ASSISTA AGORA DIAMANDA GALAS LIVE IN LONDON (19.06.2017)

EXCLUSIVO! Diamanda Galas Live in London, a diva de sombria elegância realizou uma apresentação muito especial, confira um pouco do show graças ao registro do nosso correspondente Fabio Hathock!

Diamanda Galás é cantora, compositora e instrumentista, conhecida pelo seu trabalho avant-garde e experimental. Conhecida pelo seu perito piano, assim como sua distintiva, voz de ópera, que tem uma extensão de três oitavas e meia. O critico Robert Conroy disse que ela é “sem dúvida uma das maiores cantoras da América”, e há uma certa freqüência dos críticos em compararem sua voz e a da célebre Maria Callas.

Já trabalhou com muitos compositores de vanguarda, incluindo Iannis Xenakis, Vinko Globokar e John Zorn. Ela fez seu debut no Festival d’Avignon, em França, como solista na ópera Un Jour Comme Un Autre de Globokar. O trabalho foi patrocinado pela Amnistia Internacional. Estudou jazz e música clássica desde tenra idade, formação, que se revela ao longo de todo o seu trabalho. Ela estudou uma ampla gama de formas musicais, bem como artes visuais, antes de ir para a Europa. A apresentação aconteceu no espaço Barbican, contando com a produção da Serious uma das mais importantes empresas especializada em shows da Inglaterra.

Bastante interessada no trabalho de poetas que foram exilados, aprisionados, assassinados ou viveram com medo por culpa de regimes políticos rígidos e controladores, Diamanda Galás já transformou em música o trabalho de figuras como Pier Paolo Pasolini, Konstantínos Kaváfis, César Vallejo e muitos outros. Diretores como Francis Ford Coppola, Clive Barker, Oliver Stone e Wes Craven utilizaram a voz de Diamanda Galás em suas obras

Via Londres é a coluna em video periódica de reportagens diretamente da cidade de Londres com o músico e compositor Fabio Hathock da banda Horse and Hathock – a cada novo programa, curiosidades, lugares e muita informação da clássica capital das histórias de vampiros e com uma das cenas mais estilosas do mundo! Não percam os próximos episódios e assine o Canal: www.youtube.com/user/officinav­ampyrica – para acompanhar as novidades!

JYRKY 69 (The 69 Eyes) lançando seu primeiro álbum solo!

Lembram do Jyrki 69? Sim o vocalista da banda The 69 Eyes e do seu projeto paralelo de rockabilly The 69 Cats! Ele está lançando seu primeiro álbum solo intitulado “Helsinki Vampire” pela lendária Cleopatra Records!

Muito bem não confundam o lançamento com o primeiro DVD da sua banda lançado pela Nuclear Blast na década passada. Além da sua carreira como músico ele também é Embaixador da Boa Vontade da Unicef e desde 2013 faz campanha contra o tráfico e a exploração sexual infantil no oeste da África e apoia campanhas que previnem a proliferação do vírus HIV no Kenya. Além disso é um fã inverterado de quadrinhos de terror lançou uma HQ de Zombies lá na Finlândia!

Vamos as novidades da sua carreira solo, compartilhadas do site dos parceiros do ROCKARAMA

Jyrki 69, vocalista da banda gótica finlandesa The 69 Eyes, anunciou que lançará seu primeiro álbum solo, intitulado “Helsinki Vampire”, no próximo dia 23 de junho pela Cleopatra Records. segundo descrito, o material “segue a mesma linha do The 69 Eyes e adiciona uma textura mais rica e atmosfera mais sombria”, mas o que está deixando os fãs de fato empolgados é a produção de Johnny Lee Michaels, profissional responsável pelos maiores clássicos do The 69 Eyes, como “Blessed Be” (2000), “Paris Kills” (2002), “Devils” (2004) e o mais recente “Universal Monsters” (2016). É esperado que a parceria entre Jyrki e Michaels remeta a sonoridade clássica dos primeiros álbuns que trabalhou ao lado da banda.

Os primeiros videoclipes já evidenciam uma pegada e tanto do The 69 Eyes, trazem referências e participações bastante especiais. Em Bloodlust temos o saudoso Lemmy Kilmister, do Motorhead interpretando um vampiro!

Além da qualidade da música em si, também se destaca no material a inclusão de imagens do filme “Sunset Society”, que será lançado neste segundo semestre e estrela grandes nomes como o saudoso Lemmy Kilmister (Motörhead), Dizzy Reed (Guns N’ Roses), Tracii Guns (L.A. Guns) e o ator e diretor de filmes adultos Ron Jeremy. “Sunset Society”, dirigido por Vicente e Fernando Cordero da Industralism Films, tem como enredo a lendária Sunset Strip e um grupo de vampiros, liderados pelo personagem de Kilmister.

“‘Bloodlust’ é como o filme ‘The Lost Boys’ [‘Os Garotos Perdidos’] levado para os dias de hoje na Sunset Strip. Não estamos todos felizes em ver que Lemmy está bem? Ele vive para sempre!”, comentou Jyrki 69 para a Rolling Stone.

“Motörhead é mais que uma simples inspiração musical, é todo um estilo de vida que Lemmy simboliza. A vida se tornou mais difícil sem um novo álbum ou turnê do Motörhead. O encontrei muitas vezes ao longo das décadas por todo o mundo. Nunca o incomodei no Rainbow Bar & Grill! Estou orgulhoso em ainda ter o General a bordo! Eu mostrei o vídeo para Ron Jeremy (que também está nele) no Rainbow Bar & Grill no final de semana passado, e ele adorou!”, finaliza Jyrki 69.

Last Halloween também é integrante da trilha sonora do filme “Halloween Pussytrap! Kill! Kill!”, que, inclusive, integra o videoclipe com diversas cenas. O longa no estilo horror slasher é estrelado por Richard Grieco.

O lançamento será nesta sexta feira 23 de Junho em CD e vinil e as faixas anunciadas são as seguintes:

01. “Ad Infinitum”
02. “Versailles”
03. “Spanish Steps”
04. “Bloodlust” (integrante do filme “Sunset Society”)
05. “Last Halloween” (integrante do filme “Halloween Hell House”)
06. “Happy Birthday”
07. “Call Of The Night”
08. “Perfection{
09. “Close Your Eyes”
10. “In Your Dreams”
11. “Sayonara” (exclusiva para a versão em CD

DRACULA VEM AÍ EM NOVA SÉRIE!

O grande aniversariante do mês de maio retorna para mais uma nova aventura, agora em um seriado dirigido pelos criadores do seriado britânico Sherlock! Sim, Drácula vem aí para novas aventuras. Mas antes de falarmos deste retorno vamos lembrar que o World Dracula Day 2017 celebro os 120 anos da publicação do romance de Bram Stoker. Aqui no Brasil teve até noite de gala numa parceria entre o Escape Hotel e a Rede Vamp, recordem o evento aqui!

