de bando o dragão apenas premedita como suprir necessidades de caçar, alimentar e reproduzir. O domínio e maestria destas três estâncias é o que destaca os hábeis – dos mansos e fracos.

Naturalmente isso pode ser estendido ao que atribuímos como parte dos antigos ritos de fertilidade da terra e incontáveis guildas de profissões marginais – que no leste europeu seus nomes foram posteriormente utilizados para nomear tipos de vampiros ou lobisomens. Tentativas de emoldurar, conformar e deformar na compreensão limitada do dogma e ideologia dos poderes seculares e religiosos daquele tempo algo que estava fora do seu escopo em diversos sentidos. Consequentemente o que ameaçava e denunciava sua evidente ineficácia e falta de poder neste sentido, pela funcionalidade e resultados que promovia aos seus adeptos sem a necessidade do rito e dogma intermediado pelo clero ou segundo os interesses da nobreza. Sobre estes ritos e guildas sugiro a leitura do meu livro “MISTÉRIOS VAMPYRICOS, A Arte do Vampyrismo Contemporâneo (2014) pela Madras Editora” o tema foi extensamente abordado lá.

“Mas por que dragões? Com certeza, por causa de sua mitologia e imagem duradouras, mas também por causa de sua herança biológica. O homem (ser humano) é o herdeiro da riqueza e do poder do dragão, como é amplamente demonstrado nos mitos de Sigurd e Fafnir. No ser humano, o cerebelo e o tronco cerebral são de origem reptiliana; assim, o dragão não significa a própria consciência, mas aquele potencial monstruoso e primitivo que dá origem à consciência, cujo poder se encontra profundamente enroscado dentro do mesmo. Mitologicamente, o mundo foi formado a partir do corpo do dragão primordial Tiamat, e os seres humanos brotaram das gotículas do sangue demoníaco vertido durante o conflito dos protodeuses. Muitos mitos sobre dragões escondem grandes segredos iniciatórios.” Michael Kelly

Independente da compreensão do lobo ou do dragão sempre que realizamos tais caçadas e jornadas no devaneio conduzido do nosso próprio ritmo, reproduzimos a nossa maneira e tecnologia o que viviam os antigos pagãos de Novgorod e outros reinos anteriores ao século X. Inclusive através dos símbolos, aliados e estados afins acessamos as mesmas dimensões baseado no grau de fundamento e desenvolvimento conquistado por cada um – já a interpretação… Aquilo que caçamos, coletamos e trazemos conosco é a integridade pois preenche lacunas de “achismos”, dogmas e ideologias com a vivência e aquilo que se alcança por si e não que lhe determinam por terceiros. Eis aí o preciso “Sangue” se prefere o jargão da Cosmovisão Vampyrica. Bruxas, lobos, vampiros e dragões são apenas mantras e sopas de letras da modernidade e pós-modernidade. Termos como “inconsciente” ou “subconsciente” são apenas placebos que perante a vivência tem a mesma validade de um mapa ou representação de um lugar, não da lembrança ou da estadia naquele lugar. Até mesmo por isso que a compreensão de imaginário na filosofia perene ou no saber pré-moderno é muito mais prática neste caso, aliás ao invés de “vontade” ou “verdadeira vontade”, experimente substituir por “transparente a si”.

Analogamente o conteúdo em vídeo a seguir pode ser bastante útil na familiarização de muitos termos e imagens que conjurei ao longo deste artigo.

Encorajo aos mais hábeis a busca e leitura da publicação “Flying Roll V”, da Golden Dawn. Não afirmarei que foi o primeiro documento de tal ordem a abordar a questão do vampirismo, mas com certeza é uma das melhores guias perante tal contexto e ainda sobre a força do imaginário e sua utilização nos outros reinos além do véu negro. É muito frequente nos livros estrangeiros do contexto VAMP citarem tal documento como pioneiro, bem como um rito muito específico deles. Abordei a questão no meu livro “MISTÉRIOS VAMPYRICOS, A Arte do Vampyrismo Contemporâneo (2014) pela Madras Editora”

Penny Dreadful retorna em quadrinhos (B.D)

Um dos melhores seriados sobre terror pessoal, ocultismo e seres noturnos confirmou seu esperado retorno. Os órfãos das aventuras da falecida Srta Ives e seus companheiros podem se alegrar, ao menos um pouco, afinal Penny Dreadful retorna agora como revista em quadrinhos. Não é como seriado, mas oferecerá uma janela sazonal para um dos melhores universos vitorianos e soturnos desta década.Aliás se você ainda não sabia que a série tinha acabado – leia este artigo na coluna VIA ESCARLATE!

Segundo o Marcelo Hessel do site OMELETE:

penny-dreadful-1-3Cancelada depois de três temporadas, a série de TV Penny Dreadful vai continuar em forma de quadrinhos. A informação foi confirmada pelo canal Showtime nesta segunda-feira.

