A Lança, o Graal, as Runas e a Cosmovisão Vampyrica

“A serpente, o dragão, Lucipherus, Abraxas e Baphomet são guardiões do conhecimento e tesouros do âmago da terra. Ctônicos, associados erroneamente ao mal, são iniciadores na Gnose e avessos a domesticação através dos dogmas. Desafiam a ordem vigente e rejeitam a inclusão em rebanhos. Por isso se tornaram ícones a serem combatidos. Simbolicamente cumprem o papel de psicopompos e rasgadores do véu (Paroketh). Questionam o sistema e suas fraquezas. Inspiram ao hedonismo e o poder individual, que são suas virtudes.” Giancarlo Kind Schimdt [clique na imagem e escute nossa entrevista com o tarólogo e simbologista]

[UM TEXTO DE LORD A] Sempre haverá quem pensa e dialoga consigo através de palavras, verbos e sentenças. Mas existem outros que o pensamento e o diálogo consigo se dá através de um alinhamento sedutor de imagens, na musicalidade e nas sensações provocadas por elas através de certas posturas.

Hábeis no delinear e no caminhar através de diferentes universos sem mesmo sair do lugar onde se encontram, aqueles que ao dormirem apenas caminham na outra terra ou navegam através das marés no luar (falamos disso aqui).

Aqueles que tem um olho no outro lado, além do véu e que simultaneamente vêem e atuam neste mesmo selvagem jardim.

Este artigo é para cada uma destas pessoas. Para quem sabe que certos astros errantes se desvelam em plenitude como marcações, medidas e sussurros para quem procura nos fluxos e refluxos dos vórtices e nos redemoinhos do próprio poder imaginário e criativo – onde dialogam com aquele ou aquela que os confronta para testar e provar a integridade e substância de cada um.

Também somos o povo do forcado que simplesmente sabe o porque de uma letra “Y” em nosso “Cosmovisão Vampyrica” ou ainda o que vem aliado a uma runa chamada “Kyn”, lá da velha Suécia (já falamos disso, aqui). Hábeis para reinarem sobre si e expandirem seu domínio e maestria através de toda a árvore da vida.

Cosmovisão Vampyrica não é para supersticiosos de nenhum tipo, não é para quem acredita no literal ou no denotativo daquilo que vivemos, destina-se aos hábeis em nossa arte invisível e ofício sem nome.

No contexto do oculto Cosmovisão Vampyrica a letra “Y” já foi associada a Deusa Hécate e inexiste uma verdade absoluta sobre isso.

Cosmovisão Vampyrica não é para supersticiosos de nenhum tipo, não é para quem acredita no literal ou no denotativo daquilo que vivemos, destina-se aos hábeis em nossa arte invisível e ofício sem nome. Quem precisa acreditar tolamente ou ainda refutar o que somos, o que fazemos e representamos não sobreviveria aos abismos que escalamos ou sobrevoamos através das estações e estâncias que percorremos com nossa “Arte”. Quem se abala ou se deixa ofender com brincadeiras e preconceitos diante disso tudo quer apenas ser convencido de que estaria no caminho de possuir uma verdade e ter um passatempo para fazer algo a sua imagem e semelhança. O que investigaremos neste artigo se preocupa com a natureza arquetípica, a inspiração e ao que influencia e traz como consequência na prática “mágicka” pura e simplesmente.

De todas as armas que podem nos ferir creio que o intento, o nosso espírito e a nossa mente, sempre volátil, elétrica e relampejante seja o que há de mais perigoso e ameaçador. Onde estacionamos nossas ideias também é outra parte desta delicada equação.Quantas vezes você não se deixou ou se permitiu ser ferido pelo teor de emoções ou juízos que reconheceu ou aceitou vindo de outros? A mente ou o espírito podem ser uma temida e afiada lança ou estaca, cujo a ferida arde e sangra e vem a se somatizar no próprio corpo. Ao mesmo tempo e em outra estância ou estação elas são o próprio graal capaz de curar toda e qualquer ferida.

A mente ou o espírito podem ser uma temida e afiada lança ou estaca, cujo a ferida arde e sangra e vem a se somatizar no próprio corpo. Ao mesmo tempo e em outra estância ou estação elas são o próprio graal capaz de curar toda e qualquer ferida.

Representações do Axis Mundi, eixo do mundo – também uma metáfora para a ponta da lança ou ainda da roca das tecelãs.

A lança do destino e o santo graal aparecem juntos através do ciclo Arturiano (inspirado pelos escritos e o tantra ocidental da Rainha Eleanor de Aquitânia), na mítica de Wolfram von Eschenbach, acabam sendo acolhidos na base formativa dos mistérios da Rosa e da Cruz – e mais especialmente na ópera Parsifal do alemão Richard Wagner. Deixando a moral datada e o regional para explicar, veremos que a lança (um eixo vertical ou relâmpago) e a taça (ou ainda uma dama, um caldeirão, a pedra filosofal, um livro ou uma tábua de esmeralda com instruções especiais – ou simplesmente o presente e a terra sob nossos pés) figuram nos mistérios do imaginário humano de incontáveis aeons. A união ou melhor dizendo a integração dos opostos enquanto representações de polaridades (Masculino X Feminino; Luz X Sombra; Fogo X Gelo) é o poder expresso na metáfora que alterna entre a lança e a taça…

A Távola Redonda tem muitas representações

E neste momento da trilha isso é verdadeiramente importante, pois fala de uma vivência direta e não de meros dogmas ou ideologias. Também fala de um risco inerente, que envolve trazer para si e viver sem manuais de instrução ou regras alheias. Então é preciso saber como se cuidar, quando é hora de espetar ou de curar.

“Pedras cadentes” e os símbolos de suas faces indicam operações alquímicas, inicialmente as 3 faces desveladas ilustram a transmutação cíclica do Sal para Enxofre (Sulhphur) e então mercúrio. Nascimento, iniciação e a maestria na alquimia.Santo Graal ou Pedra Filosofal são formas de se cristalizar sonhos ou transmutar vivências.

Gungnir era a lança mágicka do Deus Odin, feita da madeira da árvore da vida dizem que sua haste paralisava ou iniciava guerras. Sempre que arremessada voltava ao seu dono. Na Cosmovisão Vampyrica e outras vias de perene sabedoria representam o eixo vertical que aponta para a constelação circumpolar do Draco;

Para o que nos interessa neste artigo a lança ou a taça são apenas estâncias e representações de uma mesma lição ou poder para transmutar e focalizar aquilo que carregamos em nossa jornada de vida. No simbolismo mais primitivo a lança é o relâmpago flamejante e refulgente que vem do alto, arma de dragões como a arcaica Tiamat de onde veio toda a forma do mundo, uma arma posteriormente tomada por seu neto Marduk ou ainda Zeus ou Thor em outros tempos e reinos.

A invencível lança “Gugnir” figura no mito de Odin dos povos Nórdicos, onde ele se deixou trespassado nela por nove dias e noites para conquistar o poder das misteriosas runas, marcas, mantras, sussurros e posturas mágickas – após conquistar e reclamar para si tamanho poder ele veio a se regenerar e tomou o reinado dos nove mundos. Isso não o isentou dos compromissos com a Caçada Selvagem e com a deusa Hel velada como sua parceira neste mito e no rito que inspira o contexto Vamp (assim como em todas suas expressões e manifestações sob diversas máscaras no velho mundo).

Se você desenha sons ou apenas sabe ler e escrever com o alfabeto contemporâneo, você realiza magia ao contemplar um texto e aprender com ele como realizar algo que desconhecia, diante do olhar de um analfabeto.

A Pedra Cadente de Johaness Bureus é uma das muitas representações influenciadas pela mítica do graal.

Podemos encarar a tudo isso como folclore ou pelo viés da superstição – ou pelo que insinuam, sibilam, inspiram e influenciam como uma seleta tecnologia espiritual para os hábeis que decifram e compreendem tais sussurros e suas mensurações pictográficas e simbolistas, vivenciando as pradarias das possibilidades. O que falamos aqui trata-se de runas revividas sob um enfoque alternativo ao Asatru e outros movimentos convergentes ou ainda revivalistas e afins.

Se você desenha sons ou apenas sabe ler e escrever com o alfabeto contemporâneo, você realiza magia ao contemplar um texto e aprender com ele como realizar algo que desconhecia, diante do olhar de um analfabeto. Da mesma forma que um músico hábil diante de uma partitura que rapidamente transforma em sons aqueles traços e marcações, quem não domina tal linguagem fica estarrecido e contemplando o resultado daquele ato. Quando falamos de Runas ou do alfabeto Hebráico (ou ainda do Enochiano ou do alfabeto do Desejo de Spare) temos um efeito parecido, mas acrescido de um aparato conceitual, são representações sencientes que englobam formas, histórias, mitos, musicalidades, numeração (eventualmente) e afins a conduzirem mente e espírito através do outro lado sem retirar o corpo do lugar.

Da mesma forma que um músico hábil diante de uma partitura que rapidamente transforma em sons aqueles traços e marcações, quem não domina tal linguagem fica estarrecido e contemplando o resultado daquele ato. Quando falamos de Runas ou do alfabeto Hebráico (ou ainda do Enochiano ou do alfabeto do Desejo de Spare) temos um efeito parecido

Ainda na obra de Bureus temos a Cruz Rúnica que marca estâncias alquímicas do humano retomando a deidade análogo ao eixo vertical e lidando com os ciclos e os espelhamentos do eixo horizontal.

Além de servirem como mediadores (e graduações) espirituais no constante tráfico entre o etéreo e o selvagem jardim, entre o sol e a lua e por vezes até um calendário lunar. Pense agora no que precisa fazer para cristalizar um sonho ou ainda para transmutar em vivência ou sabedoria própria algo que viveu no dia a dia. Nosso graal ou pedra filosofal está aí, seu néctar e o que flui dele são endereçados nestes peculiares “glifos”.

Se no mediterrâneo musas e harpias sibilam suas canções, ao norte da Europa as Valquírias desempenham a mesma função trazendo o frenesi e o elixir vermelho da inspiração. Cada alfabeto senciente é dotado de camadas de como o percebemos desde uma mais explícita (material, midgard, maaiah ou selvagem jardim) e outras mais elaboradas que chegam até uma realidade espiritual (pense em termos terra, ar, água e fogo, aliás analisei os elementos como os circuitos da consciência nesta palestra no evento Taromakia) e trazem de lá possibilidades e uma visão mais clara e adamantina para a escuridão ou o desterro na sombra bem-amada da criação. ( a matéria, o tempo e a forma, água, o telúrico e a escuridão representam símbolos essencialmente ligados ao feminino, falamos disso aqui)

Cada alfabeto senciente é dotado de camadas de como o percebemos desde uma mais explícita (material, midgard, maaiah ou selvagem jardim) e outras mais elaboradas que chegam até uma realidade espiritual

Parsifal, agora iniciado e hábil nos poderes da lança cura o rei pescador com o santo graal ofertado pela donzela

O Parsifal da opera de Richard Wagner nos é especialmente caro neste sentido, ele vive toda a história na mesma região onde cresceu e a cada passagem de sua jornada espiritual desvela um novo sentido e altera sua percepção sobre o lugar. Ele inicia a história como um jovem tolo e desregrado ainda que casto e bondoso, mas comete alguns erros crassos. O que poderia ser uma maldição se desvela como lição numa segunda parte da história onde ele se torna hábil para aprender e compreender seus atos, durante o embate com o antagonista.

No terceiro ato ele torna-se santificado ou iniciado nos mistérios da lança e com o poder de a utilizar para criar o bom caminho na fatídica sexta-feira santa, de escuridão e morte. Venerando a lança ele trilha o bom caminho e se vê no Templo do Graal, unindo a lança e a taça, curando seu bom rei de uma ferida que não se fechava e redimindo o vilão e antagonista responsável por todos os desafios e males que o acometeram na jornada – derrotando a própria morte. Uma analogia pronta é o caminho do pilar celeste, chamado de ponta da lança ou de eixo da roca na Cosmovisão Vampyrica. Vale pontuar que na tradição ocidental Parsifal é o Aleph e o Arcano do “Tolo” ou do “Louco” nos Tarôs.