Também preparamos uma seleção bem atual de romances brasileiros e estrangeiros que contam com a participação do Conde e imaginam possíveis sequências para o grande clássico da literatura do terror. A propósito nosso correspondente britânico, Fábio Hathok, viu um dos exemplares originais da obra, lembre este momento emocionante aqui.

Os Criadores do seriado Sherlok, preparam uma nova série sobre Dracula

Mark Gatiss e Steven Moffat, criadores de “Sherlock”, estão reunidos para a criação de uma nova série sobre Drácula, baseada no clássico vampiro de Bram Stoker. Sue Vertue, da Hartswood Films, ficará por conta da produção.

A coisa não é tão imediata, uma vez que Gatiss e Moffat estão atualmente focados em projetos individuais neste momento. Entretanto, segundo informação revelada pela Variety, conversas já estão em andamento com a BBC, que obteve grande sucesso com “Sherlock”, para os direitos de transmissão no Reino Unido.

A previsão é que a série sobre Drácula adote o mesmo formato que “Sherlock”, com episódios longos. Como os scripts ainda não escritos, ainda não há informações sobre cast.

“Drácula” será a primeira colaboração entre Moffat e Gatiss desde o último episódio de “Sherlock” exibido na Grã-Bretanha em janeiro. Eles disseram que não há planos atuais para uma nova temporada de “Sherlock”, mas não descartaram voltar a escrever mais episódios no futuro.

Moffat escreveu e produziu seis temporadas da série de ficção científica “Doctor Who”, da BBC, antes de se demitir. Gatiss é ator e roteirista, tendo estrelado “Game of Thrones” e várias séries britânicas, incluindo a própria “Sherlock”, na qual ele interpretou Mycroft, o irmão de Holmes. No passado ele falou sobre o seu amor pelos clássicos filmes de terror, em particular a versão de 1958 para ”Drácula”, estrelada por Christopher Lee e Peter Cushing.

Ainda não está claro se, como “Sherlock”, “Dracula” terá o cenário britânico moderno como palco. No enredo de Stoker, de 1897, o Conde se muda da Transilvânia para a Inglaterra em busca de sangue novo.

Este novo “Dracula” não será a primeira tentativa nos últimos anos de adaptar a história gótica de terror para TV. Em 2013 os produtores de “Downton Abbey” fizeram “Drácula” para a NBC, durando apenas uma temporada.

Fonte ROCKARAMA

Vale pontuar que a nova série infelizmente não é uma sequência do vanguardista Drácula da NBC que comentamos os episódios e a narrativa aqui e recordem quando a série foi anunciada, aqui.

 

Dracula em novas aventuras literárias

O mês de maio foi marcado pelos festejos do World Dracula Day, celebração iniciada pelo próprio Dracre Stoker, descendente direto do célebre autor irlandês Bram Stoker. Na cidade de São Paulo participamos mais uma vez com um evento fantástico que ocorreu no sensacional ESCAPE HOTEL (falamos mais dele aqui neste link). Já são 120 anos da publicação desta grande obra que ganhou ainda mais força com o advento do cinema e assegurou um lugar inalcançável para o conde transilvanico no imaginário e na cultura pop mundial.

Inclusive o próprio historiador Arturo Branco no seu livro As Origens de Drácula conta que segundo o site norte americano IMDB o personagem é mais conhecido do que Jesus Cristo! Neste artigo escolhi 4 livros derivados da criação de Stoker sendo dois deles brasileiros e os outros dois estrangeiros que certamente irão agradar bastante vocês e que com toda certeza provam que Drácula está bem vivo no coração dos fãs – e nas páginas destes quatro livros indispensáveis. (Não esquece de visitar nossa livraria)

 

A VINGANÇA DE DRÁCULA

O romance escrito pelo brasileiro Davidson Abreu e lançado na Bienal do Livro de 2016 pela Madras Editora promete e ainda cumpre uma aventura sensacional com o grande vampiro retornando dos mortos e ambientado com maestria na atmosfera dos filmes da Universal e também da Hammer. Anos depois de sua derrota nas mãos de Harker e Van Helsing, o vampiro se ergue novamente graças aos seus aliados e coloca em ação um plano implacável de dominação ao continente europeu. Um dos trunfos de Davidson são o grau detalhado das estratégias e artimanhas utilizados pelo conde, fruto da ampla vivência do autor no campo tático e militar. O que mais gostei no livro é que ele ousa especular que tais planos foram apenas adiados por conta do envolvimento romântico com a jovem Mina Harker.

Ao longo da obra todos os fãs do Drácula cinematográfico encontram uma bela homenagem ao célebre ator Christopher Lee nos trejeitos, posturas e descrições do grandioso protagonista. Outro detalhes aprazível são os personagens secundários que homenageiam grandes ícones do cinema de terror e da literatura fantástica. Como o livro é baseado em muitos elementos surpresas e uma quantidade muito bem descrita de detalhes históricos fica chato desvelar muitas passagens bacanas pois estas serviriam como spoilers da trama. Então, no meu papel de autor deste artigo eu prefiro incentivar vocês a adquirirem o livro e se aventurarem em suas páginas. Eu me diverti bastante, é como visitar o castelo sombrio de velhos amigos. Um romance de tirar o fôlego!

 

A FILHA DE DRÁCULA

Se existe um nome na literatura de terror e do fantástico brasileiro que todo fã tem a obrigação de conhecer este é o de Rubens Francisco Lucchetti que desde os anos cinquenta assombra nosso imaginário com obras de tirar o fôlego. (Ele é o mestre do Fangstasia nacional, conheça sua obra e outros vampiros que há 170 anos assombram o nosso imaginário local) Não podemos esperar menos do que isso no seu novo lançamento “A FILHA DE DRÁCULA” do que um retorno aos tempos áureos das histórias de terror desenhadas no Brasil e nos fangstasias (termo que designa literatura vamp) desenvolvidos por ele até os dias de hoje. Um tom cinematográfico como os dos filmes de Jean Rollin podem ser degustados em cada uma de suas páginas. Isso sem mencionarmos as inspirações e influências nas trilhas sonoras lapidadas e impregnadas nas sentenças de suas páginas, ilustrando o destino de Irina, filha do conde amaldiçoado.

Drácula! Nome que apavora e faz tremer, desde o mais incrédulo e destemido mortal até a indefesa virgem… fonte preferida para saciar sua sede de transformar-se em lobo, rato e poeira. Mas a metamorfose em morcego é a mais perigosa para as suas vítimas. É quase indestrutível. Sua existência é contada ao longo dos séculos, em suas peregrinações por aldeias nevoentas na longínqua Transilvânia. Em sua eterna vigília, ele espreita a humanidade, disposto a destruir o Bem. Ele é o Príncipe das Trevas, o filho do Demônio. É a própria encarnação das forças do Mal ocultas no ser humano. Ele é a essência do Pecado! É o próprio Anticristo! Agora, vocês irão conhecer sua filha!