Por enquanto sabe-se apenas que a série sairá em 2017 e se passa seis meses depois da trama do episódio final. Não há informações sobre a editora. Neste ano, a Titan Comics já publicou uma HQ de prelúdio de Penny Dreadful. Editora conhecida por títulos licenciados de franquias como Doctor Who, Minions, The Blacklist e recentemente Assassin’s Creed, a inglesa Titan Comics fará também quadrinhos de Penny Dreadful.Roteiristas da terceira temporada da série de TV, Chris King, Krysty Wilson-Cairns e Andrew Hinderaker ficarão responsáveis pelo texto da HQ, que terá desenhos de Louie De Martinis.

Penny Dreadful teve 27 episódios ao longo de três temporadas

Um pouco mais sobre a cruz (simbologia)

Já há algum tempo que eu notava a ausência de ao menos algum comentário relevante a simbologia da cruz e seus muito significados em nosso blog sobre folclore e até mesmo naquele dedicado a Cosmovisão Vampyrica. No imaginário popular uma cruz pode afastar e banir os vampiros folhetinescos se quem a empunhar demonstrar certa fé e sabedoria. “Do contrário é apenas geometria” como disse ao humorista Fernando Muylaerte durante uma entrevista em 2014 na porta do evento CARMILLA. (Aliás tal video pode ser assistido aqui).

Agora vamos falar sério, neste artigo do meu irmão e editor Wagner Veneziani Costa, vamos poder conhecer um pouco mais da simbologia atribuída a cruz e os mais hábeis serão recompensado de maneira régia e apropriada com tal sabedoria. Próspera caçada!

A cruz constitui um capítulo à parte da simbologia gráfica. Símbolo extremamente antigo e de caráter universal, a cruz pode ser encontrada em um número muito grande de variações sobre seu tema. Mas o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, um vertical e o outro horizontal.
O significado arquetipal do símbolo da cruz é sempre o da conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) com o eixo horizontal (feminino); o positivo com o negativo; o homem com a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte; Espírito e matéria, etc.

A união dos opostos é a ideia central contida na simbologia da crucificação de Cristo, e a razão pela qual a cruz foi escolhida como emblema magno do cristianismo. O sentido básico da crucificação é o de experienciar a essência do antagonismo, uma ideia que reside na própria raiz da existência, já que tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas.
A cruz tem um significado religioso e esotérico para povos tão distintos e tão distantes como os fenícios, persas, etruscos, romanos, egípcios, celtas, peruanos, mexicanos e os indígenas da América Central e do Norte.

A teosofia explica o sentido místico da cruz como sendo originário do dualismo andrógino presente em todas as manifestações da natureza. A cruz significa, assim, a ideia do homem regenerado, aquele que conseguiu integrar harmoniosamente as suas duas partes e que, “crucificado” como mortal, como homem de carne com suas paixões, renasce como imortal.

Na simbologia rosa-cruz, cruz ocupa posição proeminente. Aqui ela simboliza os quatro reinos da natureza. O reino mineral anima a todas as substâncias químicas, de maneira que a cruz feita de qualquer material é símbolo desse reino. O madeiro inferior da cruz representa o reino vegetal, porque, esotericamente, as correntes dos espíritos-grupos que dão vida às plantas provêm do centro da Terra. O madeiro superior simboliza o homem, porque as correntes vitais que animam o ser humano descem do Sol e impregnam o planeta Terra. O madeiro horizontal simboliza o reino animal, que se encontra entre os reinos vegetal e humano, com a sua coluna vertebral na posição horizontal.

O estudioso Cirlot, uma das maiores autoridades mundiais em símbolos, explica também que a cruz, como o símbolo da “Árvore da Vida”, funciona como emblema do “eixo do mundo”. Situada no centro ou coração místico do cosmos, a cruz transforma-se, simbolicamente, na ponte ou escada através da qual a alma pode chegar a Deus. A cruz afirma assim a relação básica entre o mundo celestial e o terreno. Em outras palavras, é através da experiência da crucificação (o conhecimento vivenciado dos opostos) que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação).

Carl Jung comenta também que, em algumas tradições, a cruz é símbolo do fogo e dos sofrimentos da vida. Tal concepção parece ter origem no fato de que os dois eixos da cruz estão associados com os dois bastões de madeira que o homem primitivo usava para produzir o fogo, esfregando um no outro até produzir combustão. Um dos bastões era considerado masculino, e o outro, feminino.
Nas regiões celtas da Irlanda e da Bretanha são encontradas muitas cruzes com este formato, especialmente a partir do século VII. Algumas dessas cruzes célticas continham inscrições, com letras rúnicas. Algumas cruzes ainda existem na Cornualha e em Gales, nas ilhas Iona e Hébridas, como também em muitos outros lugares da Irlanda.