O omphalos, centro ou umbigo do mundo é onde você se coloca.

Se você irá se ferir ou ferir terceiros bem como se regenerar ou ajudar outros com tal medicina é uma escolha pessoal e intransferível de sua pessoa, de como proclama o poder do teu signo solar, assim como as consequências. A “Lança” ou “Santo Graal” você escolhe mediante a estância ou estação que vive.

Estamos sempre no centro e no cerne de onde escolhemos nos posicionar – o que muda é nossa percepção e como saboreamos o frenesi e o néctar da inspiração oferecido pela musa de cada um. (lembra que falamos de graus ou graduações, agora pouco?

Pense em uma roda horizontal ao redor de tal eixo) O mesmo eixo vertical é onde ascende o dragão (sua cabeça aponta o norte e para onde ruma nossa Magia; a cauda marca a fonte, raiz e usina de energia que move você). Você pode contemplar a tal roda horizontal pelas oitavas mais baixas, reagindo mecanicamente as situações da vida ou de uma postura mais refinada, aí voltamos a falar sobre a letra “Y” e a runa “Kyn”, na vida você pode ser a caça ou o caçador. Desperte o leão negro da meia-noite!

A apreciação deste contexto será mais ampla com a leitura do artigo Astrologia e Cosmovisão Vampyrica.


Para finalizarmos este artigo não o contexto, vale ressaltar que a mítica de Parsifal, da alquimia e do movimento pré Rosacruz alcançaram o mar Báltico e suas runas na figura mítica de Johanness Bureus e suas Nobre Runas (Adulrunas) que reviveu o contexto rúnico da Suécia no século XVII após um hiato onde o imaginário deles foi tomado pela cultura clássica e o cristianismo. O contexto de Bureus, das Adulrunas, do hermetismo e seu rico esplendor mágicko serão abordados por Lord A:. na 1,a Conferência Brasileira de Runas depois de mais de uma década de práticas e estudos no Círculo Strigoi inspirada pelas obras e estudos de Thomas Kalrson, Susan Akerman, Edred Thorson (Dr.Stephen Flowers), Guido Von Lizt e muitos outros.

ASTROLOGIA E COSMOVISÃO VAMPYRICA

Acima dos mares e rios das paixões, além da ilha dos abençoados, sob o longo manto negro jazem os refulgentes salões zodiacais a cada solstício renovando a vitalidade e presença de espírito – com suas musas ou harpias.

[TEXTO DE LORD A : .] Na escuridão e vastidão do imaginário tendemos a nos esquecer que a chamada astrologia fala muito mais de marcações e sussurros que existem lá, simbolizadas por estrelas, constelações e planetas do que de algo que ocorra nos céus noturnos além de nós.

Nossa Cosmovisão Vampyrica fala de estâncias e de estações mais comuns e frequentes para alguns do que outros e segue esta via.

Tudo que existe sob a esfera lunar é inferno para os antigos e um selvagem jardim para os nossos, símbolos e metáforas para a ilusória matéria a sombra bem-amada da criação. Aliás matéria, escuridão, trevas, tempo, ciclos, formas, duração, floresta, águas, terra são representações do feminino, falamos disso aqui.

O artigo que desenvolvemos a seguir apenas customiza alguns termos e noções da astrologia para fins comparativos mas não consistem em nenhum tipo de novidade ou linhagem oculta astrológica. Vale pontuar que para nós do Círculo Strigoi e também da REDE VAMP os chamados horóscopos de jornal e até alguma eventual versão vampírica já feita sobre aquilo é no máximo uma curiosidade e brincadeira divertida, mas que nada tem a ver com astrologia de verdade; esta também é diferente da astronomia contemporânea, astrologia versa sobre arquétipos e funções importantes de nossa vida interior como sabem. Na antiguidade a astrologia e a astronomia andaram bem próximas e eram uma ferramenta fundamental no cultivo, coleta e também da navegação, disso falaremos em uma próxima oportunidade.

ORIGENS:

A própria noção mitológica de anjos caídos como transmissores desta arte e ofício assim como a astrologia, enquanto deidades, ancestrais, espíritos e inteligências mais próximas de nós do que outras é uma analogia válida – (quem são eles, porque caíram? Contaremos aqui).

No leste europeu inclusive termos como dragão, vampiro, lobisomem, cometa, anjo caído e afins se referem a todos capazes de emitirem seus espíritos através da noite tal como o xamã de toda espiritualidade mais bem fundamentada que já existiu. Debatemos este tópico longamente aqui!

E o que não é a Cosmovisão Vampyrica senão mais uma destas vias da arte invisível e sem nome que lida com tudo isso nos tempos de hoje? Para que serviria senão descobrir como seria você em perfeito equilíbrio e livre de tantas amarras, estranhos ritos e pactos diversos que assumiu ou herdou no decorrer da vida. Até mesmo por isso que formulamos um “Eu-Feral”, falamos sobre lobos e até mesmo dragões, além de outros processos singulares.

ALGUMAS NOÇÕES BÁSICAS

A SEDE: Um dos atributos mais comuns do vampirismo é a sede pela vida e o espírito da ausência ou o vazio sufocante provocado por ela; o tal do vazio ou da ausência também podem ser interpretados como o que fazer diante de uma ordem ou padrão desconhecido ou inesperado, desprovido de qualquer obrigatoriedade ou expectativa de preenchimento.

A tensão que antecede adentrar um espaço escuro ou de um escritor diante da folha em branco. Há também a questão da casa astrológica vazia ou ausente do seu regente que deixa aquela parte da missão ou desafio de vida como algo opcional que nada soma ou nada retira na jornada de alguém. A tal da neutralidade a ser percebida com atrito ou sem atrito de acordo o observador.

OS ERRANTES: O termo PLANETA vem de “errante”, “que vagueia” ou “que viaja” em termos vampíricos sobraria para o planeta “Saturno” (sempre ele tomado como justiceiro ou maléfico pelo vulgo).Sua associação mais famosa remete ao Nosferatu daquele filme de 1922 da Prana Films e patrocinado por uma discreta sociedade chamada Fraternita Saturnis. Inclusive seus integrantes afirmavam que o personagem era criado inspirado por uma estátua que recebia libações e representava a manifestação da sua egregora. Debatemos longamente isto no vídeo e neste artigo.

Júpiter também tem uma associação menos conhecida com o vampirismo expressa no mito que envolve o rapto de Ganimendes (perpetuar a jovialidade e o vigor, através do homossexualismo) e a fórmula da Águia Negra descrita no livro “Vampiros: Origens, Lendas e Mistérios”  de Marcos Torrigo (2009, Editora Ideia e Ação).

Particularmente a Lua é especialmente cara a Cosmovisão Vampyrica e o tema será desenvolvido posteriormente.

O PRÍNCIPE DA ESCURIDÃO, A MUSA E O DRAGÃO: Aprenda a reconhecer o Príncipe da Escuridão (ou seja sua própria refulgência estelar que determina e é determinada seus princípios, alcances e fins), A sua Musa (que lhe inspira e o potencializa,  diferentemente daqueles fantasmas famintos que espreitam e apenas querem sua atenção e vitalidade) e o Dragão (a potência a ser direcionada, modelada e cavalgada rumo a cristalização do teu intento);

Saber onde está o teu próprio signo solar e sua expressão de poder, aonde está a lua (como você expressa suas emoções e a sensibilidade) e o ascendente (como você pisa e traz para o selvagem jardim os intentos ou intenções), bem como seus graus seria a forma menos lírica e mais prática de explicar tal fundamento. Os graus dos ascendente são fundamentais para se descobrir a carta do “significador” para os amantes do tarô – mas falaremos disso outro dia.

CAPUT E CAUDA DRACONIS: Marcam pontos onde a órbita da Terra ultrapassa a da Lua, a Caput Draconis delineia o norte, o rumo e o futuro (inclusive a próxima vida); a Cauda Draconis marca de onde viemos, a fonte, nossa raiz, o passado, a memória, a vivência, as pulsões ou o instinto. Observe onde estão posicionadas no seu mapa, aprenda e desenvolva seu poder. Saiba mesclar as influências da raiz e do alto da sua própria árvore da vida pessoal.

A RODA DA FORTUNA: Há tempos é alvo de controvérsias, marca onde encontrará sua felicidade ou ainda o ponto de equilíbrio e seu próprio eixo em vosso mapa pessoal. O assunto é desenvolvido nos encontros do Circulo Strigoi.

LILITH, A LUA NEGRA: Alguns programas que calculam mapas astrológicos já incluem sua marcação e na Cosmovisão Vampyrica tal conhecimento representa poder e é importante.

A Lua Negra não é um corpo celeste, mas sim o foco vazio da órbita da Lua em torno da Terra. Sua posição no mapa pode indicar sentimentos de falta, assim como o lado sombrio e escabroso da personalidade.” Conforme apresentado no artigo do conceituado site Constelar,

Outra fonte apuradíssima de pesquisa é a obra “As faces escuras da Grande Mãe” de Mirella Faur (pgs51 a 97Editora Alfabeto, 2016) O assunto é desenvolvido nos encontros do Circulo Strigoi, há 11 anos e em breve receberá um artigo próprio. Enquanto isso recorde nossa websérie LILITH de 2011.

O ZODÍACO: Visualizado como círculo de feras ou de animais dividido pela observação natural em 12 casas ou signos que marcam a passagem do sol e das quatro estações divididas em 3 partes no seu começo, meio e fim. Cada um é regido por um “Errante” (Planeta, Astro) e associado a uma constelação de estrelas fixas (não confundir com signos fixos); cada casa representa uma delas e a sua maneira é regida por uma dessas constelações.

O Zodíaco é uma evidente herança das primeiras comunidades agrárias deste selvagem jardim. Os povos pré agrários, caçadores de uma era anterior se orientavam através de um calendário lunar e alguns incluíam Júpiter em suas observações pontuais. Tal medida é particularmente mais cara aos do “Sangue” por razões óbvias ligada a fórmula do Eu Feral. Nos dois casos (agrário e caçador) tal legado permanece em nós naquilo que se convencionou chamar de arquétipos.

O signo representa simbolicamente as mudanças que acontecem no mundo compartilhando da “atmosfera”, “energia”, “sabor”, “as hostes”, “cortejos” ou ainda o “Sangue” de cada estação em termos de Cosmovisão Vampyrica. Por exemplo o signo de Áries representa o fogo cardinal ou angular que inicia a primavera no hemisfério norte, capaz de degelar o inverno; Câncer, a água cardinal inicia o verão; libra o ar cardinal inicia o outono e capricórnio a terra cardinal o inverno. Para nós do hemisfério sul isso causa certo estranhamento entre o símbolo e o que ocorre em nosso ecossistema – mas que não compromete de nenhuma maneira a funcionalidade zodiacal.

Segundo o Constelar: “(…) Basta pensarmos que, durante milênios, a percepção do zodíaco foi lentamente construída por civilizações que se desenvolveram acima da linha do equador, como as da Mesopotâmia, Egito, Índia e região do Mediterrâneo. A chegada da Astrologia Ocidental ao hemisfério sul ocorreu há relativamente pouco tempo (cinco séculos), quando os arquétipos astrológicos já se encontravam cristalizados. Há, contudo, alguns astrólogos que defendem a inversão dos signos para o hemisfério sul.(…)” Fonte.

ELEMENTOS E TESOUROS: Os quatro elementos filosofais se dividem em Fogo, Água, Ar e Terra e em 3 graduações muito importantes conhecidas como Cardinais (Angulares) que iniciam, Fixos (Sucedentes) consolidam e Mutáveis (Cadentes) disseminam o que nos dá um total de 12 padrões ou ainda 12 Signos ou constelações fixas (o tal do zodíaco) utilizado na astrologia e no chamado mapa astral. Resumindo:

 

OS SIGNOS FIXOS:

As esfinges, as musas, os vampiros e as quimeras sempre irão devorar ou ainda drenar a vitalidade e a presença de espírito de quem não souber as contemplar, espreitar, caçar e as conquistar.