 

OS PODERES DA ESCURIDÃO

Imagine uma releitura do célebre romance Drácula de Bram Stocker, autorizada por ele mesmo apenas 3 anos depois do lançamento. A afirmação parece um pouco exagerada mas é exatamente o que encontraremos no livro “Poderes das Escuridão” (o título original é Makt Myrkranna, de 1901) – uma versão norueguesa do célebre vampiro. Escrito por Valdimar Asmundsson era inicialmente uma tradução de Dracula e contou com o prefácio do próprio Stocker! Sabe aquelas obras de arte que passam mais de um século ocultas? Makt Myrkranna só circulou na própria Noruega e arredores e passou batida para o resto do mundo até mais ou menos 1986, quando os acadêmicos a descobriram e ficaram estarrecidos com o prefácio de Bram Stoker!

A obra “Poderes das Escuridão” não é apenas uma tradução para o norueguês é uma obra gêmea com uma versão completamente nova de Dracula de Bram Stocker. Novos personagens, destinos diferentes para personagens célebres e um roteiro mais visceral, mais erótico e sensual e de um suspense ainda maior. Sua elegância é comparada com a de Sheridan Le Fanu, na sua obra seminal “Carmilla”.

A primeira tradução para o inglês da obra “Poderes da Escuridão” surgiu apenas em 2014 graças ao trabalho do pesquisador literário Hans de Roos – um dos maiores especialistas da obra de Stocker e autor de Ultimate Dracula. Aliás as notas de rodapé do pesquisador concedem um tom ainda mais fascinante ao contexto histórico, cultural e literário. O prefácio é de Dacre Stoker (vocês já o conhecem do World Dracula Day e também deste outro artigo) ele é sobrinho bisneto do autor de Drácula. O posfácio é de John Edgar Browning. A obra tem o potencial de agradar fãs de romances góticos, horror e da literatura vampiríca.

Alguns dos destaques deste livro ficam por conta do tom erótico mais direto tanto do advogado Harker em relação a uma das vampiras do castelo, quanto as do próprio conde perante suas noivas e presas. Outro ponto interessante é que o Conde deixa a Transilvânia não apenas buscando por uma amada imortal, mas por ter esgotado as zonas de caça de sua velha terra e ambicionando conquistas políticas e territoriais – dominando os vivos através da magia e sacrifícios bem cruéis. Aspectos que antecederam o que veríamos surgir no cinema cerca de seis décadas depois. Aqui o Conde Drácula é verdadeiramente uma ameaça para toda a humanidade.

 

DRÁCULA O MORTO VIVO

Este livro consiste na sequência oficial do célebre romance Drácula do escritor irlandês Bram Stocker de 1897, foi escrito por seu sobrinho-bisneto Dacre Stoker (você já o conhece do World Dracula Day e deste outro artigo no Rede Vamp) e o historiador Ian Holt, publicado em 2009 despertou um verdadeiro furor editorial no mundo todo – no Brasil o autor inclusive participou de uma animada videoconferência na Bienal do Livro que abriu as portas durante o Dia dos Vampiros daquele ano. (Aliás conheça o Dia dos Vampiros)

A história é ambientada em 1912 incluindo novos personagens como Jack o Estripador, o próprio Bram Stocker e o novo protagonista que é Quincey Harker (filho de Jonatham e Mina, do livro original) agora envolvido com uma tempestuosa montagem teatral do próprio romance Dracula. A jornada irá o conduzir rumo aos segredos perigosos do passado dos seus pais. A obra também marca o retorno de personagens originais como o Doutor Seward (antigo protegido de Van Helsing) agora debilitado pelo vício em morfina. A trama começa a pegar fogo quando Quincey encontra seu pai empalado em Picadilly Circus. O livro retêm o clima vitoriano original com a história sendo contada através de diferentes pontos de vista expressos nas suas correspondências e diários de viagem. Muito deste conteúdo vem de anotações deixadas pelo próprio Bram Stoker e aproveitadas com sabedoria por Dacre e Ian. A ideia da obra veio do historiador e parceiro Ian Holt, inicialmente Dacre se viu um  tanto quanto cético em abraçar um projeto de tamanha dimensão e expressão no imaginário e na cultura pop. Ambos brincaram que o material legado por Bram era tão rico que foi como se ele fosse o terceiro autor do romance. Procuramos devolver a dignidade da obra original, sim é o retorno do verdadeiro Drácula. Já existem especulações de uma vindoura adaptação cinematográfica deste livro no IMDB.

O ano de 2009 foi extremamente promissor no mercado literário vampiresco pois marcou o lançamento da trilogia da escuridão de Benício Del Toro e Chuck Hogan (adaptada como o seriado The Strain) e ainda a saga iniciada pelo romance “A Passagem” de Justin Cronin que também está sendo adaptada para o mercado dos seriados. A série True Blood também experimentou seu ponto mais alto durante a segunda temporada na HBO, uma adaptação da saga The Southern Vampire Mysteries de Charlaine Harris. No mesmo ano o canal Warner estreou a primeira temporada de The Vampire Diaries com evidente sucesso, outra adaptação da saga homônima dos livros. Não é impossível imaginar a adaptação deste livro para o cinema.

VOXVAMPYRICA#303 Astrologia e Cosmovisão Vampyrica

Vox Vampyrica #303 “Astrologia e Cosmovisão Vampyrica” apresentação Lord A:. & Xendra Sahjaza com DJset de Flavio Fernandes, Dj residente do extinto Armagedon só na www.antenazero.com edições inéditas toda segunda-feira a meia noite! Conheça o artigo que inspirou a pauta desta edição!

Há mais de uma década no ar e com 300 edições já realizadas a Vox Vampyrica é o seu programa de webradio dedicado ao contexto Vamp, Darkwave, DarkElectro, PostPunk e vertentes no Brasil, América do Sul e Portugal. Iniciado como um podcast caseiro em 2006 por Lord A : . acabou se tornando um programa semanal em 2010.Desde 2014 Srta Xendra Sahjaza se tornou apresentadora do programa e em 2016 acolhemos em nossa equipe o jornalista Sérgio Pacca e nossa amiga Leylane Frauches como criadores dos textos de abertura e o DJ residente Flávio Chiclé responsável por diversos djsets desde então!

VOX VAMPYRICA#302: A Lança do Destino e o Santo Graal

Vox Vampyrica #302 “A Lança do Destino e o Santo Graal” apresentação Lord A:. & Xendra Sahjaza com DJset de Flavio Fernandes, Dj residente do extinto Armagedon só na www.antenazero.com edições inéditas toda segunda-feira a meia noite! Leia o artigo completo e suas expansões aqui

Há mais de uma década no ar e com 300 edições já realizadas a Vox Vampyrica é o seu programa de webradio dedicado ao contexto Vamp, Darkwave, DarkElectro, PostPunk e vertentes no Brasil, América do Sul e Portugal. Iniciado como um podcast caseiro em 2006 por Lord A : . acabou se tornando um programa semanal em 2010.Desde 2014 Srta Xendra Sahjaza se tornou apresentadora do programa e em 2016 acolhemos em nossa equipe o jornalista Sérgio Pacca e nossa amiga Leylane Frauches como criadores dos textos de abertura e o DJ residente Flávio Chiclé responsável por diversos djsets desde então!