220px-Perelachaise-croixCeltique-p1000394Cruzes assim, feitas de pedra, são achadas ao sul da Escócia e na Cumbria, mas estas foram feitas já sob influência anglo-saxã. As cruzes célticas mais famosas são a Cruz de Kells, em Meath County e as cruzes no Monasterboice, em County Louth.

Existem numerosas representações da cruz combinada com um círculo, ao longo da história da cristandade. A chamada Cruz do Sol, que tem sua origem no paganismo do Noroeste Europeu – que simbolizava o deus nórdico Odin – e ainda nos Pireneus e na Península Ibérica – sem que haja uma origem comum entre estas e a cruz cristã.

Note-se que antigamente a palavra “cruz” no Inglês antigo/Anglo-saxão, significava “rood” (cruz de Cristo ou crucifixo). A palavra “cruz” em Inglês tem origem indireta do Latim crux, crucis, passando para kross através do Nórdico primitivo. Linguisticamente é surpreendente a forma como os invasores pagãos nórdicos/escandinavos (“Vikings”) devem ter adoptado a palavra deles para “cruz” nos anglo-saxónicos que se tornaram Cristãos.

Sabemos que os celtas foram convertidos ao cristianismo pela mensagem redentora de Cristo levada por José de Arimateia, e também por escravos fugidos por volta do ano 77 d. C., sendo criada a Igreja Celta. Devido a isso, evangélicos carismáticos, ou afins, alegam que a cruz céltica, no sentido cristão, é um símbolo pagão.

Assim como a sarça ardente, é um dos grandes símbolos do presbiterianismo. É um tradicional símbolo presbiteriano, representa o nascimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o plano da ação redentora de Cristo determinado pelo Pai, além da presença dEle na Igreja e o seu plano desde a Criação . O círculo dá uma ideia de continuidade, podendo ser parafraseado com o lema: “Ecclesia Reformanda semper reformata est (Igreja Reformada: sempre reformando!)“. 2 3

Os celtas são um grande exemplo de espiritualidade. “O cristianismo conhecido como “celta” floresceu na Irlanda, na Escócia, no País de Gales e mesmo em partes da Inglaterra, grosso modo, do quarto ao décimo séculos”. São conhecidos os nomes de missionários celtas como Patrício, Columba e Columbano, que evangelizaram o norte das Ilhas Britânicas e vastas partes do continente europeu. Mas o cristianismo celta floresceu, humanamente falando, não apenas devido ao trabalho dos missionários mais conhecidos, mas também devido ao esforço de incontáveis anônimos, pessoas sinceras em sua fé, que viviam o cristianismo com “alegria e singeleza de coração”. Foi um cristianismo que desenvolveu características próprias, que o tornavam distinto do cristianismo de inspiração romana que florescia na Europa continental no mesmo período. O cristianismo celta tinha muitas características notáveis. Entre tantas, destaca-se aqui apenas a que interessa diretamente aos propósitos desta breve reflexão: um modelo de espiritualidade centrado na criação.

Os celtas desenvolveram uma teologia que enfatizava uma visão de Deus como Senhor da criação. Ainda que não haja nada de original nesta perspectiva — os cristãos celtas não foram os inventores desta teologia —, não se pode deixar de mencionar que há diversas implicações práticas dessa visão. Uma dessas consequências é exatamente ter uma atitude constante de júbilo e regozijo na criação, que revela Deus. “Como os celtas eram um povo com forte inclinação à poesia, produziram muitas poesias comoventes, louvando a Deus pela obra da criação.” Rev. Carlos Caldas (é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Leciona na Escola Superior de Teologia e no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo). Revista Ultimato, Edição 294.
A cruz celta é amplamente utilizada pelas igrejas de tradição reformada, como os presbiterianos, batistas reformados e anglicanos reformados . Isso porque essas igrejas tiveram origem na Escócia. Há também uma ala da igreja romana que a utilizam, mas são casos bem remotos.

Broken_crossed_circle.svgAs associações culturais da cruz céltica e a cruz do sol, da qual derivou – com conotações da cristandade, Westernness, e as tradições antigas Arianas – têm desde os anos 1960, encorajado a co-opção de uma forma estilizada como o emblema de vários grupos da extrema direita, particularmente em França, incluindo o significativamente denominado Occident (Ocidente) e o GUD (Grupe Union Droit or Groupe Union Défense).Este símbolo é uma derivação da Cruz Solar e aparece por toda a Europa desde o terceiro milénio a.C. (Idade do Bronze), tendo sido utilizado sobretudo pelos povos Celtas (Celtiberos, Gauleses e Gaélicos) mas também pelos povos nórdicos. Também é chamada “Cruz de Iona”, “Cruz de Odin” e “Roda de Taranis”, sendo estes dois últimos nomes derivados da sua versão mais antiga, a já mencionada Cruz Solar. Apesar de muitas vezes ser confundido com um símbolo da Cristandade, a Cruz Celta é muito anterior, com algumas representações datadas de 5000 a.C. As suas origens são desconhecidas mas é de consenso geral que se trata de um símbolo solar, cujas semelhanças com a Suástica e com o Ankh egípcio não podem deixar de ser notadas. Tal como estes, apresenta o eixo horizontal, Feminino, receptivo, Yin e o eixo vertical, Masculino, criativo, Yang, representando tanto o Eixo do Mundo, como os Quatro Elementos e a Chave da Vida.