Não surpreende que possamos encontrar a própria noção do que temos hoje como vampirismo, na forma de algo ou de alguém polarizador de atenções na própria astrologia.

A própria noção dos chamados signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) eles concentram seus respectivos elementos (Terra, Fogo, Água e Ar) para fixa-los e quando entram em excesso do próprio elemento se tornam polarizadores de atenção e extremamente tóxicos para si, para os outros e também para o ambiente onde convivem.

É interessante verificar o posicionamento dos quatro pilares no mapa (os signos fixos, que abordamos neste artigo) e avaliar como pode funcionar o vampirismo (no caso parasitismo, mesmo!), simplesmente conhecendo o Ascendente e a presença deles em certas casas.

Os signos fixos marcam os meios das estações, são ligados a resistência para se deter e superar obstáculos; são voltados para dentro, para resistir exteriormente aos fatos.

Decifra ou entenda minha expressão, minha energia ou senão lhe devoro 

Eis a sentença desta esfinge ou quimera moderna, composta de 4 figuras singulares corpo de touro (Touro, A Terra), garras de leão (Leão, o Fogo), asas de águia (uma dimensão mais elevada de escorpião, as águas) e rosto humano (Aquário, referente ao ar). Tanto a esfinge quanto a quimera são uma representação para os quatro pilares do templo e um outro símbolo ocultista muito popular expresso na sentença “Saber, querer, ousar e calar” – muito apreciado e conhecido na Cosmovisão Vampyrica.

“Saber”

Qualidade aquariana, elemento AR

“Querer”

Qualidade Leonina, elemento FOGO

“Ousar”

Qualidade escorpiana, elemento ÁGUA

“Calar”

Qualidade taurina, elemento TERRA

Tal sentença nada mais é do que a força concentrada de cada elemento. Prove na sua vida o poder destes quatro verbos e nos conte suas vivências nos comentários ao final deste “Post”. O vampirismo vulgar ou a tal da polarização de atenção surge quando os elementos destes signos de natureza fixa se encontram desarmonizados ou em notório excesso – expressão máxima de concentração daquele elemento. Desta maneira, ao invés do SABER, QUERER, OUSAR E CALAR passamos a ter o polarizador na sua expressão parasítica nas formas:  “O FALADOR, O AGRESSOR, A VÍTIMA E O INDIFERENTE “ ávidos por drenar a presença de espírito, a atenção, o foco e a vitalidade dos outros. Aliás, tudo a ver com nosso artigo sobre parasitismos do cotidiano, publicado aqui 

O FALADOR: Associado ao princípio distorcido de Aquário, o falador fala até matar. Pergunta, questiona, quer respostas, quer racionalizar tudo, quer psicologizar tudo, e vem com chavões, frases feitas, clichês e formuletas prontas, analisando-nos até que não nos reste mais energia. Um mudo atrai outro mudo, ou um falador; o falador atrai um igual, ou um INDIFERENTE! Lembra do afim atrai afim? Ou do mais do mesmo, já falamos disso aqui.

A VÍTIMA: Associado ao simbolismo distorcido de Escorpião, a vítima vive em busca de situações que confirmem que ela é uma pobre miserável. Dentro da simbologia escorpiana há a capacidade horrorosa de fazer as pessoas se sentirem culpadas. Mexe com o emocional, elemento Água. É interessante observar que um agressor gera outro agressor, ou uma vítima; uma vítima gera outra vítima, ou atrai um AGRESSOR. Ainda há a vítima profissional como a criança flor ou o vampiro psiquico (PsyVamp).

O AGRESSOR: Correspondente ao princípio distorcido de Leão, o agressor se faz valer da violência e da intimidação para manipular, controlar, esvaziar as energias alheias. Antes que alguém diga: “minha mãe faz isso e não é leonina!”, respondo: todos nós temos Leão em algum lugar do mapa. Um estudo apurado do mapa pode permitir compreender O QUE ativa o mecanismo agressor de sua mamãe. Além do agressor, temos o seu complementar psicológico: A VÍTIMA

O INDIFERENTE: Obviamente associado ao princípio distorcido de Touro, o indiferente mudo escangalha a energia alheia e chupa-a toda através do silêncio mortal, estilo “o que você tem meu bem?”; “nada…”, responde o vampiro, mergulhando em inenarrável silêncio. Isso perturba as pessoas, ou pode atrair/gerar o outro tipo, chamado: O FALADOR! Se você aprendeu estas quatro mecânicas, sua visão e padrão de escolhas na vida podem se tornar mais íntegros e plenos.

Enquanto no grego termo Dragão fala de Clara Visão o termo Eidos fala da matéria sucetível a tal visão. Nossa vitalidade e presença pode se perder nos signos fixos

Os leitores e leitoras mais hábeis prontamente encontraram neste artigo uma importante ferramenta de espreita e de mensuração para sua jornada.

Evidentemente sempre teremos parasitas do cotidiano quando nos colocamos a mercê do olhar de terceiros, de sua aprovação ou ainda aceitamos medidas que não são as nossas – que nos arremessa aos “loopings” de repetição presentes em nossa “alma animal” ou ainda em nossas oitavas mais baixas, repletas de padrões de comportamento mecanicistas e que nos aproximam de um autômato, insensato e insensível.

Outro provocador de parasitismos no cotidiano vem quando deixamos o intelectual no lugar do emocional ou ainda do sensorial – as possíveis permutas de quando deixamos as coisas de um no lugar do outro inevitavelmente nos conduzem ao falador, agressor, vítima e indiferente ao invés da maestria do saber, querer, ousar e calar.

O Tópico dos signos fixos é uma re-leitura do artigo de Alexey Dodsworth e Roseane Debatin, publicado no conceituado site Constelar e um dos artigos mais fascinantes que já li sobre o tema.

DIMENSIONANDO E MENSURANDO A ENERGIA

A Caçada Selvagem se dá nos céus noturnos em noite com ou ainda sem lua. sob a guarda das constelações fixas há muito a ser descoberto, apropriado, levado para onde lhe é mais afim ou exterminado… boas vindas aos prados das possibilidades… fatos que viveu mascaram essências que persistem na sua vida…

Agora é o momento de você espreitar e caçar sob o longo e aveludado manto negro da noite ou ao menos delinear um mapa ou representação que possa lhe ser mais funcional e proveitoso para entender onde se encontram seus parasitas pessoais. O mapa pode ser feito com o app Aquarius 2 Go disponível na playstore e afins. Note que este tutorial não exclui e tampouco simplifica a arte e o ofício da astrologia – sendo muito mais proveitoso se você tiver acesso a um profissional da área (neste caso indico o Marcelo Del Debbio, que além de vocês já conhecerem pelo trabalho sólido e respeitoso já partilhado em artigos na REDE VAMP, realiza uma ação social muito bacana onde desenvolve o contexto astrológico e cabalístico, neste link).

Os signos fixos marcam os meios das estações, são ligados a resistência para se deter e superar obstáculos; são voltados para dentro, para resistir exteriormente aos fatos. TOURO é ligado a valores pessoais e estabilidade; LEÃO conserva a personalidade e firmeza pessoal; ESCORPIÃO mantêm o sensorial, intuições e sentimentos; AQUÁRIO banca as ideias e sustenta as diferenças. O excesso de planetas nos signos fixos alimenta a teimosia e padrões que não deram certo, resistência a mudança. Já a falta (ausência) de planetas nos signos fixos mostram a falta de estabilidade, dificuldade de concluir coisas e de sustentar ideias e opiniões. Tipos de parasitismo bem evidenciados e danosos.

Obtido seu mapa astrológico verifique em que casas ou signos há a maior concentração de planetas; em especial as casas chamadas “Sucedentes”:

CASA 2

O Ter, as Posses, os Ganhos e as Perdas-TOURO regido por Vênus

CASA 5

O Ser, os Jogos, as Diversões, os Namoros-LEÃO regido pelo Sol)

 CASA 8

A Morte, as Transformações, as Heranças e o Oculto-ESCORPIÃO regido por Marte

 CASA 11

As Amizades, o Coletivo, o Humanismo, a Excentricidade-AQUÁRIO regido por Saturno

Verifique também onde se localizam o signo solar, a lua no signo e o ascendente e se por ventura estão ligados aos signos fixos e sua relação, isto conta mais pontos do que o estágio anterior para mapear aquilo que te rouba presença de espírito e vitalidade – mas que oferece lições de transformação e transmutação relevantes para a vida prática.

Neste exercício os 7 astros clássicos: Sol, Lua, Mercúrio, Marte, Vênus, Júpiter e Saturno – Sete grandes imersos em radiante escuridão, como dito nos ritos da Cosmovisão Vampyrica – são aqueles que mais tem a falarem sobre o contexto abordado neste artigo. Cada um deles tem características específicas nos quais a simbologia pode ser estuada em obras como “Kabbalah Hermética” de Marcelo Del Debbio (Daemon Editora, 2016), “Liber Null & Psiconauta” Peter J. Carol (Penumbra Livros, 2016) e ainda “Sistemagia” Adriano Camargo Monteiro (Madras Editora, 2006) e “Rituais de Aleister Crowley” Marcos Torrigo (Madras,2001) são alguns dos meus livros nacionais favoritos sobre o tema

Para fins interpretativos pessoais se você tiver uma ênfase dos “astros” (Vênus, Sol, Marte e Saturno) nas chamadas casas angulares, deverá trabalhar a temática dos signos fixos em assuntos cruciais como o “eu”(casa 1), família (casa 4), relacionamentos (casa 7) e ofício (casa 10). Se a ênfase planetária estiver nas casas cadentes (3, 6, 9 e 12 dos signos mutáveis) aconselhamos trabalhar a constância, nas crenças e ideias. Outro jogo, outro mapa se a ênfase vier com “astros” mutáveis (Mercúrio e Júpiter) nas casas sucedentes (2, 5, 8 e 11 a dos signos fixos) deverá ser trabalhada a instabilidade e a inquietação nos assuntos que pedem definição regidos pelos signos fixos.

Tais observações são apenas anotações básicas e iniciais que requerem a posterior meditação e reflexão de cada leitor ou leitora deste artigo. Espreite como perde vitalidade ou presença de espírito nos tópicos que encontrar e as lições e conquistas que provêm de tal caçada e o que pode ser estocado. Os conteúdos observados e anotados podem ser trabalhados nos ritos de contemplação e de espreita da Cosmovisão Vampyrica.

Retornaremos a esta parte do labirinto futuramente e expandiremos alguns assuntos.

 

Lilith (Webserie com Lord A+Protagon Studio,2011)

[APRESENTAÇÃO: LORD A:.] Lilith para alguns uma deidade e para outros um demônio foi um tema recorrente que predominou na minha carreira entre os anos de 2006 a 2009. No ano de 2011 a convite da amiga e produtora Vivi Briti registramos alguns trechos deste conteúdo nos videos que compartilhamos neste post. Hoje, mais de uma década depois do início da minha carreira como conferencista ainda tenho carinho por todo este conteúdo ligado a esta deidade das terras de Canaã e tão demonizada na mitologia dos hebreus. Hoje em dia a vejo correspondente a deusas como Ishtar, Innana, Astarte ou Anat conforme narrado nos mais antigos mitos iniciáticos da humanidade. Seria injusto também não mencionar aqui minha filha espiritual Lilith Melanie e como sua trajetória de vida muito me ensinou sobre tal deusa, conheça a história dela aqui.