VOX VAMPYRICA #301: Precisamos Falar sobre Saturno!



Vox Vampyrica #301 “Precisamos falar sobre Saturno” apresentação Lord A:. & Xendra Sahjaza com DJset de Flavio Fernandes, Dj residente do extinto Armagedon só na www.antenazero.com edições inéditas toda segunda-feira a meia noite!

Há mais de uma década no ar e com 300 edições já realizadas a Vox Vampyrica é o seu programa de webradio dedicado ao contexto Vamp, Darkwave, DarkElectro, PostPunk e vertentes no Brasil, América do Sul e Portugal. Iniciado como um podcast caseiro em 2006 por Lord A : . acabou se tornando um programa semanal em 2010.Desde 2014 Srta Xendra Sahjaza se tornou apresentadora do programa e em 2016 acolhemos em nossa equipe o jornalista Sérgio Pacca e nossa amiga Leylane Frauches como criadores dos textos de abertura e o DJ residente Flávio Chiclé responsável por diversos djsets desde então!

Esta artigo foi inspirado no livro A ARTE DOS INDOMADOS de Nicholaj de Mattos Frisvold publicado pela Penumbra Livros disponível em nossa loja com preço especial e entrega em todo o Brasil!

SATURNO E SUA INDOMÁVEL ERA DE OURO

Moisés. Sillería de coro de la catedral de San Salvador de Oviedo. Obra realizada entre 1491 y 1497

Sombras, dragões, lobos, os mortos, os lícantropos, os vampiros, as bruxas e a escuridão vivem ocultas em seus negros mantos e andrajos.

[UM TEXTO DE LORD A : .] Segundo a astrologia este ano e os próximos 35 que vem aí serão regidos por Saturno, algo que no mínimo provoca reações mais acaloradas e temerárias de todos os tipos. Considerado como um professor bastante severo ele distribui suas lições e corretivos sem se importar com a classe social, dogmas e ideologias reinantes. A única escolha dada é acolher como lição ou interpretar como maldição. Sombras, dragões, lobos, os mortos, os lícantropos, os vampiros, as bruxas e a escuridão vivem ocultas em seus negros mantos e andrajos. Na Cabala é Saturno, representado pela séfira Binah, quem dá a forma e por extensão o tempo e a morte – algo essencialmente feminino e no final das contas o que o leva a sua demonização no imaginário ocidental. (entenda melhor esta parte neste outro artigo)

Seu mito mais popular o relaciona ao titã Cronos que devorava seus filhos os deuses olímpicos temendo perder o poder pelas mãos de um deles. Para ajudar na construção desta imagem pouco sutil, veio o famoso quadro bem expressionista do Goya sobre o malfadado caso. A astrologia o tratou como maléfico nos tempos medievais e depois como o justiceiro do zodíaco, responsável pelas cobranças e contraposições (ou acusações). Até aqui não há novidade, acaba sendo o “basicão” e as palavras chaves que a maioria se refere a Saturno. Mas a unanimidade permanece burra e continua olhando de longe, perdendo o melhor desta importante deidade.

Na Cabala Saturno é representado pela séfira Binah, quem dá a forma e por extensão o tempo e a morte – algo essencialmente feminino e no final das contas o que o leva a sua demonização no imaginário ocidental.

Moisés (de Michelangelo, no Vaticano)

Saturno como todo deus pagão não é apenas uma sombra superficial e maniqueísta como o Deus monoteísta dos tempos modernos, onde cada um customiza como manda o próprio super-ego. Na Itália ele era um bom camarada, acolhedor e boa praça, que transmitiu os segredos da agricultura e até hoje reina sobre a chamada “Era de Ouro” acessível apenas aos hábeis e os do “Sangue”.

Neste aspecto ele deixava de ser o prosaico Cronos e passava a ser nomeado como “Koro Nous” representando aquele que contempla a natureza do absoluto para além da totalidade dos existentes, reportando a Zeus os princípios da criação, o domínio das formas eternas ou ainda o puro intelecto, além dos sete céus e do manifesto.  (A partir deste ponto você começa a entender até mesmo porque houve uma ordem secreta que o cultuava e esteve ligada a produção do filme Nosferatu ainda em 1922, relembre a história aqui)

Falando do diabo e dos seus chifres, tema recorrente para Saturno ou ainda Kronos, há a questão da raiz KRN em seu nome. Ela também é encontrada em Cernunnos ou Karneios no sentido de “poder” e “elevação”, também participa de palavras como cornus, corona e coroa. Símbolo do polo, da montanha sagrada e “local elevado” (falamos de tudo isso neste artigo, ampliaremos em breve o tema neste outro artigo sobre o mito polar) – ou ainda enquanto “cairn/marco” se referindo a túmulo ou sepulcro.

Não admira que Kronos ou Saturno viriam posteriormente a serem nomeados regentes dos Campos Elíseos, no Hades. Isso ocorre quando centro espiritual desaparece e o que pertencia a “Era do Ouro” passa a morar na Terra dos Mortos. Pois é, tudo isso e ainda esta outra face de Saturno, enquanto “Koro Nous” eu descobri há alguns anos atrás ao ler os textos dos meus amigos Nicholaj e Katy Frisvold. Inclusive abro um parêntesis neste artigo para falar um pouco mais sobre o tema:

SOBRE A ARTE DOS INDOMÁVEIS

A Arte dos Indomados, de Nicholaj de Mattos Frisvold oferece um raro banquete para apreciadores de uma visão arrojada e perene.

Recentemente tive a oportunidade de ler “A ARTE DOS INDOMÁVEIS” do meu amigo Nicholaj de Mattos Frisvold (já entrevistei ele no Vox Vampyrica, escutem o podcast aqui) na bela edição nacional desenvolvida pelos nossos parceiros da Penunbra livros. Posso assegurar a cada um de vocês que é uma obra seminal e indispensável em todos os sentidos para todos aqueles que tem parte com dragões e caminham junto de corujas.

Ao longo de suas páginas o autor apresenta a chamada Bruxaria Tradicional (termo que remete a sabedoria ou filosofia perene) através do mundo sem o restringir a um fenômeno típico europeu e sim como um patrimônio da humanidade de todos os tempos e épocas. Sem dúvida um tema audacioso ao considerarmos a amplitude englobada por tal afirmação, entretanto Nick com sua maestria e boa escrita discerne com clareza aquilo que há em comum e que permanece em tantas expressões e manifestações da bruxaria ao redor do mundo.

Sem regras e adoravelmente anárquico e indomável, o conteúdo vem a transgredir incontáveis zonas de confortos, imposições, dogmas e ideologias sobre o contexto da bruxaria promovendo uma visão holística do sagrado e do profano, prendam a respiração pois o livro não faz prisioneiros! A escuridão é um dos caminhos de cura. É um daqueles livros que ao terminar a leitura você sente falta do espírito e da atmosfera evocada em suas páginas que recordam o aroma de florestas, fogueiras e forcados.