Com a conversão da Europa ao Cristianismo, o símbolo foi rapidamente absorvido pela nova ordem social e transformado numa cruz cristã. É muitas vezes chamada “Cruz de São Columbano”, devido a uma lenda irlandesa que conta que foi trazida para a Irlanda por este Santo. O mosteiro de São Columbano, na ilha de Iona, deu origem às denominações “Cruz de Iona” ou “Cruz Iónica”. Graças à sua antiguidade e origem europeia, a Cruz Celta, bem como a Cruz Solar e a Suástica – todas elas símbolos solares – foram adaptadas por grupos políticos radicais e o seu significado antigo foi deturpado, tendo sido substituído pelo do fascismo e da intolerância. Hoje em dia, a imagem de um destes símbolos, na maioria dos casos, já só evoca os mais recentes acontecimentos do Nazismo, do fanatismo político e da violência, tendo-se perdido assim toda a sua riqueza e significado originais.

Apesar disto, o significado tradicional está a ser, lentamente, recuperado pelas comunidades neo-pagãs, bem como por seguidores e estudiosos das antigas tradições europeias. A Cruz Celta continua a ser usada como amuleto de proteção, é associada ao heroísmo e à coragem, servindo como talismã ajuda a superar obstáculos e conquistar vitórias. Como símbolo solar também é usado para prosperidade e fertilidade. A Cruz Celta é frequentemente gravada ou esculpida em pedra, para bênção das terras envolventes. O símbolo evoca o equilíbrio e a harmonia, bem como a proteção dos Ancestrais.

2000px-Crossed_circle.svgNas décadas mais recentes, o símbolo foi adaptado pelo movimento White Nationalist, como um símbolo para a representação de todas as pessoas caucasianas europeias. Quando se utiliza este meio, às vezes chamado de “sun wheel” (roda do sol). O símbolo às vezes, também pode ser identificado com os nacionalistas radicais da Third Position (Terceira Posição) ou da persuasiva Catholic nationalist (Nacionalistas Católicos).Este novo simbolismo eclipsou bastante o tradicional em França, Itália e muitos outros países Europeus.As cruzes célticas também estão associadas a grupos políticos que defendem uma maior independência ou outras medidas relacionadas com as minorias célticas (cf Breton nationalism (Nacionalismo Bretão)).

Lógico que, além disso, tem as cores que o Premoli colocou na Cruz, que são significativas, o Vermelho no centro e o preto contornando… Mas isso vai ficar para um próximo texto… Imaginem o significado da Cruz vermelha…?

Obrigado Irmão Premoli pelo presente maravilhoso…
Wagner Veneziani Costa

FANGXTASY: Enquanto esperamos o Baile de Máscaras 2016

FLYER FANGXTASY setembro 2016SiteNa véspera do feriado ( 14/novembro) o evento FANGXTASY THE AUTHENTIC VAMPYRIC AND GOTHIC NIGHT sedia a 12.a Edição Anual do Tradicional Baile de Máscaras Veneziano que se iniciou ainda em 2004 nos eventos criados pelo Dj, Escritor e Empresário Lord A:. (conheça seu trabalho e 18 anos de carreira neste link).

Tal evento se realizará no POISON BAR & BALADA (Rua Morato Coelho, 651, próximo do Metrô Fradique Coutinho) de propriedade do Dj Demoh (residente do antigo Nias) e todas as atrações e expositores estão sendo organizados e sob a curadoria de Srta Xendra Sahjaza (conheça mais de seu trabalho artístico e empresarial).

O evento também marcará a gravação do quarto episódio do documentário #VAMPYRE PRIDE que emoldura a história destes 5 anos de Fangxtasy através dos olhares e vivências dos seus frequentadores. Inclusive você pode assistir aqui a parte 1 e neste outro link a parte 2. Além disso, o Fangxtasy registra em video suas edições e oferece um rico acervo de memórias e sonhos de todo este tempo de existência – assista todos estes videos no site oficial.

Enquanto esperamos o sensacional BAILE DE MÁSCARAS VENEZIANO/2016 do Fangxtasy preparamos uma coletânea especial de todas atrações que se apresentaram por lá neste ano.