Definitivamente este videolog não é mais uma entrevista com o Vampyro. A ideia é explorar o elemento lúdico da arte de “encantar histórias” (sendo assim é levemente teatralizado), de preferência aquelas que carregam um certo tabú e algum mistério…neste caso escolhí Lilith, uma deídade do antigo oriente médio que ao longo de sua trajetória foi uma grande deusa dos desertos árabes comparada a Afrodite na antiguidade…mais recentemente tornou-se ícone de movimentos feministas e até mesmo uma poderosa deusa vampira como vímos recentemente no seriado TrueBlood da HBO…para muitos dos integrantes da Subcultura Vamp ela é a indizível (e indomável) matéria escura da noite…a vastidão, a amplitude…se definida por um, torna-se outra coisa…e assim vamos contando sua história ao longo dos quatro primeiros episódios…

Se para você tudo isso parecer uma boa história, trazer alguma inspiração e despertar a sede de saber mais sobre Lilith e os temas que abordamos, ótimo, nosso objetivo terá sido atingido.Terá sido uma Caçada Feliz! Afinal tudo isso é apenas uma história…não é?

Originalmente produzido no ano de 2011 os quatro primeiros episódios de “Lord A:. The Videolog” trazem o mito e a história de Lilith – uma antiga deídade que reinou nos desertos do oriente médio na antiguídade como um delicioso conto de fadas sombrio, desenvolvido com tons de mitologia comparativa, ocultismo, história e suas apropriações ao longo dos tempos…narrado em meio a escuridão a luz de uma fogueira e de tochas…

. . .
FICHA TÉCNICA

Apresentação & Roteiro:
Lord A:.

Câmera
Willian Sassano

Edição
Vivi Amaral

Estúdio
Protagon

Trilha Sonora:
Saliva Y Sangre (Obscene Version)
Lua Nigra

Pactos e Rituais para se tornar Vampiro ou Vampira

Então procura um pacto ou um ritual para se tornar um vampiro ou vampira?

Na internet existem dezenas de ritos e de pactos que oferecem e entregam como se tornar um vampiro ou vampira, você não acha que o mundo seria muito melhor se a maior parte deles ao menos soubesse o que é um VAMP?

Vieste ao lugar certo… contaremos aqui tudo aquilo que nunca respondemos nos mais de 197 e-mails e mensagens de redes sociais que nunca respondemos sobre isso ao longo destes últimos 14 anos de atividade da REDE VAMP!

Sabemos que não há mito sem rito e nem rito sem mito. Histórias da carochinha ou joguetes despropositados não nos interessam. Poderíamos compartilhar aqui incontáveis formulações, ladainhas, ritualísticas e barganhas de todos os tipos e espiritualidades que já vimos só nos últimos 14 anos de atividade da REDE VAMP (e não foram poucas). Mas nenhuma delas toca no ponto mais importante:

“O poder conquistado é e sempre será superior ao tal do poder implorado, mendigado ou dado por terceiros que vemos em todos esses ritos de internet e livrecos que prometem o que não podem cumprir.O que é dado pode ser tomado de volta.”

E nem falo isso para cortar o barato ou por soberba de nenhum tipo. As melhores magias e ritos independem de outras pessoas ou de qualquer entidade lhe autorizar viver a vida que você constrói (e determina) para si a cada instante e que lhe deveria o satisfazer em todos os sentidos.

Mas hoje iremos desvelar pelo menos alguns destes segredos que certas pessoas esperaram muito tempo.

Rituais Vampíricos exercem um fetiche e uma inegável atração no imaginário das pessoas e normalmente são espelhos das próprias neuroses e obsessões delas; já a Cosmovisão Vampyrica é algo mais e difícil de ser situado em palavras.

Para um VAMP o mais importante e principal  de todos os pactos, ritos e transformações que verdadeiramente funcionam são aqueles que o torna quem realmente almeja serna vida pessoal, afetiva, social, estudantil, profissional e espiritual. Assumir um relacionamento, trabalhar, estudar e frequentar lugares que aprecia e onde sente-se bem. Comprar ou alugar sua própria moradia, criar artesanato, visuais, artes e músicas; conquistar um trabalho que aprecie; vestibulares como acesso um curso e área profissional que lhe é afim são alguns desses muitos ritos cotidianos – tudo que lhe é transparente perante seus objetivos de vida se enquadram neste quesito. Encerrar ou terminar relacionamentos ou estadias em ambientes ou com ambientes tóxicos para si também são outros ritos importantes no que falamos aqui. Determinar sobre o que lhe determina, desvestir hábitos que lhe afastam do seu intento também são ritos importantes para um Vamp. Transmutar afetos, ideias e sentimentos que traz no seu ponto de vista e também paradigmas para oitavas mais elevadas ou graves de acordo a funcionalidade e o aprendizado na vida também é outro rito importante.

Isso não torna ninguém insensível, mecânico e preciso como um autômato ou inseto hiper especializado de algum gueto ideológico e dogmático “sub culturoso“. Isso não lhe torna um rei ou rainha do drama arremessando como um primata seus excrementos por toda parte para marcar território. E menos ainda um maníaco polo drenador de atenções de todos os tipos (conhecido como mala sem alça, invejoso ou invejosa, encosto e afins) ou como vampiro psíquico ou psy vamp de nenhum tipo. Tampouco pessoas que se precisam se imaginar mais alguma coisa do que outras – desde as mais humildes entre as humildes que assim pagam de  bedéis, zelosos de alguma causa social para educar e proteger alguma coisa, o que apenas mascara o próprio rancor, dissabor, melindre e ressentimento – bem como o desejo de agredirem livremente, fazendo uso até de pessoas debilitadas e incapacitadas – todos que não se submetem aos seus mandos e desmandos.

Aliás só o fato de alguém procurar ou sentir que precisa de um pacto, um rito ou alguém que o autorize ou transforme para viver o que pertence a si levanta evidentes suspeitas de ineficiência no buscador.

Ritos de espreita, de caçar, de transmutar, estocar ou partilhar o “Sangue” elencam e integram uma ampla gama de possibilidades espirituais que ocorrem em diversas outras espiritualidades e religiões – mas entre os VAMPS ganham um ar de proibido e de charme únicos…

Isso é diferente de alguém que sente atração ou curiosidade e tenta saber mais, se informar e conhecer pessoas que vivam aquilo que admira. E já adiantamos que isso apenas pode ser vivenciado fora da internet. Se você quer aprender ou apenas conhecer mais por gostar disso tudo que somos, estamos ou fazemos aqui, leia isto é uma espécie de primeiro contato ou visita ao nosso universo. Se aquilo que busca é viver um personagem, leia estes outros artigos. Se o que busca é mais estético ou filosófico, aqui encontrará muito conteúdo. Note que temas como despertar ou iniciação estão bem além disso tudo que abordamos neste parágrafo, só farão sentido se você vive com plenitude e transparência sua própria têmpera, jeitão ou destino – a tal da própria vida como você já deveria estar vivendo, disso falamos aqui!

Desnecessário pontuar que tal processo tanto no fashionismo quanto na cosmovisão o tornará algo bem diferente do que temos na cultura pop ou na dita sabedoria popular ligada aos VAMPS

 

Se estiver no seu destino (têmpera, jeitão ou determinantes) irá perceber que aquilo a se tornar desvela algo perene e que está aí desde que o mundo é mundo (assim como o xamanismo, que se encontra na base de toda e qualquer espiritualidade sólida de todos os tempos). Notará que a multiplicidade de nomes, tipos e espécies que os exegetas católicos pautaram como Vamps nada mais são do que caricaturas e fórmulas seculares inventadas por terceiros que comprovadamente nunca trilharam nossa “via”. Enquanto expressão artística, folclore ou cultural em nada nos afeta, até curtimos as mais elaboradas e criativas. Só que a partir do momento que isso meio que viola o espaço e o limite de terceiros aí o assunto muda de figura.

Vamos então falar do básico a quem se interessa por ritos, pactos e outras armadilhas semânticas que se colocam na vida

O que escrevo e partilho a seguir (de todo meu coração) é coisa de alguém que há mais de duas décadas testemunhou incontáveis histórias, que sabe do que fala e deixa uns toques e dicas práticas. Também é um empurrãozinho para quem quiser sair voando por aí por sua conta e risco, o melhor aprendizado do mundo. E se por ventura quebrarem a cara irremediavelmente a única coisa que poderemos lamentar foi a falta de bom senso e de justa medida de cada um.

Lá no fundo, todos que praticam tal “via” com seriedade e resultado sabem (independente do tempo) que para chegar lá tiveram que silenciar ou aprender a conviver com muitos fantasmas e espíritos famintos que rondam o âmago do ser.

Lá no teu cerne você também sabe isso e o que digo aqui não é e tampouco deveria ser alguma novidade. O que podemos acrescentar a partir deste ponto? Ah sim eu prometi alguns segredos…

Mas eu prometi algumas dicas e uns toques, antes de alguém se meter a ritos e pactos vamps por aí, vamos a eles:

  • Se você desconhece seu próprio pantáculo sagrado, não tente; vá atrás disso primeiro!
  • Se você não sabe escrever nem o seu nome em runas, desista;
  • Se você não tem um motto ou nome noturno, desconhece o que é isso; pesquise e compreenda!
  • Se não souber meditar apropriadamente, vá aprender!
  • Se não souber realizar exercícios basais de Pranayama (controle de respiração) nos horários apropriados, vá aprender!
  • Tem que conhecer um pouco de Asanas (posturas meditativas) , escolas de Yoga existem por aí, vá atrás!
  • É melhor aprender sobre Dharana (controle do próprio pensamento),  é razoavelmente fácil encontrar uma escola de Yoga hoje em dia. Se não fosse importante, não falaria aqui!
  • Se puder, aprenda Tai Chi Chuan e vivencie sua lida com o poder telúrico.
  • Vá atrás de um mapa astrológico com base em Kabbalah Hermética (evite toda aquela baboseira de horóscopo de jornal e de internet) saiba seus prós, suas falhas, aquilo que carrega, o que importa de verdade e o que é opcional na sua vida! Saber para onde aponta sua Caputi Draconis e os Nodos Lunares, faz toda diferença na hora da prática, aprenda mais aqui
  • Aprenda ao menos algumas noções e operações básicas de Tarot (desprovidas de superstição) para que isso possa lhe oferecer perspectivas e pontos de vista que lhe tirem de armadilhas e sinucas de bico – que virão quando a parte magicka e espiritual disso tudo se desvelar perante você.
  • Saber como Evocar, invocar, banir, armas mágickas, abençoar, amaldiçoar, processo extático, bioenergética, anatomia oculta, noções de hermetismo e afins lhe serão práticas úteis;
  • Experimente tudo isso de maneira não-ascética de nenhum tipo.
  • Tudo isto oferece mapas e representações para ao menos ter uma visão geral da floresta simbólica e do selvagem jardim onde caminha. Se você tem certeza que é só besteira o que leu até agora, vá lá e mostre como é que se faz! O problema é seu e não meu! Mas se vier nos procurar em caso de acerto ou de falha, sabemos diferenciar um sucesso temporário, uma sorte de iniciante, e principalmente reconhecer quem leu (ou ouviu falar) sobre a vivência de outros e que tenta contar como se fosse a sua também. Não adianta encenar bem, nem politizar, problematizar ou fazer drama. O resultado e as consequências são inteiramente e exclusivamente suas.

Os encapuzados descendem de uma tradição britânica associada aos seres feéricos e posteriormente ligada a Vamps e outros ritualistas

Outro ponto importante se certifique de não possuir nenhum transtorno psicológico ou depressão de nenhum tipo antes de se aventurar com tudo isso. Se realiza algum tipo de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico sugerimos que evite nossa via de cosmovisão (principalmente havendo o uso de medicamentos, já vimos os estragos que isso causam em meios políticos e até sociais da noite paulista – e como certas pessoas com problemas são usadas por alguns oportunistas). A magia apenas lhe entrega mais e mais daquilo que você já carrega e desenvolve em si e não do que espera ou acha que poderia vir a ser ou ainda ter no seu destino (tempera, jeitão e etcs). Outro detalhe você deveria ser maior de idade pelo menos e este é um requisito básico para fazer parte dos nossos treinamentos e aprendizados no Círculo Strigoi. Mas isso todo mundo já sabia e seria desnecessário sequer mencionar.