Já está disponível em nossa LOJA ELETRÔNICA e também disponível por encomenda prévia em NOSSO ESPAÇO.  Conteúdo indispensável para membros e estudantes do Círculo Strigoi (inclusive tem uma das descrições mais belas que já tive a oportunidade de ler sobre nossas contrapartes romenas)

DE VOLTA A SATURNO

Cronos, o tempo vigia os muros do cemitério do Araçá em São Paulo

Ainda em Roma, Saturno ganhou um templo homenageando suas benfeitorias e predileção, onde a cada ano atavam fios de lã a sua estátua que era libertada apenas nas celebrações da Saturnália no solstício de inverno. Festejo popular onde os dominadores viravam escravos, as damas se vestiam de homens e assim seguia o banquete e os ditirambos. Seu principal lugar de culto se dava nas províncias romanas africanas dado seu evidente poder fertilizador – e a associação com outros mitos e ritos locais de caráter dragonistas.

Neste interessante contexto repleto de heresia e gnosticismo não surpreenderia encontrarmos algo mais sombrio e de cunho arcaico e deliciosamente pagão que remeta ao culto de Ba´al Hammon, associado a Kronos ou Saturno e também a deidade bíblica nomeada como Moloch (o que explicaria uma misteriosa associação estabelecida entre Drácula, Baal e Moloch no artigo sobre Drácula, publicado aqui)

Outro ponto no mínimo digno de nota é que esta mesma deidade algumas vezes era associada ao próprio deus Amon em outras regiões. A conexão fica ainda mais ousada se pensarmos que o próprio Alexandre O Grande, filho do Rei Filipe II e sua quarta esposa Olímpia de Épiro era tido como progênie espiritual do próprio Amon. Em aramáico e também no árabe seu nome significava aquele de “dois chifres”. Sua nobre linhagem ainda o associava ao vigoroso Herácles (ou Hércules) da parte de pai e ao semi-deus Aquiles pela parte da mãe e também foi o unificador do leste e oeste. Na obra Arte dos Indomados, o próprio autor lhe apresenta como um digníssimo e justo “Mestre Chifrudo da Arte”. Certamente, um hábil condutor através dos mares e rios turbulentos da paixão e do automatismo, rumo ao polo, axis, era dourada ou terra prometida. Tal jornada nunca foi literal ou conotativa. (no caso da Cabala de Bureus, isto fica ainda mais evidenciado, mas falaremos disso outra noite, até lá leia aqui)

Alexandre, O Grande interpretado por Collin Farrell

Falar da renascença é sempre uma tarefa interessante, principalmente no contexto que por comodidade nomeamos como “VAMP”, até mesmo por conta de assuntos associados a imagética do célebre Drácula e de sua contraparte histórica na Romênia, uma antiga província do império romano. Naturalmente os leitores e leitoras mais hábeis podem se recordar do já falamos sobre a família Bassarabi e sua descendência oriental que tinha o dragão como espírito totêmico ou ainda a família Danesti que alegava descender da famigerada serpente do paraíso. Tal assunto foi explorado com detalhes no meu livro Mistérios Vampyricos: A Arte do Vampyrismo Contemporâneo (Madras Editora,2014).

Neste sentido o império Bizantino nos é particularmente caro, dado sua proximidade e influência nas políticas do Leste Europeu, bem como os assuntos auspiciosos e o furto de grimorios e obras promovidas pelos mercenários da guarda Varrengue nos tempos da sua queda. Vale pontuar que a influência de Saturno é atribuída ao misterioso Byger Tidesson, da cabala de Johaness Bureus e a algumas variações sobre este mesmo contexto que exploramos ao longo deste artigo. Interessante pontuar que inclusive o próprio rei Filipe II era caolho, sobre a rainha Olímpia de Épiro, diziam que além de sacerdotisa deitava-se em uma cama repleta de serpentes e a peculiar coroa usada por Alexandre remetia a chifres. Vemos um pouco disso tudo na produção mais recente sobre o personagem histórico.

Eis aí o estabelecimento de uma atmosfera violenta e feiticeira, uma elite iluminada por uma teurgia singular que atuava dentro de uma cosmologia predatória para manter e preservar sua riqueza e o controle de suas posses e a transmissão do seu legado – quem aqui pensou na Ordem do Dragão e os impalamentos de Vlad Tepes?

Enfim, imaginemos o misterioso “culto a saturno” que abordamos aqui se deslocando de Constantinopla para a Itália (quem sabe a parte central do território?), sendo acolhido e abraçado pelas famílias mais poderosas de lá. A figura principal deste processo na transição do misterioso culto vem a ser o pagão e platônico George Gemistos Plethon. (falaremos mais dele numa próxima oportunidade)

Cartari Janus e Kronos, arte de Vincenzo Cartari’s Le Imagini de gli Dei (1608)

Eis aí o estabelecimento de uma atmosfera violenta e feiticeira, uma elite iluminada por uma teurgia singular que atuava dentro de uma cosmologia predatória para manter e preservar sua riqueza e o controle de suas posses e a transmissão do seu legado. Encontraremos ressonâncias disso nos movimentos e rumores sobre a emblemática Ordem do Dragão, no Sacro Império Romano Germânico. Interessante pontuar seus membros e líderes natos nas principais famílias da nobreza europeia, seus interesses e propriedades através da Itália, suas evidentes ligações com a alquimia, astrologia e magia cerimonial, delineada no meu livro Mistérios Vampyricos.

Podemos inclusive especular sobre uma elite “Illuminatti” bem anterior a irmandade de Adam Weishaupt! O que por si é inspirador e de uma nuance densamente saturnina em todos os sentidos. Enfim, o contexto é bastante rico e permite especulações marcantes interessantes ao nosso contexto em diversas camadas. Sem falarmos que a morte através do impalamento, com o sangue derramado sobre a terra era uma punição e um processo comum desta peculiar irmandade saturnina e dragonista.

UM JOGO DE SATURNO

The Game of Saturn de Peter Mark Adams, Scarlet Imprint

Mas como tal irmandade, seu culto, sua teurgia e até noções desta sombria e grave alquimia chegaram até nós? Sem dúvida como tudo aquilo que se encaixa no hall daquilo que me fascina, de maneira incidental e casual. A resposta foi a descoberta do Tarô de Sola Busca largado em uma caixa de uma adega. Talvez seja um dos primeiros decks de tarô que veio da renascença até os dias de hoje completo, ou seja com todas as cartas e ainda inspirou com suas imagens o tarô de Rider Waite (este tema será ampliado em futuros artigos!)

Extremante sublimes e algumas deveras perturbadoras – impalações, violência e retratos de operações alquímicas populares daquele tempo de intrigas diplomáticas, espionagem e disputas entre os poderosos de Ferrarese e Veneza. O baralho captura com maestria o espirito desta peculiar tradição mágicka e oferece um viés das propriedades talismânicas saturnianas e uma peça importante da tradição ocidental. Esta é a proposta do livro “The Game of Saturn” uma obra prima conduzida pelo pesquisador Peter Mark Adams, da editora inglesa Scarlet Imprint. Um delicado e elaborado estudo etno-histórico tanto do tarô quanto da elaborada tradição que gerou esta curiosa obra de arte cheia de significados escondidos, transformações violentas e ritos obscuros.