Aprender e desenvolver todos os itens enumerados acima, ocupará alguns meses ou um tempo maior do que o esperado. A maioria irá tombar logo no começo e largar mão o que é uma benção pelo menos para a gente no final das contas. Provavelmente irão engrossar o coro dos que acham que nada disso existe e praticam o vulgar ateísmo seletivo e acabam rumando para alguma expressão religiosa mais fanática e agressiva. Alguns irão durar um pouco mais, se contentarão com apenas meia dúzia de coisas e agirão como bedéis a instruírem que ninguém deve se meter com nada disso e esbanjando jargão e papo furado. Serão donos e proprietários de algumas verdades, o que inevitavelmente já ilustra o grau de despreparo e a própria falha perante nossa via. Provavelmente formarão mais sub nichos, subculturas e guetos culturais hiper especializados temerários com a popularidade de qualquer coisa que contrarie seu parvo recorte em geral politizado e bi polarizado enfrentando inimigos imaginários da própria sociedade que faz parte como todo mundo.

Aqueles e aquelas que me interessam e nomeio como hábeis estarão bem além disso tudo, perceberão que com 10 ou 20 frases, certas correspondências e alguns símbolos muito específicos, certas vivências e alguma empatia podem transcender este selvagem jardim alçando esferas mais refinadas da vida e da morte, do fogo e do gelo – podem determinar o que lhes determina. Para estes pode ser que aqui seja seu lugar antes da próxima estância ou estação.

No imaginário a figura feminina e o altar vivo é sempre um tema recorrente, na Cosmovisão Vampyrica é visto como algo que só ocorre no cinema.

Determinar aquilo que lhe determina, descobrir a escolha mais plena – além de qualquer automatismo (dogmas, crenças, ideologias, partidarismos e afins) faz a alma se elevar acima de todo e qualquer imediatismo vulgar, desfaz a intolerância (que mascara a impotência expressa no rancor, dissabor, melindre e recalque) e politicamente correto (opressão e escravidão disfarçada de humildade). Há ainda outros milhares de parasitismos cotidianos e falamos deles por aqui e eles deveriam ser considerados, interferem na sua saúde, no seu bolso, na vida afetiva, social e profissional. Influenciam todo tipo de pessoa que está a sua volta neste momento e se você não vive algo que no mínimo faz se sentir pleno e com poder neste exato instante – é um evidente sinal que você não domina esta arte, tampouco este ofício e sua vivência nesta trilha é rudimentar. Então os toques dados anteriormente neste artigo são exatamente para você.

Determinar o que lhe determina é a melhor esperança de liberdade que alguém pode almejar. Quanto custa em vitalidade para você, para as pessoas e o ambiente ao seu redor ser determinado pelo que lhe determina nas suas escolhas de vida neste momento? Vale mesmo a pena e é bom para todos não apenas para você? Quando voltar para onde mora (sozinho, com amigos ou com a família) tudo que faz não será apenas uma máscara ou desculpa para ter ficado longe por algum tempo da própria vida? Abriu o olho quando acorda e quer mais e mais da sua vida como é bem agora, mesmo que apenas enrolando só mais um pouquinho no cochilo? Quando volta para casa mesmo descontente, insatisfeito ou com sede de mais, ainda vale a pena mais um pouco de tudo isso? Aí estão suas respostas mais importantes.

Não haverá rito, pacto ou poder capaz de lhe transformar em algo que já não esteja em você e na sua vida.

Inexiste rito, pacto ou poder capaz de lhe prover sentido e orientação enquanto não achar seu próprio eixo dentre tantos fantasmas famintos, transitórios e ilusórios que o rodeiam.

Não há poder, rito ou pacto que possa lhe fazer viver aquilo que não estruturou para viver tampouco lhe dar algo diferente daquilo para o qual direcionou ou rumou com suas escolhas de vida. E se por ventura lhe der ou entregar irá tomar novamente para si quando quiser e você nada poderá fazer a respeito, afinal nunca existiu almoço grátis.

Mas ainda assim depois disso tudo você quer mais? Qual o segredo, afinal? Conte o segredo, Lord A:., o mistério e o que há por detrás de tudo isso, eu conto: Aprenda a reconhecer o Príncipe da Escuridão (ou seja sua própria refulgência estelar que determina e é determinada seus princípios, alcances e fins), A sua Musa (que lhe inspira e o potencializa,  daqueles fantasmas famintos que espreitam e apenas querem sua atenção e vitalidade) e o Dragão (a potência a ser direcionada, modelada e cavalgada rumo a cristalização do teu intento); saber onde está o teu próprio signo solar e sua expressão, aonde está a lua e o ascendente, bem como seus graus seria a forma menos glamourosa e mais prática de explicar tal fundamento – e depois de você ler este artigo por inteiro, seria injusto não oferecer um caminho inicial.

Este Artigo é um grande “ClickBait” do Bem, criado para inspirar, influenciar e ramificar ideias e práticas mais importantes e úteis para todos interessados e interessadas
neste contexto.

VAMPIROS INDEPENDENTES: VEM REVISTA NOVA!

O ilustrador e desenhista de quadrinhos André Freitas acabou de anunciar uma nova campanha de financiamento coletivo para uma nova edição dos VAMPIROS INDEPENDENTES! Quem já acompanha a REDE VAMP se recorda das bem sucedidas iniciativas anteriores deste projeto, da qualidade dos desenhos e dos roteiros desenvolvidos por ele e seus colaboradores – bem como de sua participação no BAZAR REDE VAMP e também de suas publicações em nossos eventos. Aliás o Brasil tem uma longa tradição de HQs vampirescas. Inclusive homenageamos um dos seus maiores desenhistas de todos os tempos no ano passado.

Recentemente seu trabalho e de outros desenhistas de HQS foram incluidos em nosso artigo especial sobre os 172 anos da produção cultural VAMP no Brasil. Aliás, vale lembrar que já estivemos apoiando este time criativo anteriormente pois sabemos da qualidade do trabalho deles, confira!

E aí vamos apoiar esta nova iniciativa dele e agora com 96 páginas coloridas de Vampiros Independentes? A Rede Vamp já apóia!

Reproduzindo a página da campanha: 

Olá pessoal, meu nome é André Freitas e eu estou aqui pra falar do meu novo projeto de quadrinhos, a Coletânea Vampiros Independentes.

Os Vampiros Independentes nasceram em 2014, quando eu conheci o Paulo Cesar Santos e o André Farias, os autores de Draconian. Nós dividimos mesas em uma série de eventos naquele ano acabamos nos juntando à Germana Viana em 2015 para formar, o CBGiBi.

De lá pra cá o Paulo e o André lançaram a “Draconian Viva Las Vegas”, eu lancei a “Ozman Harpocrates”, a “Ozman Thanatos”, participei da coletânea o “Rei Amarelo Em Quadrinhos”, e a Germana continuou capitaneando suas bucaneiras espaciais com “Lizzie Bordello e As Piratas do Espaço” e “As Empoderadas” para o Social Comics. Mas a ideia inicial de juntar forças de lançar algo conjunto acabou ficando adormecida, até a CCXP do ano passado quando conhecemos outros autores vampíricos e resolvemos montar uma coletânea com histórias dos nossos personagens.

Os autores de Vampiros IndependentesSão 7 histórias de vampiros passadas em cidades do Brasil. Alm de Ozman (roteiro Marco Antonio Loureiro e arte Will) e Draconian (roteiro André Farias e arte André Freitas) teremos Mare Rosso (roteiro Ana Recalde e arte Chairim Arrais), Bad Omen (roteiro e arte Alice Monstrinho), Kaori (roteiro e arte Giulia Moon), Salgado(roteiro Paco Steinberg e arte Germana Viana) e O Vampiro de Curitiba (roteiro Gabriel Arrais e arte Paulo Cesar Santos).

– 96 páginas (preto e branco)
– 20 x 27,5 cm (formato magazine)
– Capa cartonada (Papel Supremo LD 250g)

O dinheiro arrecadado nessa campanha será utilizado para cobrir os custos de impressão e envio da revista e recompensas.

72% Impressão
13% Catarse
15% Recompensas e envio

VAMOS APOIAR NOSSOS VAMPIROS INDEPENDENTES!

VAMPIROS NO BRASIL 172 ANOS (trajetória 1845-2017)

Só no Brasil já são mais de 172 anos de livros, poesias e os 60 anos mais recentes de peças teatrais, filmes, novelas, quadrinhos e etcs

Cinco décadas antes do escritor irlandês Bram Stoker publicar o célebre romances Drácula os vampiros já circulavam não só no velho mundo europeu e o Brasil já tinha seus personagens Vamps atuando por aí

Os mistérios de Chavin de Huantar

[UM TEXTO DE LORD A:.]Só no Brasil já são mais de 172 anos de livros, poesias e os 60 mais recentes de peças teatrais, filmes, novelas, quadrinhos e etcs. A contagem se inicia com a publicação de Olavo e Branca ou a Maldição Materna lá em 1845 mais ou menos (falamos destes primeiros vampiros brasileiros, aqui) Cinco décadas antes do escritor irlandês Bram Stoker publicar o célebre romances Drácula os vampiros já circulavam não só no velho mundo europeu e o Brasil já tinha seus personagens Vamps atuando por aí.

Se por ventura especularmos a presença dos xamãs trajados como morcegos, sacrifícios de sangue para aplacarem o El Ninõ nas cordilheiras e deidades de caninos alongados esculpidas nos templos e lugares sagrados das culturas pré-colombianas a coisa se torna bem mais antiga. Nossos leitores romenos, transilvanicos e valaquianos que nos perdoem, mas a terra dos vampiros está aqui na América do Sul e na América Central. Onde mais a fauna pode comportar tantos morcegos vampiros e a espiritualidade tantas deídades murciélagas como Moxica, Camazots, Exú Morcego e tantos outros?

E só nos últimos 15 anos nos tornamos um dos maiores mercados editoriais onde o tema VAMP se destaca e impressiona outros países europeus e norte-americanos. Embora o mais correto seja dizer que foi quando recuperamos o fôlego, pois entre as décadas de 60 a 80 os números de impressos em quadrinhos e livros vendidos em bancas de jornais sobre Vamps ainda impressiona e dificilmente alcançaremos tais quantidades.

Os vampiros retornam com maior enfase por volta dos anos sessenta com o trabalho de R.F.Luchetti, roteirista de filmes, quadrinhos e um dos maiores autores de Pulps sobrenaturais brasileiros e internacionais com muitas vampiras e vampiros na sua criativa e fantástica trajetória. E só nos últimos 15 anos nos tornamos um dos maiores mercados editoriais onde o tema VAMP se destaca e impressiona outros países europeus e norte-americanos. Mas se inventarmos de contar as quantidades expressivas de livros e quadrinhos vampirescos vendidos entre as décadas de 60 a 80 nas bancas de jornais, diremos que apenas retomamos o fôlego como mercado, pois dificilmente alcançaremos tais quantidades de vendas hoje (eles vendiam em média de 40 a 80 mil exemplares naqueles tempos).

O livro “Noturnos” da autora Flávia Muniz é literatura presente na rede pública e particular de ensino desde os anos 90, sendo um dos livros mais re-editados do gênero em nossas terras. Ainda na mesma década (os anos 90) temos autores como como o bestseller André Vianco (Os Sete, O Sétimo), Marcelo Del Debbio (Principia Discordia, Vampiros Mitológicos, Arkanum, Trevas). Na década seguinte foi a vez dos contos e romances vamps de Giulia Moon, Martha Argel e outros autores do grupo internético chamado Tinta Rubra; da coletânea Necrópolis Histórias de Vampiros de Gianpaollo Celi e cia;  também da antologia Voivode Estudos sobre Vampiros de Cid Vale Ferreira e Carlos Primati (voltada para a produção cultural) e do pesquisador Marcos Torrigo e sua obra seminal “Vampiros” que abordava a questão do ocultismo e espiritualidade do contexto com propriedade e nobreza. Os livros de pesquisa sobre vampiros publicados por brasileiros merecem um destaque na figura dos autores Andrezza Ferreira (História dos Vampiros, Madras 2012), Arturo Branco (Origens de Drácula, 2013) e Mayte Vieira (Sombras e Sangue, 2016). Mantemos uma página especialmente dedicada aos livros aqui.

A PRODUÇÃO CULTURAL VAMP NA CIDADE DE SÃO PAULO SURPREENDE NOS EVENTOS E NA QUALIDADE DAS PUBLICAÇÕES E CRIATIVIDADE TRANSMIDIATICA

Há pouco mais de uma década temos o programa de webradio semanal Vox Vampyrica com mais de 300 edições e uma base fiel de mais de 5000 ouvintes  e no último ano até mesmo uma revista impressa com tiragem de 500 exemplares sobre nosso contexto (lançada em setembro/2016 rumo a terceira edição!). E segundo estrangeiros que regularmente passam por aqui temos um dos cenários mais promissores  para encontros e eventos ligados ao contexto VAMP (Fangxtasy, Carmilla, Bazar Rede Vamp, Academia Fantástica, São Paulo Maldita,Sarau Mistérios da Meia Noite e Sarau Jardim de Perséfone) que nada ficam devendo a comunidades mais estabelecidas como as de Nova Iorque, Los Angeles e Londres. Toda esta rica história é contada com detalhes no terceiro capitulo do livro Mistérios Vampyricos (até o ano de 2014).

Outro destaque interessantíssimo são as festas abertas promovidas pelo casal Bela Lugosi (Vampire Haus) atualmente na praça da república no centro velho da cidade. Saindo do ramo de baladas, conferências eventos e festas até mesmo o RPG Vampiro a Máscara e seu Live Action São Paulo by Night há mais de duas décadas tem um cenário perene e contínuo de atividades por aqui, atualmente sob a tutela do organizador Raul Costa. A década atual também é marcada pelo retorno dos quadrinhos vampirescos graças aos sites de financiamento coletivo e destacam nomes como André Freitas (Ozman), André Farias e Paulo Cesas Santos (Draconian) e Chairim Arrais (Mare Rosso). Mantemos esta página sobre quadrinhos vamps! Aliás, o melhor lugar para se informar mais sobre produção cultural Vamp é aqui! Podemos ainda falar dos últimos 15 anos de filmes e curta-metragens vampirescos produzidos por aqui, assistam alguns deles neste link. E também do bem organizado contexto Vamp que se formou em Brasilia, graças os esforços da Dj e vocalista Kell Kill.

São Paulo também é a única cidade do mundo que tem uma data oficial no seu calendário há 15 anos chamada
Dia Dos Vampiros! 

São Paulo também é a única cidade do mundo que tem uma data oficial no seu calendário há 15 anos dedicada ao contexto VAMP chamada Dia Dos Vampiros! Criada pela cineasta Liz Vamp onde apreciadores do tema se encontram para doar sangue em bancos de sangue públicos e fazerem algo útil e que comprovadamente salva muitas vidas. A cidade também celebra o World Dracula Day, criado por Dacre Stoker e também oferece suporte a campanha World Goth Day. A comunidade Vamp daqui inclusive participa e está ativamente engajada em diversas causas ligadas a cidadania e direitos a liberdade de pensamento e de expressão – além de sua contínua preocupação com a pauta cultural da cidade que sofreu um pesado corte no começo do ano corrente.

Este artigo existe com a finalidade de ampliar a visão de quem está chegando por aqui sobre o contexto “VAMP” e que sua “realidade” definitivamente transcende o idealizado ou dogmatizado ao seu respeito

Este artigo existe com a finalidade de ampliar a visão de quem está chegando por aqui sobre o contexto “VAMP” e que sua “realidade” definitivamente transcende o idealizado ou dogmatizado ao seu respeito. Deixando de lado e na algibeira concepções herdadas culturalmente e desenvolvidas por seus detratores através do cristianismo e do poder secular como um todo. O vampiro fala sobre o contexto pagão contrariando normas, protocolos e vãs filosofias urbanas que perante a natureza nada são. Em termos “semânticos” somos muitas coisas e a maior parte dos termos e nomes foram dados ou cunhados como rótulos para desviantes, indignos, vanguardistas, questionadores e politicamente incorretos para o poder reinante – isto não vem a nos tornar a caricatura que eles exigem ou demandam de nós. O que “somos” ou que “estamos” é mais denso, clandestinamente aceitável e saborosamente muito mais interessante em todos os sentidos do que o que nos é oferecido como senso comum sobre vampiros. Aliás, eu não deixaria de ler este artigo se você tem dúvidas sobre o que é ser um VAMP!

“Sobre Vampiros o mundo se divide nos que acreditam tolamente, naqueles que se recusam a acreditar e nos que vivenciam o poder de sua Arte”.
Lord A:.

A Runa do Rei e a Cosmovisão Vampyrica

[UM TEXTO DE LORD A: .] Hoje vamos falar sobre Cosmovisão Vampyrica, o “Espírito Caçador e o Coração Feral” bem como das marcas e sussurros que mensuram a relação destas duas potências daqueles que carregam seu legado daemônico em sua têmpera (destino). Também vamos falar do processo de obter a clara visão, olhar adamantino e transparente daquilo que carrega em si. Na medida do possível atrelei links para textos complementares. A leitura de meu livro Mistérios Vampyricos oferece um detalhamento apropriado para o que deixo aqui de forma em passant”.Diferentemente de outros textos focalizarei aqui a questão arquetípica e não histórica. Interessante pontuarmos que

Ao falarmos do espírito caçador representado como o Vampiro contemporâneo se interpretarmos seu passado pagão e xamânico, invariavelmente lidamos com aspectos presentes no chamado cérebro  reptílico humano que lá permanece até hoje, persiste e ressurge – independente de qualquer atribuição ou arbitragem moral. Rege sobre o Apetite, proteção, reprodução e alimentação, são o que lhe impulsiona, nada de palavras, apenas imagens e símbolos que se alinham sedutoramente e apelam ao sensorial e um tom nitidamente hedonista.

Uma potência não ascética em todos os sentidos que se reconhece como parte do todo, da biosfera, da natureza ou do ecossistema e jamais da sociedade ou da tribo. Justamente por não se alinhar com o cultural e o socialmente aceito torna-se algo clandestinamente aceitável se desviado para a arte ou a filosofia.

É tomado como uma maldição pelos antigos nascer sob tal destino, principalmente se não houver uma habilidade no seu direcionamento. No passado distante tal predominância de cunho saturnino era digna de xamãs e visionários, mas havia uma outra postura e funcionalidade social para incluir, treinar e habilitar tais pessoas e sua atuação. Tal dom representa um perfeito ouroborus alquímico e símbolo “ocular” que há mais de quarenta anos inspira a dinastia Sahjaza (Extremamente necessário no passado quanto nos tempos de hoje, entenda melhor aqui) – uma consciência da finitude, extensão e emprego claro da natureza das formas (Eidos, em grego e suas temperas mensuradas sob sete parâmetros que descendem da velha teurgia)

Tocar neste assunto é falar sobre a consciência nômade, pré-agrária e de quando o aquoso e o serpentar ou a própria terra e suas florestas expressavam através do pulsar e do sussurro o próprio sagrado. A escuridão da noite de lua negra era a melhor aliada do caçador na companhia das estrelas que se tornavam ainda mais brilhantes. Tempo em que auroques ainda pastavam no continente, um eão taurino quem sabe. Alguns falam que nesta consciência jaz toda a sabedoria que alguém pode alcançar em questões de instantes como um perpétuo momento decisivo e de apoteose sem fim. Libertar ou restringir e o que fazer com o tempo desta ação era o que decidiam ou retinham para o momento do rito. Uma poderosa e vulcânica fonte de energia para o desenvolvimento pessoal e coletivo (Já discutimos como os símbolos do feminino, se tornaram o mal e a escuridão dos povos solares, aqui)

Tamanho vigor representa o próprio coração feral, assombrado por tudo que é indomável e inaceitável como um tabu na sociedade o que o desloca e o posiciona como um totem e um ancestral ou a margem da cultura da tribo; ainda assim o pária, o morto para o mundo (a tribo ou sociedade) era o xamã necessário para lidar com o inefável – e mediar sua relação com os vivos. Não admira as representações tribais o desvelarem como um orbe flamejante, um cometa ou um dragão que deixa o corpo e vaga através da escuridão noturna, enquanto seu corpo jaz como o de um morto no chão guardado por seus conterrâneos. Sedento e faminto de “Sangue” e de viver o que se mostra diante do que sonha, imagina e até mesmo é capaz de pensar. (Falamos sobre esta questão do xamã e seu corpo dracônico, aqui) se por ventura os leitores quiserem ler mais sobre viagem astral, recomendo este artigo.

A escuridão, a matéria, a forma e o tempo são símbolos femininos (falamos disso previamente aqui) não mais como antagonista e sim como a sombra bem-amada, o tremor sagrado e aquela que deseja – a musa inspiradora.

Sobre Arte: Ativado o fogo do espírito, ele se expressa no afetivo e no elemento água; na inspiração e códigos estéticos de sua representação e no domínio de sua realização e aquilo que provoca na audiência.

O calor e o fogo das profundezas ardem em seu peito, na palma de suas mãos e espelha no olhar desvelando como enxergar o outro lado através da mente e do espírito (processo marcado pelo glifo “Y”, falaremos adiante). As brasas do inferno para agonizar e ser consumido continuamente enquanto dominado pelas paixões, desejos e apegos diversos deste selvagem jardim.

Um fosso de tormentas intermináveis enquanto olhar, chamar e como escolher se aproximar e recolher mais e mais disso para si até a inevitável extinção da própria presença de espírito e da sua carne. (aprofundamos neste outro artigo estes males nos dias de hoje)

Sua alternativa a tal processo de aniquilamento é a habilidade e a conquista da maestria draconiana. Assim tornará estas visíveis chamas e luminosidade perene nas mesmas das estrelas que constelam e apontam os rumos na através da escuridão que as envolve. A escuridão, a matéria, a forma e o tempo são símbolos femininos (falamos disso previamente aqui) não mais como antagonista e sim como a sombra bem-amada, o tremor sagrado e aquela que deseja – a musa inspiradora.

Tamanho vigor representa o próprio coração feral, assombrado por tudo que é indomável e inaceitável como um tabu na sociedade o que o desloca e o posiciona como um totem e um ancestral ou a margem da cultura da tribo; ainda assim o pária, o morto para o mundo (a tribo ou sociedade) era o xamã necessário para lidar com o inefável – e mediar sua relação com os vivos. No leste europeu o mesmo termo nomeava o que era vampiros, dragões, cometas, estrelas cadentes e anjos caídos.

No contexto do oculto Cosmovisão Vampyrica a letra “Y” já foi associada a Deusa Hécate e inexiste uma verdade absoluta sobre isso.

O Círculo Strigoi tem um evidente interesse na funcionalidade arquetípica que encontram na teoria semântica norte-americana sobre as origens do termo Uppyr. Que liga a região da cidadela de Novgorod na Rússia e de seus fundadores “Varengues” vindos de Upsala e Gotland na Suécia e o passado de suas pedras rúnicas bem como de sua fusão com diversas tribos que acabaram por assumirem a liderança naquela região pouco antes do século X.

Para nós o cerne da questão da letra “y” presente em Cosmovisão Vampyrica nos remete ao passado pagão e também a renascença e os tempos pré-rosacruzes no mar Báltico (isso será discutido futuramente, como disse é uma exploração arquetípica, sabemos da história norte-americana de se usar a grafia antiga do termo para diferenciar o que eram da cultura pop, que imperou lá ).