Encerro nossa jornada através do reino indomável de Saturno aqui, raios, espinhos e chifres nas cabeças simbolizam múltiplas percepções; tridentes (assim como o Trishula de Shiva) marcam a supremacia e a ascensão ao cume, ao polo e a sagrada montanha além dos rios e mares da paixão. Saturno ensina suas lições para alcançarmos tais prados – seja na “Hora dos Lobos” ou através dos seus poderosos dragões.

 

#Dracula 120 Anos & World Dracula Day: Escape Hotel e Rede Vamp celebram juntos!

Drácula celebra 120 anos! Lá de 1897 até os dias de hoje muita coisa coisa aconteceu. Neste mês de maio celebramos o World Dracula Day (desde 2014 sempre tem comemoração, saiba mais e assista o video da primeira celebração), campanha mundial que homenageia o célebre romance do escritor irlandês Bram Stoker e sua ramificação da sua obra em diversos cenários transmidiaticos – e um dos principais (e imbatíveis) personagens da cultura pop ocidental, mais conhecido até mesmo do que Jesus Cristo segundo o site do IMDB (e o autor Arturo Branco, do livro Origens de Drácula, entrevistado no Vox Vampyrica aqui).

Aliás, não deixe de ler nosso artigo sobre Drácula nas palavras do mestre maçom e editor Wagner Veneziani, aqui. E aliás, você sabia que o BRASIL já tem vampiros tocando o terror na sua literatura há mais de 170 anos? Pois é, bem antes do homenageado neste artigo os vamps já estavam por aqui.

E se você tem sede de mais, conheça a história completa do Voivode Romeno e da sua Ordem do Dragão, narrada pela primeira vez em idioma português por monges da Valáquia no livro MISTÉRIOS VAMPYRICOS, a arte do Vampyrismo contemporâneo!

A celebração deste ano ocorreu em grande estilo com uma parceria entre a ESCAPE HOTEL e a REDE VAMP com uma palestra sobre a trajetória dos vampiros com ênfase no Dracula de Bram Stoker, na persona histórica do Voivode Vlad III da Casa Bessarabi e também do personagem da cultura pop apresentada por Lord A:., autor do livro Mistérios Vampyricos A Arte do Vampyrismo Contemporâneo.

E para celebrarmos nossos leitores que agendaram sua participação nos games da ESCAPE HOTEL no mês de Maio ganham 10% de desconto – só informando que viram a matéria aqui no REDE VAMP

A casa de jogos de fuga Escape Hotel realiza em maio a ação #Dracula120, que comemora os 120 anos do livro Drácula, uma das mais relevantes obras primas entre os romances góticos do século 19, cuja primeira edição foi lançada pelo escritor irlandês Bram Stoker em 26 de maio de 1897. A ação conta com apoio cultural da Rede Vamp.

A largada da comemoração cultural foi dada nesta quarta-feira, 3 de maio, em evento para 120 jornalistas e convidados nas dependências do Escape Hotel, com palestra do escritor Axikerzus Sahjaza, conhecido como Lord A, um dos grandes estudiosos brasileiros de temas relacionados a ‘vampirismo’, e apresentação de Manoel Gonçalves Neto, idealizador da HeroesBrasil, uma plataforma digital de conexão entre doadores e hemocentros, do Instituto Colabore. Além das apresentações, o Escape Hotel fez a pré estréia de um pocket game de fuga gratuito baseado na história do Conde Vampiro. O jogo grátis, disponível com hora marcada para os paulistanos todas as quintas e sextas-feiras até o final de maio, é uma pequena (mas diferente) experiência prévia daquilo que os jogadores enfrentam no jogo completo Drácula, versão paga com uma hora de duração.

A ação #Dracula120 inclui também descontos exclusivos em livros relacionados ao tema organizados em uma área tematizada na FNAC Pinheiros. O esquema é simples: quem jogar no Escape Hotel em maio ganha vouchers de descontos de 20% nos livros da área #Dracula120, e quem adquirir livros na loja da FNAC recebe cupons com 10% off para jogar na sala Drácula do Escape Hotel.


Nas mídias sociais, aproveitando o buzz, o Escape Hotel criou uma programação de anúncios para incentivar a doação de sangue, com links diretos para a Fundação Pró-Sangue e para a HeroesBrasil. Os anúncios também serão veiculados em redes sociais ligadas a sites culturais paulistanos, como o Kultme. Tanto na casa de games quanto na FNAC, além disso, serão distribuídos impressos da Pró-Sangue explicando a importância da doação – e como realizá-la. Foi uma noite e tanto onde juntos celebramos a importância deste grande romance e toda sua influência no imaginário ocidental, confirmou Lord A:. responsável pelas celebrações desta data no Brasil desde 2014. Que prometeu retornar ao longo do mês para jogar com os amigos o escape game da sala Dracula.

“A ocasião nos pareceu perfeita – e a causa é com certeza relevante já que apenas 1,8% dos brasileiros costuma doar sangue, quando a OMS recomenda 5% como ideal.” Com a veiculação de conteúdos em redes sociais e sites, somada aos contatos diretos com o público, a empreendedora Vanessa von Lezsna, outra das sócias da casa, calcula que serão impactadas mais de 45 mil pessoas durante o mês de maio.

“Vínhamos pensando há algum tempo em como usar o poder de mobilização que temos para ajudar em causas socialmente importantes”, diz Patrícia Estefano, uma das sócias do Escape Hotel.

SERVIÇO:

Escape Hotel – Avenida Pedroso de Moraes 832, Pinheiros, São Paulo (SP)
Aberto de terça a domingo das 10h às 23h
Reservas: 11.3637-0007

FNAC Pinheiros – Praça dos Omaguás 34, Pinheiros, São Paulo (SP)
Aberto de segunda a sábado das 10h às 21h e aos domingos das 10h às 20h
Fone: 11.3579-2000

HeroesBrasilFundação Pró-SangueRede VampKultme

Sobre o Escape Hotel – O Escape Hotel é a primeira opção de entretenimento interativo do Brasil 100% temática e cuja ambientação e imersão no universo dos jogos de escape começam na calçada. Ao entrar na recepção, os jogadores fazem check-in e são conduzidos ao quarto previamente reservado, onde têm uma hora para procurar pistas, decifrar enigmas e encontrar a saída. Criado pelas empresárias Vanessa Von Leszna e Patrícia Estefano, o Escape Hotel fica em um prédio de três andares em São Paulo e oferece salas com jogos roteirizados para diferentes públicos e faixas etárias, além de cine sala, espaço para treinamentos de RH e vivências de escape games customizadas para o mercado corporativo. Na web, está no site oficial e no instagram!

 

A Lança, o Graal, as Runas e a Cosmovisão Vampyrica

“A serpente, o dragão, Lucipherus, Abraxas e Baphomet são guardiões do conhecimento e tesouros do âmago da terra. Ctônicos, associados erroneamente ao mal, são iniciadores na Gnose e avessos a domesticação através dos dogmas. Desafiam a ordem vigente e rejeitam a inclusão em rebanhos. Por isso se tornaram ícones a serem combatidos. Simbolicamente cumprem o papel de psicopompos e rasgadores do véu (Paroketh). Questionam o sistema e suas fraquezas. Inspiram ao hedonismo e o poder individual, que são suas virtudes.” Giancarlo Kind Schimdt [clique na imagem e escute nossa entrevista com o tarólogo e simbologista]

[UM TEXTO DE LORD A] Sempre haverá quem pensa e dialoga consigo através de palavras, verbos e sentenças. Mas existem outros que o pensamento e o diálogo consigo se dá através de um alinhamento sedutor de imagens, na musicalidade e nas sensações provocadas por elas através de certas posturas.

Hábeis no delinear e no caminhar através de diferentes universos sem mesmo sair do lugar onde se encontram, aqueles que ao dormirem apenas caminham na outra terra ou navegam através das marés no luar (falamos disso aqui).

Aqueles que tem um olho no outro lado, além do véu e que simultaneamente vêem e atuam neste mesmo selvagem jardim.

Este artigo é para cada uma destas pessoas. Para quem sabe que certos astros errantes se desvelam em plenitude como marcações, medidas e sussurros para quem procura nos fluxos e refluxos dos vórtices e nos redemoinhos do próprio poder imaginário e criativo – onde dialogam com aquele ou aquela que os confronta para testar e provar a integridade e substância de cada um.

Também somos o povo do forcado que simplesmente sabe o porque de uma letra “Y” em nosso “Cosmovisão Vampyrica” ou ainda o que vem aliado a uma runa chamada “Kyn”, lá da velha Suécia (já falamos disso, aqui). Hábeis para reinarem sobre si e expandirem seu domínio e maestria através de toda a árvore da vida.

Cosmovisão Vampyrica não é para supersticiosos de nenhum tipo, não é para quem acredita no literal ou no denotativo daquilo que vivemos, destina-se aos hábeis em nossa arte invisível e ofício sem nome.

No contexto do oculto Cosmovisão Vampyrica a letra “Y” já foi associada a Deusa Hécate e inexiste uma verdade absoluta sobre isso.

Cosmovisão Vampyrica não é para supersticiosos de nenhum tipo, não é para quem acredita no literal ou no denotativo daquilo que vivemos, destina-se aos hábeis em nossa arte invisível e ofício sem nome. Quem precisa acreditar tolamente ou ainda refutar o que somos, o que fazemos e representamos não sobreviveria aos abismos que escalamos ou sobrevoamos através das estações e estâncias que percorremos com nossa “Arte”. Quem se abala ou se deixa ofender com brincadeiras e preconceitos diante disso tudo quer apenas ser convencido de que estaria no caminho de possuir uma verdade e ter um passatempo para fazer algo a sua imagem e semelhança. O que investigaremos neste artigo se preocupa com a natureza arquetípica, a inspiração e ao que influencia e traz como consequência na prática “mágicka” pura e simplesmente.

De todas as armas que podem nos ferir creio que o intento, o nosso espírito e a nossa mente, sempre volátil, elétrica e relampejante seja o que há de mais perigoso e ameaçador. Onde estacionamos nossas ideias também é outra parte desta delicada equação.Quantas vezes você não se deixou ou se permitiu ser ferido pelo teor de emoções ou juízos que reconheceu ou aceitou vindo de outros? A mente ou o espírito podem ser uma temida e afiada lança ou estaca, cujo a ferida arde e sangra e vem a se somatizar no próprio corpo. Ao mesmo tempo e em outra estância ou estação elas são o próprio graal capaz de curar toda e qualquer ferida.

A mente ou o espírito podem ser uma temida e afiada lança ou estaca, cujo a ferida arde e sangra e vem a se somatizar no próprio corpo. Ao mesmo tempo e em outra estância ou estação elas são o próprio graal capaz de curar toda e qualquer ferida.

Representações do Axis Mundi, eixo do mundo – também uma metáfora para a ponta da lança ou ainda da roca das tecelãs.

A lança do destino e o santo graal aparecem juntos através do ciclo Arturiano (inspirado pelos escritos e o tantra ocidental da Rainha Eleanor de Aquitânia), na mítica de Wolfram von Eschenbach, acabam sendo acolhidos na base formativa dos mistérios da Rosa e da Cruz – e mais especialmente na ópera Parsifal do alemão Richard Wagner. Deixando a moral datada e o regional para explicar, veremos que a lança (um eixo vertical ou relâmpago) e a taça (ou ainda uma dama, um caldeirão, a pedra filosofal, um livro ou uma tábua de esmeralda com instruções especiais – ou simplesmente o presente e a terra sob nossos pés) figuram nos mistérios do imaginário humano de incontáveis aeons. A união ou melhor dizendo a integração dos opostos enquanto representações de polaridades (Masculino X Feminino; Luz X Sombra; Fogo X Gelo) é o poder expresso na metáfora que alterna entre a lança e a taça…

A Távola Redonda tem muitas representações

E neste momento da trilha isso é verdadeiramente importante, pois fala de uma vivência direta e não de meros dogmas ou ideologias. Também fala de um risco inerente, que envolve trazer para si e viver sem manuais de instrução ou regras alheias. Então é preciso saber como se cuidar, quando é hora de espetar ou de curar.

“Pedras cadentes” e os símbolos de suas faces indicam operações alquímicas, inicialmente as 3 faces desveladas ilustram a transmutação cíclica do Sal para Enxofre (Sulhphur) e então mercúrio. Nascimento, iniciação e a maestria na alquimia.Santo Graal ou Pedra Filosofal são formas de se cristalizar sonhos ou transmutar vivências.

Gungnir era a lança mágicka do Deus Odin, feita da madeira da árvore da vida dizem que sua haste paralisava ou iniciava guerras. Sempre que arremessada voltava ao seu dono. Na Cosmovisão Vampyrica e outras vias de perene sabedoria representam o eixo vertical que aponta para a constelação circumpolar do Draco;

Para o que nos interessa neste artigo a lança ou a taça são apenas estâncias e representações de uma mesma lição ou poder para transmutar e focalizar aquilo que carregamos em nossa jornada de vida. No simbolismo mais primitivo a lança é o relâmpago flamejante e refulgente que vem do alto, arma de dragões como a arcaica Tiamat de onde veio toda a forma do mundo, uma arma posteriormente tomada por seu neto Marduk ou ainda Zeus ou Thor em outros tempos e reinos.

A invencível lança “Gugnir” figura no mito de Odin dos povos Nórdicos, onde ele se deixou trespassado nela por nove dias e noites para conquistar o poder das misteriosas runas, marcas, mantras, sussurros e posturas mágickas – após conquistar e reclamar para si tamanho poder ele veio a se regenerar e tomou o reinado dos nove mundos. Isso não o isentou dos compromissos com a Caçada Selvagem e com a deusa Hel velada como sua parceira neste mito e no rito que inspira o contexto Vamp (assim como em todas suas expressões e manifestações sob diversas máscaras no velho mundo).