Acredito que os mais hábeis prontamente compreenderão a equivalência simbólica e comparativa tanto do “Y” pitagórico como da Adulruna “Kyn” de Johaness Bureus, chamada de a “Runa do Rei” e equivalente ao vórtice do terceiro olho ou o chakra Ajna dos Hindus. O uso do simbolismo da clara visão, olhar transparente, olhar adamantino e olhar refulgente tão caro as nossas publicações também passam a fazer sentido. Escolher com propriedade também.

Enfim, é um conteúdo basal deste contexto. A importância do dragão no sentido que nomeia “clara visão” como utilizado pelos gregos também se torna mais óbvio, como aquele que integra e coordena a receita da tempera, sua energia, magnetismo e vitalidade dosando e regulando as suas sete forças ou substâncias formativas. Nosso apreço por forcados ou bidentes também se evidenciam. Assim como 3 misteriosos tesouros e outros 16 forças secretadas através deste processo que expressam nuances do chamado “Sangue”.

“Para nós o cerne da questão da letra “y” presente em Cosmovisão Vampyrica nos remete ao passado pagão(…) os mais hábeis prontamente compreenderão a equivalência tanto do “Y” pitagórico como a Adulruna “Kyn” de Johaness Bureus, chamada de a “Runa do Rei” e equivalente ao vórtice do terceiro olho ou o chakra Ajna dos Hindus.

A Caçada Selvagem ou Exército Furioso encontra diversas expressões no imaginário e no ocultismo. Os antigos ritos xamanicos ligados a sua prática foram homogenizados como tipos de vampiros entre os séculos XVI e XVIII

Os mitos da Caçada Selvagem essencialmente associados posteriormente aos ritos que foram nomeados como tipos de vampiros tem muitas versões no velho mundo. Podemos então dizer que Odin e seu cortejo vestem muitas máscaras; ora disputam e treinam capturar os mortos perdidos para entregar a Hel (sobre esta deusa ancestral, recomendo a leitura de seu capitulo na obra “As faces escuras da grande Mãe”, de Mirella Faur pela Ed. Alfabeto)  e outras vezes confrontam os seus antagonistas gigantes. Uma das versões menos menos conhecidas destes mitos achou lugar na figura de Arlechino ou Allichino retratada nos cantos XXI e XXIII do Inferno de Dante Aligheri, como um alívio cômico. Outras como a do temido Rei dos Elfos ou ainda Rei dos Mortos ou do Inferno foram descritas no meu livro Mistérios Vampyricos: A Arte do Vampyrismo Conteporâneo. Os mais hábeis descobrirão que a deusa hindu Kali e a nórdica Hel partilham mais segredos convergentes em suas respectivas esferas de atuação do que muitos sonham.

Descendo através do maelstrom ou do grande vórtice no oceano cósmico o espírito caçador é o aliado ou a marca do pacto ou acordo dos que carrega este legado daemônico e a habilidade para esta arte invisível e sem nome que delineamos enquanto Cosmovisão Vampyrica – com o titânico e invencível coração feral.  Ao final da caçada, se este não vier foi apenas espreita, o coração feral é tomado pelo Espírito Caçador que se apropria de mais um pouco de sua vastidão, poder e ancestralidade – até a próxima caçada e o próximo desafio, estocando o que lhe convir. Se ampliam as chamas e as infernais caldeiras onde martelos golpeiam incansavelmente o ouro e o metal do alto criando armas e ferramentas para aqueles hábeis para avançar nesta via draconiana e tortuosa (espiralada).

Tais conteúdos e suas práticas são apresentados no vindouro novo livro e no EAD do Cìrculo Strigoi disponível aqui. Informamos que é preciso estudo, tempo, preparo e certas investiduras para lidar de maneira mais saudável com tais conteúdos e práticas.

Tuberculose, Vampiros e Venenos

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[UM TEXTO DE LORD A:.]Durante o mês de março de 2017 o governo brasileiro iniciou uma campanha contra a tuberculose justamente por temer suas consequências para a população durante o outono e o inverno. Segundo os jornalistas britânicos temos um presidente com traços góticos.

A tuberculose tem um envolvimento com o passado romântico e maldito do século XIX e foi a responsável pela morte de muitos gênios e espíritos criativos nas Américas e no velho continente.

Por muitos anos inclusive pensei que o célebre poeta Álvares de Azevedo havia sido mais um dos que definharam por conta desta doença – mas graças as publicações e estudos da professora Luciana Fátima (que você pode ler aqui) descobri que a “causa mortis” de Alvares se deu por outro infortúnio. Aliás, não podemos esquecer que o vampiro está presente na literatura e na cultura brasileira há bem mais de um século e meio (bem antes de Drácula inclusive!), saiba mais aqui. 

Vampiros, tuberculose ou “consumição” desde os tempos de Voltaire no século XVIII andam juntos. Embora a questão da patologia definitivamente não crave uma estaca na simbologia e no arquétipo Vamp justamente por ele pertencer ao passado xamanico e pré moderno.

Vampiros, tuberculose ou “consumição” desde os tempos de Voltaire no século XVIII andam juntos. Embora a questão da patologia definitivamente não crave uma estaca na simbologia e no arquétipo Vamp justamente por ele pertencer ao passado xamanico e pré moderno. O conhecimento de higiene e de preservação de corpos dos mortos era algo desconhecido do grande povo. A própria noção de limpeza como forma de preservar a saúde também era pouco conhecida da maior parte da população europeia, só para termos um exemplo os próprios médicos levaram tempo para se ligarem que se lavassem as mãos antes de uma cirurgia ou parto aumentavam as chances de sobrevivência de quem recebia seus cuidados. Os horrores da revolução industrial também se enquadram nesta situação quando o povo deixou a vida no campo para trabalharem e morarem sobre péssimas condições de higiente e de vida nas metrópoles daquele tempo.

E ousaremos dizer que o definhar e a morte não são partes inescapáveis do ciclo da existência sob a forma e o tempo?

Observe os cadáveres e seus processos de morte, como incham os corpos, crescem unhas e cabelos – algo bastante natural e de conhecimento comum nos dias de hoje, mas desconhecido de todo mundo nos tempos arcaicos – acresça a isso a crença eslava o espírito fica próximo do corpo ao menos 40 noites; junte as dores e culpas do processo de luto, pessoas contaminadas pela tuberculose (que definhavam como a dos contos e relatos do vampiro prosaico) e os sintomas presentes nelas.

Pessoas que nasciam com deformidades físicas, distúrbios mentais e até mesmo contaminadas pela raiva eram tomadas como vampiros, bruxas e lobisomens. A libertação destes seres depois de mortos se dava através da estaca e decapitação quando seus corpos eram desenterrados vinham da perfuração torácica e liberação dos gases internos que aceleravam a decomposição do cadáver. Pessoas que morriam subitamente, por doenças ou crimes violentos eram por natureza aquelas que retornariam aos seus amantes e parentes no pós-morte como redivivos. Hoje em dia chamamos de trauma e usamos conceitos psicológicos elementares para dar nome ao que é desencadeado emocionalmente quando há uma morte na família e na comunidade. Naquele tempo havia a superstição e o folclore (ambos mitos sem ritos e ritos sem mitos de um passado onde houve uma espiritualidade xamanica mais hábil para lidar com tudo isso no velho continente, discutimos a questão do folclore aqui)

Uma história menos conhecida sobre os mortos-vivos é a do roubo de cadáveres frescos de sepulturas para serem vendidos as faculdades de medicina para aulas de fisiologia. Algo que merece atenção, afinal desde o século XVII todo país europeu que apresentou significativos avanços na medicina tinha nas suas proximidades (ou nos reinos mais próximos menos industrializados e acessíveis por suas estradas) constantes epidemias de mortos vivos.

Um sábio Aghori contemplando o rio, donos de um xamanismo grave e sombrio na Índia contemporânea

Enquanto tuberculosos definhavam e perdiam o sangue em hemorragias e suas peles assumiam os tons pálidos de um cadáver fresco, similar aos descritos pelos românticos e o folclore – o sangue era tido como furtado deles, era simbolizado como vida eterna entre os católicos ou tomado por seres espectrais de um passado pagão para ganharem poder sobre a vítima. Não surpreende que o documentário traga um relato sobre vítimas deste mal reagindo através de uma retalhação a um cadáver e tomando água misturada com suas cinzas. Iguaria ou ainda medicina (xamânica) que deveria ser infinitamente cara aos Aghoris lá da Índia – estes acreditam que é preciso envenenar o veneno ou adoecer a doença para obterem a cura de um mal. Processo não muito diferente de alguns ritos e cultos bruxos do norte da África que inoculam em suas crianças os venenos das cobras e plantas mais perigosas para lhes imunizarem e como parte de sua iniciação nesta sabedoria ancestral. Existe algo parecido entre algumas tribos indígenas da América do Norte e também nos integrantes de uma tribo peruana que tive a oportunidade de conhecer certa vez aqui no Brasil. Os exploradores mais sérios do chamado LHP alegam desenvolver um processo semelhante no território que exploram à sua maneira. A respeito da chamada LHP, seu contexto e conteúdos, recomendamos a leitura de nossa entrevista exclusiva com o pesquisador Thomas Karlsson.

Muito deste conteúdo e sua relação com a Cosmovisão Vampyrica será abordado no meu próximo livro, em breve falaremos mais dele.

O Brasileiro, o imaginário e o folclore local

[TEXTO DE LORD A:.] Escrever sobre folclore é caminhar no deserto e glorificar a dúvida visto que ele é um mito sem rito, ou seja uma anedota ou história infantil em geral com algum fundo moralizante e potencialmente sem qualquer vínculo com sua expressão perene e geralmente usada com intenção política. Quando se trata de folclore brasileiro lidamos ainda com aquela típica e velada imposição política cheia de falas comuns tais como “todo mundo valoriza o gringo, mas não dá oportunidade para o que é daqui”; “todo mundo é paga pau de folclore europeu e não sabe o que tem na própria terra” e por aí segue bem mais de cinquenta tons de cinzento politicamente corretos, problematizações, discursos de preconceito, cotas culturais e uma evidenciada postura fatiar e excluir o conteúdo folclórico daqui de seus equivalentes ao redor do mundo – sendo quase um crime ideológico por aqui apontar seus equivalentes comparativos de outras culturas – você corre o sério risco de ser taxado de euro centrista e outros mi mi mi.

Escrever sobre folclore é caminhar no deserto e glorificar a dúvida visto que ele é um mito sem rito, ou seja uma anedota ou história infantil em geral com algum fundo moralizante e potencialmente sem qualquer vínculo com sua expressão perene e geralmente usada com intenção política

O folclore também é injusto pois se apresenta como um rito sem mito, os seres fantásticos de suas prosas e relatos são deidades, espíritos de ancestrais ou guias espirituais de religiões afro-brasileiras e de outras espiritualidades da terra e de ritos xamanicos. Mas como tudo é apresentado desprovido da ligação espiritual e do seu processo de conexão as vezes religioso e outras mágicko ele é tratado como mera fantasia e entretenimento desprovido de algo maior. Muitas vezes lhe falta a densidade do tom conotativo e de seus personagens serem interpretados pelo simbolismo perene (verniz cultural muito presente na abordagem de símbolos folclóricos de outros países) e não apenas por discursos políticos de vitimização e de perseguição que sufocam o seu verdadeiro potencial. Infelizmente quando o assunto é o folclore brasileiro em geral ele acaba servindo de plataforma e hiper valorização para mendigar privilégios e condições especiais sendo soterrado sobre discursos políticos. Morre o simbolismo do personagem e se hiper evidencia o preconceito, política e coisas da moral datada e estagnada daqui sem permitir que seus personagens se afirmem como símbolo, mito, rito e função perene no imaginário e sua parte como patrimônio cultural e espiritual humano. Esta foi uma tendência que marcou negativamente o contexto por bastante tempo, mas que recentemente começou a ser rompida de maneira elegante e estilosa. Tornar literal e denotativo um simbolo é e sempre será o caminho certo do fracasso.