Se você desenha sons ou apenas sabe ler e escrever com o alfabeto contemporâneo, você realiza magia ao contemplar um texto e aprender com ele como realizar algo que desconhecia, diante do olhar de um analfabeto.

A Pedra Cadente de Johaness Bureus é uma das muitas representações influenciadas pela mítica do graal.

Podemos encarar a tudo isso como folclore ou pelo viés da superstição – ou pelo que insinuam, sibilam, inspiram e influenciam como uma seleta tecnologia espiritual para os hábeis que decifram e compreendem tais sussurros e suas mensurações pictográficas e simbolistas, vivenciando as pradarias das possibilidades. O que falamos aqui trata-se de runas revividas sob um enfoque alternativo ao Asatru e outros movimentos convergentes ou ainda revivalistas e afins.

Se você desenha sons ou apenas sabe ler e escrever com o alfabeto contemporâneo, você realiza magia ao contemplar um texto e aprender com ele como realizar algo que desconhecia, diante do olhar de um analfabeto. Da mesma forma que um músico hábil diante de uma partitura que rapidamente transforma em sons aqueles traços e marcações, quem não domina tal linguagem fica estarrecido e contemplando o resultado daquele ato. Quando falamos de Runas ou do alfabeto Hebráico (ou ainda do Enochiano ou do alfabeto do Desejo de Spare) temos um efeito parecido, mas acrescido de um aparato conceitual, são representações sencientes que englobam formas, histórias, mitos, musicalidades, numeração (eventualmente) e afins a conduzirem mente e espírito através do outro lado sem retirar o corpo do lugar.

Da mesma forma que um músico hábil diante de uma partitura que rapidamente transforma em sons aqueles traços e marcações, quem não domina tal linguagem fica estarrecido e contemplando o resultado daquele ato. Quando falamos de Runas ou do alfabeto Hebráico (ou ainda do Enochiano ou do alfabeto do Desejo de Spare) temos um efeito parecido

Ainda na obra de Bureus temos a Cruz Rúnica que marca estâncias alquímicas do humano retomando a deidade análogo ao eixo vertical e lidando com os ciclos e os espelhamentos do eixo horizontal.

Além de servirem como mediadores (e graduações) espirituais no constante tráfico entre o etéreo e o selvagem jardim, entre o sol e a lua e por vezes até um calendário lunar. Pense agora no que precisa fazer para cristalizar um sonho ou ainda para transmutar em vivência ou sabedoria própria algo que viveu no dia a dia. Nosso graal ou pedra filosofal está aí, seu néctar e o que flui dele são endereçados nestes peculiares “glifos”.

Se no mediterrâneo musas e harpias sibilam suas canções, ao norte da Europa as Valquírias desempenham a mesma função trazendo o frenesi e o elixir vermelho da inspiração. Cada alfabeto senciente é dotado de camadas de como o percebemos desde uma mais explícita (material, midgard, maaiah ou selvagem jardim) e outras mais elaboradas que chegam até uma realidade espiritual (pense em termos terra, ar, água e fogo, aliás analisei os elementos como os circuitos da consciência nesta palestra no evento Taromakia) e trazem de lá possibilidades e uma visão mais clara e adamantina para a escuridão ou o desterro na sombra bem-amada da criação. ( a matéria, o tempo e a forma, água, o telúrico e a escuridão representam símbolos essencialmente ligados ao feminino, falamos disso aqui)

Cada alfabeto senciente é dotado de camadas de como o percebemos desde uma mais explícita (material, midgard, maaiah ou selvagem jardim) e outras mais elaboradas que chegam até uma realidade espiritual

Parsifal, agora iniciado e hábil nos poderes da lança cura o rei pescador com o santo graal ofertado pela donzela

O Parsifal da opera de Richard Wagner nos é especialmente caro neste sentido, ele vive toda a história na mesma região onde cresceu e a cada passagem de sua jornada espiritual desvela um novo sentido e altera sua percepção sobre o lugar. Ele inicia a história como um jovem tolo e desregrado ainda que casto e bondoso, mas comete alguns erros crassos. O que poderia ser uma maldição se desvela como lição numa segunda parte da história onde ele se torna hábil para aprender e compreender seus atos, durante o embate com o antagonista.

No terceiro ato ele torna-se santificado ou iniciado nos mistérios da lança e com o poder de a utilizar para criar o bom caminho na fatídica sexta-feira santa, de escuridão e morte. Venerando a lança ele trilha o bom caminho e se vê no Templo do Graal, unindo a lança e a taça, curando seu bom rei de uma ferida que não se fechava e redimindo o vilão e antagonista responsável por todos os desafios e males que o acometeram na jornada – derrotando a própria morte. Uma analogia pronta é o caminho do pilar celeste, chamado de ponta da lança ou de eixo da roca na Cosmovisão Vampyrica. Vale pontuar que na tradição ocidental Parsifal é o Aleph e o Arcano do “Tolo” ou do “Louco” nos Tarôs.

O omphalos, centro ou umbigo do mundo é onde você se coloca.

Se você irá se ferir ou ferir terceiros bem como se regenerar ou ajudar outros com tal medicina é uma escolha pessoal e intransferível de sua pessoa, de como proclama o poder do teu signo solar, assim como as consequências. A “Lança” ou “Santo Graal” você escolhe mediante a estância ou estação que vive.

Estamos sempre no centro e no cerne de onde escolhemos nos posicionar – o que muda é nossa percepção e como saboreamos o frenesi e o néctar da inspiração oferecido pela musa de cada um. (lembra que falamos de graus ou graduações, agora pouco?

Pense em uma roda horizontal ao redor de tal eixo) O mesmo eixo vertical é onde ascende o dragão (sua cabeça aponta o norte e para onde ruma nossa Magia; a cauda marca a fonte, raiz e usina de energia que move você). Você pode contemplar a tal roda horizontal pelas oitavas mais baixas, reagindo mecanicamente as situações da vida ou de uma postura mais refinada, aí voltamos a falar sobre a letra “Y” e a runa “Kyn”, na vida você pode ser a caça ou o caçador. Desperte o leão negro da meia-noite!

A apreciação deste contexto será mais ampla com a leitura do artigo Astrologia e Cosmovisão Vampyrica.


Para finalizarmos este artigo não o contexto, vale ressaltar que a mítica de Parsifal, da alquimia e do movimento pré Rosacruz alcançaram o mar Báltico e suas runas na figura mítica de Johanness Bureus e suas Nobre Runas (Adulrunas) que reviveu o contexto rúnico da Suécia no século XVII após um hiato onde o imaginário deles foi tomado pela cultura clássica e o cristianismo. O contexto de Bureus, das Adulrunas, do hermetismo e seu rico esplendor mágicko serão abordados por Lord A:. na 1,a Conferência Brasileira de Runas depois de mais de uma década de práticas e estudos no Círculo Strigoi inspirada pelas obras e estudos de Thomas Kalrson, Susan Akerman, Edred Thorson (Dr.Stephen Flowers), Guido Von Lizt e muitos outros.