Quando o assunto é folclore nacional morre o simbolismo do personagem e se hiper evidencia o preconceito, política e coisas da moral datada e estagnada daqui sem permitir que seus personagens se afirmem como símbolo, mito, rito e função perene no imaginário e sua parte como patrimônio cultural e espiritual humano. Esta foi uma tendência que marcou negativamente o contexto por bastante tempo, mas que recentemente começou a ser rompida de maneira elegante e estilosa.

O negócio é que existem bons personagens no folclore brasileiro que podem render bastante na cultura pop a exemplo do que vemos em outros países. Se lá eles tem dragão nós temos Boitatá! A feiticeira Circe da Odisseia só se tornou quem é graças ao fato de ter sido descoberta por Homero. Existem bons personagens por toda parte que esperam por bons contadores de história, esta é a única maneira deles conquistarem espaço e o coração dos fãs. Uma história bem contada conquista o público e as empresas responsáveis por sua produção e veiculação. Não existe discurso político, lei, ideologia, direito, cota, privilégio ou qualquer outra coisa que possa mudar isso – porque será mais uma coisa empurrada goela abaixo e o imaginário nunca funcionou dessa maneira em nenhuma parte do mundo. O fanático e o fantástico são coisas diferentes. O imaginário compreende reis, heróis e vilões de todos os gêneros e tipos e não tem apreço para burocratas e colarinhos brancos de nenhum tipo. Só o fanático (ou o carente) precisa compulsivamente conscientizar (persuadir) os outros de seu fanatismo e posse de verdade (no dogma e ideologia defendida por ele) e apontar o dedo em riste culpando e nomeando como alienados quem não se afina com seu discurso e postura. Meu conselho as pessoas criativas:

Larguem mão da ideologia, do politiques, da busca por popularidade na respectiva minoria ou bolha social que integra, da cartilha do politicamente correto e criem boas histórias. Quem gosta de arte e de folclore assiste um filme como Star Wars ou lê uma coletânea para curtir uma boa narrativa e se inspirar – só militante e fanático precisa se ver refletido em cada obra produzida para ele e seu regime. Ignore o politicamente correto.

No início deste artigo e também agora compartilho a seguir os meus vídeos favoritos da série IMAGINÁRIO, originalmente produzida para o Youtube no ano de 2016 (se não me engano). Totalmente baseada nos personagens do folclore nacional com uma abordagem mais sinistra e deliciosamente bem executada que ressalta os personagens e seus mistérios (alguns bem aterrorizantes) o que ilustra a possibilidade de se contar boas histórias e deixar o transitório problematizar tudo que existe em nome do politicamente correto (como válvula de escape do próprio rancor e dissabor) no seu devido lugar ou seja bem longe da arte! A série é simplesmente maravilhosa e merece a audiência de todos vocês. Tenho alguns amigos que estão produzindo livros e filmes sobre personagens do folclore nacional que irei abordar por aqui nas próximas oportunidades.

 

OS PRIMEIROS VAMPIROS BRASILEIROS

Rubens Lucchetti, o grande mestre do terror e do fantástico no Brasil que assombra nosso imaginário

[Um Texto de Lord A:.] Escrever este artigo sem mencionar o trabalho e a obra do mestre Rubens Francisco Lucchetti a frente de incontáveis romances pulps e revistas de histórias de quadrinhos de terror é uma evidente heresia. Nas suas páginas Drácula, Nosferatu e muitos outros vamps se imortalizaram no imaginário brasileiro contemporâneo. Ao falarmos de cronologias vampirescas falamos de uma história de efeitos e como seus conteúdos ressoam e influenciam continuamente novos criadores e criadoras com o passar das décadas estabelecendo um diálogo único e que se desenrola continuamente. Então, se você gosta de Vamps e não conhece o trabalho do Rubens eu sugiro que corra atrás de revistas como a Calafrio e incontáveis outras publicações.


RUBENS LUCCHETTI É O GRANDE PIONEIRO DO GÊNERO VAMP, DO TERROR E DO FANTÁSTICO BRASILEIRO
SUAS CRIAÇÕES E PERSONAGENS ASSOMBRAM ATÉ HOJE O IMAGINÁRIO E A CULTURA POP


No entanto, os primeiros vampiros  brasileiros não surgiram na década de 1960 do século XX, tampouco o novelista Antônio Calmon da Rede Globo ou o humorista Chico Anísio foram os “pais” dos vampiros daqui como dizem por aí, entre os anos 80 e 90. Isso também não depõem contra suas criações que por sinal apreciamos sem restrições. Nem o simpático Zé Vampir ou a Turma do Arrepio chegaram primeiro neste contexto. Embora hoje em dia seja comum histórias vampíricas ambientadas nos tempos de Dom Pedro ou ainda de Pedro Alváres Cabral, os primeiros vampiros brasileiros apareceram por aqui ainda no século XIX ao menos em termos históricos nas artes e na literatura. Digo isso, inclusive porque as culturas pré-colombianas que estavam por aqui bem antes de Cabral, já tinha morcegos sanguinários e jaguares como deuses e xamãs – também falamos mais disso neste outro artigo. Aliás a questão do vampiro e do xamã (incluindo ritos da América Central) é tratada de forma enpassant  e ainda neste outro artigo. E algo aqui recorda o Vurdolak que devorava a lua!

VAMPIROS NA AMÉRICA PRÉ COLOMBIANA

A própria tradição oral brasileira fala sobre índios de hábitos noturnos conhecidos como “Kupe-dyeps” que saíam por aí degolando os inimigos com trajes de morcegos e machados de formas lunares no alto Tocantins. Tais índios morcegos lá na Serra do roncador e outras deidades e figuras folclóricas vampirescas ao longo da América do Sul e Central. Vale até mesmo acrescentar a polêmica de um deus morcego e de caninos alongados nomeado como “Moxica”, fato que incomodaria um monstro sagrado do nosso cinema nacional, que acredita que vampiros são europeus demais (um dia conto essa história).  Se considerarmos ainda os relatos de morcegos de estatura agigantada presentes na tribo Waipã, lá no Maranhão ou o caso de um fóssil dessa envergadura encontrado na Argentina no começo do século XXI em agosto de 2000, poderemos ao menos especular que a América do Sul tem muito mais a ver com o vampirismo do que o leste europeu, mas essa história fica para outro dia.

Como já disse os primeiros vampiros brasileiros vem do século XIX. Sim, o século 19 onde o vampiro foi um evidente fenômeno literário, teatral e operístico no velho e no novo mundo. Não poderia ser diferente e tampouco ocorrer de outra maneira. Interessante ressaltar que a maior parte destes vampiros brasileiros do século XIX foram publicados anteriormente ao célebre romance de Bram Stoker, colhendo influências e inspirações nos escritos de Teophile Gautier, Byron, Polidori, Baudelaire, Shelley e muitos outros grandes nomes do terror gótico. Falando em autores brasileiros, tenho certeza que o célebre Álvares de Azevedo, nos reserve alguma surpresa neste contexto Vamp…

 Vamos falar um pouco das obras que apareceram os
primeiros vampiros brasileiros:

1849 – OTÁVIO E BRANCA (A MALDIÇÃO MATERNA): Escrito por João Cardoso de Menezes e Souza foi o primeiro a trazer a imagem vampiresca ainda que de maneira sugestiva como uma maldição dos pais que recai sobre os filhos. A imagem do vampiro aparece praticamente no começo e no encerramento da obra de maneira sublime, na forma dos amantes que dão nome a história, ambos morrem jovens e amaldiçoados ficando propensos a vagarem entre os mundos. Ainda que ambientada no Brasil ela ressalta um inegável clima europeu.

1890- FOME: De Rodolfo Teófilo tem como cena marcante quando o protagonista adentra um quarto onde dezenas de morcegos sugam copiosamente o sangue de uma criança já morta. A imagem evocada pelas palavras impressiona até mesmo os leitores de hoje pelo requinte macabro e aceitavelmente exagerado. Tais morcegos são retratados como animais com fome se alimentando no terrível e desértico sertão. Interessante pontuarmos até hoje existem relatos de morcegos de grandes proporções e suas ossadas encontradas através da América do Sul.

1891- A MORTALHA DE AUZIRA: O autor foi Aluísio de Azevedo, também responsável pelo livro “O Cortiço” obra conhecida e recorrente dos vestibulares brasileiros. Sombria ao extremo e ambientada na França do século XVIII narra os espectrais encontros entre o padre Angelo e a cortesã Alzira, ele sedento pelo sangue de quem tentar lhe afastar da amante e ela ávida por consumir seu espírito e vitalidade. Vale pontuar que estes encontros ocorrem depois da morte dela através de sonhos, onde aos poucos o bom padre perde a noção do que é a realidade comum. Fulminado pela paixão o bom padre descobrirá como sua energia e vitalidade pode se esvair por esta ferida afetiva e lhe assegurando um destino pior do que a morte. Aliás, você já leu nosso artigo sobre os morcegos do cemitério Pére Lachaise, na França? Já assistiu nosso video exclusivo no cemitério HighGate em Londres? Ou ainda o artigo na exposição da Luciana Fátima?

1893- ACAUÃ: Desenvolvido pelo autor Inglês de Sousa foi um grande sucesso literário do seu tempo onde a vampiresca Vitória leva a jovem Aninha a definhar gradativamente. Diferentemente das outras obras presentes neste artigo aqui a ambientação tem pouco ou quase nada do gótico europeu, sendo o título uma menção a uma ave considerada agourenta no Amazonas e entre os ribeirinhos que vivem isolados de todos. O ponto alto da obra é que ela é a melhor a retratar elementos brasileiros como crenças e superstições locais na imagem vampiresca que se alimenta da vida e da vitalidade emocional dos outros. *E pensar que mais da metade da minha vida morei próximo a rua que leva o nome deste escritor, sem conhecer tal obra…

1908- ESFINGE: Publicado no começo do século XX e de autoria de Coelho Neto traz um vampiro acentuadamente andrógino chamado James Marian apaixonado por sua Miss Fanny que morreu há poucos dias de uma moléstia que consumiu pouco a pouco. Sobre o tal vampiro e sua sede espiritual afirma-se que ele foi o resultado de uma cabeça feminina implantada em um corpo masculino(!) o que nos remete a uma inspiração ou influência do clássico Frankenstein. Ambientado no Rio de Janeiro daquela época traz em suas páginas diversos tipos e elementos característicos da localidade alinhavado a simbolismo oriental, boemia e os criativos daquele tempo. A trama gira ao redor da história da vida desta quimera chamada James Marian.

O QUE ACONTECEU DEPOIS DISSO TUDO?

O terceiro capitulo do livro aborda detalhadamente os últimos 40 anos da produção cultural vampiresca no Brasil em todos os frontes!

Entre 1908 e 1960 temos um período de 52 anos que o vampiro aparentemente esteve relegado a produção literária e conteúdos espiritualistas ou ocultistas no contexto brasileiro. Isso não vem a ser uma regra, mas aparentemente o material deste período é bem escasso.

Os vampiros retornam a cultura pop brasileira e ao seu imaginário com maior ênfase durante a década de 1960 com as criações do autor Rubens Lucchetti nos quadrinhos e romances “pulp” que foram verdadeiros êxitos editoriais. Mais ou menos no final daquela mesma década teríamos o lançamento do filme nacional “Um Sonho de Vampiros”, com a participação da atriz Norma Bengell no filme italiano “Planeta dos Vampiros” e com a novela carioca “Mansão dos Vampiros” com o galã Mário Gomes e Tereza Rachel. E a partir daí também nas montagens teatrais diversas.

Daí em diante a história do que aconteceu aqui no Brasil, cerca de quatro décadas até mais ou menos 2014 é narrada detalhadamente e com exclusividade no livro MISTÉRIOS VAMPYRICOS A ARTE DO VAMPYRISMO CONTEMPORÂNEO, disponível aqui.